Renascer Da Fênix
11 Capítulo 9 - parte 2
Notas iniciais
Então a ultima parte do capítulo 9 já está postado.
Espero que gostem, porque eu não curti muito. Tentei reescrever mais não saiu nada, então ficou como estava.
Bjim *-*
Parte 2
Ele praguejava sem parar, não podia acreditar que uma coisa dessas estava acontecendo com ele.
- Você é mesmo um merda Damon Salvatore, de tantas mulheres nesse mundo você só se interessa pelas mais erradas. Primeiro a Katherine que era uma vampira vadia sádica, depois a Elena que é até suportável, em seguida a Bonnie, bom dela não tem do que reclamar ela bem que é divertida apesar de ser uma bruxa, e agora a Leah que além de ser muito gostosa é uma loba. Essas pragas me perseguem por onde quer que eu vá. – um estalo de entendimento passou por sua cabeça. A mulher que estava na sua frente era a única criatura no mundo que poderia lhe matar. Ele estava literalmente confraternizando com o inimigo, ou melhor, ele estava dando ‘uns pegas’ no inimigo.
Ele não sabia mais a audição lupina de Leah a ajudou a escutar cada palavra que Damon sussurrava para si mesmo. Ela ficou abismada, ele realmente disse que havia se envolvido com uma vampira?! Então ele sabia que o mundo não era tão feito de lendas e historias.
- O que você sabe sobre os frios? – perguntou seria. Damon parou sua contemplação para olhá-la.
- O que são frios? – ele não entendia esse termo.
- Para o nosso povo são demônios do mal, monstros sem alma, nos os chamamos de bebedores de sangue, ou simplesmente vampiros. – ela estudou minuciosamente a expressão dele e só confirmou o que já suspeitava: ele sabia de muita coisa.
- Não sei de nada sobre vampiros a não ser o que dizem nos livros, apesar de que agora depois do que você me contou não suspeito de mais nada. – tentou desconversar.
Percebeu que ele estava fazendo a coisa que ela mais odiava que fizessem com ela: mentiu.
Leah começou a rir histericamente, por que Damon não podia dizer simplesmente a verdade. Ela estava ali diante dele contando um segredo que jamais deveria ser contado para estranhos, por que ele não podia fazer a mesma coisa?!
- Para de mentir pra mim, fala logo toda a verdade, eu detesto que mintam pra mim. – sua voz estava alterada e seu olhar furioso.
Damon a olhou assustado, ele não via mais aquela Leah que conheceu meses atrás e sim uma Leah diferente com um olhar odioso.
- Eu não estou mentindo, eu não sei de nada caramba, porque eu haveria de esconder alguma coisa? – “Eu não posso falar nada, ela vai me matar.”.
- Claro que está, por que eu escutei cada palavra que você acabou de dizer, então por que continuar mentindo?! – elevou a voz.
A olhou espantado, não pensou que ela poderia ouvir. Ah, infelizmente ele não teria outra escolha se não fazer a coisa que ele menos queria: teria que lhe contar TODA a verdade. Respirou profundamente e resolveu encarar de frente.
- Tá bom, se você quer a verdade, vamos à verdade, mas é melhor se sentar porque a coisa é pesada. – murmurou.
- Bem assim como você, eu também tenho um segredinho. Eu sou tudo aquilo que você falou, eu sou a causa de você ser o que é. – Damon andou lentamente até onde Leah estava e parou bem a sua frente, deixando poucos centímetros entre eles. – Eu sou aquilo que você mais odeia. EU. SOU. UM. VAMPIRO.
Na hora o susto foi tão grande que Leah perdeu a voz, seu coração perdeu uma batida depois se acelerou , sentiu falta de ar, tontura e o principal raiva, muita raiva que se igualava ao ódio.
Como poderia ser, uma pessoa que ela tanto gostava ser a criatura que ela mais odiava, o monstro que a tornou igualmente um monstro. Mas não podia ser, ele não era como os outros vampiros, ele não era duro como mármore, sua pele não brilhava ao sol, não era gélido.
Seu corpo todo tremia, sentia uma onda de calor se acomodar em sua coluna, o controle da transformação estava perto de ser perdido. O encosto da poltrona que estava segurando se desfez em lascas devido à força que aplicou no lugar.
Damon percebeu que ela não estava bem, mas continuou com seu dialogo. Ela queria a verdade e teria a verdade mesmo que tivesse graves consequencias depois.
- Eu habito esse mundo por 146 anos, fui transformado em 1864 durante a Guerra de Secessão. Minha criadora Katherine dizia que me amava, que íamos viver a eternidade juntos, mas na verdade era só um joguinho que ela fazia, a vadia dizia a mesma coisa para meu irmão Stefan. Odiei tanto meu irmão que ela não suportou ver nossas brigas e se matou, eu é claro culpei Stefan por sua morte. O desafiei para um duelo de espadas... nos matamos simultaneamente. Como tínhamos o sangue dela em nosso organismo despertamos quatro dias depois em nossos túmulos como vampiros.
“Desde então passei a infernizar a vida de Stefan, o seguia para toda parte que ele ia. Até que ele se mudou para Mystic Fells e conheceu Elena. A pouco tempo descobrimos que Katherine tinha arquitetado sua própria morte, ela viveu esses anos todo nos observando. Ela só não esperava que Stefan se apaixona-se por uma humana que era sua copia exata a Elena, Stefan sempre amou Katherine por mais que ela não merecesse. Katherine não suportou ser trocada por outra mulher ao ponto de tentar matar Elena, mas conseguimos matá-la antes. Depois disso nos separamos e cada um foi para seu lado, passei um tempo com eles na Itália, mas vi que aquela melação toda não era pra mim e sai por ai e aqui estou.” –concluiu.
Leah escutava tudo absorta em pensamentos, não conseguia acreditar no que estava ouvindo.
- Não acredito que deixei que um parasita entrasse na minha casa. Argh que nojo, não acredito que eu beijei isso! – murmurou em voz alta.
- Posso te dizer que também não gosto muito de lobisomens. Digamos que não temos um relacionamento amigável.
Um rosnado profundo saiu da garganta de Leah.
- Opa, calma ai benzinho, não rosna pra mim não, o ultimo que fez isso morreu. – ameaçou com um olhar penetrante. Dizer isso fez que Leah rosnasse ainda mais.
- Se você não quiser morrer e melhor sair da minha casa agora. – apontou a porta.
- Não vou a lugar nenhum até resolvermos esse pequeno probleminha.
- Não temos o que resolver, você finge que eu não existo, que eu finjo que você não existe. Simples assim. – foi simples só nas palavras, porque por dentro ela estava aos pedaços.
- Ah Leah, dá um tempo vai, para de bobeira e vamos fingir que essa conversa nunca aconteceu. – por mais que fosse orgulhoso teve que argumentar, não queria perdê-la.
- Só me dê um tempo para assimilar isso tudo, quando eu resolver eu te procuro. – suspirou derrotada. Ao menos a raiva que estava sentindo diminuiu um pouco, mas não completamente.
- Tudo bem, se você quer assim, mas eu ainda não concordo com isso.
- Só faz o que eu te pedi, por favor, Damon. – ela foi até a porta para abri-la.
- Certo vou estar esperando se você quiser esclarecer mais coisas. Então tchau. – despediu-se com um beijo só que dessa vez no rosto.
Ela não se afastou dele, mas também não se sentiu confortável.
- Tchau Damon.
Quando a porta se fechou não sabia o que sentia mais: raiva ou ódio. Sentia raiva por não ter percebido o que ele era desde o começo, mas como iria perceber ele não é igual aos outros. Sentia dor por ter se envolvido com ele, por sentir mais do que deveria e por se deixar iludir que seria feliz com alguém novamente.
Como o melhor lugar para se recuperar de uma grande decepção Era numa cama quente foi isso que Leah fez, dormir era a melhor coisa que poderia fazer no momento.
Custou pegar no sono, quando adormeceu já estava quase amanhecendo.
... Estava escuro e ela jazia no meio da floresta, um vento leve balançava as folhas das arvores. Uma sensação de estar sendo observada a incomodava, olhava para todos os lados e não via nada, só mato e uma escuridão. O pouco que se podia ver era graças à luz da lua que iluminava um pouco a floresta.
Tudo estava silencioso, nem os animais noturnos faziam barulho, algo perigoso rondava por ali.
Estalos se faziam alto em meio ao silencio, passos pesados ecoavam floresta adentro, algo se aproximava e ela estava no mesmo lugar paralisada pelo medo, como se fosse uma presa prestes a ser atacada por seu predador. O que era estranho Leah nunca sentiu medo de ficar sozinha na floresta à noite. Sempre preferiu fazer suas rondas a noite e sozinha se sentia bem com a solidão.
Sentia-se apavorada, sentia o perigo se aproximar e não conseguia sair do lugar. Nem se transformar conseguia.
Um arrepio lhe percorreu a espinha, o coração disparou, o suor frio lhe brotava a face. Um galho se quebrou a sua direita, quando olhou viu um vulto passar por ali. Não dava para ver o que era, o que quer que fosse se movimentava rápido.
- Oi, tem alguém aí? – perguntou para o nada se sentindo uma idiota.
- Sim. – uma voz sussurrou ao pé do ouvido.
Ao se virar deu de cara com Damon, mas ele não parecia o Damon, estava sombrio, a expressão dura era difícil de olhá-lo nos olhos.
- Damon, você me assustou sabia! – pôs a mão no coração em uma tentativa de acalmá-lo. – O que você está fazendo aqui? – sorriu.
- Procurando você, minha linda. – ele tirou uma mecha de cabelo de seu pescoço, retribuindo ao sorriso.
- E porque você estava me procurando? – ela percebeu que ele não tirava os olhos de seu pescoço.
- Eu queria experimentar uma coisa com você. – passou a ponta dos dedos sobre sua veia pulsante.
- O que você quer experimentar? – seu inconsciente a alertava que não deveria ter proferido essas palavras.
- Isso. – Damon aproximou seus lábios ao pescoço de Leah, ela podia sentir sua respiração quente sobre sua pele, um arrepio de prazer lhe percorreu o corpo, mas foi substituído por uma dor alucinante no pescoço. Algo afiado perfurava seu pescoço, o desespero bateu quando percebeu que Damon drenava todo seu sangue, começava sentir a fraqueza e a inconsciência a dominar.
Antes de cair na inconsciência ela pode olhar em seu rosto w notar seus olhos vermelhos e presas enormes que continham seu sangue pingando delas. Era a imagem mais horripilante que já vira na vida.
Leah despertou com um sobressalto, estava toda suada e a pulsação acelerada.
- Foi só um pesadelo. – disse para si mesma levando a mão ao pescoço.
Desabou na cama esse pesadelo realmente tinha mexido com seus nervos. Nem dormir que ela tanto gostava poderia fazer, era perturbada pela presença constante de Damon.
Damon. Pensar nele lhe causou uma pontada de dor no peito, ainda não acreditava no que havia acontecido. Só podia ser macumba das brabas!
(...)
Notas finais
Gente, acordei hj com uma ideia meio maluca, e tive que escrever. Talvez uma nova fic venha a surgir, mais não tenho certeza a história é meio sem noção!!!
Quando ela estiver concluída eu posto aqui, blz?
Quero muitos reviews hein! O capítulo passado só teve dois :(
Bem até... Bjus Jaque Black ♥
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