Notas iniciais
Não vou dizer nada, apenas que estou muito animada! Não consegui esperar ate quinta rs Boa leitura!

Capitulo 5

Karin escutou vagamente seu pai e irmã gritar do andar superior, assim como Hana chorar aos berros. Em sua mente precisava chegar à filha, tinha de protegê-la, mas seu corpo estava amortecido.

Apenas conseguia observar enquanto a criatura chegava cada vez mais perto de seu corpo paralisado.

—Oh não chore querida! – Pediu o mascarado rindo, observando enquanto a face irritada de Karin se contraia e não mudava. – Você não vai chorar não é mesmo, mamãe feroz?

O mascarado queria ver o seu desespero enquanto sequestrava a sua filha e matava ela, mas nunca iria demonstrar fraqueza, mesmo que por dentro estivesse desesperada ainda sim seria forte por sua filha.

—Então creio que não irá se importar se Hana-chan fizer um passeio comigo? – Questionou sua voz tornando-se novamente risonha assim que Karin franziu o cenho. – Olha só a mamãe feroz...

O pecador foi interrompido pela lamina que quase cortou a mascara, a única coisa que o protegia de ser jogado nas profundezas do inferno, obrigando-o sair da linha de corte.

Não evitou o sorriso aliviado quando seu pai tomou o lugar a frente, fazendo o pecador recuar mais alguns passos. Karin sentiu seu corpo aliviar fazendo com que voltasse sua atenção para as escadas onde sua irmã e Hana estavam sentindo o alivio ao perceber que sua filha estava segura.

—Pensei que a Soul Society havia resolvido o problema com os pecadores. — Comentou Isshin o cenho franzido para o pecador.

— Acha mesmo que desistiríamos de ter nossa passagem para fora do inferno?

Karin estremeceu sentindo os calafrios de quando havia sido sequestrada, na verdade não houve mudanças nas sensações que lhe percorriam a coluna quando pecadores a procuraram meses antes de Hana nascer para ameaça-la.

— Kurosaki Hana pode vir a ser mais poderosa que Kurosaki Ichigo. – Afirmou o pecador dando mais alguns passos para traz e rindo assim que conseguiu uma expressão irritada do shinigami. – Você sabe não é capitão-san?

Karin e Yuzu prendeu a respiração. Agora que toda a família Kurosaki despertou seus poderes, ate mesmo Yuzu que nada tinha haver com o mundo espiritual, mas com a convivência com seres de grandes reiatsus acabou despertando a sua própria, ainda sim era estranho para as gêmeas verem seu pai – a eterna criança de quarenta anos – serio, pouco amigável e sendo o shinigami da família.

— Que minha neta é um pequeno gênio? — Perguntou Isshin passando a Zanpakutou de uma mão a outra e finalmente a estabilizando. O patriarca voltou seus olhos para as próprias mãos antes de rir e continuar — Diga-me os pecadores não se cansam de serem os capachos de Shuren?

~***~

Alguns minutos atrás.

Os capitães se encontravam presentes na reunião de emergência e Hitsugaya estava particularmente se segurando para não ir ao mundo real, tinha conhecimento que um grupo de shinigamis haviam ido para o mundo dos vivos, sob o comando de Kurosaki Ichigo.

— Capitão do decimo esquadrão. – Chamou Kyoraku, fazendo Toushirou olha-lo surpreso. – Por favor, acalme-se.

Hitsugaya voltou seus olhos para o chão que começava o processo de congelamento, assuntando-o como estava nervoso e no pouco controle que possuía naquele momento pensando em sua filha e mulher.

Sim, mulher. Kurosaki Karin estava muito enganada se pensava que iria fugir dele depois de tudo aquilo, havia retornado por causa de um dia de folga ao mundo dos vivos quando a reencontrou próximo a antiga casa de Haru.

Nunca chegou a imaginar que um dia de folga, um sorvete e passar a noite na casa Kurosaki poderia ocasionar uma gravidez, que tinha certeza que não era nenhum pouco indesejado. Na verdade era muito desejada, ate por que sempre imaginou que como um homem morto ele não poderia possuir filhos e talvez aquele pensamento não fosse muito inteligente vindo dele.

— Você não vai mesmo prestar atenção não é? – Voltou seus olhos turquesa a Kyoraku que possuía uma expressão divertida em vez de severa. – Acredito que não deveria proibi-lo de ver sua mulher e filha.

Hitsugaya caminhou alguns passos à frente antes de parar e assentir com uma breve reverencia a Kyoraku antes de desaparecer.

— E a reunião? – Questionou Soi Fong observando o lugar vazio onde ate alguns minutos Hitsugaya se encontrava.

— Depois levem as informações sobre a reunião aos capitães faltosos. – Respondeu Kyoraku apontando para os lugares de Ichigo e Hitsugaya que com toda certeza saberiam muito mais do que eles sobre o que seria tratado na reunião. – Este assunto não precisa da participação deles, sendo um problema antigo e que pensávamos já estar resolvido.

— O que quer dizer Comandante Kyoraku? — Unohana espelhava a calma que ninguém sabia possuir.

— Quero dizer. – Pausou olhando cada capitão nos olhos, antes de prosseguir sombrio. — O problema de pecadores do inferno, novamente, estar saindo das profundezas do inferno para o mundo dos vivos.

~***~

Casa Kurosaki

Chegar atrasado para salvar sua mulher e filha, talvez não fosse a melhor maneira de começar o relacionamento, mas ficou aliviado assim que percebeu que na verdade seu ex-capitão que havia lidado com o pecador.

De acordo com Isshin, o pecador havia fugido assim que percebeu a desvantagem numérica, o que indicava que não era um dos seguidores mais perigosos de Shuren, mas era inteligente o suficiente para saber que não era bom o suficiente para lidar com vários shinigamis.

— Ele causou um bom estrago. – Comentou olhando para a parede destruída e os moveis jogados. — Vai ser trabalhoso arrumar esta bagunça.

— Não se preocupe Toushirou-kun. – Isshin estava sorrindo para mim e seus olhos tinha um brilho de diversão que lhe deu arrepios. – Eu e Yuzu-chan podemos lidar com isso.

Arqueou a sobrancelha sabendo onde o Shiba queria chegar com aquela frase, ele estava excluindo Karin do trabalho de arrumar a bagunça sugerindo algo que Hitsugaya não havia transmitido a ninguém, apenas estava em seus pensamentos.

— Qual é Shirou-chan? – Perguntou Isshin dando socos em seu ombro e piscando em seguida. – Karin e Hana-chan estão no antigo quarto de Ichigo.

Como ele sabia que estava se controlando para não correr escada acima atrás de Karin? Havia certo espanto em sua expressão e Isshin captou isso de maneira rápida, dando uma gargalhada e apontando para o andar superior.

— Permissão concedida, apenas vá ate elas. – Seu ex-capitão sorriu largamente, antes de voltar à seriedade. – Não magoe minha Karin, ela possuía motivos para esconder Hana-chan.

Voltou seus olhos para a bagunça causada pelo pecador, percebendo onde ele queria chegar com aquela frase. Karin havia sido ameaçada por aqueles pecadores e simplesmente ele não estava lá por ela.

Irritada consigo mesmo, caminhou em passos apressados ate a porta onde sabia que sua filha e mulher estariam.

Hitsugaya não possuía muito tato com relações próximas, as únicas que possuía era a avó e Hinamori e havia sido elas por muito tempo, antes de encontrar Matsumoto e depois Ichigo com o típico estilo Kurosaki de conseguir amizades.

Era difícil dizer quando a relação dele e de Karin começara, ele poderia dizer que foi na casa de vovó Haru, mas talvez fosse um erro ate por que só a conheceu por causa de uma bola de futebol. Por muito tempo seus únicos objetivos incluíam sempre sua amiga de infância Momo Hinamori, mas agora percebeu o quanto tudo havia mudado.

O quanto ele havia mudado. Seu foco era todos os quais conhecia e estimava, queria protege-los e vê-los em paz, queria mostrar esse mundo para sua família, sua nova família composta por Karin e Hana.

E sentia que para isso precisava que Karin o aceitasse na vida da filha, consentisse que eles tentassem ajeitar aquela historia que começou de maneira errada e aos poucos tornasse aquela pequena família composta pelos três a mais bela e amorosa.

Com mais coragem, que sabia que não possuía ate aquele momento, abriu a porta lentamente conseguindo a sua primeira visão de família.

— Atrasado como sempre Toushirou. – Brincou Karin abrindo um sorriso.

Soltou a respiração, que ao menos sabia que prendia, assim que percebeu que Karin não iria dificultar sua aproximação, na verdade os olhos obsidianas estavam quentes e ferozes, fazendo arrepios lhe percorrer a coluna.

Pequenas fisgadas de desejo puro lhe alertavam que seus corpos ainda não haviam superado seu ultimo encontro há alguns meses atrás, seu estomago estava cheio de borboletas.

Hitsugaya se controlou pela criança que lhe observava com curiosidade, sentia vontade de puxar Karin para junto de seu corpo e ensina-la a nunca mais esconder-lhe nada, mas não podia tirar os olhos de Hana.

Seu mundo apenas parou, o planeta deixou de girar e sua respiração ficou presa enquanto sentia tudo voltar ao normal, só que dessa vez seu mundo era aquela pequena criança, a mistura perfeita dele e de Karin.

— Hana. – Testou mais uma vez o nome em sua língua, finalmente tomando coragem para se aproximar da filha. — Quantos meses?

—Está entrando no sexto. – Respondeu Karin observando pai e filha.

Toushirou pegou Hana no colo, fazendo com que a filha voltasse toda sua atenção para ele, principalmente as duas pedras turquesa idêntica as suas próprias. Hana era uma criança doce por natureza, mesmo com a personalidade difícil dos pais, ainda sim havia gentileza e doçura em sua criança.

—Minha pequena. – Murmurou a voz grave se tornando aconchegante aos ouvidos de Hana que aproximou a cabeça do ombro masculino se aconchegando ao cheiro paterno. – Vou ficar aqui com você para sempre.

Hitsugaya sorriu para a filha, enquanto escutava o enorme dragão de gelo dentro de si rugir com a felicidade de seu mestre.

Sim. Confirmou em sua mente. Uma família.

Notas finais
Espero que gostem e me contem o que acharam! Hana-chan e Toushirou seus lindos ♥