Rehabilitating A Heart

2 Where did I go wrong?


Notas iniciais
Mais um cap. para essa. Alguns de vocês acompanham minha outra fic, também Sterek... ela anda meio lenta e tudo mais, mas prometo atualiza-la assim que possível. Não vou deixar ela de lado por ter começado outras, prometo.

Já era noite, seu pai tinha acabado de dormir depois de dar seu enorme sermão sobre Stiles faltar aulas. Ele decidiu sair mais cedo do expediente e ir buscar Stiles na escola justo no dia em que ele decide que é melhor matar aula em um metrô abandonado do que enfrentar aquela “guerra diária”.

Deitado na cama, Stiles olhava para os pôsteres de bandas no seu quarto. Algumas delas ele nem ouvia mais, mas era sua decoração, seu papel de parede e estava longe de seus planos tira-los dali algum dia. Pela primeira vez, ele não estava preso ao computador, que estava ao lado da cama o esperando. Ele não conseguiria se concentrar em nenhum de seus jogos onlines favoritos. E na verdade, nem foram as palavras de seu pai que o machucaram tanto. Era não ter ninguém pra poder contar o que aconteceu, alguém que ouvisse e desse alguns bons conselhos.

Era estranho sentir isso, mas ele, por um momento achou que se Derek estivesse ali, talvez, só talvez mesmo, ele pudesse desabafar mais uma vez e ter uma conversa que dure mais que simples cumprimentos. Toda aquela sensação de perigo que era estar com o mais velho, de alguma forma era pior que uma droga. Era viciante, como experimentar uma vez, querer de novo e de novo mais tarde e não saber quando parar.

O ar que entrava pelas janelas era frio, e atingia seu corpo como agulhas finas e penetrantes, arrepiando seu corpo. Desde que Stiles respondeu para uma velha senhora professora que o xingou por não ter feito o dever de casa, o garoto teve seu jipe acorrentado à arvore que tinha no quintal dos Stilinsk. Eram as únicas coisas que poderiam atingir Stiles ao pensar do pai: o computador e o jipe. Mal sabia ele que estava tremendamente errado.

Stiles estava carente de qualquer atenção. Que fosse um “oi filho, como foi seu dia?”. Bastaria para ele se sentir notado, amado. Mas nem isso ouviu. Eram apenas “não faça de novo” e “se fizer, eu tomo a bateria e o carregador do seu notebook”.

Com o frio, deixando a temperatura cair para quase dois graus, Stiles se levantou, indo até a cadeira onde se sentava para usar o notebook, pegando a manta que tinha lá. Ela ainda tinha o cheiro de sua mãe, e era talvez, era uma das recordações mais importantes que ele tinha dela.

Deitou-se na cama, enrolando-se na manta. Mas a janela continuava aberta. Mais uma vez, pensou em Derek. Estava frio, será que ele estava confortável o bastante naquele metrô meia boca abandonado? Ou será que ele estava tremendo de frio, baforando sobre suas luvas, tentando esquenta-las?

Rolou de um lado para o outro, até que enfim ficou de barriga para cima, olhando o teto. A luz estava apagada, mas o pouco de claridade que entrava pela janela aberta dava uma boa visão do quarto. O clima era parecia decair mais, porém aquelas paredes e sua cama, junto à manta de sua mãe lhe aqueciam. Mas algo não o deixava confortável.

Pegou o celular, olhando a agenda com cinco números apenas. Sendo que três daqueles cinco, eram números de seu pai. Um do celular, outro da delegacia e, o outro era o fixo de casa. O quarto número era da escola e o quinto era o de Scott. Pressionou a tecla naquele, entrando no histórico de conversas. A última ligação tinha sido há um ano e sete meses atrás, quando Stiles ligou para parabenizar Scott pelo aniversário. Enquanto trocava poucas palavras com o “amigo” podia escutar a música alta, gritaria de adolescentes e estouro de balões. Ligou justamente na hora de uma festa, a qual não foi convidado.

Todo esse tempo, Stiles assistia de longe Allison e Scott o abandonando cada vez mais. Começou com o namoro dos dois, aos treze anos. Depois, aos quatorze, quando conheceram Jackson e Lydia. E chegando agora, aos dezessete, onde mal se reconheciam.

Pouco antes de sua mãe morrer, ela pediu para Stiles “Leve todos os seus amigos lá para casa e faça uma grande festa de aniversário para você. Mamãe não vai poder ir por causa do hospital, mas assopre as velinhas pensando em mim”. E todos os amigos de Stiles, eram apenas Allison e Scott. No primeiro ano, foram os dois. No segundo, apenas recebeu um abraço de Allison dois dias atrasada e um telefonema de Scott. Daí pra frente, nada. Passou em branco. Seu pai tentava compensar isso levando ele para um dia na delegacia. Mas não tinha muito para se fazer lá, e qualquer diversão que encontrasse, seria apenas um “bagunçar”.

Com os pensamentos no passado, procurando onde foi que errou, Stiles pegou no sono sem se dar conta disso. Deixou que sua mente descansasse por alguns instantes, confortável pelo calor de seu quarto e uma leve brisa fria que entrava pela janela. Naquela mesma noite, teve a impressão de sonhar alguma coisa, como Derek entrando pela janela, os dois conversado bastante até o sol amanhecer. Mas isso tudo se desfez quando amanheceu e algumas batidas mal-humoradas na porta chamando Stiles para o café da manhã o acordaram.

– Bom dia. – Seu pai disse, enquanto pegava o café fervente na cafeteira.

– Dia. – Stiles respondeu, olhando para a louça suja. Mesmo com sua mãe doente, ela nunca a deixou ficar assim.

– Dormiu bem? – Perguntou, abrindo um jornal enquanto tomava um gole de seu café.

– Dormi. – Respondeu, suspirando em seguida. – Pai, posso faltar escola hoje?

– Você já não fez isso ontem? – Perguntou, erguendo as sobrancelhas. Ao menos ele deu atenção a alguma coisa que Stiles disse.

– Sim, mas eu...

– Stiles, está tudo bem com você? – Perguntou antes que ele se explicasse.

– Sim, por quê?

– Hoje é sábado, meu filho. – Seu pai respondeu, olhando-o preocupado. – Não percebeu nada diferente? Café comprado, o dia já está claro, já são nove e meia da manhã...

–Ah... – Stiles abriu a boca, olhando para a janela da cozinha. – Está explicado a louça acumulada da semana...

– Por que quer tanto matar aula assim? – Seu pai indagou. – Problema com algum outro professor?

– Não... – Apenas com os alunos. Tipo todos, pensou. – Não mesmo... é que eu queria... ajeitar a casa. Está meio bagunçado... mamãe não gostaria de vê-la assim.

Seu pai olhou-o mais uma vez, aparentando preocupado. Terminou de tomar seu café, abaixou o jornal, suspirou e começou:

– Stiles, todos esses problemas... é por causa da sua mãe?

– Não! – Respondeu de imediato. – Não é pela mamãe... é só que...

– Não queira chamar atenção, Stiles. Filho revoltado nunca foi seu papel. Você sabe que eu não posso ficar indo na escola resolver problemas seu. Sabe que você não pode ter reclamações lá – disparou. – Stiles, se eles tirarem sua bolsa, eu não poderei fazer nada.

– Eu sei... me desculpe... – pediu.

Seu pai voltou a ler o jornal, deixando Stiles completamente de lado, que ficou novamente olhando para seus pés, suspirando. As suas conversas com seu pai, sempre começavam e acabavam assim. Ele sabia, era tudo para seu bem, mas custava muito ser um pouco mais carinhoso? Era pedir demais ter um pai carinhoso só de vez em quando? Que desistisse de ler o jornal, ou ver jogo, ou noticiário na TV só para terem um momento onde se sentam e conversam sobre algumas coisas importantes?

– Estou indo pro trabalho, Stiles – avisou. – Arrume a casa.

– Tudo bem – respondeu com um sorriso crispado. Se seu pai prestasse atenção, notaria que ele nem ao menos comeu ou bebeu alguma coisa.

– Volto à meia noite hoje. Você já sabe, não é?

– Sei...

– Ok, estou indo. – Passou por Stiles, passando a mão em sua cabeça, bagunçando seus cabelos. Em seguida pegando suas chaves no chaveiro que ficava próximo a porta de saída da cozinha e saindo por ela.

“Pode se sentar, solidão, você já é de casa” pensou enquanto ouvia o barulho da porta principal ser fechada e trancada pelo lado de fora. Não demorou muito e ouviu a sirene do carro ser ligada, parando em seguida. Sempre que ligava o carro, ela fazia isso. Então teve a certeza que seu pai não estava mais por lá.

Encarou a lousa suja, mas sem nenhum pingo de coragem de lava-la. Então, seguiu novamente para seu quarto, subindo as escadas lentamente.

Entrou em seu quarto, começou a procurar desesperadamente por todas as gavetas. Jogou as roupas que estavam mal dobradas e amassadas todas para fora dali, procurando freneticamente por o que tinha ali escondido. Finalmente achou. Não era uma enorme quantia, mas era um bom dinheiro para poder gastar com algo para comer.

Depois de trancar-se no banheiro e tomar um longo banho, onde mais pensou do que cantou, trocou-se de roupas, colocando uma blusa preta, a mesma calça jeans e o mesmo sapato. Pegou a mesma blusa de frio vermelha e a vestiu. Desceu as escadas como uma criança animada ansiosa para ir ao parque de diversões.

Saiu de casa, trancando-a calmamente. A vizinhança era bem calma, e poucos seriam os desavisados que roubariam a casa do xerife, era quase como roubar uma delegacia. Caminhou até o passeio, dando uma olhada no seu jipe. Pobrezinho, estava sendo castigado pelo sol e seus pneus estavam murchos. Mas não importava agora.

Como de costume, passou na padaria que seu pai mais adorava nesse mundo, a única onde as rosquinhas e pães de mel eram inconfundíveis. Mas não comprou apenas doces, algumas rosquinhas, outros pães mais variados, duas latas de um refrigerante qualquer.

– Seu pai passou aqui mais cedo, Stiles. Ele comprou bastante coisa para o café da manhã, vocês receberão visita? – Perguntou a moça do caixa.

Garota intrometida! Vivia pegando no pé de Stiles, o que comia, o que deixava de comer, sempre dizia para seu pai quantas vezes o garoto passava em frente àquela padaria e o que comprava.

– Ele vai ter o turno entendido – disse. – Vou levar pra ele no trabalho... – mentiu.

– Trabalho? – Perguntou. – Mas pelo que vejo, está a pé. Vai ser uma longa caminhada...

– Eu dou conta. – Sorriu, cheio de si. – E quanto ao meu troco? Vai me dar ele ou ficar me enchendo de perguntar até que eu desista de levar? – Disse em um tom provocativo, chamando atenção da dona do estabelecimento que olhou para eles.

– Ah, claro... – entregou para ele o dinheiro. – Volte sempre.

Stiles não respondeu. Sabia que qualquer coisa que dissessem para aquela garota, em menos de um dia a cidade toda saberia, porém não deu muita bola para isso. Continuou caminhando e descendo a grande avenida até que avistou a escola.

Em pé, em frente a ela, estavam Scott e Jackson, rindo e conversando. Stiles apertou o punho e mordeu o lábio ao passar por lá. Scott costumava conversar e rir assim com ele... o que aconteceu com isso? Porém, menos que das outras vezes, isso quase não atingiu Stiles. Não enquanto ele mantinha-se descendo, procurando avistar seu lugar secreto. O único lugar naquela cidade, onde mesmo que uma vez, encontrou alguém para conversar.

Ficou feliz ao avistar o local do mesmo jeito que estava da última vez que saiu de lá: sujo, com luzes piscando, em perfeitas imperfeitas condições. Seu coração acelerou e o suas mãos começaram a suar. Estava feliz por estar ali, mas com toda a certeza do mundo, não sabia a reação de Derek.

Então, mas uma vez ficou inseguro. Será que aquele cara queria Stiles por lá? Mas quem quer alguém que quer apenas contar seus problemas? Quem iria querer ser amigo de alguém como Stiles?

Algo apertou seu estomago tão forte, que tinha vontade de sair correndo dali, e não voltar. Por outro lado, não tinha nada a perder. Allison e Lydia estavam subindo as ruas, provavelmente iriam encontrar-se com Scott e Jackson na escola. Do contrário da outra vez, Allison nem ao menos dirigiu o olhar para Stiles, mesmo passando do seu lado. Ela trombaria com ele mas não diria oi.

Respirou fundo e transformou a mágoa daquele encontro relâmpago em coragem. Continuou a descer até chegar às escadarias do metrô. Conforme descia, sua barriga gelava mais. Uma desconfortável sensação de estar incomodando passou por sua espinha, mas não o impediu. Desceu lentamente, degrau por degrau, até chegar à plataforma de embarque.

– Er... oi? – Chamou. – Derek...?

O local aparentava vazio, assim como da outra vez. O garoto então lembrou que ele da outra vez estava mais no fundo, talvez dormisse onde um dia foi a uma cabine, provavelmente de café ou fastfoods. Continuou caminhando lentamente, novamente olhando os desenhos na parede. Não mudaram nada desde a última vez, mesmo assim, ainda eram interessantes de se olhar.

Passou pelo local onde se sentaram na primeira vez que se viram e continuou andando, em direção àquela cabine mais a frente. Quando chegou lá, como suspeitava, era onde Derek ficava. Alguns colchonetes estavam em cima de uma bancada dura de cimento, alguns sacos com um pó branco, bem pequenos, como amostras grátis e a blusa de Derek, junto com seu cachecol.

– Derek...? – Stiles chamou mais uma vez, enquanto olhava o lugar, mas apenas seu eco deu retorno.

Nos trilhos, uma das passagens que o metrô passaria estava desabada, assim como da outra vez, e não dava para nada passar por ali. Já a da frente estava aberta, mas era escura demais. Com certeza Derek não estava por lá.

“– Você fica sempre aqui? – Perguntou, de costas.

– Enquanto eu estiver vivo ou até a vida me dar uma oportunidade, sim – respondeu. “, lembrou de repente das últimas frases que trocaram. Algo frio passou por sua espinha, de repente, deixando-o aflito.

A vida podia sim ter dado uma oportunidade para ele... mas... era uma possibilidade muito difícil, e então... morto?

Entrou na cabine, sentando-se sobre os colchonetes. Não era tão duro assim, mas era meio difícil de se confortar com aquilo.

Calmamente Stiles deixou o que comprou para o café da manhã sobre a bancada, abrindo uma das latinhas de refrigerante e tomando um pouco. Claro, ele foi pra lá para fazer aquilo acompanhado, mas mesmo assim, ainda estava com fome. Quem sabe ele ainda não voltasse a tempo do café?

Pegou uma das rosquinhas, dando uma mordida um tanto quanto grande. Estava ansioso e com receio e isso dava fome ou vontade de mastigar alguma coisa. Pensava sobre várias coisas, mas o que mais queria, era que Derek voltasse, se ele ao menos tivesse algum celular ou coisa parecida...

Logo pegou outra e mais uma. Depois algo salgado, era estranho e diferente os dois sabores entrarem em conflito dentro de sua boca, mas ele não ligou. Assim que terminou de matar sua fome, olhou para as coisas que tinha comprado. Ainda restaram bastante pães, rosquinhas e tudo mais. Dava para se estender até o almoço, talvez até o café da tarde.

Olhou no relógio de seu celular, já fazia mais de uma hora que estava lá, esperando por Derek. Como o mesmo não voltou, decidiu seguir seu caminho solitário para casa novamente, mesmo que quisesse ficar ali esperando. Jogou algumas sacolas vazias em um lixinho que tinha ali dentro, e depois saiu da cabine, olhando para trás algumas vezes. Talvez devesse deixar um bilhete, mas achou muito intimo para alguém que ele só falou uma vez, mas de alguma forma, tinha certeza de que o rapaz sabia quem havia deixado aquilo ali.

Assim que se aproximou das escadarias, ouviu passos de alguém descendo com pressa. Prendeu sua respiração e ficou imóvel, encostado pouco antes da subida das escadas, esperando que os passos fossem embora, contudo, se aproximavam cada vez mais.

Quando o ar já era difícil de ser segurado no pulmão, aquela silhueta corpulenta e grande apareceu na frente de Stiles, tanto assustando-o, quanto o deixando mais aliviado. Stiles sorriu para o mais velho, porém não ouve retorno.

– Derek...! Oi, eu...

– O que você está fazendo aqui, moleque? – Perguntou ranzinza.

– Eu... achei que...

– Vá embora, não entendeu? Se não vier aqui pra comprar nada, não tenho obrigações nenhuma com você. – Falava, olhando para o cima das escadas, escondendo uma coisa dentro de uma jaqueta. Diferente da outra de couro, essa era de um tecido menos resistente, parecendo a de um motoqueiro.

E foi como um enorme banho de água fria. O garoto deu de cara com o paredão de realidade que foi jogado contra ele de uma forma tão... inesperada. Onde estava aquele cara doce? Doce não é bem uma característica para um cara, mas Derek foi tão... amigo, irmão... talvez até mais. E agora...

– Desculpe, eu só achei que...

– Achou errado! – Cortou-o. – Some! – Gritou, apontando a escada a cima.

Os olho de Stiles estavam arregalados e a boca aberta. Era como se todo seu corpo entrasse em combate contra as lágrimas naquele momento. Todo aquele tempo, o “anjo” não passava de um “demônio”. E há quem diga que as aparências enganam. Mas naquele momento, Derek estava sendo justamente como aparentava. Uma pessoa cruel.

Stiles não disse mais nada, subiu as escadas correndo, tropeçou umas duas vezes antes de chegar ao topo, onde continuou correndo sem direção avenida a cima. Mais uma vez, segurou na mão da esperança e a mesma brincou com ele. Devia estar sentada, rindo da cara de choro que Stiles estava enquanto imerso na nubles de seus pensamentos encharcados.

Derek viu a cena do garoto subindo escada a cima sem nenhum remorso, suspirando aliviado quando o garoto sumiu de sua vista. O garoto corria como uma garotinha de coração partido e o mais velho nem sabia o porquê. Estava fazendo mais que um favor em afastar Stiles dele, o garoto tinha uma vida, e uma vida com um traficante como amigo não seria uma vida longa.

Caminhou até onde ficava a cabine que usava de quarto. Olhou para trás algumas vezes para ter a certeza que o garoto não voltaria ou qualquer outra pessoa. Não estava arrependido de ter mandado Stiles embora, apenas de como mandou. Mas ele vivia uma vida solitária, mal podia cuidar de si, não era ninguém pra dar conselhos, então fez o que achou certo.

Ainda com a respiração acelerada, entrou dentro da cabine, a fechando em seguida. Levou uma das mãos ao rosto, limpando algumas gotículas de suor que haviam em sua testa. A outra mão ainda estava dentro da jaqueta.

– Garoto idiota. – Disse pra si mesmo, enquanto tirava a mão de dentro da jaqueta. Havia um embrulho e um revolver. – Você tem tudo pra ser feliz, porque é tão egoísta e insiste em vir aqui?

Deixou a arma cair no chão, chutando-a para trás da lata de lixo. Jogou o embrulho sobre a bancada com os colchonetes que usava como cama, que bateu sobre alguns embrulhos que não eram dele, abrindo-se e deixando que os pães duro que estavam no seu embrulho caíssem no chão.

– Mas que... – Olhou para a bancada. Ver aquilo foi pior que ter uma faca atravessando seu peito.

Sentou-se lentamente ao lado do embrulho, abrindo-o com cuidado. Haviam pães frescos, saídos do forno há poucas horas, do lado algumas rosquinhas, as mesmas do dia que conversaram.

Estendeu a mão para pegar um dos pães, então tocou em algo gelado e recuou. Seus olhos pareciam brilhar, não só pela fome, mas pela forma singela que a atitude daquele garoto o colocou no lugar. Dessa vez, ele havia trazido até algo para beber.

“Não existem pessoas boas nesse mundo”, era o que ele pensava. “Não há nada de graça, se não cobram dinheiro, o preço é bem maior” sempre seguia esse raciocínio.

– Mas quem é você, garoto? – Se perguntou, ainda olhando para tudo sem ter coragem de comer. – E... por quê?

Notas finais
Agora vocês, preciso que me respondam: No último cap, tive vários comentários ótimos e positivos, mas um me incomodou, reclamando da escrita. Então queria saber de vocês, no geral, como ela está. Sim, eu mudei radicalmente a forma de escrever dessa fic para minha outra, e sempre mudo, de acordo com a fic para não ficar a mesma mesmice, então ficou essa sombra de dúvida. Nada pessoal, apenas para saber mesmo a opinião de vocês. Me avisem qualquer coisa, love u guys