Reencontro.
32 A viagem.
Goku já estava em casa sendo abraçado por Chichi.
- Fico feliz que você esteja bem – ela o abraçava enquanto Gohan olhava os dois abraçados. — Gohan acabou indo te ajudar, ele nem me ouviu – Chichi o soltou e abraçou o filho. — Ele disse que tinha que te ajudar.
Goku sorriu a eles e disse:
- Eu sei que você não gosta que ele se envolva nas nossas lutas – Ele ficou triste.
- Não teve como eu impedir, afinal ele é seu filho – Ela sorriu a ele e abraçou-o também.
- Eu realmente estou orgulhoso do Gohan – Goku acaricia o cabelo do menino e depois acaricia a barriga de sua esposa.
- Fico feliz que vocês dois estejam bem. – Chichi olha a mão do esposo no seu ventre e sente o seu filho se mexer.
- Menos a Liria – abaixou a cabeça triste.
- O que aconteceu com ela? – Chichi estava preocupada.
- Não... Conseguimos... Ressuscitar a Liria.
- Seu pai deve estar arrasado... – Ela fala tristemente.
- Ele não demonstrou, mas creio que sim.
- Pai, mas tem as esferas de Namekusei.
- Eu sei Gohan, mas agora será impossível falar com ele – Goku abaixou a cabeça e abraçou a esposa.
- Espero que ele fique bem – Chichi corresponde o abraço e eles ficam ali conversando.
Rei Vegeta entra na nave e vê Rind pesquisando.
- Então... Tem respostas para mim? – Ele estava imponente e em tom de ordem
- Tenho sim majestade. – Falou a nave meio triste.
- Tarble está na região B5d4f10.
- Onde fica isso? – Perguntou o rei intrigado com a localidade.
- Planeta Emi, um mês de viagem, fica aqui na galáxia do norte mesmo.
— Ótimo. – Ele disse sem emoção. – Decole... – Deu uma ordem.
Rind o olhou e sorriu. “Não será ruim uma viagem agora”. Pensa ele sem sua amiga de sempre.
- Certo. – Ele o olha com meio sorriso. – Fechando escotilha... Ligando propulsores... – Não tem que se despedir de ninguém majestade? – Rind sorri.
- Cale a boca e decole logo – O rei impaciente como sempre.
- Decolando em cinco... Quatro... Três... Dois... Um...
A nave balançou e começou a ganhar altitude.
Bradock estava no quarto e assustou, saiu para a sala de comando e vê o rei olhando a janela.
- Para onde estamos indo? – perguntou Bardock se aproximando.
- O que esta fazendo aqui inútil? – o rei fez outra pergunta.
- Nada de importante... – Bardock virou o rosto.
- Achei que já estivesse com a lioniana em uma bela festa.
- Vegeta não te disse? – Perguntou erguendo a sobrancelha achando que o rei sabia;
- O que Vegeta tinha de me dizer? – perguntou ele erguendo a sobrancelha e o encarando mal humorado.
- As esferas do dragão não reviveram a Liria – Bardock cerrou os punhos e virou o rosto.
- Na volta podemos passar em Namekusei e usar as esferas deles. – O rei sorriu de canto. “Quem sabe aquela lioniana não vê o rei que eu sou.” Pensa o rei ainda com esperança.
- Ótima ideia majestade, mas onde estamos indo agora? – perguntou olhando a janela e já vendo o universo negro e cheio de pontos amarelos.
- Planeta Emi, onde o filho mais novo do rei está – Rind anunciou.
- Ora sua lata velha eu...
- Posso voltar se quiser, majestade – Rind viu o rei rosnar alguma coisa, sai pisando alto os deixando ali.
Bardock senta-se há cadeira, cabisbaixo.
- Não sabia que Vegeta estava preocupado com o filho caçula dele.
- Difícil imaginar vocês assim preocupados. – Rind comentou por conhecê-los muito bem.
Bardock deu um sorriso lateral.
- Ela faz muita falta... – Ele olhou toda a nave.
- Liria era uma princesa e tanto – O holograma encostou-se ao painel de controle.
- Rind como você virou... Não é... Como você...
- Eu sei o que quer perguntar Bardock, mas não vai gostar da história.
- Diga-me, por favor – Pediu o sayajin, querendo conhecer mais a antiga vida de Liria.
- Eu sou dois anos mais velho que Liria, éramos desconhecidos, eu não sabia que ela era a famosa princesa de Lion, mas nossas vidas era confortáveis, já que o rei e a rainha eram justo e bom com o seu povo, mas um dia eu sofri uma doença... Ninguém no planeta sabia o que era. Não conseguiram curar o meu corpo, mas os lionianos sabiam muitas mágicas, muitos encantos e o poder místico misturado com as metamorfoses, com as ervas, o poder da mente, com a ciência avançada do planeta, entre outros... Bom, todos sabiam o meu destino, a morte, mas o rei sabia que ia precisar de uma nave e com a inteligência dos cientistas liolianos eles criaram essa nave, onde dentro dessa lâmpada – Ele abriu uma gaveta onde havia uma lâmpada amarelo esverdeada. – Minha inteligência e a minha alma foi transferida e eu fui servir a família real como uma nave, todos sabiam que eu poderia ajudar em muitas coisas, mas nunca imaginei que eu ia servir a princesa e confesso que se eu fosse um homem com o meu corpo teria ficado com ela, mas eu sou apenas uma nave que nunca mais terá uma vida humana normalmente, pois minha inteligência é muito superior, eu não adoeço e não morro, pois eu pedi a Bulma para tirar o dispositivo de alta destruição, já que sabia que vocês poderiam precisar de mim.
Bardock ergueu a cabeça e o olhou sério.
- Já que o povo de Lion é místico... Tem algum modo de ressuscitar a Liria?
- Ter até que tem Bardock, mas eu não tenho poderes místicos por ser uma maquina. Só uma pessoa com um poder lioniano muito forte pode fazer isso e também é muito arriscado.
- E não tem nenhum sobrevivente de Lion além de você.
- Não. – Ele responde o olhando.
Bardock abaixa a cabeça meio triste.
- Olha Bardock se ás esferas do dragão de Namekusei não ressuscitar a Liria, eu... – Ele parou com medo de dizer.
- Você o que Rind?
- Posso pedir a Bulma para me transferir para um corpo tipo os dos androides, mas vai levar tempo, depois de eu estar nesse corpo eu posso usar os meus poderes místicos para trazer a Liria de volta. – Ele deu um sorriso tímido. – Porém pode dar errado e nem ela nem eu voltarmos mais.
Bardock olha pensativo para ele.
- Vamos tentar as esferas do dragão de Namekusei depois que o rei ver o Tarble. – Bardock se levanta e sai dali pensativo.
Rei Vegeta tinha ouvido a conversa cerrou os punhos pensado no que tinha acontecido com Liria, no fundo ele gostava dela, mas ela preferiu um terceira classe a ele.
Algumas horas se passaram e Goku foi até o quarto de seu filho que estudava.
- Gohan! – Ele o chamou já entrando no quarto.
- Oi papai. – O menino parou o que estava fazendo, saiu da cadeira e correu para abraçá-lo.
Sorriram juntos.
- Estou muito orgulhoso de você – Acariciou os cabelos longos e espetados dele. – Cuidou muito bem da sua mãe e me ajudou. – Ele sorriu.
- Sim. – Ele balançou a cabeça. – Pai eu também posso me transformar em um super sayajin, como o senhor e o vovô se transformaram?
- Claro Gohan, mas tem que treinar muito e ficar muito furioso. – Ele o colocou no chão.
- Pai! – Chamou o garoto.
Goku abaixou na altura do menino.
- Oi Gohan.
- Vamos lá ver o vovô. – Ele sussurrou baixinho.
- Claro, mas que a sua mãe não descubra – Ele piscou ao garoto e caminhou para a janela.
Os dois saíram voando e viram que a nave não estava no quintal da casa.
- Pai a nave não está aqui – O garoto pousou e viu a casa toda aberta.
Goku olhava as marcas da nave na grama e viu Gohan entrar a casa e entrou logo em seguida.
Ouviu o garoto chamar o avô e procurar pelas gavetas a nave e Goku observava também.
- Pai a nave não esta aqui e o vovô também não.
Goku abaixou a cabeça, suspirou fundo.
- Eu devia ter imaginado que depois de não conseguir ressuscitar a Liria, ele não ficaria aqui.
- É uma pena o Shenlong não ter ressuscitado a Liria?
- É mesmo Gohan... – Goku se sentou no sofá e olhou cada canto da casa, já tinha acostumado com eles ali, mas nunca imaginava que um dia seu pai fosse viajar pelo universo de novo.
— Vamos Gohan. – Ele chamou e o garoto deu a mão a ele e saiu caminhando.
Os dois voltaram para á casa, cabisbaixos.
- Os dois danadinho fugiu de novo – Chichi põem os punhos na cintura com uma cara de poucos amigos, mas vê Goku meio triste e cabisbaixo. — O que ouve amor?- Ela perguntou notando o jeito dele.
- O meu pai viajou na nave da Liria.
Chichi suspirou fundo e abraçou-o;
- Você sabe como são esses sayajins – Ela deu um sorriso tímido a ele, como se o lembrasse de que a raça dele não se importava muito com nada.
Goku deu um sorriso tímido e triste, afastou um pouco a sua esposa e a deixou ali indo escada a cima.
Chichi se sente triste ao ver o marido daquele jeito.
Na manhã seguinte Vegeta acorda e vê Bulma sobre o seu tórax, sorriu de canto e acariciou os cabelos azuis dela.
“Obrigada Liria.” Agradeceu em pensamento a lioniana em pensamento.
Levantou-se, trocou de roupa, sentiu o ki da loira na cozinha, do cientista no laboratório, do filho no quarto, mas não sentiu o ki de seu pai, se concentrou mais um pouco e nada.
Desceu para a cozinha e vê uma mesa farta de comida, o cheiro entra em suas narinas fazendo o seu estômago dar um grande ronco.
- Vejo que esta com fome Vegetazinho – Riu a senhora Brief colocando mais uma travessa de doces decorados saindo uma leve fumaça.
Vegeta apesar de não responder, se sentou e começou a se servir, pois aquele cheiro estava deixado maluco.
- Onde esta o bonitão do seu pai, não o vejo desde ontem – A mulher sorridente sentiu falta do sayajin idêntico ao filho.
Vegeta juntou a sobrancelhas, enquanto comia seu farto café da manhã.
Buscava em suas lembranças onde tinha visto o pai pela ultima vez.
Lembrou-se que foi na nave da Liria.
- Não pode ser... – Murmurou em tom quase inaudível.
- O que ouve Vegetazinho? – perguntou à loira.
- Não é da sua conta. – Enfiou um doce a boca mastigando silenciosamente.
Depois do farto café da manhã Vegeta saiu silenciosamente da cozinha a passos pesados e assim que saiu a porta levantou voou.
Rapidamente chegou ao seu destino e viu que a nave não estava lá.
Viu Goku treinar Gohan um pouco mais distante e resolveu se aproximar.
Goku sentiu o ki do amigo parou o treino e se virou para ele.
- Oi Vegeta – Ele o cumprimentou. – Como está Bulma?
- Grss, verme, por que quer saber da minha mulher? – o encarou.
Goku aceitou a resposta como ela está bem.
- Onde esta a nave da Liria? – Perguntou o encarado com seus braços cruzados e com uma carranca.
- Meu pai viajou nela, mas não tenho certeza.
- Seu pai? – Ergueu a sobrancelha.
- Sim, por quê? – Goku fez uma cara de tonto.
Vegeta não respondeu apenas penso: “Eles viajaram juntos, mas por qual motivo”?
- Acho que o meu pai foi tentar as esferas do dragão de Namekusei, já que ele gosta da Liria. – Goku tirou o sayajin de seus pensamentos.
Vegeta resmungou e saiu voando o deixando ali.
“Aquele verme foi com o Bardock?” Se perguntou voando para a sua casa.
Vegeta entrou na câmara de gravidade, há ligou e começou a dar golpes em alguns robôs que flutuavam no ar, frustrado, com raiva, mas no fundo não admitia.
- Até que fim aquele maldito voltou de onde não devia ter saído. – Falou lançado um poder em um dos robôs, mas no fundo estava sentindo falta do rival de treino.
Alguns dias haviam se passado, tudo estava calmo e tranquilo na Terra, Kuririn estava andando pela cidade tinha ido fazer algumas comprar para o seu mestre. Andava pela rua cabisbaixo carregando algumas sacolas plásticas em mãos, cheia de guloseimas. Ele olhava a lista mais uma vez, mas viu que já tinha comprado tudo e sem querer bate em alguém, estava distraído.
- Desculpe – Ele ergueu a cabeça e viu a loira com uma roupa suja, os cabelos desgrenhados. – Dezoito – Ele a olhou, mas ela virou-se de costa para sair. – Espere... — Ele a segurou no braço.
Ela se virou com certa indiferença;
- O que quer nanico? – Perguntou com certo desdém na voz. – Só por que me ajudou uma vez acha que pode se dirigir a mim. – Ela o olhava sério. – Eu já te agradeci não foi. – Ela estava de braços cruzados e o olhava com certo desdém.
- Desculpe e que eu... – Kuririn mexeu nas sacolas, abaixou a cabeça. – Queria saber se você quer comer alguma coisa... – Ergueu os olhos e o rosto rosado.
Dezoito ergueu a sobrancelha, estranhou o convite. Sentiu o seu estômago roncar, apesar de saber que podia conseguir o que quisesse ela evitava, pois perdeu o animo agora que não tinha mais o seu irmão.
- Está bem... – Ela virou-se de costa e ele e foi andando enquanto Kuririn ia atrás com um sorriso tímido a olhando.
Eles pararam em uma lanchonete simples com uma decoração peculiar, mesa e cadeiras em madeira, um balcão com uns bancos em volta, alguns copos em uma prateleira, alguns chapas e fogão por detrás do balcão.
Dezoito sentou-se em uma mesa e Kuririn sentou-se em frete a ela pegou o cardápio e disse:
- Pode escolher o que você quiser – ele deu um sorriso lateral enquanto a loira pegou o pequeno livro e começou a folhear para escolher algo para comer.
Kuririn chamou o garçom e meio envergonhado, com as sacolas do lado no banco disse o seu pedido virou-se para Dezoito e disse:
- Já escolheu?
Ela fez um gesto de sim com a cabeça e falou o pedido meio seria ao garçom.
Logo ele trouxe o pedido e os dois comiam em silêncio, mas Kuririn quebrou o silêncio;
- O que você vai fazer agora que não tem mais o seu namorado? – Ele ergueu os olhos enquanto mexia o suco com canudo.
Dezoito franziu o cenho e disse:
- Esta falando do Dezessete? – Perguntou intrigada.
- Sim. – Kuririn ficou feliz que ela tenha respondido.
- Ele não era meu namorado, era meu irmão – Ela olhou em direção a porta enquanto brincava girando a xícara de chá.
- Eu lamento pela absorção dele. – falou abaixando a cabeça e brincou com o canudo dentro do copo fazendo o gelo tintilar. – Se você quiser, daqui a alguns meses podemos ressuscitá-lo com as esferas do dragão.
- Esferas do dragão? – Perguntou ela curiosa com o assunto.
- Sim, são umas bolas redondas, cada uma com uma estrela, então elas realizam desejos, e se você quiser podemos ressuscitar o seu irmão. – Kuririn ficou tão feliz tinha chamando a atenção dela.
- Não há necessidade – Ela virou o rosto para o outro para o outro lado viu algumas pessoas sentadas conversando mais ao fundo da lanchonete.
- Mas... O que vai faze então sem o seu irmão? – Perguntou ele sugando o liquido gelado do pelo canudo.
- Isso não é dá... – Olhou para ele que ainda mexia o canudinho no copo misturando o liquido, fazendo o gelo tintilar. – Eu... Não sei... – Ela colocou as mãos sobre a mesa empurrou a cadeira se levantando e já ia saindo quando ela ouviu:
- Se quiser tomar outro lanche comigo qualquer dia desses... – Ele a olhava caminhando lentamente para a porta, ela parou estendeu a mão para puxar a porta, o olhou de canto de olho e quando puxou a porta o sino fez um pequeno barulho.
Dezoito saiu e a porta tocou o sininho novamente ao se fechar.
Kuririn suspirou fundo ainda mexendo o canudo no copo lentamente abaixou a cabeça triste.
“Eu realmente não sei me dar bem com as mulheres”. Pensou ele com o rosto levemente rosado e olhando o lugar vago que á androide havia deixado.
Ficou ali mais alguns minutos deixou o dinheiro sobre o prato junto com a conta pegou as sacolas e saiu cabisbaixo, mas ele não percebeu que estava sendo observado pela loira que estava escondida, e viu quando ele lançou a capsula nave, colocou a sacolas no banco de trás e saiu a dirigindo ainda cabisbaixo e pensativo.
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