Redenção

27 Capítulo 26


Notas iniciais
Olá borboletas!!!
Nem demorei muito não éh...
Bem eu quero agradecer imensamente pelos review recebidos e muito obrigado também á você minha grande amiga Juuh Bastos por dar o ar de sua graça por aqui....Obrigado amiga pelo apoio!
Agradecer também a Leila pela sua maravilhosa indicação....e bora ler?

Eu vi a porta da sala de espera sendo aberta e por ela o Dr. Smith passou, e logo deu passagem para ele....

Edward entrara na sala ainda com aquela roupa verde, típica de cirurgia, seu rosto era cansado, e em seus olhos eu via as lágrimas. De repente ele tirou sua touca e passou a mão pelos cabelos nervosamente, e então seus olhos encontram os meus...

O medo tomou conta de mim....

-NÃOOOOOO – gritei desesperada caindo de encontro ao chão.....

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-Bella se acalme – senti as mãos de Edward me amparando e puxando-me para cima.

-Sophie – sussurrei mal enxergando devido às lágrimas em meus olhos.

-A cirurgia foi muito delicada Bella, o tumor estava em uma parte quase que inacessível no cérebro dela – ele disse me abraçando fortemente e o sentimento de medo não me abandonava.

-O que aconteceu Cullen? – Jacob perguntou se aproximando de nós – Como está minha filha? – ele parecia sério mais eu sabia que por dentro ele estava destruído, pois mesmo não demonstrando, a doença de Sophie o feriu por demais.

-Jacob — Edward disse me soltando – A cirurgia em si foi um sucesso, conseguimos retirar todo o tumor – meu coração trepidava em ouvir aquilo, quer dizer que o pesadelo acabou? – Mas... – ouvi Edward terminado a frase e olhei em seus olhos sabendo que ali eu veria a verdade.

-Ela entrou em coma, o tumor causou uma compressão, pelo seu crescimento expansivo e irrefreado, que levou à obstrução da circulação sanguínea, nos fizemos tudo o que pudemos – ele parou de falar e me olhou profundamente – Eu fiz tudo o que estava ao meu alcance, fiz o possível e o impossível – disse derrotado e eu senti os braços dos meus pais me amparando.

-E agora Edward, o que devemos fazer? – meu pai perguntou com a voz embargada.

-Esperar – sussurrou novamente me olhando e eu somente assenti.

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Os dias pareciam não passar.....

Fazia uma semana que minha filhinha estava em coma e nada dela reagir.

Eu não saia do hospital, esse lugar que antes me amedrontava, hoje era minha moradia.

Sophie estava na UTI e por esse motivo não era permitida minha estadia ali com ela, porém Edward e Carlisle conseguiram um quarto onde eu pudesse descansar por algumas horas durante o dia. Mas isso era impossível, eu já não dormia mais, não comia, não tinha nenhuma reação.

Eu estava sempre ali, parada próximo ao grosso vidro que me separava da minha filha.

Ela tinha a face tranqüila e se não fosse pelos tubos em seu nariz e veias, pela cor amarelada da sua pele, e pela falta de cabelo ao lado esquerdo da sua cabecinha por causa da cirurgia, eu poderia jurar que ela estava apenas dormindo e que iria acordar á qualquer momento, pulando serelepe pronta para ir á escola.

Mas era assim que ela se encontrava, deitada naquele maldito leito, com vários monitores que fazia um barulho insuportável de bip, sua mãozinha presa ao soro, seu peito subia e descia fracamente.

Hoje eu pude reparar que ela estava com uma trancinha de lado, provavelmente uma enfermeira tinha feito para esconder o corte feito pela cirurgia, eu deveria agradecê-la.

-Você precisa comer alguma coisa – escutei a voz de Edward próxima á mim, virei-me para ele e pude notar que seu estado não era tão melhor que o meu.

-E você precisa descansar – sussurrei fracamente e ele deu um sorriso preguiçoso.

-Meu plantão terminou agora – disse eu reparei que ele ainda estava de jaleco, um jaleco branco de mangas longas, e tinha um bordado no bolso ao lado esquerdo da peça, Dr. Cullen.

-Nunca imaginei ver você assim – levei minha mão ao ar e apontei para seu peito – Um médico – eu ri – E ainda por cima, um médico renomado – ele sorriu.

-Venha, vamos tomar um café – dizendo isso, ele passou seu braço pelos meus ombros e começou a andar.

-Edward eu não posso – eu disse fazendo com que ele parasse de andar e ficasse á minha frente.

-Posso saber o porquê? – perguntou cruzando os braços sobre o peito.

-Daqui á pouco é a hora de visitas e Jacob, meus pais e os pais dele estarão aqui – eu disse como desculpa, afinal, não me fazia tão bem essa proximidade.

-Não seja absurda Bella, vamos tomar um café aqui mesmo, na cafeteria do hospital – passou novamente as mãos por meus ombros – E não aceitou um NÃO como resposta – não contestei.

Seguimos em silêncio até a cafeteria e os olhares que eram lançados em nossa direção estava me incomodando e muito.

-Pode me soltar agora? –perguntei já me desvencilhando dos seus braços e ele me olhou confuso.

-Suas amiguinhas enfermeiras estão me fuzilando com os olhos – eu disse ainda caminhando e parando para me sentar em uma das muitas cadeiras na cafeteria.

-Não tenho amiguinhas aqui Bella – ele disse virando a cadeira ao contrário e passando as pernas por ela, encostou seu queixo no apoio da mesma e me fitou – Aqui tenho apenas colegas de profissão – respondeu-me sério.

-Hum, tudo bem senhor-eu-não-tenho-amigos – eu disse encarando minhas unhas e tentando não corar devido ao fato de sentir seus olhos em brasa sobre mim.

-Na verdade, eu tenho uma amiga aqui – ele disse e eu o encarei, ele tinha um resquício de sorriso em seus lábios.

-E quem seria? – perguntei erguendo meu queixo e o encarando, uma pontinha de ciúmes queimava em meu peito.

-Sophie – ele disse sorrindo – Na verdade posse lhe assegurar que é uma de minhas melhores amigas, afinal temos algo em comum – ele completou com um sorriso torto idiota no rosto.

-A é? E qual seria esse algo em comum? – perguntei colocando meus cotovelos sobre a mesa e inclinando-me para ele.

-Nós dois concordamos que eu sou um príncipe – ele disse sorrindo debochado.

-Idiota – eu disse sorrindo e batendo em seu braço.

-É tão bom ver seu sorriso de novo – ele disse de forma carinhosa.

-É bom sorrir de vez em quando – e era só com ele que isso acontecia nos últimos dias, pois todos ao meu redor estavam sempre tensos e Jacob não colaborava muito nem para um diálogo.

-Edward – sussurrei me aproximando ainda mais dele – Ela vai sair dessa, não vai? – pergunta com uma bola já se formando em minha garganta. Segurei o choro.

-Tenho certeza que vai – ele disse e sua mão se aproximo lentamente sobre minha face, acariciou levemente minha bochecha como se fosse quebrável e....

-O senhor já pediu Dr.Cullen? – perguntou um jovem que provavelmente era funcionário da cafeteria. Edward e eu rapidamente nos afastamos.

-Um café por favor Jenks – ele disse sorrindo para o rapaz e me olhou.

-E para a Sra? – o rapaz de nome Jenks perguntou.

-Não quero nada, obrigado – eu disse abaixando meu olhar para minhas mãos que pousavam cruzadas em meu colo.

-Bella, você precisa comer – Edward disse e eu o encarei novamente.

-Estou sem fome – disse dando de ombros.

-E como Sophie irá ficar assim que acordar ao saber que a mãe dela também está internada? – ele perguntou seriíssimo e eu entendi onde ele queria chegar.

Eu sabia que eu precisava ser forte, eu precisava estar ali firme e forte assim que a minha menininha acordasse.

-Assim que eu tiver fome eu como – o encarei sorrindo – Eu juro- afirmei e ele relaxou sua postura.

-Onde está seu filho? – perguntei, fazia dias que eu queria saber mais sobre ele, mas devido as situações fui deixando esse assunto para trás. Afinal esse era um assunto delicado e ainda doía muito em meu peito. Falar do filho dele, me lembrava do passado, me lembrava do meu primeiro filho, fruto de um lindo amor que eu nutrira por ele.

Nutrira?

Ainda nutria não é.

-À uma hora dessas – ele disse verificando o relógio em seu pulso –Ele deve estar na academia – eu me surpreendi.

-O que ele faz? – perguntei curiosa.

-Defesa pessoal – ele disse bebericando seu café.

-Em qual academia ele pratica? – eu realmente estava curiosa.

-Diversions dance companie – eu parei de respirar, era coincidência demais, com oito academias na mesma cidade e o filho do homem que eu... Bem o filho dele freqüentava a mesma academia que a minha filhinha.

-Sophie faz balé nessa academia – eu disse e ele encarou-me surpreso.

-Bom, nesse caso eles devem se conhecer – ele disse sorrindo – Talvez até sejam amiguinhos – ele disse aquilo com uma naturalidade.

O silencio mais uma vez predominou entre nós, eu observava qualquer coisa para evitar seus olhos enquanto ele tomava seu café.

-Nosso filho era pra ter a idade de Tom – ele disse e com cautela depositou seu copo na mesa.

Eu o encarei sem acreditar que ele tocara nesse assunto.

Um assunto tão delicado, uma ferida que não era mexida á anos.........

-Edward – sussurrei – Não, por favor... – pedi já sentindo ás lágrimas traiçoeiras.

-Desculpe por isso Bella – ele disse pegando minha mão sobre a mesa – Mas não há um maldito dia que eu não me sinto culpado por isso – eu vi lágrimas em seus olhos também, então aquele assunto mexia com ele também?

-Não se culpe – eu sussurrei apertando sua mão – Não era pra ser, prefiro acreditar que o nosso anjinho está lá em cima – eu disse apontando para o céu.

-Ele está olhando pela irmãzinha dele – ele disse e meu peito se inflou.

-E pelo irmãozinho também – eu disse entre lágrimas e ele sorriu.

-Que família grande esse anjinho tem hein – ele disse limpando ás lagrimas em sua bochecha.

-Ele deve estar muito feliz por ter dois irmãos lindo como Thomas e Sophie – eu disse e ele me encarou.

-E deve estar pirando também em constatar que tem os dois pais mais malucos do mundo — eu completei sorrindo, mas ele continuou sério.

-O que foi? – perguntei analisando suas feições.

-A forma como você se referiu aos nossos filhos me pareceu... – ele ia terminar de falar, mas eu senti uma mão em meu ombro.

-Oi Bellinha – eu olhei bem para o alto encarando aquele grandalhão com lindas covinhas.

-Oi Emm – eu disse me levantando e abraçando aqueles dois metros de altura.

-E aí maninho – ele disse dando um leve soco na palma de Edward.

-Jacob e seus pais estão te procurando Bellinha – assim que ele disse isso, eu puxei o braço de Edward para olhar as horas em seu relógio.

-Droga Edward – eu disse soltando seu braço e já saindo de perto.

-Diga a Rosie que eu já vou pra lá – eu apenas assenti ainda de costas e continuei a andar.

-Oi filha – minha mãe disse me abraçando.

-Oi mamãe – eu a beijei na testa – Oi papai – retribuí o mesmo gesto anterior.

-Jacob está lá dentro com ela — Rosie disse se aproximando e me abraçando.

-Emm pediu pra avisar que daqui á pouco ele vem – eu sussurrei para a loira que agora eu estava abraçada.

-Onde ele te achou? – ele perguntou me encarando.

-Eu estava tomando um café com Edward – não vi motivo para mentir e seu sorriso não cabia em seus lábios.

-Não é nada disso que está pensando – eu disse me afastando daquele sorriso do mal e me aproximando do vidro.

-Você nem sabe o que eu estou pensando – ela disse se aproximando do vidro também.

-Ele está sofrendo – ela sussurrou afirmando para ela mesma enquanto analisava Jacob lá dentro.

-Claro que está Rosie – respondi com o óbvio.

-Eu sei é que... – ela desencostou a testa do vidro e me encarou – Às vezes tenho á impressão que você está sozinha nessa – ela disse passando a mão em meu rosto.

-É só a maneira dele de sofrer Rosie – eu disse deitando meu rosto em sua palma –É só a maneira dele – eu afirmei, mas foi pra mim mesma?

-Não vejo a hora desse sofrimento todo acabar – ele disse me acariciando – E você ser feliz novamente – ela disse sorrindo olhando por cima de mim e eu olhei para trás para ver o que ela encarava.

Era Edward.

-Você merece ser feliz minha irmã – ela sussurrou e foi de encontro ao cunhado e ao noivo que estava logo atrás.

-Mas eu sou feliz – sussurrei para mim mesma e voltei meus olhos para o vidro que me separava da minha filhinha.

A hora passou rápida e todos visitaram Sophie, eu fui á ultima a entrar no quarto e definitivamente eu não sabia qual situação era pior. Eu vê-la todas as horas pelo vidro ou vê-la somente por alguns minutos pessoalmente.

Essa última me apertava o peito fortemente, pois vê-la de perto tão frágil e delicada me doía e nessas horas eu tinha vontade de pegá-la em meus braços e sair correndo daqui, deitá-la em sua caminha e sussurrar as canções de ninar que ela tanto ama. Segurei firmemente a mãozinha que estava sem soro e deixei minhas lágrimas rolarem.

-Acorda bebê – eu sussurrei inaudívelmente tentando em vão controlar o meu choro.

Debrucei-me sobre seu diminuto corpo e a apertei contra mim.

-Vamos princesa – eu solucei – Acorda – eu dizia desesperada entre choros e soluços.

-Sra Black seu horário já acabou – disse a enfermeira puxando-me pelo braço e só aí eu me dei conta do que estava fazendo.

Deitei novamente minha princesinha na cama, enxuguei minhas lágrimas e olhei para a senhora que tinha um sorriso triste... –Desculpe-me – eu sussurrei e ela somente assentiu.

Fui andando á passos lentos para a porta, mas o barulho incômodo de um aparelho de monitoramento me perturbou, pois ele estava ficando acelerado.

Virei-me para trás e pude notar que vários enfermeiros estavam cercando o leito da minha filhinha.

Meu corpo ficou imóvel e eu não conseguia respirar.....

-O que está acontecendo aqui? – escutei a voz rouca de Edward penetrando a sala e o mesmo se materializou na minha frente.

-Bella vá para fora agora – ele disse empurrando levemente meus ombros. Dei alguns passos para trás ainda encarando aquele monte pessoas em cima da minha filha e obriguei meu corpo á reagir.

-O que houve? – sussurrei dando um passo para frente.

-Bella você não pode ficar aqui agora – ele disse ainda me empurrando.

-Me solta Edward – eu disse soltando suas mãos dos meus ombros bruscamente – É minha filha – eu disse apontando para o leito que minha princesinha estava cercada por outras pessoas e saí da minha bolha percebendo os barulhos ao redor.

-Isso é impossível – disse um enfermeiro para sua companheira de trabalho.

Dei mais alguns passos em direção a minha filha e uma mão segurou-me fortemente.

-QUAL É SEU PROBLEMA EDWARD? – eu gritei sabendo que era ele que me segurava.

-Você não pode ficar aqui e muito menos gritar aqui Isabella – ele dizia e eu entendi que havia algo de errado com a minha pequena.

-É POR ISSO QUE QUER QUE EU SAIA? PARA NÃO VER ALGUMA COISA CULLEN? – eu gritei e agitei meu braço que estava sendo segurado por ele e uma sensação gostosa passou em meu peito, uma sensação de paz? Alivio? Eu só entendi aquela situação quando eu ouvi...

-Mamãe? – ao ouvir a voz doce da minha princesinha o sentimento de felicidade fora tão intenso que meu coração pareceu não agüentar, fui levada para a escuridão....

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-Olá dorminhoca – ouvi a voz da Alice e forcei meus olhos á se adaptarem á luz.

Pisquei várias vezes e então em dei conta que estava deitada, em uma cama. Uma cama de hospital?

-O que... – ia perguntar, mas alguém entrou no quarto.

-Bem vinda de volta Bella – Edward sussurrou se aproximando da cama e dando um beijo demorado em minha testa.

-Obrigado? – meu agradecimento soou mais como uma pergunta, pois eu estava tentando entender o que estava acontecendo, e de repente alguns flashes voltaram a minha mente...

Minha filhinha ficou doente, foi operada, entrou em coma, e eu ficava aqui no hospital aguardando ansiosamente o dia em que ela despertaria, e então os flashes mudaram...

-Não se questione tanto Bella – olhei para Alice que havia acabado de falar.

-Você está se sentindo bem? – Edward perguntou checando meu pulso.

-Sim – sussurrei encarando aquelas orbes que eu tanto amava.

-Então venha – ele disse estendendo a mão – Tem alguém te esperando – e então ele sorriu.

Dispensei sua mão e levantei-me, fui em direção á porta com os dois em meu encalço e estaquei.

-Quem está me esperando? – perguntei ainda de frente a porta e de costas para os dois.

-Vamos logo – Alice disse com humor em sua voz e foi me empurrando.

Chegamos à ala da pediatria e encarei aqueles dois malucos...

-Entre – Edward disse indicando uma porta ao seu lado.

Coloquei a mão na maçaneta ainda hesitante e então senti a mão quente dele sobre a minha.

-Não tenha medo – ele sussurrou próximo a mim e o seu cheirou inebriou-me fazendo com que eu perdesse o fio da meada por milésimos de segundos.

-MAMÃE – ouvi o gritinho da minha princesinha assim que abri a porta e estaquei.

Eu estava sonhando?

O quarto estava repleto de balões coloridos e todos estavam lá.

Meus pais, Angie, Ben, Rosie, Emm, Jazz, Carlisle, Esme, Sue, Billy, Rachel, Jacob e próximo á ele havia uma cama preenchida por uma florzinha embolada entre os lençóis.

Ela esticava seus bracinhos em minha direção e eu automaticamente dei um passo á frente.

Não era sonho.

Minha filha estava aqui.

E viva...

-Não chora mamãe – ela disse e eu corri para seus braços.

Deitei-me ao seu lado da cama e a abracei fortemente.

-Minha pequena – eu sussurrava em meio aos soluços.

-Eu to aqui mamãe – ela disse sorrindo e me apertando ainda mais.

-Sim – eu disse com convicção e a encarei –Você está – e a apertei ainda mais.

-Ah que lindo – ouvi minha mãe dizer.

-Nosso sofrimento acabou – meu pai disse.

-Até que enfim Charlie – Carlisle concordou.

Todos diziam alguma coisa e eu só sorria e chorava ainda abraçada á minha pequena.

-Ela não irá fugir Bella – Jacob disse sorrindo e se aproximando de nós.

-Eu sei que não – sussurrei e levantei-me para abraçá-lo.

Abraçamo-nos fortemente. Um acalmando o outro.

Nós precisávamos disso depois de tanto medo compartilhado.

A doença de Sophie havia nos separado um pouco, mas ambos respeitavam incondicionalmente as dores do outro.

-Obrigado – Jacob disse e eu o encarei.

Mas não era pra mim que ele olhava, era pra ele...

Edward estava encostado na porta abraçado á minha mãe.

-Não por isso – ele disse dando de ombros e sorrindo.

Jacob soltou-me e foi até ele.

Edward desencostou-se da parede e também veio de encontro.

Jacob estendera a mão para ele e o mesmo prontamente a pegou dando um forte aperto.

A cena a seguir emocionou á todos os curiosos no quarto, inclusive minha filha que os olhava com a boquinha aberta.

Jacob puxara Edward e os dois trocaram um forte abraço.

-Obrigado por salvá-la – Jacob disse com a voz embargada.

-Eu devia isso á você – Edward disse soltando-se de Jacob e o encarando – Eu lhe devia isso meu amigo – então os dois sorriram cúmplices.

-Ah meus bebês – disse Esme emocionada – Eu rezei tanto por esse dia – ela falava emocionada e eu não entendia nada.

O que estava acontecendo bem diante dos meus olhos?

Eles se odiavam, e eu achava isso uma estupidez, pois os dois nem se conheciam...

Ou?

O quê?

Era isso...

A raiva infundada.

As brigas.

Eles claramente se conheciam e deveriam ter sido muito mais que colegas, afinal pelo que posso ver os pais de ambos já se conheciam.

É claro, como eu fui burra, o tempo todo isso estava claro.

Nas festas ambas as famílias sempre estavam juntas.

-Papai – fui tirada dos meus pensamentos com a vozinha doce do meu anjinho.

-Oi pequena – Jacob disse voltando se para nós.

-Fala pro tio Ed vir aqui- ela sussurrou no ouvido dele.

-Venha cá Edward – Jacob o chamou com a mão e o mesmo se apressou parando ao meu lado.

-É verdade tio Edward que você me salvou? – minha pequena perguntou e Edward sorriu singelamente para ela.

-E como meu castelo poderia ficar sem uma princesa? – ele disse sorrindo e pegou uma de suas mãozinhas.

-Mas a mamãe podia ser sua princesa se eu não tivesse mais aqui – Edward e eu ficamos tensos com a declaração dela.

-Mas o castelo do tio Edward não seria o mesmo sem você princesa Sophie – Jacob disse nos salvando e eu o olhei minuciosamente. Ele não parecia estar com raiva.

E assim transcorreu aquele maravilhoso dia.

Sophie foi amassada, apertada, lambuzada de beijos melosos vindo de todas as direções.

Até Súh e Elli apareceram trazendo um gigantesco urso para ela.

Todos riram e brincaram muito.

E agora minha pequena descansava e eu confesso que tive medo quando ela disse que estava com soninho.

Medo de que ela dormisse e não acordasse de novo.

Mas o Dr. Smith me assegurara que agora ela estava ótima e que só faltava uma coisa.

Coisa essa que fez Jacob e eu sentarmos em frente ao Dr. Smith e á Edward.

-Então Sr e sra Black – Dr. Smith nos encarou e depois olhou para Edward.

-O Dr. Cullen gostaria de lhes falar em nome da amizade de vocês e em nome da nossa equipe – Edward assentiu e nos olhou.

-Nós sabemos o quão complicada e difícil fora a cirurgia de Sophie – eu apenas assenti – E nós sabemos também o que vem depois de uma cirurgia tensa e complicada como essa? – ele perguntou retoricamente ainda nos encarando.

-Nós precisamos matar esse mal pela raíz certo?Temos que nos certificar que não ficara nenhum resquício da doença para trás – ele disse seriamente e Jacob se enrijeceu.

-Seja mais claro Edward – Jacob disse e eu agradeci mentalmente, pois aquele assunto estava me perturbando.

-Certo – ele me encarou – Nós corremos contra o tempo para que a cirurgia de Sophie fosse realizada o mais rápido possível – eu novamente assenti.

-Agora temos que correr novamente contra o tempo para eliminar qualquer mal – eu mantive seu olhar no meu.

-Vamos entrar com a quimioterapia.

Notas finais
Reviews?
Indicações?
Quero muito ver os comentários de vocês e devo lhes dizer que em breve uma fic que serei beta entrará em ação.....Então se preparem néh Bia Swan Cullen Black, pois vamos arrasar com tudo não é?
Beijo meninas!!!!!