Depois de uma missão complicada, a ponte finalmente estava concluída. E para comemorarmos Tazuna preparou um belo banquete de despedida para as equipes de Konoha, ele não conseguia colocar em palavras o quanto estava agradecido aos seus salvadores que não só o salvaram como libertaram o país das ondas da mão cruel de Gatou.




— Tudo isso? — pergunta Minami animada.




— Fiquem a vontade, aceitem como um gesto de gratidão. — disse Tsunami sorrindo.




— Mas tem muita comida. — comentou a Haruno.




— Chamamos Kakumei e sua equipe, mas parece que eles não vão vir. — disse a filha do construtor visivelmente triste.




Mesmo depois de derrotar Gatou, a equipe onze continuou distante, nem mesmo a gratidão do povo do país das ondas acabou com o clima hostil entre a equipe onze e a família do construtor. A situação era complicada e os ninjas misteriosos não tinham nenhum interesse em ceder.




— Eu tentei pedir desculpas. — disse o filho de Tsunami de cabeça baixa.




— Palavras não podem ser desfeitas depois de ditas, sei que está arrependido, mas isso não vai mudar o que você disse. — fala o Hatake.




Minami estava em silêncio, hoje seria seu último dia no país das ondas e esperava poder passar ele ao lado de seu irmão. Entretanto, seu irmão se mostrou uma pessoa inflexível junto com sua equipe e mantiveram distância de Tazuna mesmo depois da luta contra Zabuza.




Ela ainda não havia esquecido a cena que Naruto havia deixado no campo de batalha após enfrentar os capangas, e não esqueceria tão cedo. Enquanto ela havia derrotado e amarrado seus inimigos, Naruto os massacrou da pior maneira possível, destruindo seus corpos e espalhando suas partes por todas as partes. Sem dúvidas aquela cena ficaria marcada em sua mente por um longo tempo.




A loira não era contra matar os inimigos, ela sabia perfeitamente que aquilo fazia parte do mundo ninja e haveria um momento em que ela precisaria tirar a vida de alguém que iria contra ela. Mas ela não conseguia entender como seu irmão conseguia matar de forma tão fria e cruel e agir como se nada tivesse acontecido.




— Eu fui lá mais cedo, eles não estavam no acampamento. — comenta Sasuke chamando a atenção da loira.




— Estranho, eles podem ter ido dar uma volta na cidade. — disse Kakashi.




— Ou podem estar na praia, eles gostam de ir lá. — comentou Sakura.




— Ou simplesmente já foram, eles teriam feito isso antes se não fosse a missão. — disse Tazuna.




— Não, as coisas deles ainda estão lá. Shiva gosta de caçar a própria comida, já os outros devem estar na praia, talvez estejam fazendo a comemoração deles. — disse o Uchiha. — Sem contar que Naruto prometeu visitar minha mãe depois da missão.




— Verdade, vocês se davam muito bem nessa época. — comenta a Haruno.




— Sim, minha irmã vai surtar quando ver ele. — disse Sasuke sorrindo.




— Talvez até mesmo vejamos mais ele em Konoha, soube que ele mora na área nobre na aldeia. Os protetores deles não pouparam dispesas, compraram uma mansão enorme. — comenta Kakashi.




— Então eles são ricos? — pergunta Tazuna.




— Sim, muito ricos. — respondeu o Hatake.




— Como sabe tanto dele? — pergunta Minami.




— Todos comentam sobre os nobres das montanhas. — responde o jounin.




— Sei, o nome disso é fofoca. — disse Sakura.




Pelo visto a única coisa que Minami podia fazer era torcer para ter outra chance de estar com ele, mas ela sabia que seria difícil. Sem contar que teria que lidar com seu pai assim que colocasse os pés em Konoha, algo que mesmo não querendo fazer, não teria como adiar.




Minami sabia que seus padrinhos iriam partir em breve, eles não gostavam de estar em um lugar só. Ela teria que dar um jeito de arrumar um lugar para ficar, pois nada no mundo a faria aceitar morar com Minato e Kushina, não depois de tudo o que ela soube que aconteceu com seu irmão.




— Podemos organizar um dia com os amigos, acho que ele vai querer ver Shikamaru e os outros, eles sempre se deram muito bem. — comentou Sasuke.




— Sim, mesmo sendo um excelente aluno, Naruto adorava matar aula junto com Choji e Shikamaru, e volta e meia Kiba se juntava a ele. — comenta a Haruno sorrindo ao lembrar dos tempos da academia.




— Vai querer participar? Vocês se deram muito bem. — pergunta Sasuke olhando para a loira.




— Não sei, não somos tão próximos. — respondeu a loira sem jeito.




— Mas vocês já até tomaram banho juntos. — comenta Kakashi deixando Minami vermelha.




— E-Eu estava apenas ajudando ele. — respondeu a loira sem jeito.




— Ele é um rapaz muito bonito, tem certeza que é apenas isso? — pergunta a filha de Tazuna sorrindo.




— Sim, ele também é muito elegante e todo aquele ar misterioso deixa ele ainda mais charmoso. — disse a rosada vendo Minami ficar ainda mais vermelha.




— Vocês querem parar com isso. — disse a Namikaze envergonhada. — Não é nada disso que estamos pensando.




— Ninguém aqui está pensando nada, só estamos comentando o que vimos durante a missão. — disse o Hatake deixando a loira ainda mais vermelha, ele sabia bem quais eram as intenções de sua aluna, mas aquela situação estava bastante divertida.




— Me pergunto como Shiva deixava você chegar perto dele, ela sempre ficava em posição de ataque quando eu conversava com o Dobe. — comentou Sasuke.




— Nem mesmo se roupas dele ela deixava eu chegar perto. — comenta Tsunami.




— Ela deve ser do tipo ciumenta, ele é muito forte, não precisa ser protegido. — disse Sakura. — E tem o Aiko, aquele maldito roubou uma de minhas calcinhas. Mas Kakumei fez ele devolver.




— Ao menos ele é muito habilidoso, ele e Shiva tem um trabalho em equipe perfeito. Os estilos de combate dele são muito semelhantes e ele já mostra ser um baita especialista em armas. — comentou Kakashi.




— O único jutsu que vi Naruto usar foi o de se ocultar na névoa, e isso foi durante o treinamento. Ele parece ser um usuário de Suiton bastante habilidoso. — disse Minami enquanto se servia.




— A especialidade dele é o elemento Futon, tanto que ele conseguia até mesmo deixar as kunais mais afiadas quando treinavamos juntos. — disse o Uchiha se lembrando da época que o loiro vivia em Konoha.




Kakashi já estava prevendo a dor de cabeça que seria ter que contar tudo para seu sensei, mas isso era necessário. Naruto era um ninja poderoso com um futuro brilhante, mas estava sob os cuidados de pessoas perigosas que não havia mostrado suas intenções, e isso deixava tudo muito difícil de se analizar.




— Mas sabe o que me chamou a atenção? A forma respeitosa como eles tratam Naruto, não é apenas como um companheiro, mas sim como alguém com status superior. — comentou a rosada chamando a atenção de todos.




— Agora que você comentou… — disse Sasuke pensativo. — Talvez isso explique o nome dele agora.




— O nome dele? — perguntou Tazuna.




— Quando estávamos na academia ele não tinha um sobrenome, era apenas Naruto. — respondeu Sakura. — Talvez ele tenha sido adotado pelos senhores das montanhas, e Kakumei não seja apenas sua sensei, mas também sua serva.




— Aiko já comentou sobre ele ter muitos servos a disposição dele no castelo, talvez realmente seja isso. — comentou Minami sorrindo, era bom ver que seu irmão havia encontrado alguém para cuidar dele.




— Isso também explica a forma elegante que ele sempre se veste. — disse Tsunami servindo seu filho.




— E ele sempre prezar pelos modos e a educação de seus colegas de equipe. — completa o construtor.




Aquilo sem dúvidas era algo que Minato precisava saber, o Hatake não estava pronto para as reações de Kushina quando soubesse de tudo aquilo. Ela ia gostar de saber como seus filhos ficaram próximos durante a missão, mas saber que agora ele tinha uma família seria complicado.




Ele sabia que Minami não iria conversar com seus pais tão cedo, principalmente da forma como ela descobriu tudo o que aconteceu enquanto ela estava com seus padrinhos. E Kakashi não conseguia pensar em nada que pudesse ajudar seu sensei e sua esposa naquela situação.




Eles eram os únicos culpados, se hoje Naruto estava cego e não sabia da existência de sua irmã e Minami não podia conviver com seu irmão era culpa deles. Nada que eles fizessem iria mudar o que aconteceu, e ninguém ali sofreu mais que Naruto que estava vivendo muito bem sua nova vida.




Por mais estranhos e suspeitos que os senhores das montanhas pudessem ser, eles cuidaram de Naruto e o educaram, deram a ele tudo do bom e do melhor, lhe treinaram e deram a ele uma nova chance. Enquanto aqueles que deveriam amá-lo o desprezaram por algo que eles mesmos fizeram.




O melhor a se fazer era deixar tudo como estava e deixar o tempo fazer seu trabalho. Forçar as coisas poderiam piorar ainda mais aquela situação e isso iria prejudicar até mesmo quem só queria fazer as coisas do jeito certo.





[...]





Zabuza acordou ainda meio zonzo, mas estranhou não sentir a dor de seus ferimentos. Ele lembrava perfeitamente da batalha que teve contra a mascarada e do ataque devastador que o atingiu, mas ali estava ele em uma espécie de tenda com seus ferimentos completamente recuperados.




— O senhor acordou. — disse o companheiro do nukenin feliz.




— Onde estamos? — pergunta o espadachim da névoa.




— Eu não sei, acordei pela manhã e não estou em muitas condições de me mexer depois daquela luta. — respondeu Haku.




— Deveriam estar descansando, meu senhor virá falar com vocês em breve. — disse uma mulher entrando na tenda.




Foi impossível para Zabuza não notar as orelhas pontudas da mulher, ela era loira e tinha estatura mediana. Mesmo assim seu corpo ostenta belas curvas que chamaram a atenção do nukenin, ele se perguntava o que ela era, pois tinha certeza que não era humana.




— Uma elfa? — pergunta Haku. — Pensei que fosse só história.




— A grande maioria de nós vivem no reino da floresta dos sonhos, mas outros como minha família e eu servimos clãs místicos. — respondeu a elfa. — Meu senhor aguarda sua recuperação, irei avisar que já despertou.




— Não será necessário, já estou aqui. — disse Naruto entrando na cabana acompanhado de Shiva e Aiko.





— Meu senhor. — A elfa de curva de forma respeitosa.




— Fez um bom trabalho, agora se me permite eu gostaria de conversar com seu paciente. — disse o Kurayami vendo a elfa se retirar.




— Onde está a mascarada? — perguntou o nukenin.




— Preparando nosso retorno para casa, mas não é para isso que ordenei que sua vida fosse polpada. — respondeu Naruto. — Você se aliou a Gatou em busca de recursos, e creio que seja para ajudar a resistência em Kiri.




Zabuza apenas encarou o jovem a sua frente, ele não era poderoso como a mascarada, mas ele sabia que estava diante de um senhor da noite. Ele já ouviu histórias de seres sobrenaturais e aqueles que os governam, e saber que alguém assim tinha interesse nele fazia Zabuza temer por ter sido poupado.




— Sim, queremos derrubar a tirania do yondaime Mizukage. Mas ele conta com aliados poderosos e nossos recursos estão no limite, todos ajudam como podem, mas ainda não é o suficiente. — respondeu Zabuza.




— Entendo, você tem contato com o líder da residência? — perguntou Naruto.




— Sim, mas qual seu interesse nesse assunto? — pergunta o nukenin de forma direta.




— As nações elementares estão dentro dos meus domínios sobrenaturais, mas não quero limitar minha influência apenas as raças youkais e outros seres místicos. A melhor forma de garantir a harmonia entre o mundo e o mundo sobrenatural é sendo capaz de controlar os dois, por isso vou colocar pessoas sob meu domínio na frente das nações elementares. — respondeu Naruto vendo Zabuza o encarar. — Posso garantir que a resistência seja vitoriosa, desde que aceitem servirem a mim.




— Acha que alguém aceitaria isso? — pergunta Haku.




— Bem, as sementes já estão sendo plantadas e em breve elas darão frutos. Estou dando a resistência a chance de ser minha aliada, não aceitar será dizer que em breve seremos inimigos. E eu não sou piedoso com meus inimigos. — disse Naruto retirando seus óculos, mostrando seus olhos completamente vermelhos.




Zabuza sabia que estava em uma situação difícil, aceitar tal acordo os condenaria a servidão eterna e negar podia significar a morte de Kiri. O loiro havia deixado claro que iria dominar as nações elementares de qualquer jeito, o Mizukage não era o único perigo no país da água e haviam muitos que aceitariam tal acordo em troca de poder.




— Supondo que eu convença a líder da resistência a aceitar esse acordo, o que tem a oferecer? — perguntou o espadachim da névoa.




— O apoio militar necessário para derrubar o atual Mizukage e ajuda financeira para reconstruir Kiri ao fim da guerra, óbvio que reuni minhas tropas levará tempo. Por isso considere isso uma oferta de bom grado. — respondeu Naruto.




Shiva apenas entregou um pergaminho para o nukenin de Kiri, nele havia todo o dinheiro que pertencia a Gatou, junto a uma quantia generosa de ouro. Naruto optou por ficar com as empresas que pertenciam a Gatou e a controlar seus negócios ilegais, isso iria garantir aos Iluminados uma bela fonte de recursos.




— O que é isso? — perguntou Zabuza.




— Dinheiro para comprar o que precisar, o suficiente para manter sua causa pelos próximos seis meses. Óbvio que espero receber a resposta da resistência antes disso. — respondeu o Kurayami.




— E quanto a Gatou? — perguntou Haku.




— Morto, mas seja grato a ele. Boa parte do dinheiro que tem aí veio dele. — respondeu Shiva.




— Tenham em mente que o chefe está sendo generoso, nem todos podem contar com tal sorte. Se não aceitarem faremos a proposta para outros, isso pode incluir o próprio Mizukage. — comentou Aiko.




— Isso é uma ameaça? — perguntou Haku.




— Não, não trabalho com ameaças, estamos apenas avisando. Para mim tudo não passa de negócios, quem vive ou quem morre pouco importa, o mesmo vale para quem estará na frente de Kiri pelos próximos séculos. Desde que essa pessoa obedeça a mim pouco importa o que essa pessoa faz ou deixa de fazer com seu povo. — disse Naruto colocando seus óculos.




— Você é um monstro. — disse o ajudante de Zabuza.




— Não meu caro, fui transformado em um. Deixarei minha serva cuidando de seus ferimentos até que tenha total condições de ir, como deve saber a ponte está concluída e não há mais nada que me mantenha aqui. Descanse bem e aproveite, providenciei tudo do dom e do melhor para garantir seu conforto. — disse o loiro saindo da cabana acompanhado de seus companheiros.




O nukenin de Kiri estava em silêncio, em toda sua vida ele nunca imaginou se encontrar em uma situação como aquela. Ele sabia que aquilo não era uma negociação, mas sim um aviso do que iria acontecer com Kiri futuramente.




— Espere! — pediu Zabuza.




Naruto apenas parou de andar, como ele já esperava o nukenin iria ceder a suas palavras. O ser humano era previsível e emotivo, mostrar que para ele tudo não passava de uma enorme negociação e que as vidas que pudessem ser perdidas no processo não tinham nenhum valor era a forma mais eficiente de causar o impacto desejado em qualquer humano. Até mesmo os mais sanguinários se assustavam perante o descaso que os filhos do sangue tinham pela vida, o que tornava tudo muito mais prático. Qualquer um que não tivesse valor ou não servisse para nada deveria ser eliminado, de forma simples e direta.




— Se a líder da resistência aceitar sua proposta, o que ela terá que fazer? — perguntou o nukenin.




— Óbvio que coisas como recebimento dos tributos está incluso, pois além de armas e meus soldados irei ajudar a reconstruir sua aldeia. Mas se está perguntando a respeito da forma como governam não há com o que se preocupar, não tenho Intenções de tirar a autonomia dela ou de ser adorado por seu povo. — respondeu Naruto se virando. — Tudo o que preciso é que ela sirva a mim, enquanto ela fizer isso irei garantir paz e prosperidade a seu povo.




— Ao longo da história de sua espcie, as maiores civilizações que já reinaram nessa terra serviram aos filhos do sangue. Lógico que em contrapartida existem aquelas que opinaram por não servir ou que se atreveram a virar as costas aos senhores da noite, nada de bom com os povos que cometeram tal ato. — concluiu a albina.




— Tudo o que quer é ser um grande mestre de marionetes. — comentou Haku.




— Se prefere ver assim… eu não preciso saber o que cada habitante de faz o que deixa de fazer, basta ter o controle do Kage e aqueles que o servem farão o que eu quiser. — disse Naruto. — Não quero escravos, isso não faz meu estilo, podemos conseguir comida das suas prisões e hospitais. Ninguém vai se importar com que acontece nas sombras, pois estarão felizes e em paz vivendo em uma vila renascida e próspera, mesmo depois de anos de guerra civil.




Olhando para as coisas daquele ponto de vista, era muito melhor que Kiri fosse governada nas sombras por alguém que não planejava nada contra seu povo do que por um tirano que perseguia seu próprio povo e matava qualquer um que pudesse vir a ser uma ameaça para ele futuramente.




O reinado do yondaime Mizukage foi marcado por sangue e morte, não era por menos que sua aldeia ficou conhecida como vila da névoa sangrenta. Nunca na história do mundo ninja houve um governo tão brutal, que ficou temido não apenas pelas nações estrangeiras, mas também por seu próprio povo.




As perseguições aos usuários de kekkei genkai foram o estopim que seriam início as revoltas e a criação da resistência, dando início a guerra civil que vem acontecendo até os dias atuais. O atual Mizukage não era apenas poderoso, também contava com aliados que não apenas o ajudavam em batalha como também financiavam seu governo.




Diante de um inimigo tão voraz a resistência vem perdendo cada vez mais força, tanto muitos como Zabuza se tornaram mercenários em uma tentativa desesperada de conseguir recursos para ajudar a causa. Mas o Mizukage não pensou duas vezes em tornar todos aqueles que lutavam contra ele em nukenins, o que tornava a busca por recursos muito difícil.




Mas ali diante dele estava a solução de tudo, o único preço a pagar era a total submissão de seu povo, mesmo que eles nem fizessem idéia de quem estava servindo. Zabuza sabia que o jovem a sua frente não apenas era capaz de ajudar o próprio Mizukage para ter o que queria como podia simplesmente enviar suas forças para Kiri e derrotar os dois lados sem nenhum problema.




— Posso tentar convencer a líder a aceitar seu acordo, é o máximo que está ao meu alcance. — isso o nukenin de Kiri de cabeça baixa.




— Não se esqueça que meus olhos estão atentos a tudo o que acontece, mesmo em terras distantes estarei de olho em você. — avisou Naruto.




— Meio irônico você falar isso sendo cego. — comentou Aiko recebendo um soco na costela de Shiva logo em seguida.




— Você realmente não consegue ficar calado não é? — disse a albina irritada.




— Apenas ignore, se não se importar eu deixarei dois de meus servos perto de você para aguardar a resposta. — disse o Kurayami estalando os dedos.




Duas estranhas criatura entraram na tenda, pareciam uma mistura de peixe com um humano, seus olhos vermelhos fizeram até mesmo Zabuza recuar a um pouco, por mais que já tivesse rodado o mundo em sua vida como Shinobi, nunca tinha visto uma coisa daquelas em sua vida.




— O que são essas coisas? — perguntou Haku.




— São tritões, muito leais e bastante úteis. Foram eles que os resgataram após a luta contra Kakumei, mostrem respeito a seus salvadores. — disse o loiro sorrindo. — Manterei eles perto de Kiri, chamem por eles que eles irão atender. Se a resposta demorar ou não for de meu interesse, irei pessoalmente até o Mizukage oferecer o mesmo acordo. Mas é claro que não deixarei esse dinheiro de lado, mandarei alguém cobrar a dívida caso não aceitem minha oferta.




— Está basicamente nos dizendo que não temos outra escolha a não ser aceitar sua proposta. — rebateu o espadachim da névoa.




— Estou apenas alertando das consequências que virão caso não aceitem, nada mais que isso. Posso ser imortal, mas não tenho nenhuma intenção de esperar uma resposta para sempre, principalmente quando estou mandando recursos suficientes para equilibrar a guerra mesmo sem uma resposta favorável. — disse o Kurayami fazendo carinho na cabeça de um dos tritões.




— Não será fácil convencer a líder da resistência a aceitar uma oferta dessas sem mais nem menos. — disse o assistente de Zabuza.




Aquilo era verdade, se Naruto quisesse ter Kiri aos seus pés ele teria que mostrar de forma eficiente não apenas o que eles tinham a ganhar, mas também o que acontecia com quem estava em seu caminho. E havia uma forma bastante interessante de fazer isso.




— Neste caso, enviarei uma comissão para passar mais detalhes e discutir tudo de forma mais direta após o fim da guerra civil. Esteja avisados de que não eviarei qualquer um, mas um de meus generais. — disse o loiro. — Ele estará qualificado não apenas para discutir o acordo, mas para tirar suas dúvidas. Agora descansem, como eu disse, providenciei tudo para que tenham tudo o que precisam enquanto estiverem aqui.




Naruto apenas se retirou da tenda sendo acompanhado por Aiko e Shiva, a atual situação de Kiri a torna perfeita para iniciar seu plano. Ele sabia que não haveria algo assim nas outras aldeias, mas ele tinha bastante tempo para pensar em formas de colocar as demais idéias aos seus pés.




— Meu senhor, os preparativos já foram concluídos. Podemos voltar para a Konoha ainda hoje se for sua vontade. — avisou Kakumei.




— Prometi a Sasuke que iria visitar o clã Uchiha assim que a missão fosse concluída, se quiserem ir na frente fiquem a vontade. — respondeu Naruto.




— Tem certeza que não precisará de nossa ajuda? — perguntou Shiva.




— Com ciúmes da loirinha? — perguntou Aiko vendo a albina lhe lançar um olhar mortal.




— Se achar mais adequado pode acompanhá-lo durante a visita, não é bom que nisso senhor ande por aí sem sua guarda pessoal. — aconselhou Kakumei.




— Neste caso eu irei, não confio em Konoha. — disse Shiva.




— Nesse caso é melhor eu ir também, assim eu evito que a Shiva mate alguém. — disse o ruivo de forma preguiçosa.




— Creio que o senhor já conversou com nossos convidados. — disse a morena indo direto ao assunto.




— Sim, deixei claro não apenas meus termos como o que pode acontecer caso eles não aceitem. — respondeu o loiro. — Quero que dentro de um mês e meio envie uma comitiva para o país da água e que ela seja liderada por Selina.





— Ela é comandante dos seus pelotões de infantaria, suponho que queira dar a eles uma pequena demonstração do que irão ganhar caso aceitem sua proposta. — comentou Kakumei sorrindo.




— Muito mais que isso, quero que eles também vejam o que pode acontecer com eles caso caso não aceitem minha proposta. — explicou o Kurayami.





Aquilo pegou a primordial de surpresa, nem mesmo ela havia enxergado tão longe e sua função dentro dos iluminados era ser a estrategista chefe. Sem dúvidas havia escolhido bem quem deveria os liderar.




— Vamos para o acampamento, será uma longa viagem até Konoha. — disse o loiro sorrindo.