— Eu só tenho uma pergunta: por que eu?

— Essa é a pergunta errada. Você deveria se perguntar o que quer lembrar dessa atual existência.

— Não, a minha pergunta faz sentido. O que eu tenho que dar em troca disso?

— Nada. Digamos que alguém lá em cima gosta de você.

Olhei para o teto instintivamente, esperando ver o rosto de alguém manipulando a vida das pessoas a seu bel prazer. Senti-me ridícula e assaz indefesa. Esse sentimento de vulnerabilidade me inquietava. Se havia uma coisa que eu queria esquecer era minha fraqueza.

Voltei minha atenção ao papel e o assinei.