Notas iniciais
Volteeeeeei, meus amores s2 Tem gente nova surgindo, e saber que vocês tão acompanhando o Ul-chan comigo me deixa super feliz! Ahhhhhhh, capinha novaaaa! Espero que gostem da nova capa que fiz (ultimamente tenho refeito todas as minhas capas, deve ser falta do que fazer kkk) :3 Não tenho muito o que dizer, então até lá embaixo o/

Ulquiorra sentia algo puxando seu rosto. Por um instante, achou que havia voltado para as trevas, mas então abriu os olhos, e viu uma criança assustar-se, correndo para longe.

Ela estivera puxando suas bochechas, como uma perfeita peste humana. E agora se escondia atrás dos dois ex-Fraccións, como se fossem capazes de lutar contra ele.

O moreno constatou, logo em seguida, que, no estado em que se encontrava, qualquer um venceria ele em uma batalha, visto que quase não havia se regenerado.

— Você não devia brincar com alguém tão feio, Nel — declarou Dondochakka.

— Não mesmo. A cara dele está quase rachando a minha linda máscara — concordou Pesche.

— Garota, me dê informações. — Ao menos ainda conseguia manter sua voz autoritária o suficiente para calar os dois idiotas.

— Você está falando comigo? — Nelliel indagou.

Ulquiorra continuou a encarando. A não ser que Pesche, Dondochakka e Bawabawa fossem fêmeas por trás daquelas máscaras, só podia ser com ela. Patética.

Um brilho estranho dominou os olhos dela, que correu até Ulquiorra, e chegou perto até quase encostarem seus narizes.

— Então vamos brincar!

Ele queria matá-la. Desejou ser capaz de lançar um cero naquele momento, para exterminar de vez aquela ex-Espada. Estaria fazendo um favor a ela, de qualquer forma, já que era uma deficiente com aquela grande cicatriz.

— Ei, Pesche. A gente não conhece esse cara de algum lugar? Ele era de Las Noches, não era? — perguntou Dondochakka.

— Não sei, não. O cara de Las Noches era mais estiloso, mais como eu. Não confio nesse ai. Eu deveria usar o meu magnífico poder para proteger a Nel? — respondeu Pesche.

— Acho que não precisa. Ele parece ser bem fraquinho — rebateu o outro.

O ex-Espada desligou-se da conversa dos dois. Nelliel estava emburrada, encarando-o com uma raiva infantil.

Ulquiorra não entendia por que ela agia tão livremente agora. Em Las Noches, um simples passo a havia feito se calar enquanto ele matava Ichigo Kurosaki. Estava zombando dele por não conseguir nem se mover?

Irritado demais. Ulquiorra estava irritado demais apenas com a provocação daquela Arrancar. Parecia fora de si, não era o mesmo. Aquela agitação o incomodava profundamente.

Um vento ondulou ao redor de Nelliel, e uma nuvem de poeira subiu. O moreno sentiu quando a reiatsu da garota passou a pressioná-lo, subitamente aumentada.

Uma mulher agora o encarava — a ex-Tercera Espada assumira sua forma adulta. Então havia resolvido matá-lo?

— Eu estou realmente boa nisso! — Apesar da aparência, a voz e o jeito permaneciam como de uma criança. — Logo, logo conseguirei abrir uma Garganta para ir ao mundo humano ver o Ichigo!

— O que as mulheres têm com Ichigo Kurosaki? — murmurou o moreno.

Seus olhos se arregalaram enquanto fitava o céu ao perceber que soltara a frase em voz alta automaticamente. O posicionamento de Nelliel o fazia se lembrar daquela mulher chamando irritantemente "Kurosaki-kun".

Precisava retomar o controle.

Nelliel se aproximou dele com os olhos estreitados.

— Eu poderia jurar que vi seus olhos brilharem, Ulquiorra. O que há com essa cara assustada?

Ele mal notou que tentava agarrar o pescoço da garota até sua mão ser segurada sem esforço por Nelliel. Nunca quisera tanto exterminar alguém.

Ela o fitava agora de forma cortante, extremamente séria. Mais uma vez parecia que sua reiatsu o pressionava.

— Não se esqueça que eu estava um número acima de você, ex-Cuarto Espada.

E num piscar de olhos o bom humor dela retornou.

— Vamos levá-lo para Halibel — declarou, enquanto o levantava e o colocava sobre Bawabawa.

A ação de ser carregado o deixava desconfortável e irritado, mas realmente não conseguia mover algo além de seus braços.

— Isso é uma boa ideia, Nel? — indagou Dondochakka, mexendo as mãos na frente do corpo.

— Idiota, ela está no modo Nel Invencível! Esse ser não identificado nunca teria chances — falou Pesche.

— Mas...

— Por que está fazendo isso? — cortou Ulquiorra, tentando compreender Nelliel, já que eles nunca conversaram em Las Noches.

— Halibel ordenou que avisássemos a ela sobre qualquer Arrancar que fosse encontrado.

— Desde quando Halibel ordena alguma coisa? — Ulquiorra foi pego desprevenido.

— Desde que Aizen foi aprisionado e ela se tornou a rainha de Hueco Mundo. Parece que está procurando todos os Arrancar escondidos e espalhados. Por acaso nos encontramos, e concordei em relatar sobre qualquer um que entrasse em meu caminho. Mas no seu caso... se eu o deixasse lá, seria devorado por algum hollow.

— Halibel não vai me matar de qualquer forma? — pontuou o ex-Espada.

Nelliel virou-se para ele e sorriu como uma criança.

— Halibel é legal. Eu vou falar com ela por você.
— Por que você faria isso?

Ela o fitou com os grandes olhos..

— Eu sempre achei que você era um Espada com humanidade, mas completamente perdido, somente procurando um sentido na sua existência. E agora sinto que você encontrou.

Ulquiorra continou encarando-a. Nelliel não o conhecia de forma alguma, e ainda assim o insultava, falando sobre coisas como humanidade. E o que queria dizer com ele ter encontrado um sentido para viver? Ele ainda era completamente vazio, certo? Desprovido de necessidades e emoções.

Seria burrice continuar a acreditar nisso. Ele estava poluído, contaminado pela fraqueza humana. E, com esse pensamento, deixou-se ser puxado para a inconsciência.


Ulquiorra estava flutuando, cercado por uma imensidão branca. Ele odiava a escuridão, mas isso não queria dizer que gostava de estar em um vácuo só porque este era claro.

Um ponto surgiu e se expandiu, até tomar uma forma idêntica à dele, porém desprovida de qualquer cor, assim como o resto do lugar. Apenas seus contornos eram visíveis. O hollow o encarou.

— Parece que você está perdendo feio.

— Perdendo? — Ulquiorra indagou.

— Aizen queria te dar poderes de hollow, os meus poderes, mas, depois do que aconteceu, você parece não querer mais lutar.

— Depois do que aconteceu? — Sua mente estava confusa.

— Depois que seu irmão te matou — declarou o hollow.

Então as memórias voltaram em um turbilhão à mente de Ulquiorra, que ficou quieto. Sua existência nunca havia feito sentido, e, mesmo quando achou que poderia dar algum significado a ela, foi apunhalado por quem tentava proteger.

— Deve ter sido difícil — continuou o hollow, suas palavras soando sem qualquer emoção. — Tentar proteger alguém que só lhe dá ódio em troca, ter a família o enxergando como um monstro.

Ulquiorra continuou quieto, olhando fixamente a figura branca à sua frente. Era como se o hollow simplesmente repetisse palavras ouvidas em algum lugar, pois aquele ser demonstrava claramente não entender quaisquer sentimentos.

— Meus poderes são muito fortes contra você, com toda essa falta de força de vontade. Você já se tornou um hollow, Ulquiorra. Mas nós podemos fazer um trato. Eu permito que você continue consciente neste corpo, e, em troca, você me entrega todas as suas lembranças.

— Por que você faria isso?

— Eu sou vazio. O desconhecido que nunca será conhecido. Sou preguiçoso, não tenho interesse em andar por aí. Sua vida de desgraça me soa mais interessante. Estou curioso para saber o que vai acontecer a um humano eternamente aprisionado em um corpo de hollow, desprovido de qualquer memória, sentimento, necessidade e desejo de viver.

Ulquiorra sabia que aceitaria a oferta, independente da resposta. Era tentadora. Esquecer todos os lixos que apareceram só para fazê-lo tropeçar e afundar na vida era como um sonho.

Piscou os olhos, e lentamente a visão à sua frente foi mudando. Ainda viu um brilho divertido nos olhos do hollow, antes que ele sumisse completamente.

Seu corpo estava pesado, e uma máscara cobria todo o rosto do moreno. Um estranho poder circulava suas veias, fazendo-o se sentir invencível. Algo se projetava de suas costas, e, quando moveu as novas membranas, um par de asas negras se abriram.

Aizen e Gin o fitavam, conversando sobre algo. Ulquiorra apurou os ouvidos.

— ...realmente não se importa, Capitão? — indagou Gin.

— Não. Nós ainda temos o filho do Shinigami com a Quincy. Pode ser que Ichigo Kurosaki tenha a linhagem perfeita que busco.

— Não foi o que quis dizer.

— Então o que quis dizer, Gin? — Havia aspereza na voz de Aizen.

A resposta do outro Shinigami se perdeu, e Ulquiorra foi jogado em trevas.


Chegaram a Las Noches alguns dias depois, e Ulquiorra ignorou completamente os gritos e asneiras que os três Arrancar soltavam durante todo o caminho. Bawabawa se mostrou uma boa companhia.

Desde então, o ex-Espada nada fazia além de fitar o teto. Ironicamente, o colocaram no mesmo cômodo em que estivera a humana. Estava deitado no sofá onde ela dormia ou sentava apaticamente, olhando para o nada.

Não se movimentou. Estava guardando energia desde que encontrara Nelliel, pois precisaria de boa parte de sua reiatsu renovada para colocar seu plano de fuga em prática. Se sentia incomodado por não ter nenhuma informação, pois isso limitava os planos que poderia elaborar. Mas, com alguns dias que a criança idiota ganharia para ele, poderia conseguir se esconder em algum lugar até se regenerar por completo.

A porta se abriu, e uma Arrancar entrou. Ela tinha cabelos azuis que iam até o chão. Sua máscara era uma peça que cobria sua bochecha esquerda, descia contornando o pescoço e então terminava na clavícula.

— E aí, Chorão?

Ulquiorra voltou a olhar para o teto. Ela havia sido uma Fraccíon de Grimmjow em algum momento, e era tão agradável quanto o mestre.

A Arrancar se aproximou do sofá e ergueu a perna, pressionando o pé contra a ferida aberta na barriga de Ulquiorra, que se retraiu.

— Não imagina o quanto é gratificante ver você assim. Destruído.

Isabel girou o pé de um lado para o outro, observando as próprias unhas, fingindo distração.

— Acabei de vir da reunião com Halibel. O quão patético você se tornou? Precisando da criança com a cicatriz para implorar por você. — Ela agarrou o rosto do moreno, cravando as unhas na carne exposta. Ulquiorra fitou os olhos azuis dela.

— Sinto dizer que não funcionou. Você será completamente exterminado. Finalmente.

Isabel sorriu, levantando a mão livre e pretendendo dar um soco no ex-Espada. Mas Ulquiorra levantou o dedo indicador, encostando-o na testa dela.

— Finalmente — ele murmurou, e liberou um cero.

Aproveitando a confusão de poeira subindo, e da parede caindo com o impacto do corpo de Isabel, ele utilizou suas últimas forças para abrir uma Garganta e caminhar através dela, quase perdendo a consciência várias vezes, e precisando saltar buracos no caminho tosco que sua reiatsu quase nula criava.

Ele viu uma luz e um pedaço de céu azul, antes de desmaiar, em queda livre.

Orihime desligou o forno e pegou a forma com os bolinhos recheados de frango ao chocolate. Estava com água na boca.

Começou a desenformar um a um, colocando-os em um prato, enquanto cantarolava uma música, quando uma melodia estrondosa invadiu seus ouvidos. Com o coração disparado, correu para a janela, e tudo o que viu no chão foi fumaça.

No céu, uma Garganta terminava de se fechar.

Notas finais
Será que eles finalmente vão se encontrarrrrr? E o que acharam da revelação que Ulquiorra é um humano num corpo hollow? e.e E do que será que Ichimaru estava falando? :3 Espero que tenham gostado s2 E até o próximo! ;*