Notas iniciais
Olá, eu voltei. Esse capítulo estava escrito a algum tempo, hoje finalmente resolvi postar. Não estou postando com muita frequência, pois o desanimo não deixa :// A fic já está perto do final, então não se surpreendam se a história der uma adiantada boa. Próximo capítulo é um POV Damon ;) Boa leitura!

Acordei com resmungos de Ava, clamando atenção. No relógio marcavam 09h38mim. Ainda estava com sono, fomos dormir tarde noite passada, mas já estava acostumada a essa rotina.

Levantei-me e peguei minha pequena para tomarmos banho juntas. Isso era um momento que gostava de ter com ela, fazia com que me sentisse mais ligada a ela emocionalmente.

Depois de devidamente arrumadas, seguimos para o andar de baixo. Atrás de seu leite. Deixamos Damon dormindo, esse nem se mexeu com a movimentação no quarto.

Encontrei mamãe, Charlie e Renesmee à mesa tomando café. Renesmee literalmente implorou para passar a noite aqui para os pais, depois da intervenção de Charlie alegando que ela ficaria bem, eles cederam.

Quando saí de La Push, Renesmee aparentava uma menina de sete anos, mas agora tem a fisionomia de uma menina de dez anos, e muito esperta para sua verdadeira idade.

– Bom dia – saldei entrando na cozinha.

– Bom dia, querida. Achei que dormiria um pouco mais, já que você não gosta de acordar cedo – murmurou minha mãe com um sorriso.

Soltei um riso, apesar de ter nos afastado durante esses anos, ela ainda me conhece tão bem.

– Bem que gostaria, mas alguém tem que alimentar a pequena, já que o Damon está desmaiado. Nem me viu sair do quarto – indaguei.

Preparei um mingau de Sustagen com pouco açúcar para Ava, como já estávamos da hora do almoço resolvi dar-lhe somente isso e uma fruta.

– Faz parte da maternidade querida, acostume-se – tranquilizou-me.

– Não tenho do que reclamar, Damon faz de tudo e mais um pouco, mais do que eu, diria – sentei-me ao lado de Renesmee que saboreava um prato de panquecas com calda de chocolate.

– Estão gostosas essas panquecas? – perguntei a Renesmee sorrindo vendo seu rosto lambuzado de chocolate.

– Está deliciosa, só não conte para a vovó Esme, senão ela vai ficar triste – pediu com sua vozinha melodiosa.

– Pode deixar, não vou falar nada – sorri com sua inocência.

Eu tinha certa implicância com a menina por ser filha de quem era, e por toda a confusão que o nascimento dela causou, mas depois que fui abençoada de ter minha Ava, eu passei a ver-lhe com outros olhos. Ela era somente uma criança inocente, que não tinha culpa pelas burradas que os pais delas já fizeram.

Tudo ocorria bem no café da manhã, até Ava invocar com o prato de Renesmee, ela queria de qualquer jeito suas panquecas. Naquela manhã de sábado presenciei minha filha dando birra por algo que não podia.

Ela esticava-se toda e batia na mesa com as mãozinhas, choramingando, querendo o conteúdo do prato.

– Ava Emmanuelly, pare já com isso ou ficará de castigo no cercadinho – só foi eu fechar a boca e ela abriu o berreiro. Chorava tão sentida como se tivéssemos batido nela.

Em questão de minutos vi Damon descer esbaforido as escadas e com a expressão preocupada.

– O que aconteceu? Por que ela está chorando? – pegou-a de meus braços ninando-a.

– Nada, só está dando birra e eu ralhei com ela – justifiquei.

– Leah! Ela é só um bebê – repreendeu-me.

– Escuta aqui, educação e bons modos vem desde o berço. Eu não vou deixar minha filha crescer achando que pode conseguir tudo à base de choro e birra – vociferei exaltada.

– Tudo bem, mas maneire no tom de voz que fala com ela, ela se assusta fácil – sentou-se ao meu lado com uma Ava chorosa nos braços.

– Dê você comida a ela, que já deve estar fria, e eu vou tomar o meu café, pois estou com fome – empurrei a vasilha com o mingau para ele e me servi.

Percebi que os demais na mesa me olhavam meio risonhos.

– O que foi? – perguntei olhando para eles.

– Você falou igualzinho a minha mãe quando ela discute com o meu pai – Renesmee gargalhou. Charlie só balançou a cabeça concordando com a neta.

– É o que as mães fazem, não podem deixar seus filhos fazerem o que querem – sorri tímida.

– Estou vendo que você está se tornando uma mãe maravilhosa – disse mamãe com um olhar orgulhoso.

Senti-me ficando vermelha com seu comentário.

– Errr... obrigada, eu acho – comi um pedaço de bolo para disfarçar o constrangimento.

Ajudei mamãe na arrumação da cozinha, enquanto Damon entretinha Ava e Renesmee na sala assistindo uma maratona de desenhos animados.

Sabe aquela expressão “alegria de pobre dura pouco”? Pois então, a minha durou somente após o almoço. E tudo começou com um simples telefonema.

O pessoal havia se reunido novamente aqui em casa, com exceção dos Cullen, que estavam com os “primos” em casa de visita, e alguns rapazes estavam de ronda.

Subi até meu quarto para pegar alguns brinquedos para Ava, e escuto o celular de Damon tocando, seu ringtone era Yellow Ledbetter da Pearl Jam. Damon curtia os clássicos do Rock.

Antes houvesse seguido minha própria regra de nunca atender telefones alheios.

Mostrava-se número desconhecido na tela, atendi.

– Alô?

– Ah é, quem fala? – disse uma voz feminina do outro lado.

– Leah Clearwater – respondi, esperando que fosse engano e não houvesse nenhuma mulher atrás de Damon.

– Bem Leah, você poderia me informar se esse número é de Damon Salvatore? – fiquei com a pulga atrás da orelha, quem era essa 'zinha' atrás do meu homem?

– Sim – respondi como uma pergunta.

– Finalmente achei esse infeliz. Ele está? Preciso falar com ele – exigiu.

Mas quem é essa que fala assim num tom autoritário comigo?

– Eu nem sei seu nome e você já vai exigindo alguma coisa – enfezei. Qual é, o negócio é bagunçado, mas tem gerencia.

– Olha garota, eu liguei para falar com o Damon não com você, então passe logo esse telefone para ele que eu estou com pressa – vociferou.

Fiquei indignada com a audácia da criatura.

– Escuta aqui sua vaca, você não me conhece, então, nem ouse elevar a voz comigo, entendeu? Não recebo ordens de ninguém, não vai ser uma vadia que irá... – Damon entrou no quarto interrompendo meu esculacho na vadiazinha.

– Leah em quem você está soltando os cachorros? – deu um sorriso debochado.

– Tome, tem uma piranha exigindo falar com você – joguei-lhe o celular e sai bufando porta a fora.

Ouvi-o chamar-me, mas nem dei-lhe atenção, segui praguejando até onde estavam os outros.

– Aconteceu alguma coisa, Leah? – quis saber mamãe.

– Não aconteceu nada – respondi mal humorada.

– Imagina se houvesse acontecido – debochou Seth.

Dei-lhe um soco no ombro descontando toda a minha raiva.

Vi Damon descer as escadas alguns minutos depois com a expressão sombria. Sabia que boa coisa não era aquela ligação. Pensei em perguntar quem era ao telefone, mas achei melhor não, quando ele ficava assim, sombrio, era melhor não insistir no assunto.

Já tivemos algumas brigas por eu não saber parar quando era necessário, e não queria fazer isso ali, com tantos ao redor.

Deixei-o tomar seu tempo e espaço, quando se sentisse a vontade, ele me contaria.

[...]

Notas finais
Wow, quem será a dona da voz misteriosa? No próximo capítulo vocês saberão, eu acho rsrs. Até mais pessoal, não deixem de comentar, favoritar e recomendar se merecer. XOXO ♥