Ela me olhou confusa, mas conseguiu responder.

— Não! Você ... o que está acontecendo?

— Eu perdi a cabeça e me descontrolei. Desculpe pela baderna, professora. Vou tentar acalma-los.

Deixei-a ainda entorpecida e me dirigi aos colegas de classe. Consegui apaziguar os ânimos e eles se calaram. Por pouco tempo. Quando a gestora entrou na sala de aula acompanhada de outros professores, a balbúrdia recomeçou.

Fui inquirido e tentei explicar a situação, mas todos os dedos apontavam para mim, como se fosse egrégio cidadão ou coisa que o valha. É claro, fui levado para a diretoria como único responsável pelo distúrbio.