Notas iniciais
Depois de meses estou de volta!!! Desculpem pela minha demora, eu sei o quanto é chato esperar por um capitulo novo, também sofro com isso gente! Com faculdade e tudo que diz respeito aos estudos foi os meus únicos pensamentos pelos meses que seguiram ate o fim do ano! Enfim este capitulo estava quase pronto, só faltava o fechamento que não saia, ate que veio a inspiração hahaha Aqui esta gente! Serio perdoem pela minha demora. Boa leitura!

Capitulo 04

Uma criança? Era isso que Kurosaki Isshin acabara de dizer? Todo aquele reboliço no decimo segundo esquadrão por causa de uma criança recém- nascida com elevado poder espiritual? Hitsugaya sentia-se confuso e desanimado.

— Uma criança recém- nascida? – Indagou Kyoraku, sua expressão indo de surpresa a confusão em segundos. – Pensei que Rukia-chan ainda estivesse no quinto mês de gestação.

— E está. – Confirmou Isshin franzindo o cenho em seguida. Karin iria ficar muito irritada, mas não havia mais maneira de esconder Hana da Soul Society. Suspirando continuou. – A criança não pertence à Rukia-chan e Ichigo, é uma Kurosaki logicamente, mas eles não são os pais.

— O que quer dizer com isso? – Interrompeu Hitsugaya, sentindo seu coração acelerar com aquela noticia. O que estava acontecendo com ele? Irritado aumentou um pouco o tom da voz. – Deveriam ter informado a Soul Society sobre a criança.

Era como Ichigo e Yuzu haviam falado. Toushirou não receberia muito bem a informação sobre a filha e Karin estaria em sérios problemas com o capitão do decimo esquadrão. Hana era uma criança apaixonante, mas sua filha a escondeu do pai e não dava sinais que contaria infelizmente isso nem o mais honrado dos homens aceitam.

—Não foi informado por que a mãe da criança não aceitou. – Respondeu dando de ombros, antes de abrir um sorriso triste. Karin iria ficar muito irritada, mas Hana merecia o pai por perto assim como Hitsugaya tinha direito sobre a filha. — Karin é teimosa, você a conhece bem Toushirou.

O silencio que se instalou fez com que Isshin temesse o pior. Acabara de informar a Hitsugaya que Karin tinha uma filha, apenas esperava que o capitão ligasse os fatos não tendo que ele contar, sabia que se a informação saísse de sua boca cabeças iriam rolar.

— Como assim Karin tem uma filha? – Questionou Toushirou a expressão tornando-se subitamente sombria e a sala do comandante mais fria que o normal. E sem que Isshin conseguisse dizer algo a pergunta que menos gostaria de escutar reverberou em seus ouvidos. – Quem é o pai da criança?

~***~

Kurosaki Karin sorriu para a filha deitada confortavelmente no berço. Os olhos turquesa pregados nos penduricalhos que acabara de ganhar da vizinha e as mãozinhas tentando inutilmente alcança-los.

Hana estava em seu sono da tarde, quando a vizinha chegara para vê-la trazendo um presente para a criança. Penduricalhos para berço, cada um em diferentes formatos.

E foi a primeira coisa em que Hana fixou os olhos assim que despertou.

— Gostou do presente meu anjo? – Perguntou acariciando de leve os pequenos fios negros da filha. Sorriu mais largamente assim que Hana desviou seus olhos para si. – Gostou e muito não é meu amor?

Karin riu assim que a filha respondeu com alguns arrulhos e um sorriso sem dentes. Kurosaki Hana fazia com que todos se apaixonassem com apenas um olhar, e sua mãe pode confirmar assim que a vizinha colocou os olhos na filha.

Karin suspirou, antes de carinhosamente apertar a bochecha rosada, Hana ainda dormia quando a mulher chegou para vê-la e logo a vizinha já se encontrava apaixonada pela menina.

— Seu tio e seu avô terão problemas quando você entrar na escola. – Murmurou rindo enquanto imaginava um Kurosaki Ichigo e Isshin desesperados. – Os meninos que se cuidem.

~***~

— Então quem é o pai? – Questionou Hitsugaya mais uma vez, vendo a apreensão tomar seu ex-capitão, deixando-o com mais raiva a cada segundo.

Negava-se a crer que Karin faria algo do tipo, deveria haver alguma explicação. Hitsugaya sentia-se perdido, sentimentos incompreensíveis tomavam seu interior e cada vez mais tinha certeza que aquela criança era sua.

Apenas uma noite, tinha sido uma única noite para determinar o destino de duas pessoas.

— Minha filha teve seus motivos para esconder a criança. – Começou Isshin observando seu ex – terceiro oficial entender toda a situação. Definitivamente Karin estava em sérios problemas. – Entenda que há uma explicação para a Soul Society não ter informações sobre Hana.

— Hana. – O nome era simplesmente uma palavrinha que ele começava a amar pronunciar. Curvou os lábios constatando um fato que lhe deu certo prazer. — Então é uma menina. – Murmurou chamando a atenção dos presentes na sala, seu olhar perdido e um pequeno sorriso em seus lábios. – Minha filha.

~***~

— Ichigo não brinque dessa maneira com Hana. – Ralhou Karin, pegando a filha dos braços do irmão mais velho, esperando que a mesma não vomitasse em si. – Joga-la pra cima faz mal, ainda mais quando acabou de mamar.

O Kurosaki mais velho fez seu melhor bico para a irmã, ganhando risos infantis em troca. Hana parecia se divertir com a discussão dos irmãos.

— Gostando de ver sua mãe brigar comigo, pequena? – Indagou abrindo um sorriso carinhoso para a sobrinha. – Vai se acostumando por que ela e chata assim mesmo.

Ichigo sentiu sua canela latejar, assim que o pé de Karin se encontrou com ela. Era daqueles momentos em família que o shinigami sentia mais falta, após se mudar com a esposa para longe das irmãs e do pai percebera que mesmo sua família sendo maluca, na maioria das vezes, faziam uma falta enorme.

E agora com a sobrinha recém-nascida, a saudade se tornava pior.

Observou enquanto Karin ninava Hana, esperando pacientemente que a filha dormisse, sentiu-se enternecido. Desde que a mãe morreu sua irmã havia mudado muito, o fato de ter uma criança em seus braços tornava tudo diferente, por que mais uma vez percebeu que sua irmã estava mudando.

Karin não era mais criança, agora era uma mulher e mãe, talvez assim que seu pai voltasse da Soul Society também seria esposa.

Não gostaria de admitir, mas sabia que Hitsugaya não era considerado prodígio à toa, ele era inteligente e ligaria os fatos. Talvez, sua irmã não pensara que a Soul Society perceberia os súbitos aumentos de reiatsu de Hana, mesmo que agora tudo se encontrasse sobre controle.

Seus pensamentos foram interrompidos com a entrada do pai na casa e Ichigo sentiu-se decepcionado com o “futuro” cunhado, ate por que Isshin chegara sozinho a casa.

~***~

Hitsugaya Toushirou caminhava furioso pelos corredores do decimo esquadrão, seus subordinados não ousavam direcionar um olhar ou uma frase de “Boa noite” para seu capitão. Atrás do capitão, a Tenente Matsumoto tentava inutilmente sorrir para os soldados do decimo esquadrão.

— Rangiku-san, Shirou-chan! – Chamou Momo Hinamori, os cabelos agora curtos emoldurando seu rosto, a tenente estava parada próximo à porta da sala do capitão.

— Hinamori. – Cumprimentou Matsumoto com suor escorrendo na face, não sabia o que dizer a garota, já que seu capitão não parecia no melhor dos humores. – É muito bom vê-la.

O silencio retornou irritante, deixando Hinamori receosa e esperando que seu amigo de infância dissesse algo, mas o silencio ainda perdurou ate o mesmo sumir no shuunpo não dando tempo de sua subordinada ou amiga expressar algo.

— O que aconteceu com ele? – Questionou Hinamori se aproximando de Rangiku, os olhos ainda fixos no local onde Toushirou se encontrava há poucos minutos. – Hitsugaya-kun esta bem? Ele nem me corrigiu ou reclamou do apelido.

— Duas palavras. – Respondeu Matsumoto fazendo um dois com os dedos, para dizer o nome e sobrenome do que estava incomodando seu capitão. – Kurosaki Karin.

— Está tudo bem com a Karin-chan? – Indagou preocupada, ainda não havia conseguido oportunidade de conhecer Kurosaki Karin, apenas escutava falar muito dela.

— Não estou sabendo dos detalhes. – Matsumoto abriu um sorriso pequeno para Momo, sabia que a Tenente do quinto esquadrão seria a que iria mais amar a noticia. – Mas Karin-chan e o capitão tem uma linda menininha.

Momo Hinamori paralisou no lugar assim que percebeu o significado das palavras que Rangiku acabara de pronunciar. Lembranças de Rukongai tomaram sua mente, um garoto de cabelos brancos e olhos turquesa com uma personalidade irritadiça e que sempre brigava por causa do apelido que carinhosamente lhe dera.

E agora imaginar uma menina com os mesmos olhos de seu amigo de infância, lhe fez sorrir largamente para Matsumoto.

— Será que Karin-chan aceita visitas? – Questionou já imaginando a menininha que mesmo sem conhecer já considerava sua sobrinha.

~***~

Desde seu nascimento Hana era sempre a primeira da casa a despertar e logico que também era o despertador do avô e tios. Aquela manha de primavera havia começado diferente na casa Kurosaki.

Kurosaki Hana não foi a primeira a despertar, na verdade Karin acordou assustada com os raios de sol no rosto, percebendo que a filha ainda estava em um pesado sono. Recordou que Isshin retornara um pouco tarde, com seu jeito animado de sempre, despertando Hana no processo e fazendo com que a menina demorasse a pegar no sono novamente.

— O dia que Hana finalmente dorme ate mais tarde, eu acordo cedo. – Lamentou-se irritada, sentindo as faíscas de mau humor se esgueirando.

Levantou-se sentindo o cansaço apoderar-se de seus ombros e sua cabeça latejar. Normalmente Karin pensaria que aqueles eram sinais de algo ruim, mas o cansaço era tamanho que o mal pressagio nem passou por sua mente.

Ainda de camisola desceu as escadas em direção à pequena cozinha, que ainda se encontrava intocada, já que o despertador da casa resolveu dormir ate mais tarde.

— Parece que hoje o café da manha é por minha conta. – Murmurou para o silencio agradável e incomum da casa.

Com a descoberta da gravidez assim como o nascimento de Hana descobriu-se em um processo de mudança. Depois da morte da mãe, Karin era a menos propensa a assumir o papel de dona de casa, sendo este o lugar que Yuzu assumiu, por isso foi estranho quando se percebeu adequando-se a chegada de um bebe.

Junto de Yuzu nos nove meses antes do nascimento da filha, aprendeu a ser uma dona de casa e a fazer comidas que fossem comestíveis. Hoje sabia ser tão boa quanto a gêmea era na cozinha, sempre quando necessitava acabava tomando o lugar de Yuzu no papel.

Habilmente preparou o café da manha da família, também preparando algo que satisfizesse Hana ate a hora de mamar. Colocou a mesa preparando para ir acordar Hana e arruma-la para o dia, quando a parede explodiu.

— Estava com saudades querida?

Notas finais
Esta meio curtinho nê?! Como demorei demais resolvi dar um acabamento com certo suspense rs Este Ichigo esta menos ciumento, mas acredito que com o filho a caminho ele entenda o que Karin esta passando. Não vou fica comentando! rs Me digam o que pensam deste Ichigo bonzinho e quem vocês acreditam que é a pessoa do fim do capitulo? Beijos e ate o proximo