Violet- Dia 1

Uma sirene me acorda do meu estranho sonho, ainda me sinto um pouco sufocada. Aquilo foi tão real.

– Acordem patrulheiros! – Diz o comandante entrando no dormitório, são apenas 5 horas da manhã. — O dia já começou e todos tem deveres a cumprir.

Todos começam a levantar, sem muito ânimo. Abro o baú que fica na parte de trás de minha cama, pego meu uniforme de patrulheira e me dirijo ao banheiro.

O que diabos foi aquele sonho? Parecia mais um aviso do que simples ficção da minha cabeça. Que bobagem, talvez eu devesse começar a dormir mais cedo.

Termino de me preparar para o dia, sigo para o gabinete do oficial para pegar minhas obrigações. Ao abrir a porta, o comandante chama meu nome sem nem mesmo levantar os olhos da papelada em sua mesa.

– Você vai seguir para a área das salinas. – explica o comandante- Eles tem tido problemas com os Goblins e seus operários acabam se escondendo de medo, isto está atrapalhando a produção das salinas da cidade. Resolva isso.

– Sim senhor! – Faço a saudação a meu superior, saio da sala e vou na sala de armas, pegar o arco da patrulha.

Ao sair da estação, vejo uma confusão ao longe, pessoas gritando que houve um roubo. Um grupo da patrulha da cidade está tentando resolver o assunto, mas não estão com muito sucesso para resolver o problema. Em cima de uma casa, vejo um garoto de longos cabelos pretos analisando a cena.

Sigo em frente, afinal aquilo é trabalho daqueles patrulheiros, devo seguir em frente. No relatório que peguei ao sair, devo me reportar ao chefe das salinas, Célio.

Reconheço Célio, ele é um grande amigo do meu supervisor, vejo ele constantemente. Ele acena para mim ao me avistar.

– Bom dia Violet! – Ele porta um sorriso no rosto, o sorriso aumenta ao ver o papel do relatório em minha mão. – Então é você que vai cuidar destes malditos Goblins, obrigado garota!

– É um prazer ajuda-lo Célio. – vejo alguns coelhinhos rondando a área – Qual o seu problema com esses monstros? Me parecem ser tão inofensivos.

– Agora. – Ele faz cara de desprezo – Durante a noite, eles ficam enfurecidos e atacam os trabalhadores e de manhã eles distraem os mesmos, com sua fofura.

– Entendido senhor! – Reverencio e saco meu arco.

É uma tarefa tão simples que uma flecha para cada Goblin resolve. Havia em cerca de 30 goblins, estou dando conta do último quando uma enorme sombra me cobre. Viro-me e um goblin gigante está soltando bolhas do canto de sua boca enraivecido.

– Bom garoto – Tento acalma-lo – Ninguém aqui veio para lhe machucar.

Ele investe contra mim e eu sinto a sensação de voar.

Atiro duas flechas cristalizantes em seus pés, diferente do meu sonho, essas flechas apenas deixam meus inimigos lentos no lugar da imobilização total. Aproveito para dispara a maior rajada de flechas possíveis, uma bola de fogo voa em direção da face dele e a batalha chega ao fim.

Quem me ajudou? Procuro algum mago no local, mas como não encontro nada decido me reportar ao Célio.

– Tarefa cumprida senhor – Ele aperta minha mão com gratidão, uma brisa paira no ar. – Mas eu gostaria que tivesse avisado do goblin gi...

Não me lembro do que aconteceu, a única coisa que me vêm à cabeça a partir daí é estar em frente ao médico, deitada no chão enquanto outra garota desmaiada é trazida em nossa direção por um trabalhador.