Renascer Da Fênix
31 Capítulo 28 - parte 2
Notas iniciais
Damon
Esses meses que estou passando ao lado de Leah estão sendo os mais felizes da minha vida eterna. Havia um motivo para acordar de manhã, um motivo para sorrir, um motivo para querer viver, e principalmente, um motivo para querer ser bom.
Nunca vou esquecer meu passado, mesmo porque, onde quer que eu vá, ele irá me perseguir.
Mas quando deixei Mystic Falls jurei a mim mesmo que deixaria o passado para trás. Não foi bem o que aconteceu quando conheci Leah naquela boate, não estava nos meus planos me envolver com alguém, porém, foi impossível não me sentir atraído por aquela mulher marrenta e cabeça dura.
Contei-lhe meus segredos, descobri os dela. Construímos uma confiança mútua.
Depois veio o nosso maior presente, nossa pequena Ava. Eu não era muito fã de crianças, mas quando vi aquele serzinho indefeso, confesso que senti meu coração morto se aquecer.
Talvez os anos que passei a vagar por esse planeta tenha-me feito perceber que a paternidade não é tão ruim assim.
Por essas duas mulheres eu faria qualquer coisa, inclusive me infiltrar em terras inimigas. O que eu não fazia pela Leah!
Tentei mostrar-me o mais confiante possível com essa viagem até a aldeia onde Leah nasceu e conhecer sua família, mas eu nunca conheci a família de namorada nenhuma. Até porque só tive casos esporádicos. E isso estava me deixando apreensivo, além do fato de encontrar pessoas do passado de Leah que a machucaram muito, incluindo seu ex-noivo imbecil, Sam.
Até que não foi tão ruim quanto pensei que fosse. Nunca pensei que ter uma sogra fosse tão agradável. Sue Clearwater era a versão mais velha de Leah, sem o sarcasmo, deboche e a irritabilidade. Entretanto, extremamente amorosa e carinhosa.
Mas ao que parece minha presença não agradou a todos, Sam e outro que descobri depois se chamar Jacob, não foram com a minha cara. Tinha que manter a fachada de bom moço na frente dos outros, mas por dentro, estava soltando minha gargalhada diabólica, cada vez que via suas caras quando fazia algum carinho em Leah.
Suas expressões de ódio eram impagáveis, mas tinha que me conter, não poderia mostrar meu pior lado, por enquanto.
Eu pensando que não haveria nada de emocionante nessa reunião familiar, me deparo com um desses lobos desenvolvendo sentimentos nada agradáveis para com minha filha. Eu ainda não havia entendido direito esse negocio de imprinting, Leah teria que explicar isso novamente. Mas já deixo aqui registrado meu ódio por esse garoto. Ele que pense que o irei deixar se aproximar da minha filhinha. Nunca!
Também conheci os tão falados Cullen, eles eram bem estranhos vendo-os de perto. Muito brancos. Um loirinho com cara de quem está com dor de barriga ficava me analisando, como se quisesse desvendar meus segredos. De modo geral a família Cullen não era lá essas coisas.
Em comparação com os Mikaelson... É melhor nem comentar, vai que atraí.
Mas como dizem “nada é tão ruim, que não possa piorar”. Uma simples ligação melhor dizendo, foi o suficiente para acabar com meu dia e humor.
Deixei Ava com Renesmee na sala quando ouvi Leah gritando com alguém no segundo andar.
— Escuta aqui sua vaca, você não me conhece, então nem ouse elevar a voz comigo, entendeu? Não recebo ordens de ninguém, não vai ser uma vadia que... – wow, coitado de quem estiver do outro lado.
— Leah – chamei-a, mas ela nem me deu moral. – Oh mulher difícil, credo.
— Tome, tem uma piranha exigindo falar com você. – Jogou o celular em mim que peguei por reflexo e saiu batendo a porta.
Percebi que a ligação ainda estava sendo realizada, porque não desliguei naquele momento eu não sei, mas não deveria ter atendido.
— Alô?
— Quem é essa mal-educada que atendeu, hein Damon? Ah, não precisa responder, deve ser mais uma coitada que você hipnotizou para ser seu novo brinquedinho. Francamente Damon, isso já está batido. – Já fazia alguns meses que tinha escutado aquela voz, e a lembrança me trouxe um gosto amargo na boca.
— O que você quer? Como conseguiu esse número? – Vociferei. Não acredito que meu passado está saindo de sua tumba para me atormentar novamente.
— Que grosseria, nem um “como vai? ” ou “Que bom ouvir sua voz, estava com saudade”. – Debochou a voz.
— Diga logo o que você quer, não estou paciência. – Exaltei-me.
— Como o que eu quero? Você saiu da cidade a quase um ano, e nem se quer telefonou para dar notícias, ficamos preocupados.
Soltei uma gargalhada debochada.
— Vocês preocupados? Vocês não estão nem aí para mim, querem mais é me ver pelas costas, isso sim. – Desdenhei. – Mas vamos deixar de enrolação, em que confusão vocês se meteram? E pelo jeito estão precisando de mim para limpar a bagunça não é, senão não teriam se esforçado em me localizar.
Ouvi um suspiro do outro lado.
— Não é bem assim Damon, mesmo com esse seu jeito arrogante, gostamos de você e sentimos sua falta. – Tentou argumentar.
— Se era só isso que tinha a me dizer, recado dado, agora preciso desligar estou ocupado.
— Não, espera, não desliga. É o Stefan. Ele perdeu o controle de novo.
Essa não. Da última vez em que isso aconteceu, ele deixou um rastro de pavor pelo Tennessee.
— E o que você espera que eu faça? Estou a milhares de quilômetros daí (Obs: 4456,1 Km). De seu jeito. Tranque-o numa cela e jogue a chave fora. Com uma dieta forçada ele volta ao normal.
— É onde ele está. Bonnie colocou um feitiço de restrição na porta e mesmo com o sangue animal ele continua descontrolado. Não sabemos mais o que fazer, por isso precisamos da sua ajuda. Por favor Damon.
Não sabia o que fazer, não podia largar tudo aqui e correr para cara para socorrer o Stefan. Tinha a sensação de que se fosse, não voltaria. E não estava disposto a abandonar tudo para cair nesse círculo vicioso novamente.
— Eu não posso sair daqui, não agora que consegui seguir em frente e esquecer tudo o que aconteceu, não posso Caroline.
— Mas é seu irmão! Está certo que vocês não são os melhores irmãos do mundo, mas mesmo assim ele precisa de você. Você não pode deixar seu egoísmo de lado um pouco, e ajuda-lo, se não por ele, mas sim pela Elena? – Curiosamente não senti nada ao ouvir o nome da garota por quem me apaixonei, ou pensei estar apaixonado.
— Tudo bem, eu ajudo, mas que fique claro que não estou voltando, toda minha ajuda será a distância. – Pontuei.
— Antes isso do que nada. O que vamos ter que fazer? – perguntou.
— Vamos ter que pegar pesado, e fazê-lo voltar ao normal nem que seja a força. Escute bem o que vocês vão ter que fazer, e é melhor deixar a Elena de fora, ela não irá concordar com isso.
Expliquei a Caroline o que teriam que fazer, seria cruel e doloroso, mas era a única opção de solução rápida.
Verbena. Muita verbena.
Deixa-lo com sede e fraco. Injetar verbena em seu corpo ao ponto de não se aguentar em pé, e ir administrando sangue animal aos poucos, até que ele volte a ser o Stefan de sempre, assim esperamos.
— Ok, podemos fazer isso, não será agradável, mas não temos ouras opções. Mas então, por onde você tem andado? – Quis saber.
— Desista Caroline, você não vai saber. – Sorri.
— Tudo bem, não precisa dizer, temos a Bonnie, acho que ela pode nos dar uma mãozinha com isso. E quem sabe não façamos uma visita surpresa.
— Não se atrevam ou arranco seus corações. – Ameacei.
— Até mais Damon. – Despediu-se gargalhando.
— Caroline não... – a ligação foi encerrada.
Argh! Era só o que faltava para acontecer agora. Ter Elena e Leah no mesmo ambiente não seria nada agradável.
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