Renascer Da Fênix
25 Capítulo 23 - Eis que é chegado o Natal.
Notas iniciais
Pelo nome do capítulo, já devem saber sobre o que se trata, não?!
Nos falamos lá em baixo, espero que gostem.
Boa Leitura!!!
Os dias passaram rapidamente, estava tudo tranquilo. Damon estava se saindo bem na função de pai, as noites cuidando de Ava criou um laço muito forte entre eles, tanto que ela só dormia se fosse ele a niná-la.
Meu trabalho no clube era mesma agitação de sempre, as mesmas cantadas horríveis de caras bêbados insuportáveis.
O dia que levei Ava para o pessoal conhecer, foi o maior alvoroço, a mulherada praticamente voou em cima da coitada, até a vaca da Michele deixou de ser um pouco insuportável e caiu nas graças de Ava.
Taylor que não estava gostando muito de ter a afilhada passando de braço em braço, se mostrou uma verdadeira ciumenta. Ela me perturbou tanto que tive que deixá-la ser madrinha de Ava e Brandon o padrinho, precisava de alguém com a cabeça no lugar para poder conter Taylor em seus surtos de loucura.
Eu estava tranquila até semanas atrás, enfim a tão temida semana do Natal chegou. Minha mãe me ligava quase todos os dias para saber se realmente iríamos, e de todas às vezes não teve uma em que não perguntasse por Damon ou falasse com ele.
Arrastei Taylor comigo para fazer as compras de Natal, afinal fiquei anos sem voltar para casa e agora não podia voltar com as mãos abanando.
Apesar de ter dito que não deixaria mais Taylor me ajudar, eu não podia negar que ela tinha um ótimo senso para comprar coisas.
Minhas malas e a de Ava estavam prontas, Damon estava protelando para fazer as dele, mas com muita persuasão – uns amassos no banheiro –, consegui fazê-lo arrumar tudo.
O impasse agora era, em que carro nos iríamos, no meu ou no dele. O dele era pequeno e só havia dois lugares, o meu não caberia todas as malas que não eram poucas, afinal ficariam vários dias — graças a minha adorada chefinha que prezava as festividades de fim de ano em família -, além do carrinho de Ava.
Eu estava com os nervos em frangalhos, estava com medo do que poderia encontrar e acontecer por lá.
Damon havia me prometido se comportar, não ameaçaria e nem se alimentaria de ninguém. Apesar de dizer que não fugiria de uma boa briga se lhe chamassem para uma.
O orientei a controlar seus pensamentos, principalmente perto do Edward ‘cabeção’ Cullen.
Estávamos em seu apartamento já que partiríamos dali de manhã, e eu não conseguia dormir, Damon estava desmaiado ao meu lado e Ava dormia tranquila no seu quarto, que Damon havia montado para ela em seu apartamento que era a coisa mais fofa.
Quarto Ava:
~~~**~~~
Às dez da manhã, saiamos de Seattle tomando a auto estrada em direção a Forks, em duas horas estaríamos em casa, mas do jeito que Damon dirigia chegaríamos em uma hora.
Damon adquiriu um carro novo, era super espaçoso, lindo e caro, não precisava ser um gênio para saber que esse carro custou uma fortuna.
As janelas eram todas escuras, então ninguém nos via do lado de dentro.
Carro Damon:
Ava estava entretida na cadeirinha devorando uma bolacha se lambuzando toda. Ela estava cada dia mais linda e grande. Dona Sue iria pirar quando visse a neta.
- Por que desse silêncio todo? – Damon tirou-me dos meus devaneios.
- Não é nada, só estava pensando nesses últimos dias. – ajeitei-me no banco.
- E que conclusão você tirou disso? – olhou para mim.
- Que eu estou com medo, e não queria estar indo para lá. – suspirei.
- Leah, você não ode fugir da sua família para sempre, por mais que seja tentador. – sorriu de lado.
Damon de óculos escuros é muito sexy, ainda mais quando ele dá esse sorriso de lado, faz qualquer coração parar.
- Eu queria poder fugir.
- Calma, não vai ser tão ruim assim.
- Você quem pensa. – vesti meus óculos e observei a paisagem passando por nós.
Como se para celebrar meu regresso, o sol deu o ar de sua graça, saindo com todo o seu esplendor por entre as nuvens.
Quando passamos pela placa de Forks, meu coração disparou.
- Fica calma, Leah. – ele pegou minha mão.
- Eu não consigo, vamos voltar, por favor? – choraminguei fitando seus olhos.
- Nem pensar, já viemos até aqui, vamos com isso até o fim. Cadê aquela Leah corajosa que queria esfregar na cara de todos como estava bem e feliz? Eu não te prometi que estaria com você quando esse momento chegasse? E agora você não tem somente a mim, temos Ava conosco. – seu breve discurso de encorajamento fez meu medo desaparecer, e ver minha pequena brincando com seu mordedor me deu mais coragem para continuar.
- Tudo bem, eu consigo. – respirei fundo.
- Ótimo, agora me guie aqui, porque não conheço nada. – murmurou.
- Vire a direita, depois a segunda esquerda e siga reto que vai dar em La Push. – indaguei.
Antes de chegarmos à casa de mamãe fiz Damon parar e pulei para o banco de trás e quase matei Ava sufocada em meus braços de tanto que a abraçava.
- Ajuda a mamãe, amor. Ajuda a mamãe. – entoei a balançando no colo, Damon só fazia nos olhar pelo retrovisor e rir.
- Está parecendo que você está seguindo para o corredor da morte. – fiz uma careta para ele.
~~~**~~~
A casa continuava a mesma, a não ser pela cor que havia mudado, do normalmente branco para o sofisticado salmão. O jardim estava bem cuidado e cheio de flores da estação, esse era o passatempo de mamãe, cuidar do seu jardim.
Somente a viatura de Charlie estava parada na frente da casa, mas isso não queria dizer nada, o resto do pessoal estava lá dentro, eu podia ouvir a bagunça deles.
Damon estacionou o carro e virou para mim.
- Pronta? – questionou.
Assenti dando um beijo nos cabelos de Ava, respirei fundo. Abrimos a porta em sincronia.
O cheiro de terra molhada, maresia e madeira invadiram meu olfato. Nesse momento percebi o quanto eu senti falta desse lugar.
- Essa umidade toda vai destruir minha chapinha. – o quê? Eu tive que rir com essa, Damon tinha um senso de humor muito estranho, mas me divertia horrores com ele.
- Pare de falar merda, Damon. – ri.
Ouvi a porta da frente ser aberta, e a mulher que era meu ponto de referência sair de lá, linda como sempre, seus cabelos estavam um pouco mais grandes como antigamente, sua pele da mesma tonalidade que a minha, o sorriso amplo e os olhos tão expressivos agora transbordavam de lágrimas.
Sem minha permissão lágrimas escorriam pelo meu rosto.
Eu não conseguia sair do lugar, minhas pernas pareciam ser feitas de gelatina. Ava estava assustada me vendo chorar feito um bebê chorão, mas eu não estava nem aí, isso era pura saudade da minha mãe.
Mamãe desceu os degraus e veio caminhando lentamente em minha direção. Criei forças nas pernas e fui ao seu encontro, paramos a centímetros uma da outra, sentir seu cheiro reativou todas as lembranças de minha infância feliz.
- Meu bebê. – esticou o braço e tocou meu rosto, meus olhos se fecharam automaticamente. – Meu bebê voltou para mim.
Demos um abraço meio desajeitado, pois Ava estava no meu colo, mas conseguimos nos tocar.
- Oi mamãe. – chorei ainda mais.
- Oh minha querida, como você está linda. – aconchegou meu rosto entre suas mãos.
Ava pareceu se sentir excluída e resolveu se fazer presente na conversa puxando os cabelos de mamãe e tentando falar alguma coisa.
- Oh meu Deus, que menininha mais linda. De quem é essa criança, Leah? E como ela se chama? – Ava já estava toda sorrisos para a avó. Agora era a hora da surpresa.
- Essa aqui é a Ava e... ela é o ‘meu bebê’. – vi seu olhar vidrado em mim, sua pulsação aumentar e os olhos transbordarem de lágrimas novamente.
- S-seu bebê?! – perguntou emocionada.
Apenas assenti.
- Ai meu Deus, eu ganhei uma neta! Eu sou nova demais para ser avó! Não podia esperar mais alguns anos, não Leah?! – ralhou, mas seu sorriso era enorme. – Me dê ela aqui.
Ava foi para seus braços de bom grado. Impressionante como ela não se estranhava com pessoas diferentes.
- Oi meu amor, eu sou sua vovó, a vovó Sue. Você é tão linda, querida. – ver minha mãe babando na minha filha era muito divertido.
Desviei o olhar da cena na minha frente e procurei por Damon que nos encarava com um sorriso nos lábios. Acenei para que se juntasse a nós.
Seus braços envolveram minha cintura me dando mais conforto.
- Não falei que iria ser fácil. – beijou minha testa. Era só minha mãe, queria ver com o resto.
Tirei minha mãe de sua bolha particular com Ava.
- Mãe, eu quero te apresentar o meu namorado e pai da Ava, Damon Salvatore. – os apresentei.
Era tão bom encher a boca e dizer ‘meu namorado’. Isso indicava que ele era só meu.
Acho que escutei o queixo da minha mãe deslocando, a boca dela foi no chão quando ela se virou para Damon.
- Minha filha, aonde você arrumou esse não tinha mais um disponível, não?! Eu preciso de um desses pra mim. – murmurou boba.
- Mamãe! – era só o que me faltava, minha mãe babando no meu namorado.
Damon só fez rir, ele adorava ser o centro das atenções.
- É um prazer finalmente conhecê-la, senhora. Damon a seu inteiro dispor. – beijou sua mão em um modo cavalheiresco.
- O prazer é todo meu, Damon. Estava louca para te conhecer, só não imaginava que você fosse tão bem apessoado. – gracejou.
- Eu vou dizer ao Charlie o quanto você achou Damon bem apessoado, duvido que ela vá gostar. – resmunguei.
- Deixe de bobeira menina, eu estou mentindo por acaso?! E agora reparando bem, Ava se parece muito com você Damon. – apontou.
- Já me falaram isso. – Ava soltou gritinhos quando Damon lhe deu atenção.
- Depois eu quero que me expliquem essa história direitinho de me arrumarem uma neta e não me falarem nada, mas agora vamos entrar que estão todos os esperando, o Seth é o mais empolgado. – riu seguindo na frente.
- Quando ele não é. – sorri revirando os olhos.
Grudei-me na cintura de Damon.
- Vai ficar tudo bem. – sussurrou no meu ouvido.
- Assim espero. – dei um beijo rápido em seus lábios.
- Olhem só quem eu encontrei lá fora. – mamãe disse toda animada.
- Charlie, dê um jeito na sua mulher, ela sequestrou um bebê. – a voz de Billy chegou até a mim. Como eu senti falta dele e seus conselhos sábios.
- Eu não sequestrei ninguém. E para sua informação, seu velho esclerosado, ela é minha neta. – Dona Sue disse com orgulho.
Todos ficaram em silêncio.
Eu estava na varanda com Damon, esperando para entrar, me segurando para não rir alto, ele estava no mesmo estado.
Apesar do pessoal do bando já saber que estávamos ali, ao que parece não quiseram interromper o momento entre mamãe e eu.
- Seth Clearwater, o que foi que você andou aprontando? – a voz de Charlie elevou-se.
Escondi o rosto no peito de Damon para abafar o riso que teimava em sair, sentia seu corpo vibrando com seu riso mudo.
- Não fui eu. Eu juro pela minha avozinha, que eu não fiz nada. – Seth declarou.
- Não é o que parece. – murmurou Paul.
- E a menina é bonita demais para ser filha do Seth. – Embry disse brincando.
- Hei, também não esculacha. – resmungou Seth.
- Depois desse susto, duvido que você se engrace para alguma garota antes de pensar duas vezes. – disse entrando na sala secando as lágrimas.
Todos olharam para mim abobalhados.
- Leah?! Leah! – Seth gritou animado vindo correndo em minha direção.
Ele me agarrou em um abraço que me partiria ao meio facilmente.
- Oi pirralho. – apertei meus braços em volta do seu pescoço enquanto ele me girava no ar. – Para Seth, estou ficando tonta.
Seu sorriso amplo apareceu no meu campo de visão, ele estava alguns centímetros mais alto que eu, e olha que meu salto era de 15 cm, que já aumentava consideravelmente meus 1,75cm.
- Não tão pirralho assim, estou mais alto que você. – debochou sorrindo pra mim.
Eu já estava hiperventilando dentro de seus braços, nossa temperatura havia mudado, a minha estava mais baixa que a dele. Consequências de três anos sem me transformar, meu corpo estava voltando ao normal.
- Estou vendo. – sorri para ele. Vi seu olhar se focar em algo atrás de mim, fazendo-me lembrar que Damon estava parado atrás de mim.
- É ele, o tal do Damon? – Seth perguntou apontando a cabeça para seu lado.
- É sim. – sorri bobamente.
Desgrudei de Seth e fui para o lado de Damon agarrando sua mão o arrastando para dentro, em um convite mudo para que entrasse em casa, apesar de minha mãe já tê-lo convidado sem perceber.
- Seth esse é Damon Salvatore, meu namorado. Damon esse é Seth, meu irmão. – os apresentei.
- E aí cara, finalmente estou te conhecendo, você era o assunto preferido da Dona Sue nas últimas semanas. – pelo sorriso de Seth ele tinha aceitado bem Damon.
- Sua mãe é uma mulher muito agradável e também ouvi muito sobre você. – apertaram as mãos.
- Espero que nada revelador, que mereça uma queima de arquivo. – Seth tentou soar sério, mas falhou miseravelmente.
Como se Damon se intimidasse com ameaças de morte, ele já tinha atravessado o Cabo da Boa Esperança há mais de um século. Triste ilusão.
- Nada revelador, não se preocupe. – tranquilizou Damon.
Dirigi meu olhar para os outros na cozinha e notei que me olhavam espantados. Será que eu estava tão diferente assim? Eu só tinha deixado meu cabelo crescer, o resto continuava a mesma coisa.
Mas segundo Damon, eu estava gostosa com minha calca jeans apertada, uma camisa branca de mangas ¾ e um corselet preto rendado, marcando minha cintura e realçando meus seios, uma sandália estilo gladiador de salto preta, a maquiagem impecável marcando meus olhos, e os cabelos totalmente lisos caindo soltos nas minhas costas.
Ou pode ser que talvez seja esse seu sorriso bobo nos lábios e essa expressão de felicidade no rosto, argumentou meu subconsciente.
Talvez seja isso, desde que conheci Damon, não sei mais o que é ficar infeliz e amargurada. Damon foi minha salvação.
- Vem, deixe-me te apresentar o resto do pessoal, depois você e o Seth terminam de tricotar. – arrastei-o para a cozinha.
Depois de todas as apresentações feitas, Kim e Rachel me arrastaram para a sala segundo elas para me interrogarem.
- Então, desembucha, quero saber de tudo, até os mínimos detalhes. – disse Rachel se jogando no sofá ao meu lado. Kim acenou concordando.
- O que vocês querem saber? – suspirei derrotada.
- Aonde você conheceu esse Deus grego? – animou-se Kim, para uma garota tímida ela estava me saindo bem despojada.
- No clube onde trabalho, ele tinha acabado de chegar e foi conhecer a noite, acabou parando por lá, depois disso largar do meu pé foi impossível. – sorri me lembrando da primeira vez que o viu.
- E vem cá, ele não tem nenhum irmão ou primo solteiro e gostoso que nem ele não? – confesso que fiquei chocada com essa pergunta da Rachel, até onde eu sabia ela ainda estava namorando Paul.
- Agrada-me profundamente saber que está atrás de alguém melhor que Paul, mas infelizmente ele tem somente um irmão que é comprometido e que mora na Itália atualmente.
- Ah que pena. – fez um muxoxo.
- Rachel! Não acredito que teria coragem de trocar o Paul por outro homem. – Kim parecia horrorizada.
- Claro que não, só estava brincando. Não trocaria meu Paul por nada, nem se o Chris Hemsworth aparecesse na minha frente pecado me pedindo em casamento com um anel de diamante. – a garota se empolgou.
- Tem certeza?! É o Chris Hemsworth. – exclama Kim.
- Eu não pensaria duas vezes, ele está em alta. – ri da situação.
- Parem suas diabinhas, vão me fazer cair em tentação. – rimos do absurdo daquilo, como se o Chris Hemsworth soubesse da nossa existência. Sonha!
- Quem está tentando a Rachel? – Seth entrou na sala carregando Ava.
- Um galã de cinema peladão com um anel de diamantes. – informou Kim.
Seth fez uma careta engraçada fazendo Ava rir da sua cara.
- O Paul sabe disso? Ele vai gostar muito de saber que está sendo traído. – brincou.
- Nunca, isso vai comigo para o túmulo.
- Certo, Leah essa pequena aqui está precisando de uma fralda nova. Ela é pequena, mas tem um enorme poder de destruição. – estendeu ela pra mim.
- Vem meu amor, seu tio está te menosprezando, como se um dia ele também não foi assim. – ela veio cheia de sorrisos para o meu colo.
- Ai que coisa mais fofa, eu ainda não consigo acreditar que ela é sua filha, Leah. – Rachel estava empolgada por eu ter conseguido realizar meu sonho de ser mãe.
- Eu também não, ela foi um presente para mim, apareceu quando eu menos esperava. – todos ficaram babando em cima de Ava, ela já passou por todos os braços disponíveis, desse jeito ela vai ficar mimada.
Encontrei Damon na cozinha sendo paparicado pela minha mãe que tentava entupi-lo com um monte de comida. Tinha até pena do coitado. Fui em seu socorro.
- Mãe, o Damon não é igual às anomalias daqui que comem um caldeirão e não se satisfazem. – passei Ava para Damon, ela praticamente se jogou num prato de bolo na sua frente. Tirei de perto dela, a Dra. Madison não havia autorizado outros tipos de comida que não fosse papinha caseira.
- Mas ele está tão magrinho. – tentou argumentar.
- Não está não, pare de tentar engordá-lo. Segure Ava, preciso pegar as coisas dela no carro.
Estava tão concentrada em procurar pela mala de Ava que nem percebi um indivíduo desprezível se aproximando de mim.
- Você se adaptou bem a vida de madame. – soltou seu veneno.
- Apesar de não ser da sua conta, eu não tenho vida de madame, trabalho todas as noites para manter o meu sustento e agora o da minha filha. – virei-me nervosa para Sam.
Desde que cheguei que ele está me secando, nem se dava ao trabalho de disfarçar, nem mesmo quando Emily estava do seu lado.
- Por que se dar ao trabalho, seu namoradinho pode lhe sustentar, ele parece ser montado na grama. – sorriu debochado observando o carro.
- Ele poderia se eu consentisse tal absurdo. Mas ao parece que você não me conhece mais, se conhecesse saberia que essa não foi à criação que meus pais me deram. Uma conta de mais de seis dígitos no banco não quer dizer nada, só que a pessoa conquistou aquilo com o suor do seu trabalho. O que realmente importa é o caráter e não a porra de um talão de cheques na carteira. – exasperei-me.
Eu estava bufando de raiva, o gosto amargo da bile subia pela minha garganta. Há anos não sabia o que era sentir essa raiva. Meu corpo tremia.
- Algum problema aqui? – Seth apareceu do meu lado.
- Não, nenhum. Somente o Sam sendo o imbecil de sempre, que não sabe guardar seu veneno para si próprio. Se me derem licença. Minha filha precisa da minha assistência. – peguei a bolsa de Ava, fechando o porta-malas com força e marchando para dentro.
- Só vou te pedir uma coisa Sam, enquanto a Leah estiver aqui, eu quero você o mais longe possível dela, entendeu? Ou se não vamos ter um briga feia, por mais que eu não queira chegar a esse ponto. – ouvi Seth dizer, nem esperei para ouvir a resposta de Sam, entrei pisando duro em casa.
- Tudo bem? – Damon me perguntou quando fui pegar Ava, ele percebeu meu estado de nervos, além é claro de ter ouvido minha discussão com Sam lá fora.
- Estou sim, vou dar um banho nela. – ter Ava nos meus braços me acalmou rapidamente.
- Vou te ajudar, querida. Emily olhe essas panelas pra mim, por favor.
- Também vamos. – Rachel arrastou Kim escada a cima atrás de mamãe.
Meu quarto continuava a mesma coisa, com exceção da cama que antes era de solteiro, agora era uma queen size de casal e as cores da parede que agora são lilases.
- O que você achou do quarto Leah, dei uma mudada nele quando soube que viria. Só não esperava por Ava, vamos ter que arrumar um lugar para ela dormir. – perguntou mamãe.
- Está perfeito mamãe, e não precisa se preocupar com Ava, ela raramente dorme no berço. Acostumou-se a dormir na cama comigo ou com Damon.
Dei um banho rápido em Ava, ela já estava dando sinais que estava com fome.
- Então, agora você vai me explicar como minha neta veio parar nessa família? E nem tente me dizer que foi do método convencional, por que você não está com cara de quem estava grávida, e nem tem como ela ser filha do Damon pelo tempo que vocês estão juntos. – interrogou minha mãe.
- Tudo bem mamãe, você merece uma explicação por tudo isso. – respirei fundo me lembrando daquele dia que encontrei Ava no beco.
- Ava é minha filha adotiva, eu a encontrei um dia depois do dia de Ação de Graças. Ela foi abandonada em um beco sujo e escuro, enrolada em trapos.
“Nem pensei duas vezes antes de pegá-la e levá-la para casa, naquele dia estava armando uma tempestade. Eu só a acolhi como teria feito com qualquer criança abandonada”.
As expressões das três eram de puro horror.
- Oh Deus, como uma mãe é capaz de abandonar uma criança indefesa? – a voz da minha mãe descrevia o puro choque que ela sentia.
- No momento que a peguei em meus braços, já tinha tomado a decisão de não abandoná-la, que ela seria minha. O que mais me deu forças de continuar com esse propósito foi Damon ter ficado do meu lado, me dando apoio. Ele tem esse jeito fechado, sério, mas ele se apegou a ela rapidamente. – sorri.
- Você deu muita sorte, não é qualquer homem que aceita cuidar de uma criança, ainda mais não sendo dele, no início de um relacionamento. – disse Rachel.
- Eu sei. Foi ele quem me ajudou a escolher o nome dela, quem fica com ela para mim trabalhar, que dá banho, coloca para dormir. Ele até a registrou com o nome dele. Eu não poderia ter escolhido pessoa melhor. – sussurrei.
- E você o ama. – não era bem uma pergunta que minha mãe fez, estava mais para uma afirmação.
- Muito mais do que deveria. – suspirei como uma adolescente apaixonada.
- É perceptível, seus olhos brilham quando você fala dele. – Kim sorriu para mim.
- E ele sabe sobre você ser uma loba? Sobre os outros e os Cullen? – perguntou Rachel.
- Sim, eu contei tudo, não queria esse segredo enorme entre nós.
- E foi por isso que vocês chegaram a terminar. Ele não reagiu bem ao saber que você não era totalmente humana? – minha mãe parecia preocupada.
- Na verdade ele reagiu muito melhor do que eu esperava, pelo menos ele não desmaiou e nem vomitou, então. – dei de ombros. – Além do mais até pouco tempo atrás ele estava morando numa cidade que era o epicentro do mundo sobrenatural, acontecia várias coisas estranhas por lá, ele já está acostumado com coisas sobrenaturais.
- É sério? – os olhos de Rachel pareciam que iam saltar das órbitas.
Assenti me divertindo com o espanto estampado em sua cara.
- E o que acontecia por lá? – até minha mãe estava curiosa.
Bom, parece que era hora de um pouco de histórias de terror.
- Por que não vamos perguntar ao Damon, ele pode explicar melhor do que eu. – peguei Ava que já estava confortável em seu pijama e voltamos para a cozinha.
Os homens estavam empolgados numa conversa sobre jogos, até o Damon estava no meio.
- Desculpe interromper senhores, mas tenho mulheres aqui loucas para saberem sobre os acontecimentos estranhos da cidade onde você morou, Damon. – vi seu olhar ficar mais sombrio.
- Acontecimentos estranhos? – murmurou Charlie.
- E sobre o que as senhoras querem saber? – perguntou diretamente a elas.
- Tudo, não esconda nada. – Rachel era a mais empolgada.
- Bom, então é melhor se sentarem, por que a história é um pouquinho longa.
Todos se ajeitaram em seus lugares, pareciam interessados em ouvir a conversa de Damon, eu que já tinha conhecimento de algumas coisas, fui preparar uma papinha para Ava.
- Eu morava em uma cidade chamada Mystic Falls, é uma pequena cidade no sul da Virgínia...
Continua...
Notas finais
Posto a continuação quando tiver tudo pronto.
Espero que todos que acompanham a fic deixe um comentário sobre o que acharam.
Bem, é isso.
Bjus e até o próximo capítulo.
Quero muitos reviews, OK?!?!
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