Eu a vi, a professora, ali de pé, meio aérea, em transe. A sensação de dejavu foi instantânea. Eu já havia passado por isso antes. Talvez não nessa vida e não com esse ponto de vista. Era como se algum dia eu tivesse sido uma professora também.

Aproximei-me dela em silêncio. Não queria toca-la. Ela parecia frágil demais, como uma flor primaveril, uma imagem holográfica, ou alguém que se ufana de ser uma entidade de outro mundo. Certamente de uma outra dimensão habitada por fantasmas ou seres fantásticos.

— Professora, a senhora está bem? — perguntei o mais delicado possível.