Rehabilitating A Heart

3 And you begin to wonder why you came.


Notas iniciais
Perdão a demora, eu tive que refazer isso pelo menos umas cinco vezes. A história estava meio lenta, dei uma acelerada nas coisas. Espero que não se importem, nada muito peculiar, só pulei um pouco do que não era muito necessário.

Naquele dia, Stiles depois de andar por vários lugares e não ser bem vindo em nenhum deles, voltou para casa. Ele tinha uma promessa a cumprir com seu pai, mesmo ele não se importando muito devido ao trabalho, era o único que ainda não tinha desistido dele.

Na volta, ainda teve o desprazer de passar perto da escola, ver Allison com Scott e Lydia e Jackson abraçados, e conversando. E quando viram Stiles, riram. Ele não soube o porquê, mas talvez fosse por estar chorando como um idiota. E era isso que ele achava ser, um idiota.

Em casa, lavou toda a louça que ainda restava, arrumou cada canto da casa. Isso parece ser mais fácil de se fazer, quando se está triste. Você pensa enquanto faz, e quando percebe, terminou todo o serviço, mas não encontrou uma solução para tudo. A casa não podia estar mais limpa. Poeira foi tirada, chão encerado, banheiro lavado, quartos arrumados, algumas roupas que já estavam na máquina de lavar, lavadas.

Quando enfim terminou todo o duro e difícil trabalho doméstico, subiu para seu quarto para se deitar um pouco. Passava das seis da tarde, e ele realmente havia passado o dia todo em casa, limpando. Estava apenas com o café da manhã, que tomou no metrô no estômago, e realmente não sentiu mais fome depois daquilo. Talvez porque engoliu muito choro e muitas palavras que não foram ditas.

Olhando novamente para as paredes de seu quarto, deitado na cama, ele podia jurar que se passasse mais algumas semanas assim, iria se tornar parte da decoração dali. Logo quando começou a querer pegar no sono, seu celular tocou. O toque era muito alto, já que nunca recebia ligações, ou nada do tipo, não havia razões para colocar o celular no silencioso.

Deu um salto da cama quando olhou o número. Scott. Realmente, nenhuma noticia no mundo seria melhor que receber aquela mensagem. Mesmo que ele ganhasse na loteria, não ficaria tão feliz quanto ficou ao recebê-la. Seus olhos brilhavam, e ele ficou admirando aquele nome, de seu melhor amigo de infância por vários segundos, antes de abrir a mensagem e ver o que havia.

Como tudo na vida, as coisas não são assim tão boas. Na vida de Stiles principalmente, coisas boas não costumavam acontecer com frequência nenhuma. E no termino daquelas poucas palavras, Stiles se tivesse uma mentalidade mais fraca, jogaria o celular contra a parede com todas as suas forças. Mas talvez, não houvesse forças. Segurou o celular contra o peito, e afundou sua cabeça sobre o travesseiro, deixando que silenciosas e nada tímidas lágrimas escorressem por seu rosto.

“Bua, bua... – Jackson”, dizia a mensagem. Como Scott podia ser tão cruel? Ele ainda tinha o número de Stiles no final das contas, mas o usou para o pior. Não havia apagado o número do “amigo”, mas apenas o guardou para isso... Emprestar para um idiota fazer piada de Stiles... Como ele podia?

Além de tudo, Stiles estava cansado. Não só por ter arrumado a casa, melhor que ela já havia sido arrumada nos último três anos. Mas também, cansado de ser uma pessoa triste. Estava cansado de chorar e se humilhar pelo pouco que os outros estavam dispostos a dar, enquanto ele, dava sempre o melhor de seu melhor. Pegou no sono enquanto chorava, mas com a certeza de que, talvez, quando acordasse, não seria mais o mesmo.

*~*~*~*

Na manhã seguinte acordou bem disposto, o sol brilhava e seu pai devia estar dormindo ainda, pois não ouviu nenhum barulho de nada caindo. Ser desastrado deveria ser de família, e se for, os Stilinsk’s tinham isso de sobra. Seu celular sobre a cama, ainda estava do mesmo jeito da noite anterior. Sem mais uma ligação.

Foi ao banheiro, lavou o rosto por várias vezes, como se aquilo lavasse também sua alma. Escovou os dentes de forma demorada, mas não foi o bastante. Ainda havia algo nele que não o deixava se sentir bem. Tirou suas roupas e foi para debaixo do chuveiro. Deixou que a água caísse, limpasse tudo. Vestígios de lágrimas, suor, dor.

Saiu do banheiro com uma toalha enrolada na cintura, deixando alguns rastros molhados em formato de pegadas por onde passou. Entrou em seu quarto e começou a se secar melhor, pensando em alguma roupa que pudesse usar. Mesmo que ficasse em casa, quase nunca usava bermudas, apenas calças.

Trocou de roupas, escolheu uma troca de roupa bem básica, para ficar em casa em um domingo ensolarado, uma calça leve e larga, uma blusa clara e seus chinelos de dedo que só usava em casa.

Voltou para cama, porque ela não iria se arrumar sozinha, lentamente, porém sem nenhum pouco de preguiça, começou a esticar os lençóis e as colchas. Tirou seu celular de lá, deixando-o na mesa do seu notebook ao lado da cama, sem olha-lo direito. Quando terminou, pegou o celular para conferir as horas. E lá estava.

Cinco ligações perdidas. Seu coração acelerou, pensando ser de seu pai, mas algo extremamente desgastante desceu por sua garganta quando viu o nome ali gravado: “Scott”. Pensou fria e cautelosamente antes de simplesmente ignorar aquilo. O celular tocou mais uma vez, em suas mãos, e quase caiu no chão pelo susto daquilo. Mas sem nenhuma dúvida o garoto encerrou a chamada e desligou seu celular.

Desceu as escadas, e de alguma forma, se sentia bem em ter feito aquilo. A louça não estava tão desarrumada no final das contas, apenas seu pai devia ter comido alguma coisa quando chegou em casa, talvez estivessem até lavadas se ele não tivesse com tanto sono, então o garoto nem olhou para a cozinha, indo diretamente para a sala. Poucos segundos antes de se jogar no sofá e ligar a TV, a campainha tocou.

Era normal a campainha tocar tanto na casa de Stiles, quanto na de qualquer um, mas de alguma forma, ele ficou desconfortável com aquilo. Como se fosse um pressentimento. Encarou a porta por alguns minutos, preso em pensamentos.

“E se for Derek? O que eu falo? Chamo pra entrar?” a campainha tocou novamente, fazendo o garoto voltar a realidade e caminhar até a porta.

– Oi?! – Disse assim que abriu a porta.

Stiles poderia desmaiar ali ao ver quem estava lá. De todas as pessoas do mundo, nunca esperaria aqueles dois em especial, não mais. Esperaria sua falecida mãe montada em um gnomo de natal na porta, mas os dois não.

– Stiles! – A garota sorriu. – Oi, podemos entrar?

O garoto não sabia o que falar, olhava para eles como se fossem dois fantasmas. Em um momento onde lembrou da raiva que sentiu por todas as vezes que o abandonaram, sua mão se moveu sozinha, começando a fechar a porta.

– Desculpe, mas não acho que vocês queiram estar aqui, então... – respirou fundo – não. Não podem entrar – respondeu, tentando terminar de fechar a porta, mas não conseguiu, pois o pé de Allison não deixava.

– Stiles, por favor! Você vai me machucar, viemos aqui ver você!

– Machucar? Ah, disponha de todas as outras vezes que vocês fizeram isso – murmurou com amargura.

– Stiles... – Scott chamou, olhando para o rosto do amigo – vamos conversar, tudo bem? Depois disso, você escolhe o que quer fazer ou pra onde quer nos mandar.

O garoto cedeu. Deixou de segurar a porta, que foi empurrada suavemente pelo pé da menina que estava sendo apertado ali. Ambos os visitantes sorriram, entrando de mãos dadas. Stiles entrou na frente deles, estendendo os braços, mostrando os sofás.

– Sintam-se em casa – ironizou, rolando os olhos.

– De alguma forma... eu realmente me sinto em casa aqui... – Scott comentou.

– Por que vieram? A mensagem de ontem não foi o bastante?

– Stiles! Por favor, deixe de lado a defensiva um pouco! – Pediu Allison. – Aquela mensagem não foi Scott que mandou, e ela é uma das razões de estarmos aqui sim. Mas não pelo que pensa...

– Podem se explicar, se quiserem – respondeu. – Só não acho que mudará algo, mas sintam-se a vontade.

– Jackson é um idiota, isso que viemos explicar – Scott disparou.

– Ele sente inveja de você, Stiles. É filhinho de papai, então não entende o quanto você se esforça, por isso tenta te por pra baixo. E nós... – Allison fez uma pausa.

– Vocês...?

– Você sabe... deixamos muita coisa pra trás pra andar com eles, coisas importantes?

– Tipo o quê?

– Tipo você, Stiles – Afirmou Scott. – Mas até ontem, antes dele pegar meu celular e te mandar aquilo, e do que ele falou... eu não sei se realmente valeu a pena. Não sei se ele é tão amigo quanto eu pensei que fosse.

Stiles respirou fundo. Havia uma desconfiança ali, e era grande. Na verdade, era enorme. Ele não conseguia mais ouvir o que eles diziam e simplesmente achar que eram sinceros, sempre haveria aquela sombra de dúvida escondida ali. Medo de que mais uma vez, fosse uma brincadeira de mau gosto. Não seria a primeira, talvez a mais cruel, mas não a primeira. E talvez, não a última.

– Tudo bem – Stiles disse. – É só isso?

– Stiles... você poderia me perdoar? – Allison pediu. – Nos perdoar, na verdade...

Scott apenas olhava para baixo, realmente parecia arrependido. E Allison nunca deixou de parecer sincera em tudo que dizia, e sempre era, nunca mentiu, ao menos, não olhando nos olhos de alguém. Será que se superaria tanto dessa vez?

– Bem... tudo bem, então, eu acho... – suspirou mais uma vez. – Então... vocês querem algo pra comer? Beber?

– Podemos ajudar a preparar as coisas? – Allison perguntou.

– Como nos velhos tempos...? – Scott completou.

– Como nos velhos tempos! – Stiles abriu um sorriso. Ainda havia mágoa ali, mas quem não perdoaria seus melhores amigos, mesmo com todo o orgulho?

*~*~*~*

O despertador tocou. Não passou muito tempo e lá estava seu pai dando duas fortes batidas na porta do quarto de Stiles, para garantir que o filho já estava acordado. Ainda meio zonzo pelo sono, Stiles levantou lentamente. Olhou para sua mochila e material escolar e de repente, uma incerteza apertou-lhe o peito. Era hoje, enfim, o dia de escola. Não pensava que seria tão diferente, mas pelo menos, mais suportável devia ser.

Desceu e novamente encontrou seu pai brigando com a cafeteira. Era quase uma rotina ouvir os murmúrios do xerife com a cafeteira durante as manhãs, ele a xingava e ela ringia. Eram quase como um casal “feliz” com seu mau humor matinal.

– Bom dia – Stiles cumprimentou.

– Bom? – Estranhou. – Primeira vez que você me dá “bom” antes de dia em alguns anos, você sabia?

– Bom humor, talvez... – Stiles sorriu tímido antes de puxar a cadeira e se sentar. – Quebrou de novo?

– Não, só está com sono – se referiam à cafeteira. – Quando o café esfriar ela vai funcionar como nova...

Tomaram o café com bastante calma, enquanto comiam algumas rosquinhas já murchas, do dia anterior, que o pai de Stiles não teve tempo de comer, logo depois já estavam prontos para sair. A conversa daquela manhã, ao contrário das demais, foi agradável e duradoura.

– Carona pra escola? – Ofereceu.

– Não, acho que vou de pé mesmo...

– Logo vai ter seu jipe de volta, Stiles. Você entende porque eu fiz isso, não é?

– Entendo... – Respondeu baixo, se lembrando das burradas que havia feito.

– No final de semana, ele volta a ser seu!

– Sério? Mas... E os três meses? E... Esquece! Você é o melhor pai do mundo! – O garoto pulava e sorria como uma criança, como há muito não fazia.

Como era xerife, tinha que sempre chegar mais cedo na delegacia, então saia primeiro que o filho. Assim que saiu, não demorou muito e lá estava Stiles trancando a porta principal com sua mochila nas costas. Caminhou alguns metros até ser surpreendido pela buzina de um carro, esperou buzinar novamente para olhar.

– E ai, uma carona? – Scott perguntou, abrindo o vidro do banco de passageiros.

– Ah...

– Vamos, Stiles, entra! – Allison falou, montando em cima de Scott, quase se deitando entre o banco de motorista e passageiro, tirando a cabeça para fora da janela.

Com um sorriso maior que o rosto, o garoto entrou no carro, sentando-se no banco de trás, ficando no assento do meio, entre os dois. E era quase tudo como sempre foi. O mesmo gosto musical, as mesmas conversas duradoras que terminavam quase todas em gargalhadas, piadas sobre as roupas de Stiles, queixo de Scott e a sobrancelha de Allison... como sempre foi e devia ser.

Chegando na escola, uma surpresa um tanto não agradável para Stiles. Lydia e Jackson aguardavam, guardando a vaga no estacionamento de Allison. E então o silêncio se instalou no carro. Ninguém disse uma palavra. Allison foi a primeira a tirar o cinto de segurança, seguida de Scott e Stiles. Saíram os dois do banco da frente primeiro. Lydia se aproximou, ladrando qualquer coisa, e Jackson, como um cãozinho, atrás. Então Stiles saiu do carro também.

– Fazendo caridade agora, Argent? – Jackson perguntou, fazendo Stiles olhar para baixo e encolher os ombros.

– Ou ele se enfiou lá e vocês não viram? Podemos chamar a policia... – Lydia disse em seguida.

Allison olhou para Stiles, e depois para Scott que estava apertando o maxilar, o que deixava seu queixo mais torto que o normal. Stiles parecia alguém que estava pronto a sair correndo dali em pranto a qualquer segundo. Lydia fez mais alguma piadinha sobre o garoto, e depois mais algumas, mas apenas ela e Jackson riam daquilo.

– ... E o que ele ainda está fazendo aqui? – perguntou a ruiva, no fim de uma das suas piadas de mau gosto.

Stiles se virou de costas para sair, então foi vez de Allison.

– Ele está aqui, porque foi com ele que eu vim, não com vocês – disparou a menina, caminhando até Stiles, colocando sua mão no ombro do garoto. Scott veio logo atrás, ainda encarando os dois.

– Então vai no trocar por isso? – Perguntou a ruiva. – Ótimo, Argent. Bela troca. Já era de se esperar, de pessoas como vocês...

– Pessoas como nós não julgamos um amigo, Martin – Allison respondeu no mesmo tom de provocação.

Jackson avançou contra a garota, como se realmente fosse bater nela, Scott entrou na frente, empurrando-o para trás.

– Não com ela, garotão – falou, deixando sua expressão mais fechada ainda. Era alguns centímetros menor que Jackson, mas isso não parecia ser problema para ele.

– Scott... não vale a pena – Allison o interrompeu. – Vem, vamos pra aula.

O namorado da garota parou no mesmo instante, dando as costas para os dois como se fossem completos desconhecidos. Allison ainda estava com a mão sobre o ombro de Stiles, e deitou a cabeça lá enquanto andavam, Scott, do lado oposto ao que a mão de Allison estava, caminhava ao lado de Stiles, ainda bufando, indo para a sala da primeira aula.

*~*~*~*

Consciência era uma coisa que não estava muito no seu dia-a-dia. Já havia feito muita coisa errada, desde que perdeu tudo, e nunca se sentiu culpado. Mesmo assim, dessa vez, algo estava diferente. Ainda haviam alguns pães que, mesmo não sendo frescos, ainda estavam deliciosos.

Era do tipo orgulhoso, não gostava de se sentir em dívida com ninguém, até porquê, no mundo onde vivia, dívidas podiam custar vidas. Já passava um pouco da hora do almoço, a quem devia, com certeza devia estar na escola. Não sabia em qual, mas apenas havia uma perto dali.

Pegou um casaco para enfrentar o frio, poderia chover ou nevar a qualquer instante. Pegou também seu cachecol velho e alguns trocados. Saiu dali, olhando para trás o tempo todo, se perguntando por que estava fazendo aquilo. Mas era algo muito mais importante que qualquer resposta que pudesse dar.

Subiu as ruas, já estava na hora dos estudantes daquela escola saírem, caminhando lentamente para não chegar cedo demais, devido seu péssimo humor, odiava esperar. Pensou em devolver o dinheiro pro garoto, olhou em suas mãos e desistiu. Não podia dar aquelas notas amassadas e surradas para ele. Ele não as merecia, seu valor não importava, tinha de ser algo em boas formas, assim como o que ele havia lhe trazido outro dia.

Ia levar um hot-dog, mas não tinha certeza se era uma boa ideia, acabou por passar em uma padaria qualquer e comprar um sanduiche. Seu favorito de qualquer hora, não era muito pesado, não que se importasse com isso, mas seu sabor era divino, o melhor que já havia experimentado.

Assim que comprou, continuou subindo as ruas, até enfim chegar próximo à escola. Não podia entrar pela porta principal, mas poderia pelo menos ficar em um lugar onde poderia vê-lo com certeza, então, foi para o estacionamento do colégio.

Não sabia como iria dar aquilo, nem o que falaria, apenas daria e depois, não sabia. Talvez dissesse para nunca mais procurá-lo, ou agradeceria antes e depois diria isso, ou não diria nada, ainda não tinha pensado nisso.

– Hei, drogado! – Ouviu alguém gritar. – Aqui não é lugar pra pessoas como você não!

Olhou na direção, um garoto loiro junto com uma turma, todos com jaquetas de time de futebol americano, dois estavam sentados em cima do capô de um dos carros, alguns estavam encostados sobre o mesmo e alguns já estavam andando em direção a ele.

Não deu atenção, simplesmente continuou andando, iria ficar debaixo de uma das árvores que tinham ali, aqueles garotos deviam estar cabulando aulas, e Derek não viu vantagem nenhuma em espancar algum deles e ir para a delegacia por causa deles.

– Não ouviu não, trombadinha? – O mesmo garoto loiro provocou, andando com outros dois ao seu lado. – Não tem nada pra você roubar aqui.

Apertou os punhos e maxilar, aquilo começara a irrita-lo. Mesmo assim, caminhou silenciosamente até a sombra da árvore, mas antes que pudesse chegar lá, algo atingiu com força sua cabeça. Levou a mão até o local rapidamente, logo em seguida viu uma pedra cair no chão. Olhou para trás e os outros dois garotos estavam com pedras nas mãos e o mesmo loiro ria, aparentemente foi ele quem jogou.

Derek se voltou para a direção do garoto, pensando em arrancar todos os dentes da boca dele com um único soco, e quando se aproximou, um dos outros dois que estavam do lado o empurrou. Devia ter o dobro do tamanho de Derek, não de altura, mas de largura.

– O drogado quer brigar? – Perguntou, o garoto que o empurrou.

Voltou-se para a direção do garoto gordo, correndo até ele, mas novamente foi atingido por algo nas costas. O outro garoto havia batido em suas costas com um bastão de beisebol. Quando pensou em olhar para trás, tomou um soco do garoto que o empurrou, depois um chute do loiro, o derrubando no chão. Ambos, o gordo e o loiro continuaram o chutando. O embrulho do sanduiche que estava em suas mãos foi tirado pelos pés dos garotos e pisoteado pelos mesmos.

Enfim o sinal bateu, fazendo com que todos os alunos começassem a sair. Os garotos que estavam chutando Derek pararam, e voltaram para o carro onde estavam os outros. Se saudaram, como se fizessem algo e merecessem um prêmio.

Havia um filete de sangue em sua boca, seu abdômen doía, principalmente na região das costelas, achava que havia quebrado alguma. Sua jaqueta havia se ralado por completo no chão, revelando parte de seu cotovelo esquerdo, ensanguentado. Tentou se levantar, mas a dor nas costelas e nos braços não deixava. Também doía as costas e a cabeça, que foi atingida por uma pedra.

Continuou deitado no chão, e todos os alunos passavam por ele, alguns desviavam, outros passavam tão perto, que podiam pisotea-lo sem nem se importarem. Então, pode sentir uma sombra parada em sua frente por tempo demais, levantou a cabeça, sua visão começava a ficar turva, mas reconhecia aquele garoto.

– Oh meu Deus – Allison levou a mão à boca.

– Cuidado Allison, vamos por aqui – Scott colocou a mão em seu ombro, puxando-a para o outro lado. Apenas Stiles continuava parado ali.

– S... S-stiles – chamou. Era difícil falar com a boca cheia de sangue.

– Stiles! – Allison chamou. – Você o conhece? – Perguntou. Stiles achou que ela iria desfazer de Derek só por estar machucado no chão, mas os olhos da menina tinham ternura de uma mãe preocupada, como sempre foram.

– Não – disse em seguida, caminhando até eles. – Nunca o vi antes.

Ao ouvir isso, Derek não disse mais nada, abaixou a cabeça e ali ficou. Stiles, Scott e Allison foram até onde estava o carro na vaga. Alguém que estacionou do lado fez o favor de sair da vaga encostando no carro da garota, deixando-o riçado desde a porta do motorista até a traseira do carro. Como era prata, não aparecia muito, mas estava lá. A Argent viu, mas preferiu pensar que não, Scott não gostaria de saber, Stiles também não. E algo a incomodou naquele cara no chão, não tanto nele, mas pelo modo que Stiles o olhava.

*~*~*~*

Notas finais
Muito obrigado por todos os comentários que vocês vem deixando, me ensinam muita coisa, me ajudam a moldar melhor a história e também me deixam muito feliz. Se eu não respondi ainda alguns, mil perdões, mas eu li todos e vou responder todos. Love u guys ♥