Notas iniciais
Hei, voltei. Minha inspiração tinha fugido, mas consegui trazê-la de volta.
Nos falamos lá em baixo...
Boa leitura!!!

POV Damon

Pela primeira vez em anos de existência, minha vida não está uma bagunça. Não tenho que me preocupar em ajudar ninguém, ou salvar algum idiota de se meter em uma enrascada.

Pela primeira vez estou feliz por poder agir como uma pessoa normal.

Ter um relacionamento verdadeiro, sem mentira e desconfianças. Apesar de que meu envolvimento com Leah não seja normal, afinal eu sou um vampiro e ela uma lobisomem, isso vai totalmente contra as leis do sobrenatural.

Mas o que isso tem haver, o importante é que somos felizes do jeito que somos.

Minha única preocupação é o fato de que vou ter que conhecer a família dela. Não sou de ter medo desse tipo de coisa, mas o que me aflige é o fato de que se eles vierem, a saber, que sou um vampiro, não aceitarem que fique com ela.

- Acho que estou me preocupando a toa, a própria Leah disse que um cara do bando dela, um tal de Jacob, teve um negócio chamado imprinting que eu ainda não entendi como funciona, com uma menina meio-humana meio-vampira, dentre os meus não tem essa coisa de híbrido. Ou se é vampiro ou se é humano.

O único híbrido que conheci foi Klaus, que era meio-vampiro meio-lobisomem e isso já foi um pé no saco.

Mas retornando a linha de raciocínio, se na casa dela vampiros e lobisomens convivem como família, um vampiro a mais não vai fazer diferença, não é?!

Antes de me aventurar entre esses seres, vou ter que ter uma conversa esclarecedora com Leah, quero conhecer minimamente cada pessoa que eu vá conviver, não quero perder a paciência e arrancar um coração fora.

Se bem que, se eu arrancar o coração do ex dela, vai fazer alguma falta? Para mim não vai, mas e para Leah? Acho que vou ter que perguntar antes de executar o plano. Droga, estava tão feliz com essa possibilidade.

No meio dessa confusão toda de vampiros e lobisomens, Leah me aparece com outra surpresa: um bebê.

Estava eu de boa em casa curtindo uma preguiça depois de uma noite e uma manhã maravilhosa de sexo com minha loba, aliás, que disposição tem aquela mulher, ela é um furação na cama, mas então, estava eu lá quando meu telefone toca e quem era, minha loba.

Nem falei direito com ela e já veio me mandando comprar um monte de coisas em uma farmácia, eu não estava entendendo nada, mas como sou um bom namorado dedicado que quer agradar eu fui.

Depois de ser bombardeado com perguntas sem nexo da atendente, que era até gostosinha (posso estar namorando, mas não sou cego e olhar não paga imposto.), segui para o apartamento de Leah.

Mesmo o mundo desabando em água, consegui chegar lá rápido.

Tudo perfeito, até ela me arrastar para o quarto, fui todo animado pensando que íamos continuar nossa brincadeirinha de mais cedo, mas broxei na hora que vi uma criança em cima da cama.

Eu pensei que ela tinha pirado de vez e sequestrado a criança, mas depois de me explicar que a encontrou em um beco, respirei mais aliviado.

Ver como ela cuidava dela, me deixou fascinado, os olhos dela chegavam a brilhar, Leah exalava felicidade.

A menina era linda, um sorriso cativante, os olhos tão expressivos, de um azul tão intenso que se passaria tranquila como minha filha.

Nunca me dei bem com crianças, digo isso pela minha experiência na infância com Stefan, ele aprontava e a culpa sempre caia em mim, mas aquela garotinha tinha alguma coisa que me tocava, me fazia querer dar o mundo para vê-la feliz. O que é estranho, porque nunca senti isso por ninguém, nem mesmo por meu irmão cabeçudo, vulgo Stefan. (n/a: eu gosto do Stefan do livro, o da série não me agrada muito.).

Eu estava descobrindo um sentimento novo, o tão famoso amor paternal.

Eu queria cuidar daquela criança, tomá-la em meus braços e nunca mais soltá-la, construir uma barreira em volta dela para que nada e nem ninguém possa machucá-la.

Esse sentimento me perturba muito, é um sentimento muito forte, não posso compará-lo nem ao que sinto por Leah. Meu amor por Leah é compreensível, fácil de entender, mas o que sinto por essa pequena nem se eu morresse e renascesse poderia explicar.

É por isso que enquanto bancava a babá para minha pequena Ava, tive uma ideia que eu acho vá deixar minha Leah muito contente.

Mas enquanto o dia não amanhece, vou tratar de resolver um assunto de extrema urgência para mim. Preciso do meu lanchinho da madrugada.

Confesso que tirei o atraso por ficar tanto tempo sem me alimentar direito. As três garotas a fim de diversão vieram bem a calhar. Não bebi o suficiente para drená-las, mas o suficiente para satisfazer-me. Só quero ver como vou fazer para me alimentar quando estivermos em La Push, não quero recorrer a bolsas de sangue, prefiro ele bem quentinho. Como será sangue de lobisomem? Poderia convencer Leah a me deixar experimentar. Não, não, isso não, ficou louco de vez, Salvatore?!

Cheguei em casa e estava praticamente flutuando. Joguei-me no sofá e adormeci, quando acordei já passava das duas da tarde, tinha que me ajeitar, porque logo começaria meu novo emprego de babá por tempo integral.

Tomei um banho e escolhi uma roupa legal, como estava de bom humor optei por uma camisa cinza, que não se distanciava muito do preto, e uma calça jeans preta. Meu visual compele a somente cores escuras como preto, cinza, azul e vinho, se um dia me virem todo de branco é porque estou pagando promessa ou indo a algum terreiro de mãe de santo. (n/a: se usa branco em terreiro? Sou meio leiga nesse assunto ù.ú).

Liguei par Leah para saber como foi à manhã de compras com a doida da Taylor e saber como minha princesinha estava.

Segundo ela quase matou a Taylor sufocada, por querer por o quarto de Ava todo rosa, mas fora isso compraram todos os móveis e ainda essa semana entregariam.

A consulta médica também foi tranquila, aparentemente Ava era uma garota saudável e bem desenvolvida para um bebê de quase cinco meses, esse parecia ser o tempo de nascimento dela.

Depois de nos despedirmos, corri para meu quarto a procura de uma caixinha muito importante para mim, eu a levava para todo lado. Após achá-la guardei no bolso da calça, peguei as chaves do carro e parti para meu novo destino.

Agora era hora de executar a minha surpresa e torcer para que Ava e Leah gostassem.

(...)

Notas finais
Um pov do Damon, para mostrar como ele reagiu nos últimos dias.
E que surpresa é essa, só vão saber no próximo cap. que eu estou tentando terminar, para começar a escrever a volta à La Push.
E agora tenho um pedido a fazer as 24 leitoras fantasma que assombram essa fic e não deixam um mísero comentário.
Vamos lá garotas, ou garotos se tiver, comentem por favor, nem que seja para disserem que gostaram, sim.
Bem já indo, tenho que terminar You're The Only One para postar ainda hj.
Bjus ^^