Remição

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Olá pessoas! Obrigada por acompanharem a fic! Vamos combinar os dias de postagem? Toda quinta e sexta! Semana que vem vou viajar, então nesta semana tem capítulo extra! Boa leitura!

Pov. Milene

Minha boca está seca! Escuto algumas vozes abafadas, tendo me concentrar para entender...mas não consigo. Respiro fundo e tento manter a calma...abra os olhos Milene! Abra! Tento mais uma vez, parece que meu corpo está começando a reagir. Abro devagar e vem um clarão, fecho novamente. Alguém fala comigo..abro novamente e minha visão está desfocada, pisco algumas vezes...começa a focalizar aos poucos..até ficar nítido quatro pessoas em minha frente.

— Senhorita? – uma moça de jaleco com um crachá escrito Dra. Stewart se aproxima de mim. Olho ligeiramente para meu corpo estou no soro e ligada a aparelhos.

— Sim – respondo lentamente.

— Lembra o seu nome? – pergunta preocupada.

— Sim, Milene – respondo como se fosse evidente.

— Reconhece essas pessoas? – aponta para as quatro pessoas em minha frente.

— Só uma – respondo um pouco insegura.

— Quem? – a médica anota alguma coisa.

— Meu marido. Aquele loiro com cara de azedo – aponto para Rogers – Não tem como esquecer...por culpa dele estou aqui – explico friamente.

— HÃ? – Rogers se aproxima com uma cara de bobalhão. Olho para os demais, todos estão com os olhos esbugalhados.

— e os outros? – olho novamente para o senhor, uma mulher e um rapaz em minha frente. Forço minha mente e não consigo.

—Desculpa, não sei quem são! – falo e sinto uma pontada em minha cabeça.

— Só pode estar de brincadeira – o Senhor fala irritado.

— Você lembra o que aconteceu? – Steve me pergunta baixinho.

— Sim, estava indo embora e acabei tropeçando... acho – tento usar a mente novamente, mas a dor volta.

— Com isso você teve uma contusão que gerou uma concussão. Seus neurônios despolarizaram afetando sua memória – a médica fala como se fosse super normal – O Senhor é seu avó, Matteo D´Angelo Garth, a mulher sua tia Beth e o rapaz um dos seus primos, Henrico. A Senhorita não é casada, seu nome é Milene D´Angelo Garth.

— Desculpe, mas eu sou Milene Garth Rogers. Não sei nem como estou aqui. Eu moro em Manhattan com..ele – o desespero bate e sinto minhas mãos geladas.

— Não precisa se exaltar Senhorita Garth – a médica retira o soro que acabou e movimento um pouco os braços.

— Senhora Rogers – corrijo a médica que dá um sorriso sem graça — Por quanto tempo fiquei desacordada? – pergunto com medo da resposta.

— Dois dias – Steve me responde.

— O que? Meu Deus preciso voltar ao trabalho- tento me levantar, mas uma tontura me atinge em feio.

— Acalma-se. Caso contrário terei que dar um sedativo – a médica me segura pelo ombros me deitando novamente.

— Ok – respondo fraca com os olhos fechados.

— Vamos deixar ela descansar um pouco – escuto a médica falando e a porta se abrindo. Suspiro um pouco aliviada. Abro os olhos e vejo Steve deitado no sofá pensando. Fecho os olhos novamente, não quero encará-lo.

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Pov. Steve

Dois dias antes – Torre dos Vingadores

— Vamos para Belmont, Fury! – Peter tentava acalmar os ânimos. Olho para Stark e minha vontade de socá-lo volta.

— Acho melhor. Como vocês dois saem no tapa no meio de uma missão? – Fury ralha e Thor faz careta chamando atenção de Nat – Posso saber pelo menos o motivo?

— Ele me irrita! – digo em uníssono com Stark fazendo-o revirar os olhos.

— Na verdade é só porque o Steve desmentiu a nossa desculpa, por termos destruído uma boa parte da cidade e termos perdido para Loki – Bruce respondeu calmamente tirando os olhos do jornal e guardando os óculos.

— Por isso? – Fury esbraveja – Vocês são incompetentes e tem que dizer a verdade.

— Não! Foi só um deslize – Stark resmunga me irritando mais ainda.

— Assumir os erros é um ato nobre Stark! – provoco fazendo-o bufar.

— Pena que não sou nobre! – responde-me com um tom ácido saindo da sala.

— Onde vai? – Nat pergunta levantando-se.

— Por ai! – fecha a porta.

— Vá com Peter para Belmont – apontou para mim – Não deixa o pirralho cometer nenhuma loucura. É o melhor a se fazer...você já é conhecido pela cidade e família – olhou-me tentando ser paciente.

— Sim Senhor! – pirralho responde rapidamente.

— Vamos? – pergunto frustrado.

— Sim! – Peter me responde animado.

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— Vocês chegaram! – Marie nos recepcionada calorosamente. Abraço a mulher e ela começa a me analisar.

— Steve como você está diferente! Cada dia mais bonito!

— Obrigada tia! – dou um sorriso sem graça. É bom ter uma família, mesmo que seja de mentira. Afinal, se passar de sobrinho para investigar as coisas na cidade não é uma tarefa fácil. Pior ainda que se passaram anos e não descobrimos absolutamente nada.

— Vamos entrar gente, está frio! -May pega sua mala e entra dentro de casa. Pit e eu pegamos o restante e entramos. A sala da pousada está toda decorada com árvore de natal, meias na lareira e vários bonecos de neve espalhados.

— Cuidado ao subir as escadas a madeira está um pouco solta – tia Marie fala cautelosamente pegando algumas coisas na cozinha.

— Quer que eu arrume tia? – o pirralho pergunta prestativo e May começa a rir.

— Não menino – Marie aparece na porta – Não posso mexer em nada por conta do processo. Então se alguém cair é culpa daquela cobra – sinto um pouco incomodado com a maneira com a qual se refere a Milene. Errei com ela, amei ela...não sei se amo ainda. Sento no sofá desconfortavelmente chamando atenção de todos.

— Desculpe Steve! – se aproxima me abraçando.

— Tudo bem! – sou breve com a resposta. A campainha toca olho ligeiramente para Pit que se levanta e abre a porta.

— Nat?— escuto o pirralho surpreso vou até a porta e a ruiva mais furiosa de todos os tempos se encontra em nossa frente.

— O que está fazendo aqui? – pergunto perplexo.

— Culpa sua seu idiota! – soca meu ombro – Se não tivesse brigado com Stark estaria viajando – bufa irritada.

— Meninos, quem é a bela moça? – tia nos interrompe e Nat se aproxima de May e Marie.

— Sou a namorada do Steve! – arregalo os olhos.

— O que? – Pet pergunta sem entender nada.

— Prazer! Natasha Romanoff! – Nat estende a mão para Marie que aceita de bom grado – Olá May! – abraça a tia de Pit desconfortavelmente.

— Olá querida! – May corresponde respeitando o limite de Nat. A ruiva se afasta parando ao meu lado.

— O que foi isso? – sussurro.

— Idiota, preciso vigiar vocês – responde-me olhando para Marie.

— Namorada? – pergunto contrariado.

— Preferia o que Rogers? Mãe? – me olha irritada e Pet começa a rir – Anda me abraça, ela vai virar em 5 segundos. Me aproximo abraçando Nat por trás – Sem gracinha Steve, eu te mato!

— O amor é lindo! – Pet provoca e toma um tapa na cabeça – Ai Nat!

— Cala a boca menino! – ralho fazendo murchar ao nosso lado.

— Que casal mais lindo! – Marie fala encantada – Como você não me conta uma novidade dessas?

— É..bom – engasgo tentando explicar.

— Ele é esquecido! – Nat responde rapidamente vendo o meu embaraço.

— Mas, tem como esquecer que está namorando?

— Pois é! – Nat dá um sorriso sem graça.

— Eu aprovo! Menina doce e gentil Steve – Pit começa a rir e eu acompanho discretamente. Nat me dá uma cotovelada – Bem melhor que aquela garota Rogers.

— Que garota? – Nat sussurra.

— Ninguém! – saio do abraço e pego minha mala. Nat olha confusa para Pit que tenta disfarçar o clima.

— Melhor subirmos, estamos cansados tia! – Pit explica dando um beijo em sua testa – Vamos? – olha para Nat que entende o recado.

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— Quem é ela? – Nat pergunta novamente após algumas tentativas falhas.

— Ninguém Nat – suspiro olhando para o teto.

— Não adianta Nat ele não vai responder – Pit responde. Antes que eu pudesse falar algo escuto uma batida na porta.

— Entra! – falo me sentando na cama.

— Olá – May aparece na porta – Vamos sair um pouco? Marie quer ir ao D´Angelo – faço uma careta com o local escolhido e nego de imediato com a cabeça – Vai ser bom Steve e assim a Nat conhece também.

— Concordo plenamente – Nat me puxa da cama – Vamos Rogers! Nem parece que é o famoso Capitão América.

— Nat, não começa! – resmungo.

— Vou dar dois minutos para vocês descerem – May fala divertida fechando a porta.

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— Vão na frente – digo um pouco retraído olhando para o café em minha frente. São tantas lembranças.

— Ok vamos – May e Pit vão na frente me deixando com Marie e Nat. Marie me olha atentamente.

— Um dia você vai superar filho, você merece uma pessoa melhor – ignoro sua última fala e olho para um Audi parado em frente..Manhattan?

— De quem é? – pergunto apontando para o carro, Marie olha na hora com uma cara de poucos amigos.

— Pode ser que seja dela querido, vou entrar – olho pra Nat frustrado que finge cara de paisagem.

— Vamos? – pergunta como se nada tivesse acontecido.

— Vamos esperar um pouco – digo quase implorando.

— Ok! – revira os olhos encostando no carro fitando o céu – Pronto, agora vamos? – me puxa até a porta.

— NATASHA! – grito bravo. Escuto uma voz familiar e meu coração dispara...Milene!

— Hum..não vai desmaiar boneco de porcelana – Nat zomba da minha cara.

— Olá Senhora Parker! – sua voz é tão doce.

— Não é que a destruidora de lares e sonhos está aqui!

— A Senhora ainda não entendeu que trabalho para Manhattan Co. Sou funcionária assim como qualquer outra e ainda não foi destruída!

— Melhor entrarmos Steve! – Nat me encara.

— Você poderia ter interferido, mas não quis ajudar. Eu tive que me virar sozinha, graças a Deus o processo está parado agora.

— Não! Vai acabar o tempo de vocês. Não conseguiram comprovar que tem valor histórico até o momento

—Nossa a Milene é tão delicada, né? – Nat me pergunta ironicamente.

— Vai começar? – ralho fazendo a ruiva revirar os olhos. Pego na maçaneta da porta e resolvo abrir..melhor encarar.

— Não acredito que já estão brigando! – falo chamando atenção de todos. Milene parece reconhecer minha voz.

— Steve! – me chama um pouco alto demais.

— Milene! – retribuo a atenção. A morena vira em minha direção e encara Nat.

— Olá! – estende a mão para Nat que corresponde rapidamente — Prazer, Milene D´Angelo Garth.

— Prazer, Natasha Romanoff!

— Você está diferente Milene! – abraço e sussurro em seu ouvido fazendo arrepiar.

— Todos mudam Rogers! – responde amargamente tentando disfarçar.

— Percebi! Quer destruir um patrimônio familiar – afasto com um sorriso no rosto de vitorioso.

— Não era para estar salvando vidas? – Milene rebate sarcasticamente, deixando-me surpreso- É Capitão...eu sei seu segredinho.

— Você sabe? – pergunto perplexo e olho rapidamente para Nat que está tensa.

— Chega! – Matteo percebe o ambiente desconfortável– Preciso trabalhar e você descansar! – abraça a morena – John é com você, por favor!

Milene vai em direção à mesa pegando sua bolsa e saindo sem dizer uma palavra.

— Menina mal educada! – Marie resmunga e começa a discutir com Matteo.

— Como ela sabe? – Nat me pergunta preocupada.

— Não sei! – respondo confuso.

— Fury precisa saber! – fala pegando o celular, porém impeço.

— Deixa ele fora disso Nat! – seguro um pouco forte demais seu braço.

— Me solta idiota, tá chamando atenção – massageia o local – Vou avisar o Fury! – me encara.

— Poxa Natasha estou pedindo! É tão difícil assim ajudar um amigo? – pergunto exaltado fechando o punho.

— É minha obrigação – responde suspirando.

— Sua obrigação? Ajudar ...quem um dia te ajudou não é? Colaborar com quem já salvou sua vida? – vou em direção à porta, escuto May me chamando, mas ignoro. Fecho a porta com tanta força e ódio. Começo a andar rapidamente, não quero ninguém por perto.

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Véspera de Natal...

Pov. Nat

— Conseguiu contato? – olho para Pet que nega. Steve sumiu....desde ontem! Não deu nenhuma notícia. Meu celular começa a tocar é Fury!

— Alô – atendo um pouco tensa.

Nat?— Fury percebe a tensão em minha voz – Tudo bem?

Sim – respiro tentando me acalmar – Aconteceu algo?

— Não, por aqui está tudo em ordem. Cadê o Capitão? Estou tentando falar com ele.

— Ele está ajudando a família de Pit – minto descaradamente. O pirralho me olha surpreso.

— Não vai contar? – me pergunta baixinho. Nego com a mão e faço sinal para que fique quieto.

— Quando ele aparecer, peça para me ligar.

— Sim Senhor! – Fury desliga e jogo o celular longe.

— Precisamos achar o Steve! – falo aflita – Capaz do Fury...vir pra cá!

— Nem brinca – Pit me olha preocupado.

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Pov. Steve

— Mais uma rodada Senhor? – encaro o garçom em minha frente e nego com a cabeça. Olho para o copo de whisky na mão...virei o Tony agora? Jogo o dinheiro no balcão. Algumas pessoas me encaram. Como Milene pode ter mudado tanto? Preciso ajudar Marie! Como? Falar com ela? Pedir? Suplicar? Ela virou uma pessoa tão fria.

Olho para o outro lado da rua e vejo uma morena bem conhecida. É ela! Está apressada, parece estar procurando por algo...alguém. Me aproximo rapidamente e antes que ela pudesse atravessar puxo sua cintura agarrando seu corpo delicado contra o meu.

— Steve! – fala assustada com a respiração descontrolada.

— Desculpe! Não queria te assustar! – peço desculpas e ela percebe o cheiro de álcool. Se aproxima na minha boca e fico tenso...sua boca, seu beijo!

— Bebeu? Faz efeito em você?

— Não importa. Vem comigo! – me controlo e acabo sendo um pouco grosseiro.

— Não vou em lugar nenhum com você! – ela tenta escapar, mas não consegue. Coloco em meu colo e começo a andar, Milene se debate...comigo isso não funciona! Por um momento ela fica quieta. Paro em frente à pousada colocando-a no chão.

— Na Pousada? Sério? – pergunta sarcástica se arrumando e virando em direção contrária. Seguro novamente a morena pela cintura.

— Eu tenho como comprovar que é histórica! — viro seu corpo. Sua respiração está tão perto da minha.

— Como?

— Vem, vou te mostrar – Entro dentro da pousada quase arrastando ela e tudo em minha frente. Ela entra com cara de poucos amigos e começa a olhar ao redor. Está com medo! Acha o que? Vou matá-la?

— Não tem ninguém – tento acalmá-la.

— Ok! – responde-me seca. Vou em direção à escada, escuto seus passos atrás de mim.

— Encontrei uma foto do primeiro dono, ele foi uma pessoa importante para a cidade – entro no escritório e mostro a foto de Anthony Rizzo, historiador e cientista da cidade.

— Não sei de quem se trata – me responde no automático.

— Pelo jeito não vai ser fácil – suspiro olhando decepcionado. Dinheiro fala mais alto!

— O que? – me olha confusa.

— Te convencer – minha irritação é evidente.

— Não há o que me convencer Rogers – responde-me um pouco alterada.

— Você mudou muito – busco seu olhar que não me encara verdadeiramente.

— Você também!

— Eu? Você sumiu! – grito assustando a garota.

— Você sumiu primeiro, cansei de esperar – grita de volta aumentando minha ira – É para isso que me trouxe aqui? Quer saber Rogers prometo que tentarei salvar a tão amada pousada – ironiza.

— Para Milene! – me aproximo segurando seu ombro violentamente.

— Me solta! – ela grita e se debate. O que estou fazendo? Me afasto rapidamente, fecho os olhos tentando me acalmar, soco a parede. Escuto seus passos mais afastados. Corro atrás ...desculpa!

— Onde vai? – pergunto exaltado!

— Embora...não está claro!? – responde-me grosseiramente. Milene começa a descer as escadas quase correndo– Me deixa em paz!

— Milene! – lembro do que Marie disse mais cedo. Tento avisar, mas ela me ignora. Faltando alguns degraus, Milene se desequilibra. Tento pegar seu corpo, mas ela bate a cabeça – MILENE! – grito desesperado. Ela não me responde, começo a sacudi-la...nada!

— STEVE! – Nat entra gritando e vem em nossa direção. Olha para o corpo desfalecido em meu colo – PETER! – grita buscando ajuda – O que aconteceu?

— Ela caiu da escada – falo tentando não me desesperar.

— Bebeu? – fecho os olhos – Não acredito Steve, você é mais que uma porcaria de bebida.

— Sou? – pergunto secando as lágrimas.

Notas finais
O que acharam? Deixem comentários! Amanhã tem mais... Obrigada novamente! Até amanhã! Beijos ♥