Redenção
20 Capítulo 19
Notas iniciais
Hoje o capítulo está intenso...
Quero agradecer as reviews que tive, e agradecer também as novas meninas que estão se juntando aqui no clube de *Redenção*, sejam bem vindas e sintam-se abraçadas....
Eu não entendia muito bem o que estava escrito ali, mais duas coisas que eu sabia discernir muito bem.
Uma era o nome do hospital em que eu estava. E a outra era...
POSITIVO.
-Parabéns mamãe...
CONTINUAÇÃO DO FLASHBACK
“Parabéns mamãe...” Aquela frase rondava minha cabeça....
Eu estava grávida!
Grávida do amor da minha vida.
Eu teria um filho de Edward Cullen!
Eu teria um vinculo com aquele que me traiu.
Meus sentimentos foram mudando rapidamente...
De repente eu senti medo... Medo de como seria daqui pra frente?
Eu mãe. Edward pai. E nós?
Fui tirada de meus pensamentos quando ouço um barulho de algo se chocando no chão.
-Diz pra mim que não é verdade Bella – era minha mãe, parada na porta do quarto, entre minha irmã Rosie e o médico. O barulho era do seu celular, que era estava com a bateria de um lado e o aparelho do outro. Ambos espatifados no chão.
Mais eu não consegui responder.
-Isabella, olhe para mim – minha mãe se aproximava da cama junto com Rosie. Esta estava segurando seu braço.
-Sra Swan, essa conversa pode esperar, seria prudente deixarmos Isabella descansar – disse o Dr. Stanley tentando apaziguar a situação.
-Me perdoa mãe – sussurrei com a voz tremula, só então percebendo que eu chorava.
-Bella... eu...e... Bella- ela gaguejava e seus olhos também traziam lágrimas – Eu falhei com você filha, eu fui negligente, eu jamais deveria ter apoiado esse relacionamento – ela estava se culpando.
-Para mãe, nós fizemos tudo sozinhos, a sra não tem culpa de nada, eu só... – minha voz falhava por causa do choro mal contido – Só não sei o que fazer agora – suspirei.
Eu não sabia mesmo o que fazer.
Edward era o pai.
Mas como ele reagiria diante dessa situação? Pois para assumir um namoro para ele, foi como se tivesse assumindo um assassinato.
-Lógico que você sabe o que fazer Bella – disse uma Rosie radiante – Você terá esse bebê, e nós te apoiaremos, não é mesmo mamãe? – ela perguntou sorrindo encarando minha mãe.
Vi um sorriso brotar nos lábios dela, minha mãe estava emocionada.
-Meu Deus filha, você me fez avó tão cedo assim? – perguntou me abraçando.
Não pude conter mais o choro.
Chorei eu. Chorou minha mãe. Chorou Rosie.
-Dr. e agora? Como está a saúde da minha filha e a do meu neto? Bella pode ir para casa? Sim porque em casa ela se sentiria mais tranqüila, até porque a família dela estaria ao lado, ajudando a – minha mãe disse tudo num rompante fazendo com que o médico sorrisse largo.
-Sra Swan – ele começou a dizer mais foi logo interrompido.
-Renée, por favor – ela odiava ser chamada de sra.
-Claro – ele sorriu gentil – Renée, Bella ainda está fraca e por esse motivo á manteremos no soro, ela e o bebê precisam estar saudáveis, e agora o caso dela será novamente encaminhado, mas desta vez será para uma ginecologista, Bella precisa fazer vários exames – Claro, porque eu não pensei em procurar uma ginecologista antes?
-Certo, mais agora eu posso ficar com ela não é? – minha mãe parecia uma criança mimada fazendo birra.
-Tudo bem, mais só a sra poderá permanecer no quarto após a visita ok? – minha mãe assentiu e o médico saiu do quarto.
-Você será mamãe Bella – Rosie estava muito emocionada, ela sempre gostara muito de criança.
-Sim, eu serei mamãe – assim que essas palavras saíram da minha boca, eu pude entender a complexidade dos meus sentimentos.
Automaticamente levei minhas mãos á uma barriga inexistente e fiquei á imaginar um menininho sendo á cópia fiel do pai. O mesmo cabelo, os mesmos olhos, o mesmo sorriso torto que faria com que eu envelhecesse mais rápido de tanto ciúmes.
Eu já amava aquele pequeno ser dentro de mim. E apesar do pai dele não merecer meus sentimentos, fiquei imaginando se ele também compartilharia dos mesmos sentimentos que eu.
-O que vai fazer agora filha? – olhei para ela sem entender sua pergunta, ela sorriu e pôs suas mãos em cima da minha, na minha barriga.
-Agora você não poderá tomar decisões somente por você Bella, tem mais uma pessoinha para se pensar –eu entendia onde ela queria chegar.
-O que eu faço mãe? Estou perdida – disse com toda a sinceridade, e agradecendo a Deus por minha mãe estar aqui ao meu lado.
-Você precisa ter uma conversa franca com Edward bebê, ele precisa saber que vai ser pai, e precisa tomar algumas decisões – ela disse em um tom sério.
-Eu vou conversar mãe, eu só...Eu preciso de um tempo para absorver isso tudo, nem eu estou acreditando ainda... Eu não sei o que fazer, só tenho quinze anos mãe – disse buscando seu abraço.
-Não adianta pensar nisso agora Bella, você não se lembrou que só tinha quinze anos quando se envolveu com ele não foi? – ela ainda estava séria quando perguntou isso – Então agora é bola pra frente e eu tenho certeza absoluta que ele vai pirar ao saber que vai ser pai — olhei para ela me perguntando se ela era bipolar. Sim porque agora ela sorria abertamente e eu não entendia nada.
-Como assim mãe? Acha que ele irá fugir? – minha voz demonstrava toda a minha insegurança em relação á atitude que ele tomaria.
-Fugir? – ela gargalhou – Bella, ele ama crianças, ele mesmo já disse isso á você, e é por esse motivo que irá se tornar neuropediatra.
-E outra, se ele não quiser assumir não tem problema, pois sozinha você não estará – Rosie finalizou.
-Obrigado gente, não sei o que seria de mim sem vocês – eu estava muito emocionada, mais como se meu psicológico avisasse, de repente eu senti uma fome que há dias não sentia.
-Mãe, quero um hambúrguer – pedi sorridente.
-Hahaha como é bom ver esse sorriso de novo – ela disse me abraçando.
-Um suco de laranja com cenoura e uma caixinha de fritas também – isso fazia minha boca salivar, e eu sei que era cedo demais para os desejos, mais fazer o que né? Grávidas são grávidas.
-Já vai começar é? – Rosie disse sorrindo.
-Não tenho culpas, meu bebê ta pedindo e você madrinha desnaturada vai deixar seu afilhado com fome? – lancei a pergunta e ela nem se tocou.
-Haha Bella, faça me um favor vai, você acabou de descobrir que está grávida e já está...Já está – ela gaguejou e me encarou com olhos brilhantes.
-Que foi? Vai demorar muito para alimentar seu afilhado? – sem delongas, ela correu e me abraçou.
-Jura? – perguntou segurando meu rosto entre suas mãos – Jura que eu serei a madrinha dele? – os olhinhos brilhavam de tanta emoção.
-Mais é claro que sim, quem mais seria Rosalie Lillian Swan? – perguntei, recebendo como resposta um novo abraço apertado dela.
-Ei, deste jeito vou ficar com ciúmes hein – minha mãe reclamou e Rosie á puxou para um abraço também.
-Agora vão providenciar comida, por favor – implorei sentindo meu estomago roncar pela primeira vez em dias.
-Ok, Srta-eu-estou-grávida-e-vou-comer-de-tudo – Rosie disse e arrastou minha mãe para á porta.
-Esperem – pedi e as duas olharam novamente para mim.
-Mãe, Rosie, não diga isso á ninguém por enquanto – as duas assentiram – Rosie, Emm não pode saber e mamãe, por favor, quero que o papai saiba disso por mim, e somente após Edward estar ciente, tudo bem? – ela suspirou e respondeu.
-Você quem sabe querida, só não demore muito para fazer essa revelação, não sei se me segurarei muito tempo – eu sabia que não podia demorar em tratar esse assunto.
- E o Carl? Ele já sabe? – Rosie perguntou e só então em dei conta.
Suspirei pesadamente.
-Eu converso com ele também, provavelmente ele virá me procurar logo – assim que terminamos a conversa, elas saíram em busca do meu tão sonhado lanche.
Assim que voltaram eu devorei tudo rapidinho, mais infelizmente ele não durou tempo o bastante no meu estomago.
Elas não demoraram á ir embora, não sem antes me prometerem novamente manter sigilo até eu contar ao pai da criança. Fechei meus olhos e embarquei para meus sonhos....
Acordei sentindo a boca seca e amarga, estava levantando o tronco para pegar água na mesinha e quase enfartei.
-Oh! – ofeguei com o susto.
-Me desculpe Bella, eu não quis te assustar – ele disse.
-Não foi nada, já passou – respondi com a mão no peito controlando meus batimentos acelerados pelo susto.
-Acho que temos que conversar – agora eu não podia mais fugir.
-O que você sabe Carlisle? – perguntei já sabendo á resposta.
-Sei que muito provavelmente, eu serei avô – ele sorriu.
-Parabéns vovô – fingi uma animação.
-Bella, não vou dizer o quanto vocês dois foram irresponsáveis porque nada disso mudará os fatos, é só que você é tão novinha... – ele disse e balançou a cabeça em sinal de incompreensão.
-Eu sei disso Carlisle, e vou arcar com minhas responsabilidades, meu bebê não em atrapalhará em nada – eu disse com convicção, afinal era a mais pura verdade. Meu bebê não iria me atrapalhar.
-Você não irá arcar com nada disso sozinha Bella, Edward irá te apoiar e te assumirá, você e essa criança – ele disse sério.
-Carlisle, á única coisa que eu quero do seu filho, é o reconhecimento da paternidade e mais nada, ela não será obrigado á se casar comigo e nem eu quero isso – era tudo o que eu mais queria, mais nessas circunstancias. Não por obrigação.
-Bella você não pode fazer isso? Como você criará sozinha essa criança, você tem apenas quinze anos e ainda nem terminou o ensino médio? – ele perguntava ainda em tom calmo.
-Não farei isso sozinha. Terei o total apoio dos meus pais, e não deixarei de concluir os estudos por causa da gravidez. Darei meu jeito. – era isso que eu faria, do meu jeito. Tudo daria certo.
Ou não?
-Me orgulho de você Bella, não pensou em nenhuma vez em aborto, e isso me admira muito – seu sorriso era sincero.
-Jamais abortarei meu filho. Eu já o amo – afirmei, eu já o amava mesmo, amava tanto quanto eu amava o seu pai.
-Só peço que não conte ao Edward ainda Carlisle, eu mesmo quero contar na hora certa.
-E qual é a hora certa Bella? – ele perguntou já se levantando e cruzando os braços.
-Você saberá – respondi sorrindo e ele també sorriu erguendo os braços em forma de rendição.
-Ok, menina teimosa – veio até meu leito e beijou minha testa – Durma bem Bella – pousou sua palma em meu ventre – Durma bem meu netinho – sussurrou emocionado.
Sorri.
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Havia se passado uma semana desde á minha descoberta, minha mãe, Rosie e Carlisle mantiveram muito bem o meu segredo.
A cada dia que passava eu sentia mais fome. Minha mãe pedia para eu me controlar, senão daqui poucos meses eu iria ter que descer as escadas de casa rolando, o que não seria muito bom para o bebê.
Hoje era o jantar de noivado da minha irmã.
Hoje eu veria Edward novamente.
Hoje eu revelaria toda á verdade.
Já estava tudo combinado. Carlisle havia pegado no hospital meu exame de sangue comprovando a gravidez, e arrumaria um jeito de ficarmos á sós na casa dele.
Minha mãe foi comigo comprar um lindo vestido azul, ele era de alças grossas e era todo rodado, seu tecido era leve e gostoso. Escolhi a cor azul por saber que Edward gostava, queria estar pelo menos bonita quando ele me visse mais uma vez.
Nós não nos vimos mais desde aquele dia no hospital. O único contato dele, eram as mensagens que ele enviava no celular da Rosie endereçadas a mim. Eu nunca respondi. Á última mensagem fora á dois dias atrás, ele dizia que me amava e que ainda estava esperando por mim.
De certa forma meu coração se inflava ao ler tais palavras, pois eu precisava me agarrar á esses sentimentos dele para dar lhe á noticia.
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Chegamos á mansão dos Cullens para o noivado e vários carros já estavam lá estacionados. Avistei o carro da Jéssica, e logo em seguida avistei também o carro do tio Billy, será que Jake teria vindo? Ele estava fora na casa de uns parentes.
Com as mãos suando e o coração batendo fortemente, avistei o volvo prata.
Descemos do carro e meu pai foi andando na frente junto com Jazz e a Angie, ele parou para conversar com o Sr e a sra Cheney.
-Seja forte pequena – minha mãe me abraçava – Não deixe que ele te humilhe ok? Qualquer coisa estaremos sempre ao seu lado – ela me beijou e Rosie me deu mais um abraço.
-Boa noite meninas – disse minha ex-futura sogra e avó do meu filho.
-Boa noite Esme – era de se notar que minha mãe estava tão nervosa quanto eu.
-Esme...er..bem, Edward está aí? – assim que perguntei ela sorriu largamente.
-Claro que está querida – abraçou-me pelos ombros – Talvez consiga acalmar os ânimos daqueles homens – ela disse sorrindo – Carl e Ed estão discutindo alguma coisa na biblioteca, mais hoje é um dia tão especial que eu nem quis saber do que se tratava.
O que será que eles discutiam? Será que Edward aprontara novamente? Ou???
Será que Carlisle tentando amenizar a situação, resolveu deixar Edward á par de tudo?
Não, ele não faria isso comigo. Esse era um assunto para ser discutido em minha presença.
-Vou encontrá-los – sem esperar por resposta me direcionei ao escritório.
Fui andando calmamente, observando as várias pessoas convidadas pelo casal.
Acenei para Jéssica, para meus tios, para Rachel, e assim segui acenando para algumas pessoas.
O jardim da mansão estava lindo, todo decorado com grandes luminárias. Perfeito para ocasião.
Avistei Alice e Jazz conversando animadamente com Angie e Ben. Apesar de serem todos mais novos que eu, eu já tinha certeza que ali, eram todos casaizinhos.
Ri com minha própria afirmação. Afinal eu não era tão mais velha que eles assim, mais aqui estava eu, em poucos meses seria mamãe. Com esse sentimento levei minha mão até meu ventre, desejando que logo que pudesse sentir a protuberância e os chutes. Era o que eu mais aguardava.
E honestamente, queria que ele compartilhasse desses momentos junto comigo e com nosso filho.
Nosso filho! Eu sempre pensava em um menininho, sempre me referia á meu bebê como ele.
Fui me aproximando lentamente do escritório e realmente pude notar que Carlisle estava alterado.
-PAI, DÁ PARA ME ESCUTAR POR FAVOR? – escutei á voz do meu amor, e mesmo alterada meu coração palpitou erraticamente pela saudade.
-NÃO QUERO OUVIR MAIS NADA EDWARD, VOCÊ É UM IMBECIL MEU FILHO, NÃO FAZ Á MINIMA IDÉIA DO QUE APRONTOU – eu já tinha visto Carlisle alterado, por isso não me espantei tanto.
-O QUE QUER QUE EU FAÇA AGORA HEIN? JÁ ESTÁ FEITO PAI E SUA IGNORANCIA NÃO ME AJUDARÁ EM NADA – mais que porra era aquela que eles estavam falando?
-IGNORANCIA EDWARD? EU? FAÇA ME RIR... VOCÊ Á ENGRAVIDOU EDWARD, COMO PODE? – eu não conseguia acreditar que Carlisle havia traído minha confiança desse jeito, eu pedi para ele que deixasse eu contar isso á Edward droga! Eu não iria assustá lo e nem acusá lo de nada.
Droga! Girei a maçaneta da porta e entrei em silêncio, eles nem notaram minha entrada, Carlisle estava em pé de um lado da sua mesa com as mãos apoiadas na mesma e um semblante raivoso. Edward estava de costas para mim e meu peito se apertou com um sentimento estranho.
-EU NÃO TIVE CULPA PAI, EU ESTAVA BÊBÂDO DROGA! – ele estava visivelmente alterado, mais honestamente não me lembro de nenhuma vez termos feito amor com ele bêbado. Então era essa a desculpa que ele arrumaria?
-Bêbado ou não você fez Edward e agora? – Carlisle perguntou em tom sarcástico e eu realmente fiquei com medo de ouvir sua resposta. Era agora ou nunca que eu saberia do posicionamento dele sobre a paternidade do nosso filho.
-Vou assumi lá pai. Tânia não ficará desamparada carregando um filho meu!
-O QUÊ? — eu nem havia percebido que tinha gritado, só notei quando quatro pares de olhos verdes me fitaram intensamente.
POV DA AUTORA.
O resto aconteceu tudo num piscar de olhos.
Edward e Carlisle encaram atônitos uma menina branca feito um papel parada em choque na porta do escritório, para logo em seguida sair correndo em disparada.
Edward correu o máximo que pode atrás da sua menina, não acreditando que ela soubera da pior maneira sobre a gravidez indesejada do relacionamento esquerdo com Tânia.
Bella não acreditava que o homem que ela amava, aquele que era o contribuinte principal para aquela sementinha que crescia dentro dela, havia engravidado outra. Como ele pode? Essa era pergunta que ela fazia enquanto corria portão a fora da mansão.
Todos os convidados encaravam assustados aquela cena. Renée e Rosie que achavam que sabiam do que se tratava se colocaram á correr atrás dela. Enquanto Charlie via tudo espantado.
Bella saiu em direção á estrada, seus olhos não viam nada, cegos pela raiva e pelo choro incessante.
Edward corria o mais rápido que suas pernas permitiam para tentar se explicar para aquela que era o amor da sua vida. E quando estava á um braço de alcançá-la.
-BELLA, NÃO...... – gritou fazendo com que a jovem olhasse para trás, mas tarde demais.
Um estrondo horrível fora ouvido.
Um choro doído e audível saia da boca de um homem louco, apaixonado e inconformado...
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Notas finais
O que será que aconteceu?
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