Os sonhos se repetiam. Dava aulas como uma professorinha idiota e um moleque berrava como um estentor e me agredia. Outros sonhos eram uma variação desse. Em um, era uma menininha apanhando dos outros. Em outro, era uma mulher assaltada por um indivíduo mal-encarado. Tremia tanto no sonho que caí da cama. Não gostava desses sonhos pois sempre tinha uma postura vulnerável, digna de pena e escárnio. Nunca poderia passar por isso na vida real. Que bom ter nascido homem, forte e corajoso. Nunca fugiria de uma briga. E tenho certeza que daria uma surra em quem tentasse me agredir.