Redenção

18 Capítulo 17


Notas iniciais
Dizer que hoje estou feliz é pouco.
Recebi um e-mail de uma pessoa muito querida por mim elogiando minha escrita e minha estória. Fiquei sem palavras!!!
Obrigado S., por tudo e principalmente pelo apoio incondicional.
E esse capítulo vai especialmente para você.

CONTINUAÇÃO DO FLASHBACK

"E de repente a vida te vira do avesso e você descobre que o avesso é seu lado mais certo"

Não acreditei quando saí do carro e vi meu celular espatifado em mil pedaços.

Que droga!

Como ele pode fazer isso? Sem motivo algum aparente.

-VOCÊ É LOUCO OU OUTRA COISA? –minha voz trêmula de raiva saiu mais alta do que o esperado.

Notando minha fúria ele veio ao meu encontro em algumas largas passadas.

-COM CERTEZA SOU OUTRA COISA – bradou á um centímetro de mim.

-Quer saber Edward? – era uma pergunta retórica – Esquece ok? Vou entrar agora e você irá para sua casa – completei cansada – Amanhã nos falamos – me virei e fui em direção a porta da minha casa.

-ISABELLA – gritou bem atrás de mim — ESTOU FALANDO COM VOCÊ ISABELLA – gritou mais uma vez e me puxou bruscamente pelo braço quando eu não lhe dei atenção.

-Edward, pare de gritar – falei em um tom ameno notando seu nítido estado de fúria – Estou aqui – soltei-me e cruzei os braços.

-Onde você pensa que vai? Eu quero saber que porra de mensagem era aquela em seu celular? – perguntou em uma voz contida.

-Primeiro, eu “vou” entrar, tomar um banho, me deitar e quiçá descansar e Segundo a porra da mensagem que estava naquilo que ERA meu celular – enfatizei apontando os pedaços do meu falecido aparelho – Era um convite “ainda” não aceito por mim – concluí.

-E você acha que sou idiota? – perguntou pegando novamente em meu braço, mais dessa vez sem tanta força – Você ia esperar eu dar as costas e ir pra essa merda de pubs? – com essa eu quase ri da cara dele.

-Meu nome é Isabella meu caro, e não Edward – disse com um sorriso escárnio.

Ele abriu e fechou a boca várias vezes, mas sem emitir qualquer som, provavelmente eu o havia afetado mais do que o necessário.

Será mesmo? Perguntou algum ponto da minha consciência.

-Olha Edward... –suspirei – Eu não quero brigar com você – tentei amenizar.

-Eu também não quero Isabella – ele disse em um tom mais ameno – Mas você não voltará a ter contato com o Black – finalizou em tom maleável.

Maleável? Com essa eu tive que gargalhar mentalmente.

-Edward – disse expirando e inspirando lentamente – Jake é meu amigo, muito, mais muito antes de eu sequer conhecê-lo, ele...ele – tentei concluir com uma palavra cabível para o momento – Ele é da minha família – foi a única que encontrei.

-Família? – perguntou incrédulo – Me poupe desse joguinho Isabella, á única intenção que vejo naquele cachorro é ele enfiando a maldita língua dele na sua boca e terminar com você gemendo no banco traseiro daquele carro ridículo – eu o encarava com repugnância.

Como ele pode?

Como ele ousa?

Senti-me um....nem sei o que me definir nesse momento.

Uma vadia?

Sim, era isso que ele pensava.

Sem deixar que ele terminasse bati o pé com raiva e sai bufando.

Mas como sempre o Sr Eu-Sei-De-Tudo teve que parar-me usando de sua força brutal em comparação com a minha.

-Bella... – chamou com a voz mais doce possível. Cretino! Agora ele se lembrava de me chamar por Bella?

-Não ouse Edward – respondi com os fechados – Não pense em pedir desculpas – apertei a ponta do nariz – Não irei aceitar – murmurei com os olhos ainda fechados.

-Bella eu – o interrompi.

-Não perca seu tempo Edward – abri os olhos e o encarei furiosa – Não polua meu vasto vocabulário com suas palavras mesquinhas e depreciativas.

Não esperei por sua resposta, dessa vez saí em passos largos e quando me dei conta já estava em meu quarto.

Não sentia vontade de chorar.

Mas a raiva....Ah essa sim tomava meu ser.

TOC TOC....

Droga... Será que eu não tinha paz nem no meu quarto?

-TEM QUE SER MUITO IMPORTANTE PARA ME FAZER ABRIR A PORTA AGORA DROGA – gritei deitada em minha cama com o travesseiro sobre meu rosto.

-Três palavras pra você querida – respondeu minha mãe.

Droga...

-Edward.Pai.Choro – ela disse pausadamente.

Peraê...

Edward... Pai... Choro?

Como assim?

Abri a porta num rompante pra dar de cara com uma mulher que trazia um olhar assustado.

Minha mãe.

-O que aconteceu filha? – minha mãe perguntou empurrando-me para dentro do quarto novamente.

-Depende do que está perguntando Renée – eu não sabia mesmo do que ela se referia.

Será que ela viu minha briga com Edward e imaginou que eu estava debulhando em lagrimas?

-Bom... -começou hesitante – Tive um vislumbre da conversa do seu pai com Edward e... – ela parou fitando minha reação.

Mais que porra é essa?

Como assim conversa do meu pai com Edward?

-Continue mãe – gesticulei com a mão para que ela prosseguisse.

-Bella, eu nem sei direito o que aconteceu, só sei que chegamos em casa agora á pouco e nos deparamos com Edward chorando como criança na entrada da casa – ela ditava com a voz embargada – Me deu dó filha, ele estava... estava.... – ela suspirou profundamente – Ele estava arrasado bebê, ele murmurava palavras desconexas como seu nome, burrada, cachorro, matar, minha, eu não compreendi direito – ela finalizou encarando-me e num ímpeto eu já estava em pé.

-Onde ele está? – perguntei já saindo do quarto e sem obter a resposta imediata, bradei com minha mãe –ONDE ELE ESTÀ MÂE?

-Bella acalme-se filha, vocês dois estão nervosos – ela tentou amenizar a situação.

Eu queria ver Edward, dizer pra ele esquecer e que tudo ficaria bem. Ele não podia estar chorando, não por mim, esse não era o homem determinado e confiante que eu conheço.

Acalmei e juntas fomos ao encontro dele e do meu pai que estavam fora da casa.

Assim que focalizei Edward, imediatamente estagnei. Meu sangue não corria e imaginei que morreria ali e naquele momento.

A visão era amedrontadora.

Meu pai segurando Edward pelo braço com toda a força que eu supunha que ele tinha e Jacob com um sorriso zombeteiro no rosto.

Passado o choque, certifiquei dois fatos importantíssimos.

Meu pai não agüentaria segurar Edward muito tempo.

E Jacob com aquele sorriso idiota no rosto, realmente estava pedindo para apanhar.

-FIQUE LONGE DA MINHA NAMORADA BLACK – gritou um Edward extremamente furioso.

-Disse certo Cullen – Jake estava com aquele maldito sorriso presunçoso – Namorada. Não propriedade – concluiu cruzando os braços.

-VOU TE MATAR SEU CACHORRO – bradou Edward e desta vez meu pai quase não conseguiu segurar.

Foi aí que eu corri.

-CHEGA! — gritei furiosamente com os dois palhaços.

-Você – apontei para Edward – Entra pra dentro que vamos conversar – ordenei apontando minha casa.

-E você – apontei para Jacob – Cai fora senão eu juro por tudo o que é santo Black que realmente mando meu pai soltá-lo só para ele tirar esse sorriso idiota do seu rosto.

-Rárárá – riu ruidosamente – Como se esse parasita fosse páreo para mim- retrucou presunçoso.

Não sei como e nem quando aconteceu. Foi tudo um borrão.

Quando dei por mim, Jacob estava caído ao chão com Edward por cima dele, sentado em seu estomago enchendo-o de socos.

Seria cômico se não fosse trágico.

Sim, porque cm todo aquele tamanho Jake estava visivelmente apanhando.

Edward era uma força sobrenatural da natureza.

Ele tinha um porte físico admirável, não era exagerado e nem tinha o aspecto de fracote.

Porém Jacob era o dobro dele só em músculos, quem dirá em altura então.

E contrariando todas as teorias Jacob estava apanhando feio do meu lindo namorado.

Certo!

Preciso parar com isso e interromper essa palhaçada.

Saí do meu devaneio com meu pai berrando e minha mãe chorando histericamente.

Eles já estavam em pé, um peitando o outro.

-AGORA CHEGA – gritei entrando no meio dos dois e os afastando os com minhas mãos.

A única coisa que os separavam, eram meus minúsculos e frágeis braços.

Os dois estavam com a respiração descompassada e ofegante.

-Pai leve Edward para dentro agora – ordenei para Charlie e quando eu reparei que Edward iria boquejar...

-Sem mais Edward – disse o encarando fixamente – Vamos conversar com calma em casa.

Por mais incrível que pareça ele me obedeceu....

-E você Jacob – lancei lhe meu pior olhar – Tem algo a dizer? – perguntei acidamente.

Ele suspirou e passou a mão pelo rosto e só então notei o estrago que Edward lhe causara.

Seu lábio inferior estava levemente inchado e vermelho, tinha um corte no supercílio e provavelmente seu olho esquerdo amanheceria inchado e roxo.

-Me desculpa Bells – ele encarou-me arrependido – É que como você não retornou, vim ver se estava tudo bem e de repente te dar uma carona ao bar – pausou cansado.

-Você sabia que eu estaria com Edward – acusei.

-Não – se defendeu imediatamente – Eu não sabia nem que ele viria, afinal você comentou que estavam estremecidos, sei lá, quando eu vi vocês dois juntos na casa dele imaginei que ele só teria vindo aqui conversar e já voltaria

para Londres – falou tudo num átimo e encarou-me com aquelas orbes negras.

-Me perdoa minha flor – segurou minha mão – Sabe que jamais te magoaria assim por querer.

E eu realmente sabia e confiava nele.

Meu melhor amigo provavelmente estaria preocupado comigo e eu aqui lhe dando broncas.

Afinal não fora ele que me acusara de coisas horríveis.

-Ok Jake – suspirei pesadamente e o abracei – Está perdoado.

Beijei seu queixo e o soltei.

-Agora vá embora antes que eu realmente deixo Edward terminar o serviço – brinquei vendo sua face desmoronar.

-Ele me pegou de guarda baixa Bells – se defendeu.

Beijou-me na bochecha e caminhou até seu rabitt.

-Inseguro ele, não? – era claro que a pergunta era retórica mas...

-Some daqui seu pulguento – brinquei tacando meu sapato nele.

Ele riu e entrou em seu carro partindo.

Suspirei e voltei meu olhar para entrada.

Edward estava parado na porta da mesma encarando-me inexpressivo.

Caminhei até ele e numa atitude impensada por mim ele puxou-me pelos braços e beijou-me.

Não correspondi, não cedi passagem a sua língua exigente e não me movi.

-Por favor – sussurrou contra meus lábios – Não faz assim meu amor – passou a ponta da língua levemente em meu lábio inferior...

E o que eu fiz?

Adivinhe se for capaz?

Diga-me você como faço para não ceder ao homem que tanto almejo e sonho?

Em movimentos não calculados enlacei seu pescoço e soltei um gemido involuntário quando sua língua invadiu minha boca procurando sedenta pela minha.

-Ei arrumem um quarto... – dou um doce se adivinharem quem teve a proeza de verbalizar tais palavras.

-Olá Emmet – Edward sussurrou ainda preso em meus braços.

-Olá maninho – seu tom era de zombaria e por esse motivo virei-me para ele só para admirar aquele que era duplamente meu cunhado. Emmet era grandalhão mais trazia em sua face a serenidade de uma criança. Aquelas covinhas em sua bochecha o tornavam ainda mais bebezão.

-Bella – disse sério – Essa casa está ficando pequena demais para nós – gesticulou para ele e Edward – Os Cullens – finalizou olhando para traz.

Segui seu olhar só para deparar-me com uma cena fofa.

Um correndo atrás do outro.

Alice corria de Jazz desesperada enquanto ele gargalhando a derrubava no chão brincando sei La do quê.

-Então o que vamos fazer hoje? – perguntou Rosie olhando sugestivamente para nós.

-Quero algo romântico – Edward disse me abraçando por traz.

-O que você aprontou Edzão para estar todo meloso assim? – Emm perguntou com tamanha seriedade que quase acreditei em seu tom.

E assim passaram os três dias de folga do meu amor, fizemos as pazes naquele mesmo dia de um jeito bem particular, ele se desculpou com meus pais e depois ficamos assistindo filme com Rosie e Emm, noutro dia almoçamos com a família dele e fiquei com ele na estação até ele partir.

Os outros dias como costume se foram todos efetuados no automático.

O único momento que eu despertava um pouquinho era na escola, afinal ter uma amiga e companheira de classe como a Jéssica nem te dá tempo de respirar e também quando estava na companhia de Jake.

Sim, pois mesmo com toda a proibição de Edward em relação ao Jake, eu não pude deixar de vê-lo.

Ele era meu amigo, meu irmão, e querendo ou não quando ele estava perto o buraco em meu peito que se formava toda vez que Edward ia embora quase se curava.

Quase, porque nem mesmo Jacob conseguiria me fazer suportar a saudade que eu sentia dele.

O que nos amenizava um pouco eram os longos telefonemas.

Pois é, agora posso dizer que são longos e muito freqüentes. Edward me fazia relatar até mesmo como fora meu banho.

Os dias estavam passando e o aniversário de Edward também estava chegando.

Vinte e cinco anos.

Uma idéia se formava em minha mente. E eu precisava executá la o quanto antes.

-Mãe – chamei entrando em seu quarto.

-Oi bebê – ela respondeu animada arrumando sua mala.

-Posso viajar com você? –perguntei com minha melhor cara de inocente.

Minha mãe estava embarcando para Manchester para sua apresentação no fim de semana, e como Londres era mais ou menos duas horas de distancia porque não passar o fim de semana com meu namorado? Afinal ele não queria comemorar seu aniversário, pois estaria estudando demais, enfim, ele não precisaria se deslocar até aqui e eu o curtiria ainda mais.

-Desembucha Isabella – falou se virando para me encarar – O que você realmente quer? – perguntou serenamente.

-QueropassarofimdesemanacomEdward – falei tudo num átimo e sua reação me surpreendeu como sempre.

-Sem problemas bebê, arrume sua mala agora mesmo – era brincadeira né?

Ela deixaria assim, sem nem questionar?

-Mãe meu pedido foi sério e quero uma resposta á altura – indaguei.

-Estou falando sério Bella – disse ela sentando-se a cama.

-Você fica com Edward durante minha curta estadia em Manchester e depois voltamos para casa – ela disse reluzente – Ah é claro que seu pai não necessita saber com quem você estará não é mesmo? – ela perguntou piscando.

Eu já disse que tenho a melhor mãe do mundo? Corri para abraçá la.

-Filha vocês estão se prevenindo não é? – perguntou assim que nos soltamos.

Corei violentamente com a questão em jogo.

-Mãe – a repreendi.

-Filha, Edward é dez anos mais velho que você – disse complacente – Não acredito que vocês dois ficam só nos beijinhos – disse cutucando minha barriga fazendo-me rir com as cócegas.

-Mãe obrigada pela preocupação e sim somos prevenidos – finalizei saindo do seu quarto para arrumar minha mala.

Nós éramos prevenidos não éramos?

Acho que passou da hora de eu procurar um ginecologista e me prevenir adequadamente.

Conversaria com Edward assim que chegasse em seu apartamento.

Liguei para Alice e consegui com ela o endereço correto do irmão informando a que ia lhe enviar um presente, a mesma passou com rapidez.

Depois de tudo pronto, explicações dadas ao meu pai, mamãe Angie e eu embarcávamos para Manchester.

De lá eu seguiria diretamente para Londres.

Pronta para surpreender meu namorado.

Em minha mala estava seu presente comprado á dias.

O cd recém lançado da sua banda preferida.Radiohead -Hail to the Thief.

Custei a encontra lo, mais pelo menos valeria a pena, afinal Edward tinha de tudo e esse era um presente certificado por mim que ele ainda não tinha.

Desembarcamos na estação de Manchester e despedindo-me de minha mãe e irmã com a sincera promessa de ligar assim que chegasse lá embarquei para Londres.

...................................................

Cheguei ao endereço passado por Alice e o local me surpreendeu.

Era simples. Um prédio aconchegante, tendo em vista o vasto dinheiro da família Cullen.

Mais eu não deveria esperar nada mais que simplicidade vinda do meu namorado.

Direcionei-me até a recepção, mas parei rapidamente para uma providencia.

“Alô – atendeu a voz do outro lado.

“Esme, sou eu a Bella, tudo bem?”

“Oi querida, está tudo ótimo e você?”

“Comigo também Esme, bem, na verdade queria te pedir um favor”.

“Pode dizer Bella”

“Estou aqui no prédio que o Edward mora e queria lhe fazer uma supresa....”

“Como assim Bella? Você está em Londres? E seus pais...”

“Sim, Esme, eu vim com minha mãe”

“Oh sim querida, bem então no que posso ser útil?”

“Você poderia ligar aqui na recepção autorizando minha entrada? Quero fazer uma surpresa para Edward”

“Ah esses jovens, claro que ligo querida, Edward vai adorar te ver”

“Obrigado Esme”

“Ligarei agora mesmo Ok, beijos”

“Beijos”

Mal delsiguei o aparelho celular emprestado por Ângela e o telefone da recepção tocou ruidosamente.

Um senhor com aparência cansada, mais ou menos na casa dos seus cinqüenta anos atendeu.

Fiquei tentando ouvir a conversa e quando percebi que ele desligara aproximei-me.

-Olá, bom dia – cumprimentei estendendo minha mão que foi prontamente apertada.

-Bom dia minha jovem – respondeu o senhor simpático.

-A Srta deve ser Isabella correto? – perguntou me sorrindo.

-Exatamente – assenti.

-Bom é só pegar o elevador, quarto andar á direita, quarto 312 – me instrui passando-me uma chave.

-Obrigada Sr...

-Frederic – respondeu prontamente.

Sorri e fui em direção ao elevador.

Assim que entrei virei-me para o vidro espelhado checando minha aparência.

Eu estava simples e casual do jeito que ele gosta.

Vestia uma calça jeans clara, uma camisa branca um pouco maior do que o tamanho que eu usava, porem ela estava a dada um nó para melhor se ajustar e um all star também branco. Meus cabelos estavam presos em um rabo

de cavalo e eu usava somente um brilho labial.

Abri minha mala e peguei o presente e o cartão que escrevera para ele.

Saí do elevador suspirando e com a palma das mãos suando.

Eu estava ansiosa.

Girei a chave lentamente entrando assim no apartamento.

Estava um pouco escuro em seu interior, provavelmente porque as cortinas escuras estavam completamente fechadas.

Não havia barulho algum no apartamento, a sala era de tamanho médio e a arquitetura era simples. Uma decoração básica composta apenas por um jogo de estofado creme combinando com o tom claro das paredes e uma Tv de tela plana na parede.

Fui em direção ao corredor e me espantei em ver o quão desorganizado Edward era.

Suas roupas estavam espalhadas pelo chão.

Abri a primeira porta que encontrei imaginando assim ser o quarto dele.

Estaquei.

A imagem era nojenta e repugnante.

Uma ânsia me consumia e tudo girava ao meu redor.

Apoiei-me na porta e sem querer deixei o presente dele que ainda estava em minhas mãos cair por meus dedos, fazendo um leve barulho.

Talvez não tão leve assim, pois na mesma hora as duas figuras acordaram e me encararam.

Espanto. Medo. Apreensão.

Esses eram os sentimentos que eu via na face do meu ex namorado nu da cintura pra cima.

Confusão e desdém eram os sentimentos estampados na cara da loura oxigenada, essa sim completamente nua.

Os dois estavam dormindo um virado de cada lado da cama.

Mais isso não tirava o feito de quem ambos estavam nus, com as roupas dela espalhadas pelo quarto e um cheiro de sexo quem me embrulhava o estomago.

Raiva.

Traída.

Sim, eu fui traída.

Desde quando?

Quer saber, não importa.

Com lagrimas nos olhos obriguei minhas pernas a responderem meu comando e sai andando á passos lentos do quarto ainda ouvindo uma movimentação lá dentro.

-Bella espere – Um Edward esbaforido me segurava.

-Não é o que você está pensando amor – haha claro que não. Nunca era não é mesmo.

E ele tinha audácia de me chamar de amor?

Como ele era tão cínico e dissimulado?

Meu coração doía, meus olhos ardiam, meu estomago dava voltas e mais voltas.

Senti minhas bochechas ficarem molhadas e então notei o quanto eu estava chorando.

-Por favor Bella diga alguma coisa – eu não respondi.

-Me bate, me xingue, mais por favor reaja – sua voz era demasiada implorativa.

Mais eu não me importei.

Nem com ele.

Nem comigo.

Nem com ninguém.

Automaticamente afastei-me dele com um passo para traz e ainda tive o desprazer de ouvir uma voz anasalada.

-Quem é ela Ed? – Ed? Era assim que a vadia o chamava?

Peraê.

Como eu posso chama la de vadia assim?

E se a vadia da história fosse eu?

Sim, é claro....

Essa só poderia ser a garota que em uma conversa á muito esquecida ele havia mencionado.

Mais não importa....

Sem hesitar, tirei minha aliança, joguei-a em um canto qualquer e saí apressada do apartamento.

Nem me incomodei em esperar pelo elevador. Desci correndo as escadas e passei feito um jato pelo Sr simpático da recepção.

Peguei o primeiro taxi que vi e pedi que me levasse para a estação mais próxima.

Então desabei.

Chorei lagrimam doídas e muito sentidas.

Chorava compulsivamente.

Senti um desconforto em meu estomago e pedi para que o taxista parasse o carro.

Assim que ele parou, tudo aquilo que havia em meu estomago, foi por ladeira abaixo.

Vomitei violentamente.

http://www.youtube.com/watch?v=cN9FJVmvAfs

Notas finais
Meu presente de aniversário para vcs!!!
Sim, amanhã 21 de junho á autorinha aqui completa 24 primaveras e quem ganham o presente são vcs!!!
É claro que considerarei os reviews como presente também....então leitoras fantasminhas que tal me presentearem???