Nasci no natal. Meus pais me amavam e mimavam muito. Talvez porque fosse filho único. Sempre fui estudioso e aprendia rápido. Os outros meninos viviam me cercando e pedindo que lhes ajudasse nas tarefas escolares. Nunca me neguei, mas me sentia um idiota por bancar o professor. Nada contra essa profissão, mas não era aquilo que eu queria pra mim. Tampouco tinha vocação para ser um crúzio. Quanto mais eu pensava no futuro, mais me inclinava a ser um policial. Minha infância foi ótima e minha adolescência era tudo o que alguém da minha idade poderia querer. Exceto pelos pesadelos.