Renascer Da Fênix
26 Capítulo 24
Notas iniciais
Até que enfim o Damon vai contar a história dramática da vida dele.
Boa leitura!
*Quero deixar claro aqui, que a história que o Damon vai contar, eu baseei alguns fatos retirados dos livros e algumas coisas da série. :D
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- Uma cidadezinha ideal para aproveitar a aposentadoria. Um lugar onde eles mantêm a tradição, tanto que ainda existe o conselho fundador, formado por somente membros das famílias fundadoras.
“O conselho é dividido entre cinco famílias fundadoras: os Falls, os Forbes, os Gilbert, os Lockwood e os Salvatore. A função do conselho é proteger a cidade de possíveis ataques dos seres da noite.”
Damon fez uma pausa dramática e ajeitou-se melhor no assento, tinha a atenção de todos voltados para si.
- Mystic Falls é uma cidade tranquila, mas de vez em quando pessoas desaparecidas são encontradas mutiladas no meio da floresta. – eu acho que ele foi delicado em dizer mutiladas. Mamãe pegou Ava no meu colo para me ajudar a dar sua papinha.
- E o que a polícia local diz sobre isso. – Charlie sempre a postos.
- Quando o caso é fácil de ser explicado, geralmente é um possível assassinato, queima de arquivo ou ataque de animal; isso para as pessoas leigas que não sabem o que se passa dentro da cidade, mas como a xerife é um membro do conselho, para os conselheiros são dadas as reais informações.
- E que informações são estas? O que causa essas mortes? Apesar de já ter uma ideia do que seja. – perguntou Seth.
- Ah, a pergunta mais importante: o que ou quem causa as mortes. Veja bem, Mystic Falls fica bem no centro da divisa entre o mundo real e o mundo sobrenatural, coisas estranhas acontecem durante determinadas épocas do ano.
“Algumas famílias descendem de seres sobrenaturais, como os Bennett — as mulheres da família descendem das bruxas druidas, seus poderes são passados a cada nova geração; os Lockwood — onde os homens são gerados com genes lupinos, que podem ou não ser ativados durante a vida. E a última família que guarda esse segredo a mais de um século, mas que só foi descoberto recentemente, a família Salvatore.”
Não preciso dizer que os que estavam ali ficaram espantados com o que o Damon disse, eles nem imaginavam o que estava por trás desse rostinho bonito.
- Sua família? Vocês descendem do quê? – como um ancião, Billy tinha um fascínio por histórias antigas.
- Bem... – interrompi antes que ele falasse demais.
- Espera! Antes que você fale demais e cause um infarto em alguém aqui, coloque a Ava para dormir já que só você consegue fazer isso. – minha menina tinha ficado muito exigente no quesito niná-la para dormir, se não fosse o Damon, ela não dormia. Além de que também queria conversar com ele sobre contar seu segredo assim tão rápido para minha família, ele demorou um tempo para me confiar esse segredo, eu acho que ele está se precipitando em abrir a boca assim tão rápido.
- Porra Leah, tinha que atrapalhar logo agora?! Vai você por a menina para dormir. – Seth resmungou.
- Sinto muito querido irmão, mas ela tem preferência pelo Damon, Ava já não dorme comigo a um bom tempo. – peguei Ava no colo de mamãe e entreguei-a para Damon.
- Ela tem bom gosto, só isso. – Damon riu da minha careta.
- Quero ver se você vai falar a mesma coisa quando ela for grande e preferir dormir com um modelo da Calvin Klein. – agora foi minha fez de rir da cara dele.
- Esse dia nunca chegará, pois ela vai para um convento. – ele disse com tanta convicção que até acreditei.
- Pai de Leah dizia a mesma coisa, mas não adiantou muito. – mamãe riu.
- Não depois do que ele descobriu o que ela e outras duas andaram aprontado no aniversário de 16 anos dela. – Seth sorriu matreiro e alternava olhares de Leah para Rachel e Emily.
Oh Deus! Meu aniversário de 16 anos, nunca vou me esquecer daquele dia. Naquele dia nós três piramos legal, como dizem por aí, o bagulho foi sinistro!
- O que aconteceu? – Damon me perguntou me olhando de um jeito questionador.
- Esse segredo vai comigo para o tumulo. – disse de forma sombria.
- Não tem importância, eu descubro, e você sabe que eu consigo. – ele que não houve me hipnotizar para descobrir meus podres, mas mesmo se ele fizer isso eu não vou saber.
- Cara, a coisa foi séria, por que pra Rachel ficar com vergonha e a Emily com a cara quase dentro da panela, deve ter sido chocante. – proferiu Embry.
- Não aconteceu nada, tá legal! Esqueçam isso. – me exaltei. – Anda Damon, vai por a menina pra dormir.
Saí empurrando ele para o quarto.
- Não tem importância você não contar, o Jacob sabe o que aconteceu. – ouvi Quil gritar. Eu congelei na escada. Como assim o Black sabia disso? Só se a Rachel tivesse contado, mas ela jurou que isso seria um segredo só nosso.
- O Jake sabe?! – Embry perguntou.
- Ah sabe. Ele presenciou o fato em si. Mas ele também nunca me disse do que se tratava. – respondeu.
Eu teria que falar com Jacob sobre isso e fazê-lo jurar não abrir a boca, porque se ele abrir vai haver um funeral nesse Natal, e não vai ser do peru.
Cheguei ao quarto mais gelada que defunto, aquela frase “o teu passado te condena” girava pela minha mente agora. Não que eu tenha vergonha do que aconteceu, mas é muito constrangedor.
- Então, desembucha. – mandou Damon. Ele acomodava Ava na cama que já estava dormindo, ela dormia muito rápido com ele.
- Mas nem fudendo. Isso vai comigo para o túmulo. – tentei escapar do assunto.
- Olha! Vai ser na marra mesmo, né? Tudo bem. – ele me puxou pelo braço até banheiro e trancou a porta atrás de si.
Ih, fudeu.
- Damon para de graça e abre essa porta. Não vou falar nada. – tentei passar por ele, mas ele só fez me puxar de volta.
- Calma, amor, só quero conversar um pouquinho com você. – se o conversar dele era tirando a minha roupa, não quero nem pensar no que vai acontecer quando o assunto for algo mais sério. – Você não vai me contar o seu segredinho, sendo que eu contei toda minha vida pra você, é isso mesmo?
Alguém me socorre pelo amor de Deus, senão eu vou cantar que nem canarinho.
Apertei meus olhos com força e reprimi um gemido que subiu pela garganta. Eu não vou aguentar essa tortura por muito tempo. Se ele não parar de maltratar meu pescoço, a casa inteira vai saber o que nós dois estamos fazendo aqui em cima. Se bem que os meninos já devem saber.
- N-não. – gaguejei.
-Tudo bem. – ele deu um enorme suspiro e começou a desabotoar minha calça e descê-la até os pés. Oh merda! – Tem certeza que não vai falar?
Neguei novamente. Eu poderia contar para ele, mas essa tortura estava mais interessante.
Vi seus olhos verdes ficarem escuros de desejo e um sorriso malicioso brotar em seus lábios.
- Sua safada, você está é gostando. – ele riu. Eu não me aguentei e cai na gargalhada, ficar perto do Damon dentro de um banheiro é pedir para perder a razão.
- Não, eu estou detestando tudo isso. Eu quero sair daqui. – disse com uma voz manhosa enquanto desabotoava sua camisa e a jogava no chão.
Ele olhou para baixo seguindo o movimento das minhas mãos em direção ao cós da calça e seu sorriso se alargou.
- Imagina se não quisesse. O que você não faria comigo aqui dentro desse banheiro. – prensou-me contra a bancada da pia.
(...)
Quinze minutos depois, completamente descabela, a roupa amarrotada, um belo de um chupão no pescoço e outro no seio esquerdo, suada e cheirando a sexo, saímos do banheiro tentando voltar ao normal.
- Você me distraiu mocinha, mas não pense que eu me esqueci desse seu segredo obscuro. Você ainda me deve explicações. – disse ele ajeitando as calças.
Pisquei para ele através do espelho que eu olhava tentando dar um jeito em mim e não parecer que acabei de ser intensamente fudida pelo meu namorado no banheiro, mas a situação estava critica. Resolvi deixar pra lá, todos já devem saber o que andamos fazendo aqui mesmo, eu não fui muito silenciosa.
Voltei meu foco para o assunto que me fez trazê-lo para cá primeiramente. O segredo da família Salvatore.
- Senta aqui, preciso te perguntar uma coisa. – peguei sua mão o conduzindo até a beirada da cama. Ava ressonava baixinho num sono gostoso.
- O que é? – perguntou curioso.
- Você tem certeza que quer contar para eles que você é um vampiro? – perguntei bem baixinho perto do seu ouvido para não correr o risco de alguém lá em baixo escutar.
Ele me olhou em dúvida.
- Você não quer que eu conte? Se for isso tudo bem. – sussurrou também. Acho que ele havia entendido o meu recado de falar em voz baixa.
- Não vejo problema nisso, mas que vão querer arrumar confusão, isso vão. Principalmente o Sam e eu sinceramente não quero uma briga logo hoje. – acariciei seu rosto.
- Tudo bem, vamos fazer assim. Eu conto a minha história, mas sem revelar o que eu sou. Vamos dar-lhes o benefício da dúvida. – ele sorriu.
Não acredito que ele quer brincar com isso.
- Tudo bem. – balancei a cabeça concordando com essa loucura. Mas aí me lembrei de que haveria alguém que descobriria isso facilmente.
- Mas isso não vai durar muito tempo, você se esqueceu do que eu te contei sobre o Edward? Ele não vai manter a boca fechada por muito tempo com outro vampiro por perto.
- Adoraria que ele fizesse isso, o deixaria traumatizado. Além do mais quero ver se consigo ter acesso à mente dele. Aí seria olho por olho. – sorriu presunçoso.
- Olha lá o que você vai fazer, não quero sair daqui correndo porque você aprontou. Agora vamos descer antes que minha mãe apareça por aqui atrás da gente. – dei-lhe um selinho antes de levantar.
- A propósito, aquilo que aconteceu no banheiro foi só um aquecimento do que vai acontecer mais tarde. – sussurrou no pé do meu ouvido antes de abrir a porta me dando passagem para ir à frente.
Senti meu corpo esquentar imediatamente e um arrepio de prazer percorrer meu corpo.
- Mal posso esperar. – pisquei e sai rebolando.
Desci as escadas mantendo minha pose de diva, uma coisa que Taylor vivia me dizendo.
”- Leah, haja o que houver, sempre saia por cima e mantenha sua pose de diva”.
Meu sorriso digno de comercial de pasta de dente murchou um pouco quando vi um ser parado na porta da sala conversando com minha mãe. Como a escada dava de frente para a porta era impossível não te verem ali.
Ele me fitava com tanta intensidade que eu estava ficando desconfortável.
Senti o braço de Damon envolver minha cintura, sinal claro de posse. Nesses meses de convivência descobri que ele era muito ciumento e possessivo. Ele só não ia me vigiar no clube, por causa de Ava, mas se não fosse por isso o clube teria muito prejuízo.
O clima tenso era perceptível no ar. Tentando agir normalmente fingi que nada aconteceu e dei meu melhor sorriso.
- Olá Jacob. Quanto tempo. – cumprimentei.
- Oi Leah. Está linda. – elogiou-me. Escutei um rosnado reverberar pelo peito de Damon.
- Er... obrigada. Então deixe-me te apresentar esse aqui é o Damon, meu namorado. Amor, esse é o Jacob, um amigo da família. – os apresentei.
- E aí. – murmurou Jacob.
- Oi. – Damon disse seco.
Mamãe sempre tão atenta ao que acontece ao seu redor, logo tratou de acalmar os ânimos.
- Entre Jake, estão todos na cozinha. – o puxou para dentro.
- Licença. – seguiu com a cara de poucos amigos para a cozinha.
- Venham meus queridos, o almoço está quase pronto. – disse mamãe.
- Já estamos indo mãe. – esperei ela sair da sala e me virei para Damon.
Sua expressão estava fechada e séria. Envolvi seu rosto em minhas mãos e depositei um beijo singelo em seus lábios.
- Te amo. – sussurrei.
- Também te amo. – respondeu-me. Sua feição estava mais relaxada.
Seu olhar desviou para meu pescoço e seu sorriso ficou mais amplo, já até sabia o que ele tanto olhava.
- Está muito grande? – passei a mão no local. Meu corpo estava se recuperando aos poucos de alguma lesão.
Ele sorriu assentindo. Puxou meu cabelo para frente escondendo um pouco o hematoma.
- O beijo do vampiro. – piscou pra mim sacana.
Belo nome para não dizer que era um chupão. Ri do seu termo.
- Então, vocês dois vão ficar aí até quando? Tem gente aqui querendo saber o misterioso segredo do Damon. – tinha que ser o Seth para estragar o clima.
Virei-me para ele com a cara fechada.
- Chato.
- Nojenta.
- Imbecil.
- Retardada.
- Viadinho.
- Frígida.
Nessa última eu ri muito. Ah, Seth.
- Isso não meu querido. Você deve ter escutado nós dois lá em cima. – sorri. Vi ele ficar vermelhinho, Seth não era de corar, só quando estava com muita vergonha.
- Aliás, aquilo foi desnecessário. Respeite nossa casa e a mãe, por favor. – tentou me passar um sermão.
- Como se ela também não fizesse isso. – debochei.
- LEAH! – agora o menino estava ficando roxo.
- É a realidade meu querido. Você acha que foi feito como? Num vidrinho? – arqueei uma sobrancelha.
- Amor, você está constrangendo seu irmão. Se for pra humilhar faz direito. – disse Damon. – Ele não tem culpa de ainda ser virgem e não saber de onde veem os bebês.
Agora eu teria um troço de tanto rir. Os garotos na cozinha estavam rachando o bico de tanto zoarem com o Seth. Tadinho, ia virar chacota no bando. Tadinho, o cacete. Eu estava era adorando isso.
- Haha, muito engraçado você, mal entrou no ônibus e já quer sentar na janela. – disse sarcástico.
- Desculpe-me, não pude perder o insite. Meu irmão está longe, então não tenho com quem implicar. Com a Leah não tem muita graça. – riu.
- Senti pena do coitado agora. Deve ser um santo pra te aguentar tanto tempo sem enlouquecer. – disse indo se juntar aos outros na cozinha.
- De santo ele não tem nada, já fez coisas que até o mais crédulo duvida.
Acomodamos-nos de volta nos nossos lugares. E percebi que Rachel e Kim me olhavam com um sorriso tão grande que cheguei a sentir dor no maxilar. Elas piscaram para mim e fizeram sinal de Ok, eu fiquei sem entender nada, mas depois a ficha caiu quando vi Rachel apontar disfarçadamente para o meu pescoço. Meu cabelo saiu do lugar deixando o hematoma um pouco a mostra.
Como quem não quer nada puxei o cabelo para frente, mas reparei que tanto o Sam quanto ao Jacob observavam cada movimento que eu fazia. E a cara dos dois depois que viram meu pescoço era impagável.
- Então Damon, agora continua de onde você parou antes da Leah interromper. – Seth era o mais animado.
- Oh sim. Vamos lá.
Era agora, só cabia a mim, sentar e esperar a reação dos demais.
- Minha família guarda esse segredo há mais de um século e meio. Faz parte do lado obscuro da família, e naquela época de 1864 termos esse tipo de segredo era pedir para morrer.
“A família Salvatore era uma das mais poderosas da cidade. Éramos responsáveis pela extração de madeira, então mantínhamos um vasto circulo de pessoas de negócios. O desenvolvimento da cidade dependia do nosso trabalho, já que as casas eram todas construídas com madeira, mas tudo ia bem na vida da família, até uma jovem muito bonita, filha de um dos sócios do meu tataravô Giuseppe Salvatore, se mudar para sua casa.”
“Ela era uma jovem de beleza ímpar, umas das mais belas da cidade. Katherine Pierce era seu nome. O que tinha de bonita tinha de misteriosa e sombria. Seu encanto era tanto que logo conquistou a confiança dos homens da família, principalmente de Stefan que era o filho mais novo.”
“Katherine tinha o poder de ter todos os homens a seus pés, fazendo o que ela queria. Seu maior divertimento era jogar com os sentimentos de Stefan, mas ela achou outro brinquedo quando o filho mais velho, Damon retornou para casa depois de abandonar o exército. O que gerou um grande conflito entre meu avô e tio, para vovô isso era uma afronta direta já que seu primogênito não tinha interesse nos estudos e muito menos em assumir os negócios da família.”
Via Damon contar sua história com tanta concentração que poderia dizer que ele estava revivendo essa época. Todos estavam tão concentrados que só faziam respirar.
- Katherine se aproveitou desse momento de conflito familiar para por seu plano em prática. Todas as noites após todos terem se recolido, ela visitava os aposentos de um dos irmãos. Sem eles nunca saberem ou desconfiarem do que ela fazia. Sempre com palavras doces e juras de amor para ambos.
“Mas eles vieram a descobrir no dia em que foi anunciado na cidade a realização do Baile dos Fundadores, e ambos se ofereceram para acompanhá-la. A situação ficou tensa, os irmãos que nunca foram de brigar entre si declaravam guerra entre si pelo amor de Katherine. Eles não se conformavam com a ideia dela de ficarem os três juntos. Vendo que não teria como conviver com os homens que amava que agora se odiavam, ela se matou. Deixando apenas uma carta e um anel que sempre usava.”
“Inconformados com o triste fim de sua amada, Damon e Stefan se desentenderam e se desafiaram em uma luta com espadas. O final do combate não foi bom para nenhum dos dois. Ambos se mataram com a espada cravada em seus corações.”
Essa parte da história era triste, tanto que as meninas inclusive mamãe estavam fungando em seus lugares.
- Que final triste para dois jovens. – disse mamãe fungando.
- E sempre tem que ter uma vadia no meio. – proferiu Rachel.
Nisso eu concordo, essa Katherine foi à ruína de Damon.
- É bem, agora vem à parte que os segredos serão revelados. O que ninguém sabia era que Katherine carregava um segredo com sigo há anos que somente sua dama de companhia e os irmãos Salvatore sabiam. Apesar da aparência jovem sua idade real não condizia.
“Katherine fazia parte do que as famílias fundadoras mais temiam. Ela era um ser imortal que se alimentava da essência mais pura de uma pessoa para a sua sobrevivência. Katherine Pierce era uma vampira com mais de meio milênio de existência.”
Pronto, agora a confusão estava armada. Os lobos quase saltaram de suas cadeiras surpresos com o que Damon disse.
- Puta que pariu! – exclamou Embry recebendo um olhar de reprovação de Dona Sue pelo linguajar.
- Durante a noite, Katherine visitou Damon e Stefan os fazendo se alimentar de seu sangue. Ela não sabia o porquê, mas sabia que isso seria necessário. Devido à causa da morte abrupta, os dois acordaram dias depois em suas criptas no jazigo da família. Com Damon foi o único que teve o interesse de saber como era essa vida de vampiro, acompanhava Katherine durante suas caçadas e pelo pouco que aprendeu foi o suficiente para saber se alimentar. Porém Stefan que despertou bem depois do irmão não tinha noção que estava acontecendo, vagou por muito tempo até ser vencido pela sede.
“Eles se perderam, foram se reencontrar anos depois em Chicago. Damon assumiu sua condição de monstro sanguinário e prometeu a Stefan infernizar sua vida por ele ter lhe tirado Katherine. Mas se Damon era frio e sanguinário, Stefan era dez vezes pior. Antes de sair de Mystic Falls ele matou todos os membros do Conselho onde apenas Johnathan Gilbert sobreviveu, depois disso ele passou a se alimentar cada vez mais tentando aplacar a culpa do que havia feito. Certa noite ele foi até um acampamento de guerra se alimentando de todos os feridos, porém encontra uma outra vampira, Lexi que o acolhe e lhe ensina a controlar sua sede.”
“Em 1917 ele foi responsável por um massacre no México, ganhando a fama de Estripador de Monterrey entre vampiros e humanos. Anos depois ele reencontrou Lexi que o ajudou novamente a se controlar, levando 30 anos para ele conseguir controlar sua compulsão. Até a pouco tempo atrás, é claro. Antes de sair de Mystic Falls fiquei sabendo que o Estripador tinha voltado a atacar.”
Silêncio. Era como estava à cozinha nesse momento, cada um absorvido em pensamentos tentando digerir a história.
- E eles ainda estão vivos ou isso é só contos de família? – Jacob perguntou abrindo a boca pela primeira vez.
- Isso é um mistério, ninguém sabe. Mas segundo os membros mais antigos do conselho, em determinados anos um deles voltam à cidade. Só o que eu sei, é que a cada ano um novo exemplar é adicionado à coleção de diários de Stefan em seu antigo quarto na propriedade dos Salvatore. – disse com a entonação da voz sombria.
- Se eles realmente existiram ou ainda existem como seria a descrição deles? – perguntou Emily dando sinal de vida. Ela estava tão calada que desde que cheguei me esqueci de que ela estava ali.
- Segundo as fotografias antigas, meu irmão Stefan, Elena que namorada do Stefan e eu somos a cópia exata deles. Não somente na aparência, quanto na personalidade e nos nomes, com exceção de Elena que é totalmente o oposto de Katherine. A relação de Katherine e Elena é um pouco complicada, então outro dia eu conto. Mas quanto a mim e Stefan, alguns fundadores ficaram incomodados com nossas presenças na cidade após descobrirem nossos nomes em registros antigos das reuniões do Conselho, alguns não muito antigos.
- Então quer dizer que você tem vampiros como membros da família? – perguntou Seth empolgado. Esse menino não era normal, a onde já se viu gostar de vampiros? O seu namorado é um minha querida. Aff, meu subconsciente resolveu dar as caras. Eu sei disso sua chata, não precisa jogar na minha cara. Eu só quis dizer. Ah, cala a boca vai. Grossa!
- Se liga Seth, ele nem devem existir mais. – Jacob tentou dar um de esperto. E eu linda como sou não poderia perder a chance de alfinetar.
- Muito me espanta você Jacob, filho de um chefe de tribo, que cresceu cercado por lendas não acreditar na existência de vampiros. Agora por exemplo, você poderia estar diante do original e nem desconfiar disso. – apontei para Damon.
Damon mantinha um sorriso sacana no rosto e observava Jacob atentamente.
- Impossível, ele não se parece em nada com os vampiros das nossas lendas. – tentou argumentar.
- Damon, por acaso nos diários do Stefan ele descreve por algum a caso que ele brilhava no sol, ou seus olhos eram vermelhos, sua pele era gélida e dura como mármore? – perguntei cética.
- Você leu Crepúsculo de novo? Já falei para parar de ler essa imitação de romance vampiresco que ele não condiz com a realidade. E respondendo não. Ele descrevia a natureza de um verdadeiro vampiro, toda aquela coisa de presas, olhos tão negros com a noite mais escura e todo aquele negócio com o sol. Além da velocidade, força e controle da mente.
- Aham, e minha avó era a chapeuzinho vermelho. — Jacob riu.
- Se eu fosse você não duvidaria. Pode muito bem haver outras espécies de vampiro por aí e ninguém saber. Afinal nenhum dos nossos antepassados rodou o mundo para saber isso. – vi que sua expressão ficou séria.
- Eu concordo com a Leah, a muita coisa nesse mundo que nunca presenciamos. Eu não duvidaria se realmente existissem outras espécies de vampiros. – Billy concordou comigo. Como ninguém ali era burro o suficiente para contestar uma opinião de Billy preferiram ficar calados.
- Além do mais eu não duvidaria que Damon fosse o original, afinal tem noites que ele simplesmente some e não dá sinal de vida, e só aparece no outro dia com as roupas manchadas de alguma coisa que ele nunca me falou o que é. – certo, eu sei que agora eu falei mais do que eu devia, mas ver a cara desse povo era muito engraçado.
- Deixa de besteira Leah se ele fosse o original, você acha que ele já não teria tentado te morder? – Seth revirou os olhos.
- Nós não bebemos dos nossos parceiros, troca de sangue é algo muito significativo e íntimo nessa espécie. – disse. Ou foi um lapso de memória ou ele realmente quis dizer no presente.
- Nós? – questionou Sam. Ele olhava desconfiado para Damon.
- Ops, erro meu. Quando se trata desse assunto me esqueço de que se trata de outra pessoa e não eu. – deu um sorrisinho.
Segurei o riso para não rir alto. Aí gente isso estava muito bom.
- Alguém aí se voluntaria para tirar a prova. Olha que ele não se alimentou hoje. – ri olhando para os outros que olhavam como se eu fosse um ser de outro planeta. – Vem aqui Jacob, você é o maior.
Peguei uma faca deixada em cima da bancada do armário.
- Deixa de palhaçada Leah. – Jacob bufou.
- Tudo bem, deixa que eu faço. – quando levei a faca ao pulso, minha mãe deu um grito que quase me deixou surda.
- NEM PENSE NISSO, LEAH CLEARWATER! – tinha me esquecido o quanto ela era boa de garganta.
- O que é que tem, é só um pouquinho de sangue. Não vai me fazer falta. – disse.
- Olha como fala garota, não é porque não mora mais comigo que eu deixei de ser sua mãe. – ralhou.
Eu abri a boca para retrucar, mas a mão de Damon veio para minha coxa a apertando, sinal claro para eu calar a boca.
- Tudo bem. – coloquei a faca de volta no lugar.
- Ótimo, agora vamos almoçar, enquanto você Damon nos conta mais sobre sua família. – mamãe saiu pegando pratos e talheres no armário enquanto Emily depositava a comida sobre a mesa.
- Então querido, sua família é de que lugar da Itália? – já vi que esse almoço vai emendar com o jantar se depender da mamãe e sua curiosidade.
Suspirei e me ajeitei no lugar. Lá vamos nós de novo.
(...)
Continua...
Notas finais
Qualquer coisa tá valendo.
Vou tentar não demorar tanto agora.
Gente, eu criei um grupo no Face, só para o pessoal do Nyah! Quem quiser seguir é só aparecer por lá.
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É isso minhas flores e flor se houver. Qualquer coisa tbm estou no Twitter: @jaquelineines11.
Bjus e até mais ♥
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