Remember When

5 Capítulo IV - Bônus


Notas iniciais
Oi gente, eu queria avisar que de cinco em cinco caps eu vou fazer um bônus sobre um personagem. Eventualmente, eu vou fazer de todos, ate sobre o Ikut. O de hj é da Rima, Espero que gostem. Coments são vem vindos

"Quando ela era só uma garota, ela despertou para o mundo e sonhou com o paraíso.'' — Coldplay, Paradise.

O bairro nobre ficava numa alameda cheia de cerejeiras e, como estava no outono, as pétalas caíam e ficava aquele cheiro agradável no ar. A casa da Rima era uma mansão com uma dessas cerejeiras na frente.

Pensei em ligar para ela e pedir que abrissem o portão, mas assim que eu toquei a campainha, o porteiro abriu. Não eram poucas as vezes em que saí para casa dela e a esta altura, ele já me reconheceria.

Passei direto pela sala e segui para o quarto da Rima, e a cena que vi foi um pouco estranha: Ela estava deitada de cabeça pra baixo, assistindo Titanic e tomando sorvete de chocolate.

– Ahn... Rima?

– Oi Amu! Sinta-se livre para sentar. — Ela indicou uma cadeira do lado da cama.

Olhei para ela com uma careta mas dei de ombros e sentei.

– Então... Por que me chamou aqui mesmo?

– Promete que não vai rir ou fazer piadinha? — Eu prometi e ela continuou depois de um suspiro — Eu acho que gosto do Nagihiko. — Ok, de todas as coisas mais estranhas que ela podia ter dito essa foi a pior. Eles brigavam que nem cão e gato o dia inteiro.

– E como exatamente isso é uma coisa ruim? Quero dizer, você está parecendo que acabou de terminar um namoro... — Eu falei apontando pro sorvete e o filme.

– Foi por isso que lhe chamei... Acho que acabei de perder todas as chances que tenho de ficar com ele... E eu quero dar um jeito nisso. — Ela me olhou com aqueles olhos gigantes e eu tive de ceder.

– Ok, mas antes de eu tentar ajudar, é melhor você me contar o que aconteceu.

– Tudo bem... Foi mais ou menos assim...

Flashback On (Rima narrando):

Na sexta-feira da semana passada, eu estava lendo um novo gibi de comédia na biblioteca da escola. Passei umas duas horas entretida e nem mesmo senti o tempo passar. Já era umas cinco da tarde e eu pensei estar sozinha, até que ouvi uns ruídos estranhos vindo do fundo da sala. Sem conseguir conter a curiosidade, saí com passos leves do meu lugar para ver o que estava acontecendo.

Cheguei perto das vozes, que eu deduzi ser um garoto e uma garota, e ouvi ela dizer assim:

– Fujisaki-san! Eu preciso te dizer uma coisa... – Ela hesitou um pouco antes de responder. – Eu te amo!

Ah, não, eu iria ouvir isso de novo! Quantas garotas se declaram para ele por dia?! Essa já é a terceira de hoje (pelo que as meninas me disseram, uma se declarou na hora do recreio e a outra por carta)! E o mais estranho, como alguém pode gostar de um ser tão insuportável como ele?

Eu já estava me levantando do meu esconderijo, que por acaso era atrás da estante, e ouvi-o suspirar. Como a curiosidade nunca acaba, fiquei para ouvir a sua resposta.

– Olha, me desculpe, mas não posso retribuir os seus sentimentos... na verdade... estou apaixonado por outra pessoa. – Meu queixo caiu nessa hora. Como assim?

– M-mas... – Eu já podia ouvi-la chorando. – Pelo menos me diga como ela é... Por favor. Eu a conheço? – Sua voz era uma mistura de tristeza e raiva. Tanto, que eu odiaria estar na pele da garota.

– Eu acho que conhece... Ela é muito divertida; às vezes ela é bastante irritante mas, se a conhecer direito, é muito forte. Também é muito fofa. – Ele falou com admiração na voz. — Me desculpe mesmo. Se você quiser, ainda podemos ser amigos.

– Tudo bem. – Ela respondeu, ainda triste. Se eu levasse um fora desses, não gostaria de ser amiga dele.

Depois disso, os dois saíram da biblioteca, me deixando sozinha novamente e aí tive tempo para pensar. Não posso negar que fiquei com vontade de saber quem era a garota. Do jeito que ele falou, não parecia estar blefando.

Flashback off

– E o que aconteceu depois disso? – Amu me perguntou.

– Eu falei com ele como se nada tivesse acontecido.

– Nossa... Na verdade, o Nagi anda meio diferente mesmo. – Ela disse pensativa.

– Mas não é isso o motivo principal. Um dia quando eu estava arrumando minhas coisas na escola, ele veio falar comigo. Eu logo pensei “tô ferrada, ele me descobriu”, mas não...

Flashback on:

– Rima... você tem alguma coisa pra fazer hoje à noite? – Pude notar o nervosismo em sua voz.

– Não, por quê?

– Gostaria de ir ao cinema comigo? – Ele falou de uma vez, com as bochechas vermelhas.

– Tudo bem. – Me surpreendi bastante com seu ato. Quer dizer, eu e ele brigamos que nem cão e gato, e agora ele me chama pra sair. Mesmo assim, fiquei feliz por algum motivo estranho.

– Te pego ás 19:00. Até mais tarde. – Disse, me dando um beijo na bochecha e depois saiu correndo da sala.

Cheguei em casa umas 16:00 e fui dormir. Acordei às 17:30, percebendo que se eu não fosse me arrumar logo, iria me atrasar. Terminei de tomar banho e me arrumei, optando por um vestido branco com uma renda preta perto da bainha e com um lacinho preto na cintura. Fiz um rabo de cavalo arrumadinho, calcei sapatilhas combinado com o vestido, uma bolsa preta e maquiagem básica.

Já era dezenove e dez quando eu terminei de calçar os sapatos, e um segundo depois ele tocou a campainha. Fui até a porta, e assim que abri, fiquei impressionada. Como uma pessoa pode ficar tão atraente só mudando de roupa?!

– Oi... – Ele disse me olhando de cima a baixo. – Você está linda.

– Muito obrigada. Você também não está nada mal. – Eu falei meio corada.

– Eu sei. – Ele disse e nós dois rimos. Essa noite ia ser divertida.

•••

– Ah Rima, achei lugares vagos! — Nós íamos ver Divergente e eu estava muito animada porque eu adorei o livro. Por outro lado, eu estava meio nervosa sobre o que poderia acontecer.

– Que bom. Leve a pipoca pra mim, Nadeshiko.

– Tudo bem... — Respondeu ele com uma gota na cabeça.

Passamos quase o filme inteiro gritando. Eu não sabia que ele também gostava do livro. Teve uma hora que ele boteu o braço ao meu redor e eu devo ter ficado bem vermelha. Fazíamos comentários sobre o filme sussurrando para não incomodar as outras pessoas. Estava tudo perfeito... Até nós nos beijarmos. Ele foi chegando mais e mais perto e eu quebrei a distancia entre nós. Não posso sequer decrever o que senti com aquele beijo, mas foi a melhor sensação de todas.

Flashback off

Amu POV

Eu ouvi tudo calada, mas quando chegou na parte do beijo, não pude conter um gritinho histérico.

– Eu sabia! Eu sabia que vocês iriam algum dia ficar juntos! — Falei pulando da cama e fazendo uma dancinha estranha. — Vocês decidiram o quê depois do beijo?

– Aí é que tá... Antes que ele pudesse falar alguma coisa, eu saí correndo pra fora do cinema. — Ela falou se encolhendo. — E agora eu não sei o que ele pensa de mim...

– Tenho duas perguntas. Primeiro: por quê fez isso?

– E-eu, eu não sei ao certo... Eu estava com medo de não ser a garota que ele ama... Dele me enganar e jogar fora... — Ela me olhou com os olhos cheios de lágrimas. — Porque eu realmente gosto dele, Amu. Não quero ser mais uma rejeitada.

– Rima-chan... — Falou Kusu Kusu

– Entendo... — Eu sabia exatamente como ela se sentia — Eu também pensei isso em relação ao Ikuto. E agora, estamos de lados opostos do mundo... — Olhei pra elave respondi — Não desista dele, Rima. Você sabe que o Nagihiko nunca te magoaria. Ele gosta de você.

– Amu...! — Nós nos abraçamos nessa hora. — Obrigada.

– Amigas antes de tudo, não é mesmo?

– Sim. Ah, qual era a outra pergunta?

– Está pronta para fisgar de vez o coração dele?

Ele deu um sorriso e respondeu: — Sempre estive.

Notas finais
O link da roupa da Rima para quem tiver curioso: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=122832040&.locale=pt-br.