Rehabilitating A Heart

4 I don't wanna be the end of his life.


Notas iniciais
Vejo que vocês foram tão carinhosos nos comentários que eu tive que postar o capitulo. Um dos que mais me chamou atenção foi "Cadê o resto? Vamos! Não abandone a fic!". Deus, como eu amo vocês

Um amontoado de alunos se formava no lugar. Alguns, olhavam curiosos, outros tentavam pedir espaço enquanto ligavam para a emergência. Havia um pouco de sangue dentro da boca de Derek, que aos poucos, enquanto recobrava a consciência, cuspia. Quando alguns dos alunos que chamaram a emergência notaram que ele tentava levantar, tentaram impedir, mas não conseguiram nada além de algumas ameaças.

– Cala a boca! – Gritava com o aluno que não o queria deixar sair.

Cambaleando, saiu do local da escola, limpando o filete de sangue seco que se formou, descendo a linha de sua boca. Ainda estava meio atordoado, de todas as partes de seu corpo, a que mais doía era seu abdômen. E claro, seu orgulho. Não tinha como saber o que era mais amargo: o gosto de sangue na boca ou o arrependimento.

Mas não aguentou muito, então a ambulância chegou o levando para o hospital, mesmo a contra gosto. Não havia quebrado nada, mas estava bastante ferido. Limparam cuidadosamente todos os ferimentos.

– Vamos ter que enfaixar esse pulso que abriu e vamos passar uma faixa pelo seu abdômen também, está roxo – o enfermeiro falava, examinando Derek, que estava apenas de cueca no hospital, se sentindo um idiota por estar ali.

– Ei! – Reclamou quando ele começou a passar um algodão com algum medicamento sobre sua cabeça.

– Calma! Foi apenas um aranhão, mas se infeccionar vai piorar!

Derek segurava seu braço que tinha o pulso aberto, como se aquilo fizesse a dor ir embora. Quando terminou de desinfetar o machucado da cabeça, passou para a boca de Derek, olhando com cuidado.

– Foi bem feio a briga, hein? – Perguntou o enfermeiro.

– Não foi um só, foram um grupo – respondeu ranzinzo, olhando o nome do enfermeiro bordado em sua blusa “Danny Māhealani”.

– Sei bem como são essas pessoas. Cismam com alguém e acham que violência vai resolver tudo... – comentou, enquanto limpava o sangue seco que estava sobre o queixo de Derek.

– Se fosse apenas um... – Ele disse, sentindo raiva.

– Mas sabe? É melhor assim...

– Melhor ser espancado? – Indagou incrédulo.

– Não, melhor não ter reagido, não ter batido em ninguém. A policia vai resolver isso e eles vão ser detidos.

– Não creio que eles se importariam com alguém como eu... – Gemeu de dor quando o algodão com medicamento se aproximou do seu lábio inferior. Estava inchado e ardia.

– Por que acha que não vão se importar com você? – Perguntou, o olhando por um momento.

– Ninguém se importa – ele disse –, depois que perdi tudo, quem sou eu? Um ninguém.

– Eu me importo – Danny disse. – E não acho que deva se colocar tão pra baixo. Às vezes, quem perde o teto ganha as estrelas, sabia?

– Mas estrelas não te protegem da chuva, nem do frio, nem de nada. É preciso um teto.

– Calma, foi só uma frase popular – Danny riu, acalmando Derek que riu também, pode sentir o gosto amargo do medicamento em sua boca, mas não reclamou. Danny parecia ser uma pessoa boa, não era qualquer um que cuidava bem assim de desconhecidos, mesmo sendo sua profissão.

Por um momento, Derek pensou em ficar feliz. Mas lembrou a causa de tudo e ficou triste de novo. Stiles havia o cativado, como Danny estava fazendo. E no momento que precisou, ele não estava lá.

– Se quem perde o teto ganha as estrelas, quem perde o chão... ganha o quê? O inferno? – Derek perguntou.

*~*~*~*

Stiles havia ido para casa e dormido naquele dia. Ao menos no primeiro dia, não houve remorso. No dia seguinte, Allison também apareceu para busca-lo, e assim, uma semana se passou. Foram ao parque juntos, também aos campeonatos da escola, no qual Allison participava da natação. Scott e Stiles também praticavam lacrosse, mas nenhum dos dois eram bons o bastante para estar no time.

O tempo foi amargo, principalmente com Stiles e Scott, era mais difícil focar em amizade sendo que, no fundo, ainda havia uma desconfiança na parte de Stiles. Allison sempre tentava fazer com que os dois conversassem normalmente, talvez por ser uma garota, era mais fácil tentar ligar os dois novamente e, aos poucos, estava conseguindo.

O remorso não batia à porta de Stiles com muita frequência, mas estava sempre presente, de longe. Com o fim de semana chegando, trabalhos de escola, treinos e também um tempo para descanso, foi o primeiro dia desde então que Allison não havia buzinado na porta de Stiles de manhã.

– Fico feliz que tenha reatado amizades – seu pai dizia enquanto tomavam café.

As coisas tinham melhorado, até mesmo seu pai tinha notado que Stiles andava mais sorridente ultimamente, que não reclamava para ir pra escola e até mesmo acordava de bom humor.

Na escola, não se metiam mais com Stiles. Às vezes tentavam, mesmo assim, Scott e Allison sempre estavam do seu lado, então era mais difícil o atingirem. Não estava mais sozinho.

Stiles teve seu jipe de volta, mesmo assim, não fazia mais tanta diferença, já que quase para todos os lugares que iam, sempre iam no carro de Allison que detestava andar a pé. Também, seu carro era quase como um guarda-roupas de emergência, lá tinham roupas de banho e trocas novas, já que com os campeonatos não tinha muito tempo de ficar indo e voltando em casa.

Combinaram de se encontrarem à noite, perto do parque central, que não ficava muito longe da escola. Talvez por ansiedade, Stiles havia saído quase duas horas adiantado. Chegou ao parque e sentou-se em um dos vários bancos de praça que haviam por lá, ficando por olhar as crianças correrem, os pombos se alimentando e os casais namorando.

Quando enfim viu Allison e Scott se aproximando, desviou o olhar até que se aproximassem mais, fingindo que ainda não os tinha visto. Os dois se aproximaram animados, A Argent grudada no braço de Scott como se ele fosse fugir. Ela estava com uma toca de lã na cabeça de cor âmbar, combinava com seus olhos. Também estava de casaco e cachecol. Stiles só percebeu que estava realmente frio e ele não havia trazido nenhum agasalho quando viu a garota que, todas as manhãs entrava numa piscina que nem sempre estava aquecida, tão bem agasalhada. Scott não estava diferente, estava com uma blusa de manga comprida, calça jeans e cachecol. Apenas Stiles estava de calça jeans e blusa de manga curta.

– Stiles! – Chamou a garota. – Não está com frio? Eu estou congelando, mesmo com essa blusa.

– Você deve estar resfriada, não está tão frio assim... – Scott comentou.

– E você está de blusa porque é verão?! – Perguntou sínica.

– Não é tão exagerada quanto a sua!

Stiles olhava para os dois, sorrindo bobo, para a discussão de casal dos dois sobre quem estava certo e quem estava errado, no fim, acabaram não saindo do lugar, apenas concordando que Stiles estava “destemperado” se não estivesse sentindo frio, porque estava frio. Não levou mais que dois minutos e estavam os três andando pelo parque.

– ... E então, quando eu achei que já estava perdendo, eu toquei a outra parte da piscina e ganhei a competição – Allison falava –, claro, foi só um treino, mas eu sou a melhor nadadora de lá. A treinadora disse que vou representar o estado, e se ganhar, vou representar o país!

Chegaram a um típico barzinho frequentado por estudantes. Como ainda não era noite, o lugar não estava lotado e puderam pegar uma ótima mesa. Allison não bebia, tinha de cuidar da saúde devido a grande responsabilidade que a escola estava depositando nela. Scott foi quem fez os pedidos, um suco para Allison e algumas bebidas mais fracas, mesmo assim alcoólicas para ele e Stiles.

Depois de alguns goles, o gelo ficou mais fácil de quebrar. Stiles sentia a bebida descer queimando por seu estômago, enquanto esquentava seu corpo. O frio, lentamente, se dissolvia com o álcool.

Os assuntos giravam em torno de Allison e sua capacidade de nadar, dentre suas outras características, como boa aluna, e ótima pontaria no arco e flecha também, o que ela levava como um hobbie e não dava a devida pratica para aquilo, que já era boa naturalmente. Também, sobre como era ficar no banco assistindo os jogadores se matarem em campo numa partida de lacrosse, o que era a única coisa que Scott e Stiles entendiam. Allison permitiu-se sorrir, vendo os dois conversando e trocando mais que apenas cumprimentos.

–... E também, algo me incomodou a semana toda – comentou a garota –, vocês não acham estranho aquele cara aparecer do nada no colégio?

– Cara estranho? – Scott perguntou.

– É! Aquele que foi espancado e estava caído no chão. Não o vimos mais, será que ele ficou bem?

– É um trombadinha, Allison, ninguém se importa – Scott respondeu, não dando a mínima para como aquele cara devia estar.

Stiles, nesse momento, não disse nada. Apenas ficou olhando para a bebida no copo. Suas mãos, sobre suas pernas, estavam fechadas, e ele apertava os punhos com força. Não sabia como, mas sentiu vontade de defender Derek, mesmo que seja um pouco. Ele não devia ser assim tão ruim.

– O que disse, Stiles? – Allison perguntou.

– Nada! – Exclamou assustado.

– Como assim não deve ser tão ruim?! – Scott perguntou. – Claro que é ruim! O que um cara daqueles ia fazer em um colégio? No mínimo ele foi lá roubar um carro.

– Eu não quis dizer exatamente isso – Stiles confessou. – Só que, você sabe, algumas vezes as pessoas não são o que aparentam. – “Droga, eu não tenho que defendê-lo”, pensava.

– Talvez – Allison concordou –, não é legal julgar os outros – olhava preocupada para Stiles.

– Acho que só pela forma que ele se veste, já está pedindo para ser julgado – Scott, talvez por beber pelo menos três vezes mais que Stiles, começava a dar sinais de sua embriagues.

– Talvez ele não tenha outras roupas! – Stiles falou. Sua voz saiu mais alta do que ele queria.

– Isso não é problema nosso. Estão precisando de lixeiros e garimpeiros pela cidade inteira! – Disparou.

Allison o olhou perplexa. Stiles não sabia o que falar com aquilo. Pela primeira vez desde que voltaram a se falar, quis socar a cara de Scott com tanta força, para que ele nunca mais abrisse a boca para dizer uma só palavra. Stiles suspirou e se levantou, indo em direção ao banheiro, sem avisar.

– Tá vendo?! – Indagou ainda perplexa. – Scott, as coisas não funcionam assim. Quem sabe Stiles conhece, ou algo assim? Um parente talvez, eu não sei... Para com isso! – Pediu, o olhando por alguns instantes.

Estava com uma cara emburrada, mesmo assim, era óbvio que aquilo não tinham nem de longe passado perto de corrigi-lo. Ele havia pedido mais daquela bebida, dois copos, para ele e Stiles, mesmo que o amigo não tenha terminado o primeiro.

Allison se levantou, indo em direção aos banheiros masculinos. Alguns caras que estavam por lá, olharam para ela, outros assoviavam, e a chamavam de nomes. Um dos caras que assoviaram, postou-se a frente dela e perguntou:

– Não ouviu eu assoviando pra você, gata?

– Olha, – Allison colocou a mão sobre o ombro do rapaz, apertando. Ela tinha bastante força nos braços pela natação, o que intimidou-o – não respondo assovios em lugar algum. Sou uma mulher, não um cachorro – pressionou com força a unha por cima da camisa do cara, que ficou com uma expressão de espanto. Aparentemente não era afrontado assim por mulheres. – Se não quiser arrumar encrenca, me dê licença. Você não me conhece... – Ameaçou com seu olhar mais frio e assassino.

Sem pensar duas vezes, o cara saiu da frente. Os outros gritaram e caíram na gargalhada. Antes de entrar no banheiro, pode ouvir alguém gritando “essa ganhou meu respeito”.

“Como se seu respeito significasse algo pra mim”, pensou, entrando no banheiro. Haviam alguns caras lavando as mãos e olharam assustados para Allison na porta.

– Podem me dar licença? – Pediu.

– O banheiro das mulheres é do outro lado, moça – um deles apontou.

– É importante...

Os demais saíram, restando só Stiles que lavava seu rosto, se encarando no espelho. Era incrível como Allison conseguia mudar seu olhar frio de assassino para um olhar doce que pedia favores. Assim que saíram, ela caminhou até a porta, a trancando por dentro.

– Stiles... – começou.

– Não dá. É como se não se encaixasse, sabe? Como se tudo isso parecesse forçado demais...

– Ele não disse aquilo por querer, ele fica insuportável quando bebe, você deve saber, os aniversários dele ele...

– Os aniversários que eu não fui convidado – disparou, interrompendo-a.

– Tudo bem, perdão. Mas Stiles – colocou a mão sobre o ombro, o encarando pelo espelho –, é difícil pra ele também. Não que você seja um problema, longe disso. Mas ele sente sua falta, mas é difícil demonstrar.

– Ele está mandando muito bem... recomendo.

– Sem ironias, por favor – pediu, permitindo-se sorrir. – Mas agora, me diga... o que te incomodou tanto no assunto do “cara do colégio”? É algum parente seu? Percebi que você ficou tenso quando o viu, achei que fosse pelo sangue...

– Havia sangue?! – Perguntou de repente, olhando espantado para Allison.

– Um pouco – ela disse, ouvindo batidas e reclamações na porta –, mas pouco mesmo. Você não me respondeu... é algum parente seu, algo assim?

– Algo assim... talvez um amigo.

– Eu tenho quase certeza de que ele fica com um pessoal bem barra pesada...

– Ele não tem onde ficar. Talvez se aproxima porque precisa de dinheiro ou comida...

– É, talvez. Olha, pode me contar qualquer coisa que precisar – revelou –, agora vamos, porque se não vão arrombar essa porta – comentou, rindo baixinho.

Stiles riu também, assentindo para a garota. Caminharam até a porta, e a abriram. Ouvira vários “finalmente”. Outros mais indelicados ainda disseram “vocês não podem usar esse banheiro como motel”, ambos os ignoraram. Eram apenas estudantes estúpidos e bêbados.

Voltaram para a mesa e Scott estava deitado sobre os braços. Haviam seis copos sobre a mesa vazios. Até mesmo o restante da bebida de Stiles ele tinha bebido, deixando apenas o suco de morango de Allison, como se aquilo fosse um acido venenoso que ele não pode tocar.

– Acho que águem dormiu... – Allison comentou com humor, apontando para Scott. Stiles e ela riram daquilo – Me ajuda levar ele para o carro?

Stiles assentiu e saíram os dois, carregando Scott que reclamava de tudo estar rodando, outras vezes dizia coisas engraçadas e sem sentido que quase derrubava os três de tantas gargalhadas. Colocaram ele deitado no bando traseiro do carro, deixaram as janelas abertas para que ele respirasse um pouco antes de começarem a dirigir e correr o risco dele vomitar no carro de Allison.

– Até que foi divertido... – Ela comentou, enquanto se encostavam no carro.

– É... foi... – Stiles admitiu sorrindo, estava com tanto frio que batia o queixo.

– Fazia tempo que não saiamos os três assim...

– Você não está brava? Digo, ele é seu namorado e está “trebado”!

– Bem... acho que não vale a pena. E digamos que não somos namorados. Temos uma amizade bem diferente.

– Amigos que se beijam... – Stiles comentou, olhando para cima. Não havia uma estrela se quer no céu nublado, mesmo assim, estava lindo.

– É... amigos que se beijam... – Ela repetiu com um sorriso tímido, deitando a cabeça no ombro de Stiles. Só quando ele sentiu o calor da menina que pode perceber o quanto estava frio.

Com receio, Stiles segurou a mão de Allison que retribuiu o toque, entrelaçando seus dedos. O contraste era incrível, quase como se Stiles fosse gelo e Allison brasa ardente. As mãos da garota estavam bem quentes e as de Stiles muito frias.

Allison ficou de frente para Stiles, que segurou sua cintura, puxando o corpo da garota para mais próximo do dele. Se olharam por um instante e Stiles podia sentir o calor daquela proximidade. A Argent era uma garota diferente, ria, brincava, era mais compreensível que noventa por cento das pessoas, tinha traços tão suaves quanto seus toques e sua voz era tão macia quanto fiapos de algodão.

– Melhorou? – Ela perguntou.

– O quê?

– O frio... – Ela disse, sorrindo olhando para o lado, corando um pouco com aquilo.

– Ah, sim, obrigado... – Disse, sorrindo para ela. Levou uma das mãos frias até o rosto dela que se incomodou um pouco com o toque gelado, mas não recuou.

– Precisamos sair mais vezes, conversar mais vezes... – Ela disse, colocando as duas mãos sobre os ombros de Stiles, uma de cada lado.

– É... precisamos... – Admitiu nervoso. Fazia um bom tempo desde a última vez que tinha ficado assim, tão próximo de uma garota.

Na verdade, nunca havia ficado tão próximo de uma garota. E suas pernas tremiam. A proximidade era aconchegante, mesmo assim, era algo que chegava a incomodar. Quase como se quisesse se jogar em um precipício e ao mesmo tempo pular novamente para se salvar.

Allison, percebendo que não haveria investidas da parte do garoto, aproximou seus lábios aos de Stiles, tocando-os suavemente. Stiles não se mexeu, apenas aproveitou o carinho. Depois de um tempo, desistiu de resistir, deixando-se ser beijado, mesmo sem saber o que fazer.

Deixou que a garota o guiasse, e ela parecia ser uma boa professora, embora que estivesse muito na cara que aquele era o primeiro beijo de Stiles. As mãos apertavam-se na cintura de Allison, e ela parecia estar nervosa também, mas levava aquilo como algo natural, algo que Stiles não estava conseguindo. Quando o beijo cessou, ela foi a primeira a abrir os olhos, observando Stiles. Seus olhos ainda estava fechados, ele estava corado e respirava fundo.

Um longo suspiro deixou a boca de Stiles, que abriu os olhos desapontados. Allison não entendeu aquela expressão de qualquer forma, o toque em sua cintura estava quase nulo, não mais a prendendo ali.

– Não foi o que esperava? – Ela perguntou, se desapontando consigo mesma.

– Não é isso... – disse, olhando para Allison.

– Me desculpe... te beijando assim... – Disse, virando o rosto para o lado, tirando uma mecha de cabelo que estava caindo sobre seu rosto, colocando-a atrás da orelha.

– Não é isso que me chateia – admitiu, chamando atenção de Allison, que dirigiu novamente seu olhar carinhoso para ele, o encarando.

– Prossiga... – ela disse, olhando-o no fundo dos olhos.

– Eu acho que desapontei alguém... – disse.

– O cara do colégio? – Perguntou preocupada.

– Talvez...

– Podemos procurá-lo amanhã ou outro dia, você se explica, diz que não sabia como agir ou...

– É... – Disse, sorrindo afetado.

Allison estava prestes a sair daquela proximidade para poderem sentar em algum lugar pra conversarem, então Stiles a puxou mais uma vez, a beijando. Ela não resistiu, retribuindo o beijo que dessa vez, estava bem melhor que da última vez. Mas não durou muito, depois de alguns segundos, Stiles cessou o beijo, a olhando.

– Allison, eu gosto dele – admitiu.

*~*~*~*

Notas finais
*Esconde a cabeça* Não me matem por causa do beijo. Sejam carinhosos como Danny, obrigado, de nada ♥