Redenção
19 Capítulo 18
Notas iniciais
Bom, hoje vou alertá las que os cap. de flashbacks estão acabando e logo estamos entrando na fase atual, que é á que ela já está casada com o Black.
O que será que aconteceu para isso se tornar possível?
Vamos conferir?
Senti um desconforto em meu estomago e pedi para que o taxista parasse o carro.
Assim que ele parou, tudo aquilo que havia em meu estomago, foi por ladeira abaixo.
Vomitei violentamente.
CONTINUAÇÃO DO FLASHBACK
"Os homens distinguem-se pelo que fazem, as mulheres pelo que levam os homens a fazer."
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Quando a ultima lágrima cair
Quando os olhos se secarem
Quando você se lembrar quem te fazia sorrir
Vai entender, o quanto valeria à pena
Se o seu pequeno problema
Não tivesse tanta importância.
Já fazia uma semana desde o fatídico dia.
Eu não saia do meu quarto, presa em minha própria bolha.
Minha família sofria junto á mim.
Naquele mesmo dia, eu fui ao encontro de minha mãe em Manchester, e após eu ter relatado entre prantos o que ocorrera, ela cancelou sua apresentação e voltou comigo e com minha irmã para casa.
Pedi que ela não revelasse o motivo do fim do meu namoro para meu pai, não que Edward não merece esse constrangimento, mas já tinha sido difícil o bastante ver os olhares de pena da minha mãe e irmãs.
Eu sabia que ele vinha freqüentemente aqui em casa, tentando em vão manter um contato.
Minha mãe não permitia. Meu pai não entendia. E eu?
Meu coração bandido implorava para ouvir de sua boca que tudo aquilo visto era mentira. Que fora uma conspiração da minha mente pregando-me uma peça.
Mais á minha sanidade gritava que não. Não fora meu subconsciente pregando porra de peça alguma.
Fora tudo real.
Ele havia escolhido nós duas.
Eu não era o bastante para ele.
Eu nunca seria.
–Bebê você tem que comer – dizia minha mãe acarinhando meus cabelos.
–Estou sem fome mãe – respondi com minha freqüente voz rouca.
–Filha você não pode ficar sem comer assim, você não sai mais dessa cama, desse quarto, não vai á escola – ela estava enumerando minhas atividades que por hora foram deixadas de lado.
Eu não era forte o suficiente para encarar o mundo lá fora.
Eu não era forte o suficiente para entender, compreender e aceitar o que aconteceu.
Fora rápido demais.
Ele disse que me amava, ele jurou por isso enquanto nos amávamos.
A aliança.
Era uma promessa de que ele me pertencia e eu o pertencia.
Mas ele foi fraco.
Não soube lidar com nosso relacionamento.
Eu não o culpo, pois dentro de todas as nossas diferenças ele ainda tentou.
Lembro-me bem de suas palavras prometendo que iria tentar.
Mais ele não conseguiu.
Agora ele é a única coisa que eu desejo esquecer.
E apesar dele estraçalhar meu coração... Eu o amo.
E embora nesses últimos dias eu o tenha odiado, eu o amo demais para não perdoá-lo.
Mas eu não posso apagar os momentos que ele me machucou, as minhas lágrimas derrubadas, as palavras ditas...
E mesmo agora, enquanto eu ainda o amo... Dói-me dizer que eu não poderei mais...
Não vou conseguir aceitá-lo novamente.
Perdoá-lo sim! Aceitá-lo não!
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Meu estomago dava várias pontadas, mas pelo menos o vômito havia cedido, eu sentia-me fraca, e meu emocional estava abalado demais.
Lembro que minha mãe havia conversado com Carlisle pelo telefone, explicando por altos o meu estado e claro que ela não entrara em detalhe algum e mesmo ele e Esme terem insistido para visitar-me, minha mãe fora categórica pedindo ajuda somente ao meu auxilio.
Ele informara que meu estado emocional estava novamente afetando meu estado físico, deixando-me debilitada. Após muita insistência da parte dele e de minha mãe eu concordei em ir até o hospital para ser examinada.
–Bom meninas venho pegar vocês em algumas horas tudo bem? – dizia meu pai nos deixando em frente ao hospital.
–Ok Charlie, se formos liberadas mais cedo eu te ligo – dizendo isso minha mão deu-lhe um selinho e aquele simples gesto de amor entre meus pais fizeram meus olhos arderem.
–Diz tudo pro Carlisle pequena, conta pra ele tudo o que está sentindo, não agüento mais te ver assim – disse meu pai com lágrimas nos olhos. Beijou-me na testa e partiu.
Eu não desejava ver minha família assim, preocupada comigo.
Mas era mais forte que eu.
Minha voz não saia para confortá-los. Eu apenas balbuciava pequenas respostas.
–Porque está chorando bebê? – perguntou minha mãe limpando uma pequena lágrima em meus olhos.
Somente neguei com a cabeça e ela entendeu que eu não falaria sobre isso.
–Olá boa tarde! –minha mãe sorriu para a recepcionista do hospital
–Boa tarde, temos uma consulta agora às quatorze horas com o Dr. Cullen – a recepcionista ruiva olhou me de forma especulativa, constrangendo-me.
–Qual o nome da paciente? – dessa vez seus olhos direcionaram a minha mãe e vi assim minha deixa para sair de perto.
Fui cambaleando para as poltronas de espera. Minha cabeça rodava.
Eu sabia o porquê de estar assim. Afinal eu mal comia há sete dias. Então por esse motivo meus estomago rejeitava até água.
Realmente eu estava com algum tipo de deficiência emocional, pois da outra vez até febre eu tive, e a mesma só passou nos braços dele. Ele era meu remédio.
–Vamos filha – minha mãe me despertou.
Chacoalhei algumas vezes minha cabeça e foquei meus olhos sobre o homem de rosto familiar que me olhava com compaixão.
–Olá Bella – cumprimentou Carlisle.
Apenas assenti.
Entramos em seu consultório e nos sentamos.
A sala era pura calmaria, as cores brancas das paredes contrastavam perfeitamente com os móveis negros. Vários diplomas emolduravam a sala e sobre sua mesa havia um formato de um crânio. Claro, pois se ele era um neurologista eu não poderia esperar um formato de vagina sobre sua mesa não é mesmo?
–Carl, vou direto ao ponto – começou minha mãe.
–Ela não come á uma semana, andou vomitando por várias vezes, vive nesse estado de inércia e .... – ela pausou e suspirou profundamente – Não sei mais o que fazer, Charlie e eu estamos de mãos atadas – ela parou novamente dessa vez interrompida pelo próprio choro.
–Renée se acalme – Carlisle disse estendendo-lhe um lenço.
–Porque não sai para se acalmar e deixe que eu converse com Bella á sós – eu conhecia aquele homem, ele tentaria á todo custo tirar de minha boca palavras que me doíam pronunciá-las
–Tudo bem pra você filha? – minha mãe perguntou e eu apenas dei de ombros.
Sendo assim ela saiu da sala e rapidamente Carlisle estava em pé ao meu lado estendendo sua mão.
–Venha Bella – peguei sua mão e levantei-me.
Ele levou-me fronte á uma balança e fez um gesto com a mão para que eu subisse.
–44 kg – disse anotando algo em sua prancheta.
Ajudou-me a descer e conduziu-me á uma maca ao fundo de sua sala.
Deitei-me e ele começou os procedimentos de praxe.
Ao aferir minha pressão seus olhos se tornaram intensos.
Saiu da sala e voltou rapidamente com minha mãe em seu encalço, fiz menção de me levantar, mais ele me impossibilitou com a mão.
–Fique aí mesmo Bella – dizendo isso ele voltou-se para minha mãe.
–Vou interná-la Renée – minha mãe ofegou e eu de certa forma fiquei grata por isso. Assim poderia passar um tempo sem as lamentações da minha família.
–Mais é tão sério assim Carl? –a voz da minha mãe já estava embargada.
–Ela está com a resistência muito baixa, está perdendo muito peso e está entrando em estado catatônico – Carlisle disse com um pesar na voz.
Eu já imaginava esse estado. Minha mente trabalhava á todo o vapor tentando inutilmente de todas as formas esquecer os últimos acontecimentos. Mas eu era apenas uma casca podre. Pois por fora eu estava horrível... Magra demais, pálida demais...
–Certo Carlisle – minha mãe estava pasma.
–O que devo fazer agora? – eu via em seus olhos o quanto ela estava perdida, mas palavras me faltavam para confortá la.
–Agora é essencial que você vá para casa, descanse e venha mais tarde visitá-la – ele disse com a voz firme.
–É imprescindível que Bella descanse agora Renée – ele disse assim que ela tentou argumentar – Ela passará por uma bateria de exames e á colocarei no soro para recuperar um pouco suas forças.
Após todas as explicações e minha mãe ter ido embora com a promessa de voltar em poucas horas, aqui estava eu, deitada em uma cama de hospital, em um quarto frio e triste que combinava perfeitamente comigo. Os únicos sons ouvidos aqui eram minha respiração lenta e o gotejar do soro amarelo, meus braços estavam doloridos pelas várias espetadas de agulhas que eu recebera para que se fizessem os exames. Claro que por conta do meu estado, várias veias foram perdidas.
–Olá querida, como está se sentindo? – perguntou uma enfermeira de aparência gentil entrando em meu quarto e checando meu soro.
–Estou bem – menti sussurrando.
–Eu sei que está, e deve ficar melhor ainda, pois tem uma visita para a Srta e se me atreve á dizer – ela chegou bem próxima a mim e sussurrou – Uma linda e impaciente visita querendo te ver.
Medo. Essa era palavra certa, eu tinha medo de perguntar quem era.
–Quem...es...está – minha garganta estava seca e dificultava uma frase um pouco mais cumprida.
Notando isso ela se dirigiu a mesinha ao lado da minha cama, despejou água em um copo e entregou-me.
Bebi rapidamente aliviando assim aquela horrível sensação.
–Ele se apresentou como seu namorado querida – arregalei os olhos – É o filho do Dr. Cullen – ela completou sorrindo.
Não. Não. Não.
Ainda não... Eu não estava pronta para essa conversa.
Não notei quando a enfermeira saiu, mas notei perfeitamente quando o cheiro dele invadiu o quarto.
Eu estava com os olhos fechados e não iria abri-los tão cedo.
Ouvi passos se aproximando da cama.
Ouvi uma cadeira sendo arrastada silenciosamente.
Ouvi um corpo sentando-se sobre a mesma.
E senti...
Senti uma mão grande e quente acariciando meu rosto.
Eu não podia fraquejar.
Mais meus olhos traiçoeiros permitiram que escapassem uma solitária lágrima, quando senti o toque aveludado de seus dedos.
Mas ao mesmo tempo em que senti a paixão por toque... Senti nojo e repulsa por saber que aqueles dedos, aquela mão e aquele homem pertenceram á outra.
Afastei sua mão rapidamente do meu rosto com toda a força que ainda me sobrava.
–Bella... – a voz rouca e aveludada sussurrou.
Abri meus olhos e me arrependi imediatamente.
Grandes esmeraldas me fitavam. Os olhos gritavam com desespero?
–Vá embora Edward – sussurrei.
–Não posso – ele disse também sussurrando.
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Desviei meus olhos daquela prisão esmeraldina, mas mesmo assim sentia seus olhos me queimarem.
–Por favor – balbuciei com a voz embargada – Faça ao menos uma coisa pensando em mim – completei.
–Faço o quiser Bella, é só me dizer – sua voz trazia uma emoção que eu não conseguira identificar.
–Vá embora – senti o enrijecer – Esqueça que um dia me conheceu, esqueça as promessas feitas, só me deixe tentar... – eu agora chorava copiosamente – Me deixe tentar viver Edward, eu preciso disso... Eu mereço isso – finalizei soluçando.
–Não faz isso Bella – ele segurou minha mão –Dê uma chance para nós, por favor.
Típico! Eu passaria por cima de tudo aquilo que aconteceu e tentaríamos mais uma vez.
Mais uma vez! Seria sempre assim?
O que me levou a perguntar algo que, de certa forma eu sabia a resposta, mas masoquista como era, queria ouvir da boca dele.
–Há quanto tempo Edward? – sussurrei olhando para o teto.
–O que meu amor? – ele apertou minha mão.
–Tânia. Há quanto tempo está com ela? – perguntei tentando forjar uma indiferença.
–Não Bella – o aperto em minha mão se intensificou – Não faz isso.
–HÁ QUANTO TEMPO EDWARD? – nem acreditei quando pude ouvir minha própria voz.
Ele assustou-se, levantou da cadeira e sentou na beira da cama. Uma mão em cada lado do travesseiro, prendendo meus olhos nos dele.
–Dois anos –meu olhos saltaram das órbitas. Era um caso antigo.
Ela era a namorada?
Eu era o que então?
–Não Bella – ele disse quando fiz menção de me levantar –Agora você vai me ouvir –sussurrou com a voz doce que eu tanto amava.
–Eu tenho esse rolo com ela á dois anos, mais Bella – pegou meu rosto com as mãos – Eu nunca tive nada mais do um rolo qualquer com ela, você foi a única Bella, a única que mexeu comigo, a única que eu pedi em namoro, a única que eu pus uma aliança feito um adolescente apaixonado e Bella... – sua voz estava embargada e o meu traiçoeiro coração batia freneticamente — Você foi e é a única que eu amei – meu coração falhou uma batida quando ele proferiu as últimas palavras e beijou com toda a ternura á minha testa.
–Isso não muda o fato da traição Edward, eu posso aparentar uma menininha estúpida de quinze anos, mais meus conceitos e caráter são os mesmos de uma mulher – eu disse na minha melhor voz .
–Você não é uma menininha para mim Bella, e era por esse motivo que pedi que viesse morar comigo... Eu sou fraco Bella, eu errei por várias vezes, mas Bella... – sua voz era intensa e penetrante -... Se me perdoar tudo... Tudo mesmo será diferente meu amor, vou levar você comigo para Londres nem que seja amarrada e te prometo que serei o homem mais fiel... – eu parei de ouvir ali... Ele pintava uma mentira que certamente ele acreditava.
Ele mesmo havia confessado que era fraco, como, por Deus, como eu confiaria em um homem desses? Um fraco?
–O que está fazendo aqui Edward? –perguntou um Carlisle furioso.
–Estou com a minha namorada pai – Edward disse ficando em pé ao lado da minha cama.
–Bella não está com disposição para visitas e vocês não são mais namorados – Carlisle disse aproximando-se da cama de modo com que Edward recuasse.
–Você não... – ele começou a falar mais fora interrompido.
–Eu não o que? Vamos Edward o que eu não posso? – Carlisle estava visivelmente irritado.
–Eu não posso preservar a saúde da minha paciente? Ou eu não posso permitir que crápulas como você chegue perto dela? Ou eu não posso o que? Você acha que é fácil olhar para essa menina que tanto aprecio e ver seu estado pejorativo por causa do meu filho? Você ainda é um moleque Edward. Pode até ser mais velho que ela, mais ela – disse apontando para mim – É muito mais mulher do que qualquer vadia que você pôs naquele seu quarto imundo – eu não conseguia acreditar o quão nervoso Carlisle estava.
–Agora saia daqui Edward, e só volte á procura-la quando ela solicitar – completou abrindo a porta do quarto.
Ele olhou-me e eu pude ver ali toda a verdade. Ele era um homem perdido. Não compreendia que não era mais um adolescente, mas sentia prazer em agir como tal. E como eu ficaria nessa história?
Veio até a minha cama novamente e deu um beijo demorado em minha testa e sussurrou: -Eu te amo – saiu do quarto sem nem olhar para trás.
–Bella, me perdoe por isso – Carlisle pediu passando as mãos pelo cabelo nerovosamente – Eu não imaginei que ele tivesse a intrepidez de vir até aqui – completou com aquele infeliz olhar de pena.
Eu apenas assenti, sentindo assim um latejar em minha cabeça.
–Bella, como você sabe eu sou um neurologista e estou atuando na chefia da neurologia deste hospital, sendo assim passei seu caso para um amigo meu de total confiança, ele é um ótimo clinico geral e já está com seus exames em mãos – terminou encarando-me provavelmente imaginando que eu iria queixar-me.
–Tudo bem Carlisle – ele sorriu.
–Que bom ouvir sua voz querida – seu sorriso era sincero e gentil.
Ouvimos uma leve batida na porta e um homem de aparentemente quarenta e poucos anos entrou por ela. Era um homem bonito e muito charmoso. Os cabelos loiros contrastavam muito bem com a palidez de sua pele, os olhos eram esverdeados, mas nem chegavam perto das esmeraldas que eu tanto amava.
–Bella, esse é o Dr. Stanley, ele cuidará do seu caso querida – dizendo isso Carlisle beijou minha bochecha –Estará em boas mãos – Assim sendo, ele deixou o quarto.
–Como está se sentindo Srta Swan? – perguntou ternamente e aí eu pude reconhecer aquele homem. Era o Sr. Trevis Stanley, pai da minha amiga Jéssica. Amiga essa que eu não via há tempos.
–Estou bem – menti descaradamente, porque bem era um estado que eu definitivamente não estava agora.
–Bem Isabella – sentou-se ao meu lado na cama – Estou com seus exames em mãos, você está com um pouco de anemia, mas não é nada preocupante – relatava olhando os papéis em suas mãos – O que mais me preocupa agora é ver você nesse estado sabendo que tem de priorizar o estado do seu bebê, afinal se você não se alimenta direito seu bebê sente a falta desses nutrientes para se desenvolver.
Eu não compreendia direito o que ele estava dizendo e acho que ele percebeu pelo meu semblante.
–O que? Vai me dizer que a Srta não sabia? – agora seu tom era sério.
–Não sabia do que Doutor, não estou conseguindo acompanhar – era verdade, eu não estava sintonizando bem todo aquele assunto.
Ele levantou-se, separou alguns papéis e um específico entregou em minhas mãos.
Eu não entendia muito bem o que estava escrito ali, mais havia duas coisas que eu soube discernir muito bem.
Uma era o nome do hospital em que eu estava. E a outra era...
POSITIVO.
–Parabéns mamãe...
Notas finais
O que estão achando galerinha??
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