Redenção

11 Capítulo 10


Notas iniciais
Mais um capítulo dedicado á minha fiel leitora, Suzana Quintana, e as minhas amigas do Telemarketing, Aninha, Súh Santarelli e agora á Súh Eliane também......beijocas meninas e desculpem pelo susto no sábado....rsrsr

Avistei um orelhão e corri em direção á ele, ligando para a única pessoa que poderia me ajudar nesse momento.

Uma chamada. Duas chamadas. Três chamadas.

–Aloooô – disse a voz sonolenta.

http://www.youtube.com/watch?gl=BR&v=KEb5n810WVE

...................................

CONTINUAÇÃO DO FLASHBACK

No momento em que eu ia responder, minha mão foi retirada bruscamente do fone, e o mesmo foi colocado novamente no aparelho de telefone público.

Não ousei levantar meus olhos para confirmar que era Edward ali. Na minha frente, respirando ofegante, como se tivesse acabado de sair de uma maratona de triathlon. Nenhuma palavra foi dita. Somente o som de nossas respirações eram ouvidas.

Então eu senti sendo carregada por mãos fortes. Deitei minha cabeça no vão do seu pecosço inalando aquele cheiro que me era tão familiar. Não me importei em estar sendo carregada como um bebê por ele. Pois eu estava em seus braços novamente. Mesmo que esse ato pudesse ser o último de sua parte. Eu estava segura em meu refúgio particular.

Edward entrou em seu carro comigo ainda em seu colo, e eu permaneci presa a ele. Minhas pernas transpassavam sua cintura, e minha cabeça estava tombada sobre seu peito.

Eu senti algo quente cobrindo minhas costas, e só então pude perceber que tremia. Tremia muito e dessa vez era de frio.

Meus cabelos estavam sendo acalentados por aqueles dedos longos e uma sensação gostosa estava me abraçando. Era o torpor do sono tentando me tragar.

Mais eu precisava de algumas respostas.

-Fique aqui Bella – Edward disse assim que eu saí de colo e passei para o banco do passageiro.

Não respondi. Me apertei ainda mais em meu pequeno cobertor e percebi tardiamente que se tratava da jaqueta dele. Hum, por isso aquele cheiro me inebriava ainda mais.

-Posso ver sua mão? – ele perguntou tão doce e eu estendi para ele minha mão machucada e dolorida.

Ele apalpou o local inchado e aquele gesto doeu um pouco.

-Ai – eu reclamei puxando minha mão de volta.

-Você não quebrou, foi apenas uma pequena luxação – ele disse pegando sua famosa maletinha de primeiro socorros.

-Deixe-me passar uma pomada antiinflamatória para amenizar um pouco sua dor – ele disse puxando minha mão novamente e esfregando algo gelado nela.

-Você irá ficar boa logo, só não se esqueça de fazer uma compressa com gelo, aí sim ficará novinha em folha em breve – ele disse tentando um sorriso.

-Porque fugiu Bella? Porque não me deixou terminar nossa conversa? – ele perguntou segurando meu queixo.

Olhei fixamente em seus olhos e me perdi ali. Naquela imensidão que me tragava e me levava cada vez mais fundo. Fundo.

-O que você queria Edward? – disse com minha voz baixa.

-Queria que eu esperasse você me contar em como está feliz com alguém á sua altura? E que como estava sendo dificil para você manter um relacionamento secreto com uma ninfetinha? Ou pior, que você pensa em se casar, ter filhos e ser muito feliz com a tal mulherzinha? – eu perguntei com minha voz ainda baixa, porém já embargada.

-Não Bella. Não era nada disso – ele disse passando a mão em meu rosto.

-Eu só quis ser sincero com você. Não queria mentir, nem nada.

-Bella... Eu ainda quero continuar ficando com você aqui, mais eu ainda sou homem, e é dificil para mim.

-Não tenho nada sério com Tânia também, não quero nada sério com ninguém – então esse era o nome da minha rival?

-A única coisa que eu sei, é que quero ela lá.

-E quero você aqui.

Céus, como resistir á isso? Ele está afirmando que quer nós duas ao mesmo tempo? Sem se desfazer de nenhuma de nós?

O que eu faço? O que eu faço?

-Eu quero ir para casa – eu disse virando me corretamente no banco e passando o cinto de segurança.

-Como quiser – dizendo isso, Edward ligou seu carro novamente e partimos rumo á minha casa.

-Vou começar um estágio no St. Mary na semana que vem – ele disse assim que estacionou seu carro em frente a minha casa.

-E você está feliz? – perguntei soltando-me do cinto e me virando para ele.

-Sim, muito. Era uma oportunidade dessas que eu buscava, começo agora pelo estágio e logo logo será minha residência.

Era bom ouvir ele contando sobre seus planos, seus sonhos, parecíamos até mesmo um casal de verdade.

-Você merece Edward ter seus sonhos realizados, afinal pelo que sua mãe me conta, você batalhou muito por eles – eu disse lembrando-me das inúmeras vezes que Esme me relatava quantas e quantas noites de sono fora perdida por ele estudando.

-Esme exagera um pouco ás vezes Bella, mais sim, eu ralei muito, fora noites e noites á base de cafeína para dar conta de estudar – ele disse com uma voz sorridente.

E aquilo inflou meu coração, como era bom ouvir sua voz, seu riso, sentir seu cheiro, sentir seus olhos me queimarem, sentir seu toque...

-E você? – ele perguntou me olhando fixamente mais ainda continha um leve vestigio de sorriso em seus lábios.

-Eu o quê? – perguntei confusa.

-O que pretende fazer? Quero dizer com seus estudos, afinal você já está indo para o 2º ano e logo logo começa as admissões para as universidades, você já cogitou algum curso? – ele perguntou-me interessado.

Ele estava realmente interessado nesse assunto? Quero dizer, eu estava gostando de ter um papo discontraído com ele, mais eu não poderia revelar que estava pensando em ir para a mesma faculdade em que ele estava terminando seu curso só para ficar mais perto dele. No mínimo ele acharia que era uma maluca obsessiva.

-Ainda não me decidi Edward, mais gosto de letras, talvez faça isso mesmo ou algo relacionado — e fui sincera, muito provavelmente eu faria letras ou literatura.

-Hum, quer dizer que minha futura esposa vai ser uma escritora famosa?

Estaquei. O que ele acabara de dizer? Eu entendi direito? Futura esposa? Eu?

Abri e fechei a boca várias vezes tentando emtir um som... Mais não foi possível.

Estava surpresa demais.

-O que? – Edward perguntou sorrindo.

E então sem esperar por resposta ele puxou-me devagar e minha cabeça deitou em seu ombro.

- Su... Sua... Futu... O que você disse mesmo? – eu perguntei gaguejando pelo nervosismo.

-Minha futura esposa – ele respondeu com naturalidade na voz. Como se aquilo fosse um frase dita popularmente por ele.

-Não entendo Edward – eu ainda estava confusa demais para emitir alguma fala coerente.

-Bella, olhe para mim – virei meu rosto para o seu e ficamos próximos demais, nossos lábios a centímetros de distância. Uma ânsia por toca los percorreu-me.

Mais eu me segurei.

-Você ainda é muito nova para saber o que quer para você daqui há 10 anos e eu ainda estou no auge dos meus sonhos. Por isso nenhum relacionamento iria durar entre nós, pois como eu disse uma vez, nós estamos em momentos diferentes. – ele disse banhando-me com seu hálito de menta e tocando com a ponta dos dedos o meu queixo.

-Mais eu sei que quero algo com você mais sério no futuro. Pois você é minha mulher. Minha mulher para casar – assim que as últimas palavras por ele foram ditas meu coração sofreu um solavanco, eu sentia minha garganta seca, inconscientemente umedeci meus lábios com a ponta da língua e Edward fitou tudo atentamente. Seus olhos varriam toda a região da minha boca. E eu, em um ato impensado, passei levemente meus dedos em seus fios e puxei seu rosto para o meu.

Aí começou a dança lenta de nossas línguas. Um gesto sinuoso, quente e muito convidativo. Eu estava com muita vontade dele. Vontade daquele calor.

Paramos o beijo para respirar e ele migrou seus lábios para o meu pescoço traçando uma linha quente onde sua língua tocava.

-Edward pare, meus pais podem aparecer – eu disse empurrando levemente seu peito.

-Eu quero você Bella... Eu esperei tempo demais...

http://www.youtube.com/watch?v=AKfCG9tn3J0

-Eu preciso de você, preciso te sentir – ele disse com a voz sedutoramente rouca próxima ao meu ouvido.

Eu não emitia nenhuma palavra, somente os sons dos meu gemidos eram audíveis.

-Vem comigo vem? – ele perguntou-me.

-Vamos para um lugar em que podemos ficar juntos sem interrupções – eu entendi a necessidade dele. Era a minha também. E eu não sabia como ficaríamos depois de hoje, então eu precisava de mais esse tempo ao seu lado.

-Vou pra onde você quiser – respondi com toda a sinceridade do meu coração.

Assim que eu proferi as palavras, ele ligou o carro e partimos novamente, mais dessa vez o clima era mais romântico. Parecia que o tempo entendia nossa necessidade, pois passava devagar.

Ele manteve nossas mãos entrelaçadas durante todo o percurso.

Assim que pude, percebi que estavamos no centro da cidade, e logo em seguida ele estava estacionando próximo ao Park inn Cardiff, desceu do carro e veio abrir a porta para mim.

-Edward eu não posso entrar aí assim – eu sussurrei ao seu ouvido assim que percebi um homem se aproximar.

-Boa noite senhores, espero que tenham uma ótima estadia em nosso hotel – disse o homem, e Edward lhe entregou as chaves de seu volvo á ele.

-Você está linda assim baby – ele disse e beijou-me no topo da cabeça.

Paramos na recepção do hotel e eu pude perceber os olhos da recepcionista ruiva com cara de vadia despindo Edward descaradamente.

-Boa noite srta, uma suíte por favor? – ele precisava fazer aquela voz sedutora? Ele entregou um cartão a recepcionista que o pegou e após ler o mesmo, lhe lançou um sorriso mostrando todos os dentes.

-Será para pernoite sr Cullen? Posso oferecer um quarto com camas separadas, ou se preferir temos dois quartos disponíveis no mesmo andar – idiota, certamente ela estava pensando que eu era somente uma irmãzinha, ou sei lá o que.

-Não – ele respondeu e me apertou mais á ele.

-Minha namorada ficará no mesmo quarto que o meu.

A recepcionista ficou em choque, e eu? Não fiquei diferente dela. Era á primeira vez que ele se referia á mim como namorada. Será que ele teria repensado em nosso relacionamento e daria uma chance a nós? Sorri com esse pensamento.

A ruiva ainda estática estendeu para Edward o cartão da suíte e ele prontamente pegou e nos dirigiu até o elevador, suas pousavam em minha cintura, e eu me agarrava á ele possessivamente.

-Pra quem você estava ligando aquela hora? – ele perguntou assim que as portas do elevador se fecharam

-Hein? – do que ele estava falando?

-Depois da nossa briga, você estava ligando para alguém do orelhão. Pra quem era? – ele perguntou acariciando minha mão, aquela que carregava o simbolo de uma amizade eterna.

-Jake, eu estava ligando para ele ir me buscar – ele fechou a cara rapidamente.

-Black? Jacob Black? Era pra ele que você estava ligando? – ele estava visivilmente furioso.

-Sim, Edward, Jacob Black é meu melhor amigo, e era a única pessoa que me ajudaria aquela hora – eu disse soltando-me dele e encostando minhas costas na parede de ferro.

-Você nem cogitou a remota possibilidade de voltar para onde eu estava te esperando e permitir que eu te ajudasse? – ele perguntou vindo até mim e presando-me contra ele. Uma mão cada lado do meu rosto.

-O que vocês são de verdade Bella? Você e o Black? Como funciona? – ele estava ficando alterado e eu já não conhecia aqueles olhos.

-Não é da sua conta Edward – dizendo isso eu o empurrei e saí de seu aperto. Mais ele mais esperto como é puxou-me pelo braço e levou minha mão direita próxima a sua face.

-Foi ele não foi? – ele perguntou apontando para o meu anel.

Assenti com a cabeça várias vezes enquanto ele travava o maxilar.

-Vocês estão namorando Bella? – não respondi.

-EU. PERGUNTEI. SE. VOCÊS. DOIS. ESTÃO. NAMORANDO? – ele gritou as palavras pausadamente e parou esperando pela resposta.

-Não Edward! Não estamos namorando, foi só um presente do meu melhor amigo – dizendo isso ele pareceu se acalmar um pouco, e estranhamente parecia que ele estava com ciúmes, mais não quis me apegar muito á isso, pois logo em seguida as portas do elevador se abriram e nós saímos novamente de mãos dadas.

Ele parou próximo á porta e passou o cartão na tranca. Assim que a porta se abriu eu vizualizei o aconchegante ambiente. Era um quarto grande, vários tons de branco com vermelho queimado. Havia uma cama king no centro do quarto e um dossel caia sobre a mesma. Havia também um televisor ecrã plano, e algumas pratileiras com objetos decorativos.

Mais não tive muito tempo para reparar em mais nada, pois Edward me pegou pela cintura e prensou-me na parede.

-Diga Bella – ele disse beijando meu pescoço.

-Diga de quem você é – ele foi descendo os beijos por meus ombros.

-Diga agora Bella, á quem você pertence?

Notas finais
Minhas queridas leitoras, quero que se lembrem de que o Edward dessa história não é o mocinho e muito menos o vilão, ok? Ele só não quer relacionamentos e responsabilidades.
Por hora, é claro.
Reviews???