Remember When
6 Capitulo V
Notas iniciais
Oi minhas lindas, desculpem pela demora, mas esse cap tinha que sair perfeito! Coloquei algumas cenas fortes no final entãooo... Não vou dar spoiler! Boa leitura :)
''Se as nuvens estão bloqueando o sol, sempre tento ver aquela luz por trás delas, o lado bom das coisas, e me lembro de continuar tentando''. — Mattew Quick, O lado bom da vida.
Saí da casa de Rima por volta das 22:00 horas; O caminho estava bem silencioso e deserto, por isso fui mais rápido. Diziam por aí que era nessas horas que as gangues se reuniam pra assaltar as pessoas desprevenidas. Mesmo assim, dispensei o ônibus e tive tempo pra pensar sobre o que tinha acontecido naquele dia. O estranho ''problema'' de Rima foi surpreendente e eu estava feliz por ambos terem finalmente se acertado. Pensei também sobre o que meninas tinham feito para me ajudar com aquela bagunça e com certeza aquela arrumação iria deixar minha mãe muito feliz. Mas aquela caixa no sótão ainda me intrigava, e com certeza eu teria uma conversa com meus pais sobre aquilo. Eles estavam escondendo alguma coisa de mim. E eu iria descobrir o que era.••• A casa estava muito quieta quando cheguei, e as meninas por algum milagre me obedeceram e não mecheram em nada. Provavelmente foram dormir assim que saí. Eu não tinha comido quase nada e apesar do cansaço, estava bem desperta. Decidi ir assistir um pouco de televisãp, só pra variar. Me sentei no sofá e peguei um cupcake de morango que comprei hoje cedo. Quando liguei a tv, estava no meio de uma reportagem: –... E agora seguindo com as notícias internacionais, um caso realmente estranho. Parece que um violinista japônes da famosa orquestra parisiense foi sequestrado no hotel onde estava. Os seguranças foram imobilizados e depois drogados. Em entrevista particular afirmaram que os sequestradores eram experientes nesse tipo de sequestro silencioso. Não se sabe ainda o motivo que levou a praticarem a ação. O senhor Tsukiyomi está desaparecido desde a semana passada. — Nessa hora a réporter olhou bem para os telespectadores. — Se conseguirem sua localização ou algo sobre ele, por favor contatar sua família. Contatar sua família? A Utau me pediu estritamente que não contasse para ninguém sobre isso e agora vem essa réporter e diz exatamente o contrário. Tem coisa errada nessa história. Não consegui prestar atenção em mais nada depois disso, minha cabeça estava muito cheia. Decidi ir dormir mas aquela reportagem ficava indo e voltando na minha mente. Eu ligaria para Utau assim que pudesse. ••• – ... Não tem outro jeito, meninas. Já tentamos de tudo e não deu certo. Vamos ter que tomar medidas drásticas. — Sobre o que exatamente elas estavam falando? – Tudo bem. Vai nessa. — Eu ouvi alguma coisa ser derramada e depois eu estava completamente molhada. Acordei sobressaltada, elas haviam jogado água em mim. ELAS. HAVIAM. JOGADO. ÁGUA. EM. MIM. – Mas que merda foi essa que acabou de acontecer?! — Eu olhei para a minha cama e meus lençóis completamente exarcados. — É MELHOR VOCÊS CORREREM! Aí você já consegue imaginar a cena: quatro shugo charas gritando algo como ''Amu-chan ficou doida!'' ou ''Fujam para as montanhas!''. E bem atrás delas uma coisa que pode ser uma garota com o pijama e o cabelo parecendo o de um puddle rosa molhado e gritando pelo meio da casa. Eu sinto pelos moradores ter uma vizinha dessas. Teve uma hora que elas abriram a porta e foram correndo pela rua. Eu fui atrás delas e estava quase alcançando quando passei por um garoto e sua avó. Quando o garotinho olhou para minha cara, começou a rir. Riu tanto que a velhinha olhou para trás e levou um susto. – É a Samara. Ela voltou! — O garoto se encostou no muro para limpar as lágrimas de tanto rir. Eu percebi que estavam falando de mim e entrei novamente em casa. Me olhei no espelho e percebi que estava mesmo horrível. Os meus cabelos estavam enxarcados, meu rosto estava todo melado por conta do rímel que esqueci de tirar ontem, meu pijama era branco e estava completamente colado. Corei até a raiz em pensar que saí de casa desse jeito. Depois de um tempo as meninas voltaram, nós olhamos umas para a cara das outras e começamos a rir. – Vocês ainda estão afim de ir ao zoológico? — Nem preciso dizer qual foi a sua resposta. ••• Posso dizer que o lugar não estava tão lotado quanto num domingo normal, mas só de ver as placas com os nomes dos animais, elas ficavam alegres. Fazia tempo que nós não vínhamos aqui. Depois de ver muitos animais, me sentei discretamente e deixei as meninas continuarem a observar. Peguei o celular e liguei para Utau. – Alô? – Utau? Aqui é a Amu. Você viu o jornal de Tókio ontem? – Na verdade, não. Eu estava no estúdio ainda. Por que? – Eles falaram sobre o desaparecimento do Ikuto... — Contei tudo o que a réporter falara, sem esconder uma vírgula. — Mas a parte mais estranha de tudo isso foi que no final, ela disse ''Se tiverem qualquer informação sobre seu paradeiro, contatar a família''. – Eu não acredito! Agora os assassinos sabem que o Japão inteiro está sabendo e com certeza não vão ficar sem fazer nada... — Eu pensei um pouco sobre isso e depois respondi: – Se formos pensar desse jeito, vamos tentar ver o lado bom. Eles podem pedir a recompensa logo, antes do que era pensado. Vamos ver o Ikuto logo...
– Talvez né? Eu estou tão preocupada... – É só esperar que tudo vai dar certo. Temos que ter fé. – Sim. — Eu ouvi ela fungando do outro lado da linha. — Eu tenho que desligar, Amu. Beijos. – Tchau. Olhei para as pessoas ao meu redor. Tão ingênuas sobre o que a vida realmente é. Do que um simples ''adeus'' pode se tornar um fardo difícil pra carregar. Especialmente se for dito pela pessoa que você mais ama. Devo ter passado alguns minutos olhando para o nada e só percebi quando as meninas vieram me pedir algodão doce. Na hora que me levantei do banco, senti o olhar de alguém sobre mim. Tentei ignorar a sensação, que logo passou. Com toda essa história do Ikuto eu devo estar ficando paranóica. Depois de umas duas horas eu estava exausta. Apesar de ser 15:00 horas, eu não tinha comido nada desde o café da manhã, mas eu estava com muita preguiça de me levantar e ir até um restaurante. Aguentei mais alguns minutos e a fome já não era mais suportável. Caminhei até a lanchonete quase vazia do oitro lado da rua e pedi um hambúrguer com refrigerante. Ser saudável não estava no meu vocabulário. Depois de vinte minutos esperando um simples sanduíche, fui ao balcão de atendimento e falei, bem mal-humorada, com o atendente que estava lá: – Hum... Com lincença, eu pedi meu almoço faz quase vinte e cinco minutos e ainda não chegou. Vê se pode dar uma pressinha? Estou com muita fome. — O rapaz que estava lá era alto e tinha os cabelos castanho claro, os olhos escuros, mas de um cinza intrigante. Tinha um sorriso malicioso no rosto. – Calma princesa. — Ele riu e me entregou o prato, que tinha acabado de chegar lá. Princesa? Qual era a dele? – Obrigada... — Murmurei, de mal gosto. Não tinha ido com a sua cara. – Disponha. Me sentei novamente à mesa e comi o lanche rapidamente. Não sei porque, mas a sensação de estar sendo observada tinha voltado e eu estava ficando desconfiada. Precisava achar as meninas e ir para casa, afinal amanhã é segunda. Deixei o dinheiro em cima da mesa, mas não a gorjeta por conta do atraso desnecessário. ••• Estava sentada na minha cama terminando alguns deveres atrasados quando ouvi a porta da frente se abrir. Fiquei estática, mas depois peguei meu bastão de baseball e desci as escadas com cuidado. Eu suspeitava que não fosse um ladrão, porque fala sério, que tipo de ladrão entra pela porta da frente às 19:00? Mas era melhor prevenir do que remediar. – Onee-chaaaaan! — Eu senti algo pulando em minhas costas e caí no chão com a ''coisa'' em cima. – Ami-chan! Era para ter sido uma surpresa em conjunto. — Falou meu pai meio desapontado. – Desculpa... — Ela falou, mesmo sem estar se sentindo muito culpada. — Estava com saudade! – Eu também irmãzinha. — Falei, já a abraçando. – Então, como foi a experiência de passar tantos dias sem nós, filha? — Minha mãe perguntou enquanto preparava uma xícara de café. – Foi bom eu acho... Tive algum trabalho para manter a casa arrumada, mas foi muito mais fácil do que eu achei que seria. Por que vocês voltaram mais cedo? — Perguntei sem esconder minha curiosidade. – Ahn... Nós tivemos alguns imprevistos lá em Moscou e tivemos que voltar antes. — Ela disse, por fim. – Mas nada com que tenha que se preocupar, querida. — Meu pai respondeu, tentando me acalmar. Não era como se eu estivesse realmente preocupada com o motivo deles terem voltado mais cedo. – Ok. — Foi quando me lembrei do sótão. — Mãe, tenho uma surpresa! — Falei, me lenvantando da cadeira e puxando-a comigo. Subimos a escadinha que levava até a porta e eu mostrei com orgulho como tinha ficado o lugar. – Filha... Eu não estava falando sério quando pedi para você arrumar aqui em cima! — Ela falou olhando obobada para o espaço. – Tudo bem. Eu queria mesmo fazer algo de útil nesta casa. Mas que deu trabalho, isso eu garanto! — E convecer algumas shugo charas também não foi nada fácil, completei mentalmente. Tinha uma estranha preocupação em seus olhos que me deixou intrigada. Eles estavam mesmo escondendo alguma coisa de mim. Decidi falar sobre a caixa assim que Ami fosse para a cama. – Nossa! — Falou meu pai chegando da sala. – Não ficou bem feito?! — Ela falou sorrindo. – Ficou mesmo. Bom trabalho, Amu-chan. — Ele me deu um beijo na testa. – Hum... A Ami já dormiu? — Aquela era a minha deixa. – Acabei de colocá-la na cama. Estava muito cansada da viagem. – Venham comigo. Fomos até o meu quarto e eu peguei a caixa. Nem preciso dizer que eles ficaram paralisados na porta, um olhando para o rosto do outro. Isso só me deixou mais intrigada. Depois de um silêncio desconfortável, meu pai decidiu se pronunciar. Ele sentou ao meu lado na cama. – Precisamos falar uma coisa muito séria com você, querida. — Me assustei um pouco com suas palavras, mas assenti. – Espero que escute com muita atenção o que vamos dizer e que não fique chateada. Nós só fizemos o que foi melhor para você. — Assenti novamente. – Já lhe contei a história de quando conheci o seu pai, não foi? — Murmurei um ''Já'' e ela prosseguiu. — Casamos e depois de dois anos você veio. Só que não foi da maneira que pensa. – Como assim? – E-eu era estéril, querida... Toda vez que engravidava, o bebê morria por aborto espontâneo. — Seus olhos começaram a lacrimejar e ela abraçou meu pai. — Mas um dias nós finalmente conseguimos. Ela era uma menininha e toda a família ficou muito alegre com a notícia. Quando estava grávida de seis meses, senti muitas dores durante a noite. — Ela chorava silenciosamente. — O aborto aconteceu no hospital e o bebê não resistiu. Estava chocada, não conseguia falar nada, tampouco minha mãe. Então, meu pai prosseguiu com a narrativa: – Eles nos deixaram ficar lá até a manhã seguinte. Ainda estávamos muitos tristes com tudo isso. Enquanto esperávamos o táxi, vimos um movimento do outro lado da rua, na frente do orfanato. Observamos um bebezinho ser trazido pelos bombeiros. Ele tinha os olhos mais lindos que eu já vira. — Ele deu um sorriso com a memória. — Perguntamos a eles de onde tinha vindo e disseram que tinham achado ao lado de uma casa em chamas. Não tinha mais que algumas horas de vida e tudo que sobrou foi esta caixa, que estava com você na cesta. – Então... Eu sou adotada? — Estava chorando, mas fui dominada por uma estranha raiva. — Por que esconderam isso de mim?! – Nós iríamos lhe contar quando crescesse... Só que aí aconteceu... — Minha mãe falou pausadamente com a lembrança de algo ruim. – O que aconteceu? – Nós abrimos a caixa.
Notas finais
Consegui surpreender vcs? Espero q sim! Comentários são bem-vindos.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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