Regum Urbem
5 Capítulo 5
Eu e Lary nos encaramos por cerca de 10 minutos antes de fazermos qualquer outra coisa, procuravamos o ponto fraco um do outro, analizando a postura, a arma e qualquer outro ponto que nos proporcionasse uma vantegem sobre o outro, mas infelizmente quem achou a vantagem primeiro foi o Lary.
Ele se aproveitou do meu cansaço por estar correndo durante 2 horas pelos corredores do seu esconderijo e avançou em minha direção, as minhas pernas estavam começando a ficar pesadas não estava conseguindo movimentalas.
Na sua investda, ele usou o ombro para me empurrar contra a parede e forçar a minha coluna e costelas contra aquela pedra umida e gelada, mas eu tambem me aproveitei da situação, e cravei a minha faca no seu braço direito(que era o que me precionava contra a parede) e com um rugido de dor ele se afastou, me deixando cair sentado no chão de pedra.
- Você parece ser mau mas na verdade, tem um coração bom, você salvou aquela garota loira do incêndio que matou os pais dela.
- Então você fez amizade com ela em? Pois aqui vai um segredinho para você, quem começou o incêndio fui eu, eu quiz tacar fogo naquela casa por diversão.
- Isso é verdade? — perguntou uma voz feminina que me parecia familiar — é verdade que você matou os meus pais?
- Bom, já que vocês dois vão morrer mesmo, sim, fui eu quem matou os seus pais, e eu só te salvei porque eles me imploraram para que eu te salvasse e me falaram aonde estava o cofre da familia.
- Eu passei 12 anos da minha vida te considerado um herói, mas era tudo mentira, tudo uma fraude. Você me usou todo esse tempo.
Enquanto toda aquela confusão estava acontecendo, eu me aproveitei para atacar o Lary, que distraido não me viu pulando em suas costas até que fosse tarde demais, enfiei a faca em sua jugular e quando retirei, sangue foi jorrado para todos os lados.
Me dirigi até a garota, talvez ela soubesse aonde estava Felipe e a encomenda.
- Qual o seu nome garota?
- Para você, é Malu.
- Então prazer Malu, eu preciso que você me diga se sabe aonde o meu amigo e a minha encomenda estão.
- Ok, me segue.
Depois de 10 minutos andando em becos estreitos e tuneis escuros, chegamos a uma porta que parecia ser de uma despensa, e quando abrimos a porta era mesmo uma despensa, e no chão da despensa estavam Felipe e a encomenda.
Foi a primeira vez que olhei com atenção para o rosto do Felipe, ele tinha feições finas e cabelos escuros curtos em um padrão quase que militar e tinha olhos castanho-escuros.
Ao sairmos da constução que um dia foi do Lary, Malu se deteve e ficou para traz, na porta do esconderijo.
- O que aconteceu?
- Eu não tenho casa para ir.
- Vem com agente então.
- Eu posso ir com vocês?
- Mas é claro.
Depois de dito isso, Malu chorou durante quase o trajeto todo de volta para a cabana, e ela só parou de chorar quando avistou a cabana do meu avô em uma colina um pouco distante de onde estavamos.
A sensação de alivio retirou da minha consciencia toda a preocupação, e na mesma hora a imagem de todas as pessoas que eu matei lá embaixo, como eu pude matalos a sngue frio daquela maneira? Como eu consegui faze-lo tão facilmente?
Aquelas lembranças mecheram com o meu estomago, em seguida a essas memórias, eu estava de joelhos na grama vomitando, e alguns segundos depois, eu perdi a consciencia.
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