Goku já estava em casa sendo abraçado por Chichi.

- Fico feliz que você esteja bem – ela o abraçava enquanto Gohan olhava os dois abraçados. — Gohan acabou indo te ajudar, ele nem me ouviu – Chichi o soltou e abraçou o filho. — Ele disse que tinha que te ajudar.

Goku sorriu a eles e disse:

- Eu sei que você não gosta que ele se envolva nas nossas lutas – Ele ficou triste.

- Não teve como eu impedir, afinal ele é seu filho – Ela sorriu a ele e abraçou-o também.

- Eu realmente estou orgulhoso do Gohan – Goku acaricia o cabelo do menino e depois acaricia a barriga de sua esposa.

- Fico feliz que vocês dois estejam bem. – Chichi olha a mão do esposo no seu ventre e sente o seu filho se mexer.

- Menos a Liria – abaixou a cabeça triste.

- O que aconteceu com ela? – Chichi estava preocupada.

- Não... Conseguimos... Ressuscitar a Liria.

- Seu pai deve estar arrasado... – Ela fala tristemente.

- Ele não demonstrou, mas creio que sim.

- Pai, mas tem as esferas de Namekusei.

- Eu sei Gohan, mas agora será impossível falar com ele – Goku abaixou a cabeça e abraçou a esposa.

- Espero que ele fique bem – Chichi corresponde o abraço e eles ficam ali conversando.

Rei Vegeta entra na nave e vê Rind pesquisando.

- Então... Tem respostas para mim? – Ele estava imponente e em tom de ordem

- Tenho sim majestade. – Falou a nave meio triste.

- Tarble está na região B5d4f10.

- Onde fica isso? – Perguntou o rei intrigado com a localidade.

- Planeta Emi, um mês de viagem, fica aqui na galáxia do norte mesmo.

— Ótimo. – Ele disse sem emoção. – Decole... – Deu uma ordem.

Rind o olhou e sorriu. “Não será ruim uma viagem agora”. Pensa ele sem sua amiga de sempre.

- Certo. – Ele o olha com meio sorriso. – Fechando escotilha... Ligando propulsores... – Não tem que se despedir de ninguém majestade? – Rind sorri.

- Cale a boca e decole logo – O rei impaciente como sempre.

- Decolando em cinco... Quatro... Três... Dois... Um...

A nave balançou e começou a ganhar altitude.

Bradock estava no quarto e assustou, saiu para a sala de comando e vê o rei olhando a janela.

- Para onde estamos indo? – perguntou Bardock se aproximando.

- O que esta fazendo aqui inútil? – o rei fez outra pergunta.

- Nada de importante... – Bardock virou o rosto.

- Achei que já estivesse com a lioniana em uma bela festa.

- Vegeta não te disse? – Perguntou erguendo a sobrancelha achando que o rei sabia;

- O que Vegeta tinha de me dizer? – perguntou ele erguendo a sobrancelha e o encarando mal humorado.

- As esferas do dragão não reviveram a Liria – Bardock cerrou os punhos e virou o rosto.

- Na volta podemos passar em Namekusei e usar as esferas deles. – O rei sorriu de canto. “Quem sabe aquela lioniana não vê o rei que eu sou.” Pensa o rei ainda com esperança.

- Ótima ideia majestade, mas onde estamos indo agora? – perguntou olhando a janela e já vendo o universo negro e cheio de pontos amarelos.

- Planeta Emi, onde o filho mais novo do rei está – Rind anunciou.

- Ora sua lata velha eu...

- Posso voltar se quiser, majestade – Rind viu o rei rosnar alguma coisa, sai pisando alto os deixando ali.

Bardock senta-se há cadeira, cabisbaixo.

- Não sabia que Vegeta estava preocupado com o filho caçula dele.

- Difícil imaginar vocês assim preocupados. – Rind comentou por conhecê-los muito bem.

Bardock deu um sorriso lateral.

- Ela faz muita falta... – Ele olhou toda a nave.

- Liria era uma princesa e tanto – O holograma encostou-se ao painel de controle.

- Rind como você virou... Não é... Como você...

- Eu sei o que quer perguntar Bardock, mas não vai gostar da história.

- Diga-me, por favor – Pediu o sayajin, querendo conhecer mais a antiga vida de Liria.

- Eu sou dois anos mais velho que Liria, éramos desconhecidos, eu não sabia que ela era a famosa princesa de Lion, mas nossas vidas era confortáveis, já que o rei e a rainha eram justo e bom com o seu povo, mas um dia eu sofri uma doença... Ninguém no planeta sabia o que era. Não conseguiram curar o meu corpo, mas os lionianos sabiam muitas mágicas, muitos encantos e o poder místico misturado com as metamorfoses, com as ervas, o poder da mente, com a ciência avançada do planeta, entre outros... Bom, todos sabiam o meu destino, a morte, mas o rei sabia que ia precisar de uma nave e com a inteligência dos cientistas liolianos eles criaram essa nave, onde dentro dessa lâmpada – Ele abriu uma gaveta onde havia uma lâmpada amarelo esverdeada. – Minha inteligência e a minha alma foi transferida e eu fui servir a família real como uma nave, todos sabiam que eu poderia ajudar em muitas coisas, mas nunca imaginei que eu ia servir a princesa e confesso que se eu fosse um homem com o meu corpo teria ficado com ela, mas eu sou apenas uma nave que nunca mais terá uma vida humana normalmente, pois minha inteligência é muito superior, eu não adoeço e não morro, pois eu pedi a Bulma para tirar o dispositivo de alta destruição, já que sabia que vocês poderiam precisar de mim.

Bardock ergueu a cabeça e o olhou sério.

- Já que o povo de Lion é místico... Tem algum modo de ressuscitar a Liria?

- Ter até que tem Bardock, mas eu não tenho poderes místicos por ser uma maquina. Só uma pessoa com um poder lioniano muito forte pode fazer isso e também é muito arriscado.

- E não tem nenhum sobrevivente de Lion além de você.

- Não. – Ele responde o olhando.

Bardock abaixa a cabeça meio triste.

- Olha Bardock se ás esferas do dragão de Namekusei não ressuscitar a Liria, eu... – Ele parou com medo de dizer.

- Você o que Rind?

- Posso pedir a Bulma para me transferir para um corpo tipo os dos androides, mas vai levar tempo, depois de eu estar nesse corpo eu posso usar os meus poderes místicos para trazer a Liria de volta. – Ele deu um sorriso tímido. – Porém pode dar errado e nem ela nem eu voltarmos mais.

Bardock olha pensativo para ele.

- Vamos tentar as esferas do dragão de Namekusei depois que o rei ver o Tarble. – Bardock se levanta e sai dali pensativo.

Rei Vegeta tinha ouvido a conversa cerrou os punhos pensado no que tinha acontecido com Liria, no fundo ele gostava dela, mas ela preferiu um terceira classe a ele.

Algumas horas se passaram e Goku foi até o quarto de seu filho que estudava.

- Gohan! – Ele o chamou já entrando no quarto.

- Oi papai. – O menino parou o que estava fazendo, saiu da cadeira e correu para abraçá-lo.

Sorriram juntos.

- Estou muito orgulhoso de você – Acariciou os cabelos longos e espetados dele. – Cuidou muito bem da sua mãe e me ajudou. – Ele sorriu.

- Sim. – Ele balançou a cabeça. – Pai eu também posso me transformar em um super sayajin, como o senhor e o vovô se transformaram?

- Claro Gohan, mas tem que treinar muito e ficar muito furioso. – Ele o colocou no chão.

- Pai! – Chamou o garoto.

Goku abaixou na altura do menino.

- Oi Gohan.

- Vamos lá ver o vovô. – Ele sussurrou baixinho.

- Claro, mas que a sua mãe não descubra – Ele piscou ao garoto e caminhou para a janela.

Os dois saíram voando e viram que a nave não estava no quintal da casa.

- Pai a nave não está aqui – O garoto pousou e viu a casa toda aberta.

Goku olhava as marcas da nave na grama e viu Gohan entrar a casa e entrou logo em seguida.

Ouviu o garoto chamar o avô e procurar pelas gavetas a nave e Goku observava também.

- Pai a nave não esta aqui e o vovô também não.

Goku abaixou a cabeça, suspirou fundo.

- Eu devia ter imaginado que depois de não conseguir ressuscitar a Liria, ele não ficaria aqui.

- É uma pena o Shenlong não ter ressuscitado a Liria?

- É mesmo Gohan... – Goku se sentou no sofá e olhou cada canto da casa, já tinha acostumado com eles ali, mas nunca imaginava que um dia seu pai fosse viajar pelo universo de novo.

— Vamos Gohan. – Ele chamou e o garoto deu a mão a ele e saiu caminhando.

Os dois voltaram para á casa, cabisbaixos.

- Os dois danadinho fugiu de novo – Chichi põem os punhos na cintura com uma cara de poucos amigos, mas vê Goku meio triste e cabisbaixo. — O que ouve amor?- Ela perguntou notando o jeito dele.

- O meu pai viajou na nave da Liria.

Chichi suspirou fundo e abraçou-o;

- Você sabe como são esses sayajins – Ela deu um sorriso tímido a ele, como se o lembrasse de que a raça dele não se importava muito com nada.

Goku deu um sorriso tímido e triste, afastou um pouco a sua esposa e a deixou ali indo escada a cima.

Chichi se sente triste ao ver o marido daquele jeito.

Na manhã seguinte Vegeta acorda e vê Bulma sobre o seu tórax, sorriu de canto e acariciou os cabelos azuis dela.

“Obrigada Liria.” Agradeceu em pensamento a lioniana em pensamento.

Levantou-se, trocou de roupa, sentiu o ki da loira na cozinha, do cientista no laboratório, do filho no quarto, mas não sentiu o ki de seu pai, se concentrou mais um pouco e nada.

Desceu para a cozinha e vê uma mesa farta de comida, o cheiro entra em suas narinas fazendo o seu estômago dar um grande ronco.

- Vejo que esta com fome Vegetazinho – Riu a senhora Brief colocando mais uma travessa de doces decorados saindo uma leve fumaça.

Vegeta apesar de não responder, se sentou e começou a se servir, pois aquele cheiro estava deixado maluco.

- Onde esta o bonitão do seu pai, não o vejo desde ontem – A mulher sorridente sentiu falta do sayajin idêntico ao filho.

Vegeta juntou a sobrancelhas, enquanto comia seu farto café da manhã.

Buscava em suas lembranças onde tinha visto o pai pela ultima vez.

Lembrou-se que foi na nave da Liria.

- Não pode ser... – Murmurou em tom quase inaudível.

- O que ouve Vegetazinho? – perguntou à loira.

- Não é da sua conta. – Enfiou um doce a boca mastigando silenciosamente.

Depois do farto café da manhã Vegeta saiu silenciosamente da cozinha a passos pesados e assim que saiu a porta levantou voou.

Rapidamente chegou ao seu destino e viu que a nave não estava lá.

Viu Goku treinar Gohan um pouco mais distante e resolveu se aproximar.

Goku sentiu o ki do amigo parou o treino e se virou para ele.

- Oi Vegeta – Ele o cumprimentou. – Como está Bulma?

- Grss, verme, por que quer saber da minha mulher? – o encarou.

Goku aceitou a resposta como ela está bem.

- Onde esta a nave da Liria? – Perguntou o encarado com seus braços cruzados e com uma carranca.

- Meu pai viajou nela, mas não tenho certeza.

- Seu pai? – Ergueu a sobrancelha.

- Sim, por quê? – Goku fez uma cara de tonto.

Vegeta não respondeu apenas penso: “Eles viajaram juntos, mas por qual motivo”?

- Acho que o meu pai foi tentar as esferas do dragão de Namekusei, já que ele gosta da Liria. – Goku tirou o sayajin de seus pensamentos.

Vegeta resmungou e saiu voando o deixando ali.

“Aquele verme foi com o Bardock?” Se perguntou voando para a sua casa.

Vegeta entrou na câmara de gravidade, há ligou e começou a dar golpes em alguns robôs que flutuavam no ar, frustrado, com raiva, mas no fundo não admitia.

- Até que fim aquele maldito voltou de onde não devia ter saído. – Falou lançado um poder em um dos robôs, mas no fundo estava sentindo falta do rival de treino.

Alguns dias haviam se passado, tudo estava calmo e tranquilo na Terra, Kuririn estava andando pela cidade tinha ido fazer algumas comprar para o seu mestre. Andava pela rua cabisbaixo carregando algumas sacolas plásticas em mãos, cheia de guloseimas. Ele olhava a lista mais uma vez, mas viu que já tinha comprado tudo e sem querer bate em alguém, estava distraído.

- Desculpe – Ele ergueu a cabeça e viu a loira com uma roupa suja, os cabelos desgrenhados. – Dezoito – Ele a olhou, mas ela virou-se de costa para sair. – Espere... — Ele a segurou no braço.

Ela se virou com certa indiferença;

- O que quer nanico? – Perguntou com certo desdém na voz. – Só por que me ajudou uma vez acha que pode se dirigir a mim. – Ela o olhava sério. – Eu já te agradeci não foi. – Ela estava de braços cruzados e o olhava com certo desdém.

- Desculpe e que eu... – Kuririn mexeu nas sacolas, abaixou a cabeça. – Queria saber se você quer comer alguma coisa... – Ergueu os olhos e o rosto rosado.

Dezoito ergueu a sobrancelha, estranhou o convite. Sentiu o seu estômago roncar, apesar de saber que podia conseguir o que quisesse ela evitava, pois perdeu o animo agora que não tinha mais o seu irmão.

- Está bem... – Ela virou-se de costa e ele e foi andando enquanto Kuririn ia atrás com um sorriso tímido a olhando.

Eles pararam em uma lanchonete simples com uma decoração peculiar, mesa e cadeiras em madeira, um balcão com uns bancos em volta, alguns copos em uma prateleira, alguns chapas e fogão por detrás do balcão.

Dezoito sentou-se em uma mesa e Kuririn sentou-se em frete a ela pegou o cardápio e disse:

- Pode escolher o que você quiser – ele deu um sorriso lateral enquanto a loira pegou o pequeno livro e começou a folhear para escolher algo para comer.

Kuririn chamou o garçom e meio envergonhado, com as sacolas do lado no banco disse o seu pedido virou-se para Dezoito e disse:

- Já escolheu?

Ela fez um gesto de sim com a cabeça e falou o pedido meio seria ao garçom.

Logo ele trouxe o pedido e os dois comiam em silêncio, mas Kuririn quebrou o silêncio;

- O que você vai fazer agora que não tem mais o seu namorado? – Ele ergueu os olhos enquanto mexia o suco com canudo.

Dezoito franziu o cenho e disse:

- Esta falando do Dezessete? – Perguntou intrigada.

- Sim. – Kuririn ficou feliz que ela tenha respondido.

- Ele não era meu namorado, era meu irmão – Ela olhou em direção a porta enquanto brincava girando a xícara de chá.

- Eu lamento pela absorção dele. – falou abaixando a cabeça e brincou com o canudo dentro do copo fazendo o gelo tintilar. – Se você quiser, daqui a alguns meses podemos ressuscitá-lo com as esferas do dragão.

- Esferas do dragão? – Perguntou ela curiosa com o assunto.

- Sim, são umas bolas redondas, cada uma com uma estrela, então elas realizam desejos, e se você quiser podemos ressuscitar o seu irmão. – Kuririn ficou tão feliz tinha chamando a atenção dela.

- Não há necessidade – Ela virou o rosto para o outro para o outro lado viu algumas pessoas sentadas conversando mais ao fundo da lanchonete.

- Mas... O que vai faze então sem o seu irmão? – Perguntou ele sugando o liquido gelado do pelo canudo.

- Isso não é dá... – Olhou para ele que ainda mexia o canudinho no copo misturando o liquido, fazendo o gelo tintilar. – Eu... Não sei... – Ela colocou as mãos sobre a mesa empurrou a cadeira se levantando e já ia saindo quando ela ouviu:

- Se quiser tomar outro lanche comigo qualquer dia desses... – Ele a olhava caminhando lentamente para a porta, ela parou estendeu a mão para puxar a porta, o olhou de canto de olho e quando puxou a porta o sino fez um pequeno barulho.

Dezoito saiu e a porta tocou o sininho novamente ao se fechar.

Kuririn suspirou fundo ainda mexendo o canudo no copo lentamente abaixou a cabeça triste.

“Eu realmente não sei me dar bem com as mulheres”. Pensou ele com o rosto levemente rosado e olhando o lugar vago que á androide havia deixado.

Ficou ali mais alguns minutos deixou o dinheiro sobre o prato junto com a conta pegou as sacolas e saiu cabisbaixo, mas ele não percebeu que estava sendo observado pela loira que estava escondida, e viu quando ele lançou a capsula nave, colocou a sacolas no banco de trás e saiu a dirigindo ainda cabisbaixo e pensativo.