Regum Urbem
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Acordei com uma tremenda dor de cabeça e com muita fome, eu estava no meu quarto, depois de refletir alguns momentos, eu decidi levantar e ir até a cozinha para comer alguma coisa, eu tive um sonho muito estranho naquela noite, eu tinha sonhado que eu tinha salvo um garoto da mrote, depois eu fui capiturado por delinquentes e quase beijei uma garota, mas quando eu cheguei na cozinha, eu vi que não tinha sido um sonho.
- Finalmente acordou — disse Felipe com um sorriso no rosto — você dormiu durante 2 dias, a Malu acho que você estava morto e sugeriu que tacassemos o seu corpo em um rio.
- O que aconteceu? — perguntei enquanto tentava ignorar a dor de cabeça.
- Você desmaiou assim que avistou a cabana, e ficou os dois dias em que estava dormindo dizendo coisas como " Não foi minha intenção" ou " Me perdoem".
- Entendo, mas aonde está o meu avô — perguntei com uma preocupação bem evidente — eu preciso saber como ele está e entregar a encomenda para ele.
- Acalme-se Erhen, eu estou bem, e os seus amigos já me entregaram a encomenda — nisso, eu notei que meu avô estava na cozinha — mas foi uma pena você ter passado o dia do seu aniversário dormindo.
Eu tinha me esquecido completamente, ontem foi o meu aniversário, mas como nunca tinha ninguêm para fetejalo comigo alem do meu avô, eu não dava muita importancia para isso, mas algo me dizia que ia ser diferente.
- Bom, o que estamos esperando? — falou malu como quem não podia conter a sua animação — não podemos deixar o aniversário do nosso salvador passar em branco.
- Isso mesmo, enquanto você dormia, nos deu tempo o suficiente para preparar tudo e conseguirmos presentes para você.
Dito isso, me forçaram a ir até a parte de fora da cabana com os olhos fechados.
- Pode abrir os olhos — falou Malu com um tom de voz doce .
Quando abri os olhos, eu não podia acreditar, tinha um bolo de morango na mesa exterior da cabana, bebida(a bebida no nosso caso era suco de varias frutas diferentes), tinha carne suina, bovina e de frango.
- Obrigado a todos vocês — disse com lagrimas nos olhos, sem poder conter mais, corri e abracei todos os três, e já sem poder conter os soluços, desabei a chorar — obrigado, obrigado, obrigado.
Eles me abraçaram de volta e me confortaram, eu nunca tive uma festa de aniversário assim, desde que eu tenho memoria, eu moro com o meu avô, afastado das crianças da minha idade.
- Ta bom, chega de abraços, ta na hora de abrir os seus presentes.
- Primeiro o meu — disse o Felipe, me entregando uma caixa de papelão bem lacrada — eu tenho certeza que você vai gostar.
Abri a caixa com um pouco de dificuldade, mas depois de alguns segundos já estava com o presente em mãos(com presente eu digo o que estava dentro da caixa), era um bracelete, e nele tinha uma pedra vermelha encrustada, o coloquei no braço direito, já que eu era destro e agradeci a Felipe pelo presente.
- Agora é a vez do meu — depois disso, a Malu se começou a se aproximar do meu rosto, eu fechei os meus olhos e me preparei para o beijo, podia sentir sua respiração, igual a sala de tortura daquele labirinto, mas dessa vez quem tomou uma cabeçada fui eu — estou apenas retribuindo o favor de antes, agora sim, o meu verdadeiro presente.
Era maior que o de Felipe, e mais fácil de abrir, dentro estava uma roupa estremadamente bonita e parecia ser bem feita, ela era branca com pequenos detalhes em preto, que, se vistos de frente, formavam duas foices se cruzando, na parte de traz da camisa, tinha um capuz(mesmo ela sendo sem mangâ) e junto tinha uma calça jeans rasgada no joelho.
- E por ultimo, mas não menos importante, o meu.
E nesse momento, meu avô me entregou a suposta encomenda que eu quase morri para pegar.
- Isso é sério? — perguntei, com um pouco de raiva crescendo dentro de mim — você me fez buscar o meu proprio presente, e no caminho eu quase termino morrendo.
- Você não quer?
- Claro que eu quero.
Então abri a caixa misteriosa, a mesma caixa que me causou tantos problemas, a mesma caixa que quase causou a minha morte, o que será que estava dentro dela? Quando abri a caixa de madeira, me deparei com algo inesperado, eram tres pedaços de metal enfileirados.
- Eu mandei fazerem isso para você quando tvocê estivesse mais maduro.
- Mas o que é "isso".
- É um bastão, você une as barras de metal e está pronto.
O bastão tinha cerca de 1 metro de comprimento e era bem leve, e graças ao fato de ser desmontavel, ele era de fácil transporte.
- E tem uma surpresa no bastão, se você bater com ele no chão com foraça, ele libera uma lamina na ponta, qualquer uma das pontas que você bater no chão, sairá a lamina do outro lado.
Com a lamina, o bastão ficava com 1:20 de comprimento, chegando até o inicio da minha caixa toráxica, tornando-o uma arma letal de longo alcance.
- Obrigado, mas por quê está me dando uma arma como presente?
- Erhen, já está na hora de te contar sobre o seu passado, eu prometi a seu pai que te contaria quando você fizesse 14 anos, está na hora de você saber como os seus pais morreram.
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