Redenção
28 Capítulo 27
Notas iniciais
Como estão passando á semana?
Eu estou cada vez melhor e querem saber o motivo?
Esse aqui....
Suzana_Quintana
Bia Swan Cullen Black
Jully Angel
FR
Bruna
Helena
Cristiani Rigo
kiki_cullen_va
MonicaRosa
Leila
Mirinha25
Girndum
CarlinhAmaral
BeeGomes
Claudiamon35
Esses são leitoras e leitores que me acompanham, e de um jeito ou de outro deixam sempre sua marquinha.
É claro que tem leitores novos por aí que estão deixando suas marquinhas agora, continuem me acompanhando que logo logo falo de vcs também.
Obrigado galera!
O incentivo de vocês é o que me move.
-Agora temos que correr novamente contra o tempo para eliminar qualquer mal – eu mantive seu olhar no meu.
-Vamos entrar com a quimioterapia.
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Ver minha pequena deitada nesse leito hospitalar recebendo os compostos químicos em sua frágil veia me deixava literalmente sem chão.
Entendo e compreendo que isso é mais que necessário para sua melhora 100%, mas vê-la ali, tão frágil e tão quebradiça, me partia o coração.
Essa era sua terceira sessão, sua cirurgia havia acontecido á três semanas atrás, a cicatrização tinha sido ótima, e o Dr. Smith e Edward estavam muito confiantes com sua recuperação.
Dois dias após a cirurgia nós a levamos para a casa, ela foi cuidada e muito paparicada por todos, nossos familiares nos apoiávamos incondicionalmente. Jacob havia melhorado seus horários na oficina para estar mais presente e eu havia pedido demissão, mesmo sabendo da sua recuperação, eu iria dedicar melhor meu tempo á minha filhota e assim que tudo isso passasse eu iria procurar uma faculdade e quem sabe assim, fazer o que não fiz antes. Ter um diploma.
As meninas que trabalhavam comigo estavam sempre por aqui também, semana passada elas haviam feito uma festa para minha princesinha, foi algo simples, somente para nós mesmos, mas ver o sorriso da minha pequena enquanto se divertia abrindo diversos presentes daquelas malucas, aquilo não tinha preço. Nesse dia a Ana compareceu, mais eu á sentia distante e fria, brincou um pouco com Sophie e assim que Jacob chegou ela foi rapidamente embora. Tenho quase certeza que ela está de namorinho por aí, e devido á tantos problemas que venho passando, está com certo receio de se abrir. Paciência, não á forçarei a dizer nada, assim que ela se sentir á vontade, ela sabe que pode me procurar. Essas foram às palavras que eu disse á Súh e a Elli.
Logo na primeira semana dela em casa, precisamos voltar ao hospital para a retirada dos pontos, e o inicio da sessão de químio. A primeira sessão fora tranqüila, ela sentiu um pouco de incomodo no estomago, mas nada agravante.
A segunda sessão fora um pouco mais complicada, ela sentiu muita tontura e assim que chegamos em casa, ela passou o dia todo vomitando, preocupada, liguei para Edward na mesma hora e o mesmo pediu que á observássemos, se o vomito persistisse nos deveríamos imediatamente levá-la ao hospital.
E foi o que aconteceu, nada parava no seu estomago, ela estava ficando á cada segundo mais amarelinha. Naquele dia mesmo ela fora novamente internada para receber soro via endovenosa.
Mais uma vez eu trouxe nossos pertences e aqui estamos, há duas semanas, a cada dia que passa, o efeito da químio judia ainda mais dela, mas minha pequena mesmo com tudo o que lhe acontece, está sempre sorrindo, não á vi chorando um minuto sequer, nem mesmo quando recebe aquela agulha semanalmente da quimioterapia.
E esse fato me deixa cada vez mais forte. Estou forte e segurando as pontas por ela.
Ela encantou á todos nesse hospital pela sua simpatia e força de viver. A cada dia que passa sua amizade com Edward cresce cada vez mais e hoje mesmo ele prometeu uma surpresa para ela.
Sentei ao seu lado e passei minha mão em sua face, ela dormia serenamente enquanto recebia os agentes químicos em seu organismo, ela estava muito magrinha, havia perdido nesse último mês seis kg e mesmo isso me preocupando muito, o Dr. Smith me tranqüilizou dizendo que infelizmente isso era normal, mas o soro estava ajudando para ela não se desidratar.
Minha família fazia rodízios de visitas, ora entrava uma turma, ora entrava outra.
E assim nos seguíamos...
Dia após dia.
Hora após hora.
A enfermeira entrou no quarto e finalizou a sessão, minha pequena ainda dormia, decidi ligar para Alice.
“Oi Bella”
-Oi Alli – minha voz estava rouca pelo cansaço.
“Amiga, você descansou?”
-Claro –menti – Preciso de um favor seu Allie –pedi sabendo que ela faria.
“Pode mandar cunhada”
-Preciso de mais roupas e preciso também de uma nova escova de dente — eu estava trocando as nossas escovas á cada três dias, pedido de Edward.
“Claro que sim flor, pego sua chave extra com a sua mãe ok”
-Isso, ela saiu daqui agora de pouco, eu ia pedir ao Jake mas não consigo falar com ele – eu havia ligado mil vezes para ele no celular, na oficina e até agora nada.
“Sem problemas, vou agora mesmo buscar a chave e logo logo estarei aí”
-O que seria de mim sem você? – perguntei sinceramente, Alice era mais que uma amiga e cunhada, ela era á minha irmã.
“Nada” – disse rindo “Daqui a pouco nos vemos, beijo na bochecha da Sophie”
-Te espero – e desliguei.
Eu agradecia a Deus todos os dias por ter pessoas em minha vida tão maravilhosas como minha família e meus amigos. Todos eram muito prestativos e as vezes até se ofereciam para dormir com minha filha, mas esse era um fato negado para mim, o meu posto era ao lado dela, e daqui ninguém me tiraria.
-Como está minha paciente preferida? – Edward perguntou entrando no quarto.
Meu coração acelerava toda vez que o via. Era como se fosse á primeira vez.
Seria sempre assim?
Esse friozinho na barriga.
-Está dormindo – sussurrei apontando para ela.
-Não to não tio Edward – disse minha pequena abrindo apenas um de seus lindos olhos azuis.
-Haha então a Srta me enganou? – perguntou fazendo cócegas leves em seu abdômen.
-Sabe como é né Bella – Edward disse se aproximando – Eu sou irresistível – se abaixou e á beijou em sua tez lisa e pálida.
Se ele é irresistível? Palhaçada dizer isso justamente á mim....
-Há tio Edward não exagera vai – ela disse sorrindo.
Isso era meu bem mais precioso. Seu sorriso.
-Ah é? Achei que eu fosse seu príncipe – ele disse cruzando os braços fingindo um bico.
Bico esse que eu tive vontade de ......... Deixa pra lá.
-Você é meu príncipe tio – ela disse abrindo os frágeis bracinhos para ele e o mesmo prontamente aceitou, se aconchegando ao lado dela.
-Eu ainda estou aqui viu – eu disse zombeteira, mas amando aquela interação dos dois.
-Cadê o papai? – ela perguntou fazendo cafuné nos cabelos de Edward. Que inveja!
-Logo ela estará vindo meu amor – eu inventei á primeira desculpa em mente – Ele deve estar cheio de trabalho na oficina – conclui para minha pequena, que apenas assentiu.
-Bom eu disse que tinha uma surpresa para você não disse? – Edward perguntou para ela atiçando sua curiosidade e a minha também.
-O que é tio? – ela o olhou com os olhinhos brilhando.
-Na verdade é uma visita, uma pessoa que queria muito vir aqui te conhecer – ele disse lhe afagando os cabelos.
Ela o encarou sem entender e eu fiz o mesmo. Pois os meus familiares, os de Jacob e até mesmo os dele não saiam daqui. Quem poderia ser?
Como se respondesse nossa pergunta muda, ele se dirigiu a porta abrindo a e rapidamente um ser de estatura baixa entrou.
Um lindo menino passou pela porta adentro, seus cabelos tinham um tom de loiro escuro, e os fios eram rebeldes, deixando-os num lindo bagunçado, ele timidamente me olhou e arfei ao ver aqueles olhos, de um verde profundo, eram os benditos olhos de seu pai.
Sim, com toda a certeza aquela era Thomas Cullen, a tez, o cabelo e agora os olhos, ele era á cópia fiel á seu pai.
-Bella esse é Tom – disse apontando para o menino – Meu filho – disse com a voz transbordando orgulho.
Meu coração trepidou e meus joelhos tremeram ao pensar que ele poderia ser o meu filho. Sim, eles teriam á mesma idade, e provavelmente também seria á cópia exata do pai.
Mas não era, ele era Thomas DENALLI Cullen, filho da outra.
Seu sorriso torto e tímido me desmontou.
-Oi Tom – eu disse me aproximando e o beijando na bochecha.
-Oi Bella – ele disse e eu tive o prazer de ver suas lindas bochechas corarem. Fato esse inédito na família Cullen, levando em conta quem era seu pai e seus tios.
-Tom – minha filha chamou sentando-se com dificuldade na cama.
Rapidamente Edward se aproximou e a ajudou.
-Oi Sô – ele disse sorrindo e a abraçando.
-Eles se conhecem? – perguntei á Edward, minha voz já estava novamente embargada devida á súbita lembrança do meu bebê, perdido anos atrás.
-Sim – ele disse passando o braço por meu ombro – Eles se conhecem da academia, são amiguinhos – ele disse sorrindo.
-Porque nunca me disse nada? – perguntei encostando minha cabeça em seu peito e inalando seu cheiro.
-Preferi esperar tudo se acalmar – ele me apertou mais ainda em seus braços, e lutando contra á tudo aquilo que eu senti, eu me afastei.
-Vou à cafeteria, pode olhar ela pra mim? – perguntei pegando minha bolsa – É rápido – eu disse esperando sua resposta.
-Sempre – ele disse sorrindo e para não cair de joelhos ali mesmo rapidamente me afastei.
Corri pelos corredores e finalmente sentei-me para apreciar um cafezinho.
Esse era meu companheiro diário, já que eu havia parado de fumar assim que soube da gravidez da Sophie.
Eu precisava me manter mais afastada de Edward, aquela aproximação toda não estava fazendo bem ao meu coração e mesmo eu sabendo que éramos apenas amigos, em meu intimo eu sabia que eu queria mais. Muito mais.
Toda vez que eu o via sorrindo, toda vez que ele bagunçava o cabelo com as mãos, toda vez que eu inalava seu cheiro, meu coração pedia por ele, minha alma chorava por ele.
Mas eu não poderia fazer mais nada.
Nosso tempo havia passado e hoje não restara mais nada á nos dois á não ser á amizade.
“Existem amores que por mais lindos que sejam, não nascerão para serem vividos, mas nascerão para simplesmente serem sentidos”
Voltei para o quarto de novo e para minha surpresa aquilo estava uma farra.
Um barulho de risadas vindas de Sophie, Tom, Edward e agora Alice havia se juntado á turma.
-Oi Bellita – disse uma espevitada Alice.
-Que farra é essa? – perguntei com o semblante sério, de repente todos pararam de rir ao mesmo tempo e me encararam.
-Eu não posso sair nem por dois minutos desse quarto e vocês começam uma farra sem mim? – perguntei me fazendo de ofendida.
-Não seja por isso – Edward disse e logo em seguida me tacou um travesseiro na cara.
-Isso não vai ficar assim – disse entredentes e taquei o mais forte possível o travesseiro nele, mas o mesmo desviou e pegou em Thomas.
-Ah tia Bella, assim não vale – Tom me chamou de tia, e aquele simples gesto inflou meu coração, para logo em seguida ser atingida em cheio por outra travesseirada.
Como eu não esperava, caí sentada no sofá atrás de mim.
A gargalhada era geral, e eles continuaram tacando as coisas entre eles, eu me fingia de desmaiada, mas ninguém ligava.
-Bella, ta tudo bem? – aquela maldita voz rouca e aveludada veio checar-me.
Fingi que não ouvi e permaneci com os olhos fechados. Ele iria me pagar por ter me acertado.
-Bella, para de brincadeira vai – ele disse checando meu pulso, prendi a respiração para que meu pulso desacelerasse.
-Bella – ele disse bem próximo e eu rapidamente passei uma rasteira em suas pernas, mas o fato que eu não contava é que ele me puxaria junto.
Resultado?
Os dois caídos ao chão.
Nós gargalhávamos absurdos, fazia tempo que eu não ria tanto.
Ele se moveu e em poucos segundos estavam por cima de mim.
-Como você foi uma menina muito má, sofrerá agora suas conseqüências – dizendo isso ele começou a me encher de cócegas.
-Pega ela tio Edward – eu só ouvia a vozinha da minha filha, pois eu me contorcia tanto por causa das cócegas que nem consegui abrir meus olhos.
-É isso Ed – essa veio da Alli – Enche a Bellinha de cosquinhas – ela disse e eu notei certa malicia em sua voz. Ah se eu te pego Alice.
-Pai, larga ela tadinha – pelo menos um intercedendo por mim.
Senti as cócegas diminuírem a arfei ao fitar seus olhos.
Ele me olhava intensamente, como seu pudesse ver através dos meus olhos.
Nossa respiração era ofegante.
Estávamos muito próximos.
Seu rosto á centímetros do meu.
Muito próximos.
-Bella o que acha de eu dar banho em Sophie? – Alice me despertou e rapidamente saí de baixo de Edward.
-Er... Claro Allie – eu sentia meu rosto pegando fogo – Filha, vá tomar banho com a tia Allie – pedi já a pegando no colo.
-Me deve uma –Alice sussurrou quando pegou Sophie do meu colo.
-Cuidado com o soro – pedi passando o suporte que continha o líquido.
Ela olhou-me sugestivamente e depois olhou para Edward e saiu em meio á gargalhadas.
Sorri sem graça.
-Pai, posso ir à sala do vovô? – Tom perguntou á Edward e eu finalmente o encarei. Ele também estava envergonhado, e uma cor avermelhada brincava em suas bochechas.
Isso também era inédito vindo de Edward Cullen.
-Claro filho – ele disse beijando o garoto na testa – Mais não demore ok – ele o soltou.
-Claro que não né pai, só vou lá dar um oi e logo eu volto pra brincar mais com a Sô – Tom disse e foi em direção á porta mais voltou.
Voltou e enlaçou seus pequenos braços em minha cintura e aquele gesto deixou-me embasbacada.
-Tchau tia Bella – ele sussurrou olhando diretamente em meus olhos e automaticamente me abaixei e o beijei ternamente na testa.
-Tchau garotão – Edward disse assim que ele passou pela porta e lhe deu um leve tapinha nas costas.
-Ele, ele gostou de mim? – perguntei sussurrando e sentando-me na cama.
-Claro que ele gostou – Edward disse sentando- se na outra ponta da cama.
-Ele tem seus olhos – continuei sussurrando e dessa vez encarando minhas mãos como se fossem a coisa mais interessante do mundo.
-Minha mãe diz que ele é a minha cara – ele disse presunçoso.
-Posso afirmar que sim – eu disse e cometi o erro de olhá-lo.
Ele ainda me fitava e seus olhos queimavam-me.
Respirei e expirei profundamente tentando trazer um pouco de consciência para mim.
-E a mãe dele? – perguntei tentando mudar de assunto, e também matar a minha curiosidade.
-Tânia vem de vez em quando vê-lo – ele disse dando de ombros e eu fiquei sem fala.
-Como assim? – eu estava confusa — Vocês não estão juntos? Thomas não mora com ela? Como assim ela vem de vez em quando vê-lo? – perguntei tudo de uma vez.
-Não – ele disse e olhou-me firmemente – Eu nunca tive nada á mais com ela, ela simplesmente deu á luz ao meu filho por insistência da minha parte e se foi – ele disse dando de ombros – Mas eu jamais os afastei, ela vem sempre que pode e sente vontade de vê-lo.
-Que tipo de mão ela é? – perguntei furiosamente, afinal que mãe não queria o próprio filho.
Levantei-me da cama e andei de um lado pro outro.
-Do que adiantou tudo isso? – eu perguntei jogando meus braços pro ar – Eu te amar, você me amar, amar á ela? Hein Edward? Me diga? Compensou para você ter a escolhido? Pois se fosse só por isso não teria tido a necessidade de nós dois termos term.... – parei de falar ao notar o quão alterada eu estava e eu bem sabia que estava pisando em terreno perigoso. O passado. Meu passado.
-Fala Bella – ele disse se aproximando e segurando meus pulsos –Termina essa frase – seus olhos me penetrarão.
-Não – eu sussurrei já domada pela imensidão daqueles olhos.
-Fala Isabella – ele elevou meus pulsos no alto da minha cabeça e se apertou mais á mim – Pergunte tudo aquilo que você quiser, que eu irei responder – ele sussurrava e seu delicioso hálito banhava meu rosto.
♪Eu deixei cair, meu coração,
E quando caiu, você se levantou para reivindicá-lo,
Estava escuro e eu estava acabada,
Até que você beijou meus lábios e me salvou,
Minhas mãos eram fortes, mas meus joelhos eram muito fracos,
Para estar em seus braços sem cair aos seus pés,♫
Eu não tinha forças para responder ao senti-lo tão perto.
Ele lentamente soltou meus pulsos e suas mãos migraram para a minha cintura. Meus braços teimosos se apoiaram em seu pescoço e meus dedos infiltraram-se naquela sedosidade dos seus cabelos.
♫Mas há um lado de você que eu nunca conheci, nunca conheci,
Tudo o que você diria, nunca seria verdade, nunca é verdade,
E os jogos que você joga, você sempre ganha, sempre ganha,♫
-Eu nunca amei Tânia – ele sussurrou em meu ouvido – Eu sempre, sempre amei você Bella – ele deslizava seus dedos por dentro da minha blusa, percorrendo minha espinha – Jamais passou pela minha cabeça me casar com ela, eu fiz somente aquilo que você me pediu Bella – então ele me encarou – Eu assumi minhas responsabilidades, e á única que eu tinha com ela era o Tom – seu lábios roçaram levemente os meus e eu gemi por antecipação.
-Sempre foi você – ele passou levemente sua língua em meu lábio inferior – Sempre foi você Bella – sua língua pedia passagem em minha boca e o pouco de consciência que me restava se manifestou ali.
♫Mas eu ateei fogo à chuva,
Vi a chuva cair enquanto eu tocava seu rosto,
Bem, o fogo queimava enquanto eu chorava,
Porque eu ouvi gritar seu nome, seu nome,♫
-Para Edward – me afastei bruscamente ficando de costas para ele.
-Bella – ele sussurrou.
-Não – virei-me para ele – Isso foi errado e não voltará acontecer – eu disse com a voz firme, mas por dentro meu coração sangrava pelas minhas palavras, talvez por saber que isso era o correto. Eu teria que manter a distancia.
-Não faz isso Bella – ele se aproximava lentamente – Olha nos meus olhos e diz – ele novamente segurou meus pulsos, mas desta vez ele encontrou minhas palmas e entrelaçou nossos dedos – Diz que você não sente mais nada por mim – ele acariciou minha bochecha com as nossas mãos entrelaçadas.
♫Ao estar contigo, eu poderia ficar,
Fecho meus olhos, sinto você aqui para sempre,
Você e eu juntos, nada é melhor,♫
-Não posso – sussurrei – Não posso dizer isso Edward – eu disse e lentamente afastei suas mãos.
-MÃEEE - o grito agudo e apavorado da minha filhinha me despertou, o grito vinha do banheiro e rapidamente corri para lá com Edward em meu encalço.
Ao chegar ao banheiro notei Alice apoiando minha filha pelas costas e sua face era horrorizada. Ela tinha lágrimas nos olhos.
Sophie estava de costas, com a toalha enrolada em seu corpinho, eu podia ouvir seus soluços e me apavorei.
Agachei-me de frente á ele e meu coração se despedaçou inteiro ao notar o quão desesperada minha filha estava.
-O que foi bebê? – perguntei erguendo seu queixinho com meu dedo. Minha mão balançava com o tanto que seu queixo tremia.
Ela levantou as mãos e mostrou-me o motivo da gritaria e choro.
Senti o céu desabar em mim.
Perdi o chão.
Notas finais
Como foi pra você?
Me contem tudo, adoro ler a opinião de vocês, e sempre que posso respondo com muito carinho á todos os reviews....Bjokkas
OBS: SE EU GANHAR INDICAÇÕES, POSTAREI MAIS RÁPIDO AINDA!!!!
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