Renascer Da Fênix
29 Capítulo 27
Notas iniciais
Capítulo 27
No capítulo anterior...
Liguei a mangueira tentando tomar um banho, mas que pelo jeito teria que ficar para depois.
– Leah, posso falar com você? — perguntou Jacob se aproximando.
Ai meu saco roxo com bolinhas azuis, o que essa criatura queria comigo?!
[...]
– O que é Black, não está vendo que estou ocupada? — balancei a mangueira em minha mão.
O mal de você conviver com uma pessoa desde que se entende por gente, é que você conhece todos os tiques e manias que ela tem, sendo assim sabe o que se passa com ela só de olhar.
E por Jacob estar passando a mão no cabelo repetidas vezes, quer dizer, que está nervoso ou irritado, ou pode ser ansioso também, vai saber.
– Olha, eu sei que a última vez em que nos vimos, aconteceu algo inusitado eu diria. E você saiu sem deixar eu me explicar, e bem... o que eu estou tentando dizer, é que me desculpe ok?! Não era realmente minha intenção me aproveitar de você, nem lhe deixar magoada. Não sabe o tamanho da culpa que carreguei durante esses anos, imaginando que nem tão cedo eu iria vê-la de novo e poder me desculpar – ele passou a mão no cabelo novamente e me olhou com aqueles olhos castanhos tão intensamente, que pude ver claramente que ele estava sendo sincero.
Durante esses anos que passei longe daqui, pude finalmente encontrar a paz e o sossego que sempre quis e poder refletir sobre as atitudes que tomei durante minha vida. Mas foi muito recentemente, precisamente quando conheci Damon é que fui perceber que não vale a pena ficar remoendo o passado, o que passou, passou. É hora de seguir em frente.
– Jacob, não vou ser tão cretina ao ponto de negar que não fiquei puta da vida com você naquele dia, porque eu fiquei tri-puta contigo. Fiquei com muita raiva mesmo, e foi somente mais um agravante para eu poder tomar minha decisão final de sair daqui. Mas depois que vim a conhecer o Damon, compreendi que não tem sentido ficar guardando ressentimentos do passado, o melhor é esquecer e seguir em frente, e é exatamente isso que ando fazendo ultimamente; deixando o passado para trás.
– Então, quer dizer, que você me perdoa pelo que aconteceu? – perguntou um pouco incrédulo.
Acho que esse povo ainda não está acreditando muito que estou mudando, e voltando a ser o que era antes de tudo acontecer.
– Sim Black, eu perdoo você, se isso te der um desencargo de consciência – revirei os olhos.
Oh povinho sentimental esse, viu!
– Obrigado Leah – veio cheios de sorrisos para o meu lado querendo me abraçar.
– Nem vem Jacob, não é porque eu te perdoei que pode chegar assim pensando que vamos ser os melhores amigos do mundo, por isso nem encosta – parei-o antes de se aproximar.
– Tudo bem, acho que seria um pouco demais pensar que você mudou tanto assim. Ainda continua a mesma chata de antes, só que um pouco menos insuportável. – deu um sorriso de lado e saiu apressado quando ameacei socá-lo.
Tomei meu banho e fui pingando casa adentro deixando minha mãe enervada.
No quarto encontrei uma Ava já tomada de banho, e um Damon molhado tentando colocar-lhe a fralda.
– Precisa de ajuda aí? – ele parecia ter um pouco de dificuldade com um serzinho daquele tamanho.
– Não, está tudo bem. Ela só está um pouco elétrica. Nada que um banho e um pouco de leite não resolva. – depois de muito sacrifício Ava estava pronta e cheirosa. – Vá trocar essa roupa molhada antes que fique doente.
– Sim senhor, senhor. – bati continência e rumei para minha mala à procura de uma roupa descente até a hora da ceia. Para o jantar vestiria outra roupa, é claro.
[...]
Estava quase tudo pronto para a ceia, o peru estava assando, assim como a salada de batata, macarrão com queijo, e outros pratos natalinos.
Deixei minha mãe ajeitando os últimos pratos e aproveitei para ficar um pouquinho à sós com meu vampirão.
A casa permanecia em silêncio, a não ser pelo barulho da TV ligada em que Charlie assistia a um jogo, Seth e Ava estavam tirando um cochilo.
Já havia anoitecido. Damon e eu estávamos aproveitando os minutos de sossego para curtirmos um momento só nosso.
Sentamos na varanda olhando o céu estrelado, nem parecia que havia chovido a poucas horas. Uma bela noite.
A lembrança de uma canção veio-me a mente, que descrevia bem esse anoitecer e o homem lindo que jazia sentado atrás de mim.
Bella Notte (Glee Version)
http://letras.mus.br/glee/1891048/
Oh this is the night, it’s a beautiful night
And we call it bella notte
Look at the skies, they have stars in their eyes
On this lovely bella notte.
Side by side with your loved one,
You’ll find enchantment here.
The night will weave its magic spell,
When the one you love is near!
Oh this is the night, and the heavens are right
On this lovely bella note.
This is the night, it’s a beautiful night
And we call it bella notte
Look at the skies, they have stars in their eyes
On this lovely bella notte.
Side by side with your loved one,
You’ll find enchantment here.
The night will weave its magic spell,
When the one you love is near!
Oh this is the night, and the heavens are right
On this lovely bella notte.
Bela Noite
Oh esta é a noite, é uma bela noite
E nós o chamamos bela noite
Olhe para o céu, eles têm estrelas em seus olhos
Nesta adorável bela noite.
Lado a lado com o seu amado,
Você encontrará aqui encantamento.
A noite vai tecer a sua magia,
Quando a pessoa que você ama está perto!
Oh esta é a noite, e os céus estão certos
Nesta linda bela noite.
Esta é a noite, é uma bela noite
E nós o chamamos bela noite
Olhe para o céu, eles têm estrelas em seus olhos
Nesta linda bela noite.
Lado a lado com o seu amado,
Você encontrará aqui encantamento.
A noite vai tecer a sua magia,
Quando a pessoa que você ama está perto!
Oh esta é a noite, e os céus estão certos
Nesta linda bela noite.
– Você viu esse filme? – perguntei quando terminamos de cantarolar.
– Uma vez, estava passando e Ava ficou empolgada com o desenho, então... – senti-lo dar de ombros. – Além do mais tenho ótima memória, portanto decorro até uma musiquinha como essa – explicou.
(N/A: Filme A Dama e o Vagabundo)
Ficamos mais um pouquinho ali fora até dar a hora de nos arrumarmos. Por que segundo dona Sue teríamos convidados para a ceia. Até que seria interessante de se ver, se, os “convidados” comecem comida humana.
Por ser uma confraternização somente entre as pessoas próximas, não havia necessidade de uma roupa muito chique, mas mesmo assim escolhi um vestido bonito para a ocasião.
Era um vestido vermelho com o busto justo decorado com paetês vermelhas e douradas, com a saia em camadas soltinha e uma fita de cetim abaixo do busto dando um charme a mais. Fiz uma maquiagem básica destacando meus olhos. Calcei um salto e estava pronta.
Produzi minha princesa com vestidinho vermelho e preto com bolinhas pretas na saia e lacinhos na cintura, e um sapatinho simples. Minha boneca estava à coisa mais fofa.
E o que dizer do meu homem. Naquela noite, Damon estava especialmente mais lindo todo de preto. Os cabelos ainda molhados pelo recente banho e a barba por fazer, deixou-o com um ar intensamente sexy.
Seu olhar lascivo para cima de mim não ajudava muito a manter a concentração e não agarrá-lo ali.
– Você está tentadora com esse vestido. Não sei se ele permanecerá no lugar até o final da festa – ronronou ao pé do meu ouvido.
Um arrepio de prazer percorreu meu corpo deixando meu coração acelerado.
– Se você se comportar deixo tirá-lo mais tarde – sussurrei contra seus lábios. – O que me lembra de que tenho umas recomendações para você.
– Que seriam? – arqueou a sobrancelha.
– Você deve se recordar da história que contei sobre os Cullen, então espero que você seja o mais discreto possível, principalmente ao lado do Edward. Ele tende a ser um pouco intrometido com os pensamentos alheios. Então tenha cuidado com seus pensamentos, você não vai querer ver dona Sue furiosa, portanto, vamos evitar desentendimentos desnecessários – esclareci.
– Não se preocupe querida, descrição é meu nome do meio. Não vou causar nenhum desconforto a minha sogrinha, a menos que me provoquem o suficiente para que isso ocorra – deu-me um sorriso inocente. Como se eu fosse acreditar.
– Assim espero, ou terá consequências desagradáveis para você – vir-me-ei em direção a porta deixando para trás.
Desci e apercebi que havia demorado mais do que o necessário me arrumando. A casa já se encontrava cheia. A matilha e suas parceiras, Charlie, Billy e mamãe representando a parte humana e eles, os Cullen. Todos com seus sorrisos falsos e comportamento mais falso ainda.
Dois lobos em especiais notaram minha presença assim que pisei no último degrau da escada. Seus olhares em mim estavam me deixando levemente irritada.
– Leah! – mamãe exclamou meu nome como se tivesse surpresa a me ver. Observei vários pares de olhos focarem em mim, tentei disfarçar o constrangimento o melhor possível forçando um sorriso.
– Boa noite a todos – cumprimentei e segui para o lado de mamãe.
– Boa noite, Leah – cumprimentou-me Dr. Cullen, de todos, ele e a esposa eram os únicos que mantinha um pouco de cordialidade.
– Boa noite Dr. Cullen, Sra. Cullen – mantive o tom de voz ameno e agradável. Nada de palavras grosseiras.
Se queria realmente me tornar uma pessoa melhor, teria que começar por eles. Deixe as diferenças de lado, e confraternize com o inimigo.
– Querida, onde estão Damon e... Ah, ali estão eles – segui a direção de seu olhar e vi Damon com minha bonequinha descendo as escadas, deslumbrantes.
Meu coração se aqueceu com aquela cena tão linda. Pai e filha tão parecidos, não somente na aparência física, como na personalidade. Temo por isso no futuro, Damon tem um gênio horrível, não quero que minha filha se transforme em um Damon de saias quando adulta.
Vi-os vir em minha direção como se houvesse somente os dois ali.
Mamãe se encarregou das apresentações, apenas fiquei de lado observando a reação de cada um. De um em especial.
– Damon, querido, esses são os Cullen – Edward e Jasper trocavam olhares, como se confabulassem entre si. Intrometendo-se na mente e emoções de Damon.
– Prazer em conhecê-los, sou Damon Salvatore – estendeu a mão para cumprimentar o patriarca da família.
– Prazer Damon, essa é minha esposa Esme, e meus filhos Alice, Rosalie, Emmett, Jasper e Edward, minha nora Bella e minha neta Renesmee – apresentou-os.
Vi a sonsa da Swan, agora Cullen, ficar tensa quando o nome da cria foi citado. Tive vontade de rir da sua cara.
“Cullen, pode dizer a sonsa da sua mulher que o Damon sabe do nosso segredinho sujo. Não precisa dela ter um ataque”. – o leito de mentes olhou-me por frações de segundos antes de se virar para a mosca morta.
Mas, o ápice da noite, foi quando descobriram que Ava era minha filha. A cara da vampira psicopata foi a melhor de todas. Claro que me lembrei da vez que nos encontramos no shopping, e ela veio tentar tirar uma com a minha cara. Foi meu momento de glória.
– Ai que fofa, sua filha Leah. Tão estilosa, está maravilhosa nesse vestidinho – a pigmeu, vulgo Alice elogiou.
– Obrigada Alice – ela pareceu surpresa por estar chamando-a pelo nome.
Depois do momento ternura, a rodinha que havia se formado se dissipou, mulheres para um lado, homens para outro.
Ava passava de braço em braço, gargalhando com cada brincadeira que era feita a ela. Meu bebê parecia feliz com tanta atenção que ganhava dos novos ‘tios’. Damon como um pai superprotetor e ciumento não desgrudava os olhos da cria, era bonito de se ver, apesar de achar um pouco exagerado.
Como eu trabalhava como bartender, a escolha das bebidas ficou por minha conta. O que não foi nada muito sofisticado, pois éramos pessoas simples com gosto simples. Além da indispensável cerveja, tínhamos vinho, tequila, vodka, conhaque e whisky.
As meninas me perturbaram até que concordei em ensiná-las a fazer alguns drinks. Comecei pelo mais famoso entre os drinks, Cosmopolitan. O drink preferido de Carry Bradshaw de Sex and the City. Indo para o Blood Mary, Sex on the Beach e Dry Martini.
Elas ficaram se sentindo por experimentar drinks tão sofisticados, sem precisar desembolsar uma grana alta.
Para os homens preparei uma rodada de Godfather (drink inspirado em O Poderoso Chefão).
A ceia foi posta em uma enorme mesa do lado de fora da casa. Por um milagre o clima estava bom e sem sinal de chuva.
Tudo ocorreu perfeitamente bem, a ceia estava maravilhosa, a sensação de paz e alegria transbordando de todos. Sentada ali naquela mesa ao lado do homem que amo que embalava nossa filha, percebi como senti falta de toda essa bagunça que acontecia sempre que nos reuníamos para alguma comemoração, ou apenas para nos reunirmos com que gostamos.
Sentia falta de casa, do meu lar.
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Vestido Leah
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Vestido Ava
http://img.elo7.com.br/product/original/8ECAA0/vestido-bebe-joaninha-saida-maternidade-branco.jpg
Foto Damon
Continua...
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