Rebels : Anarchy masters

1 O mundo "unido" - Capitulo 1


Notas iniciais
Pra me apresentar: Oi, meu nome é Alexander Dwane Hawkins e eu sou "o cara".

Pesadelos matinais...

Começo o dia do "melhor" modo, acordo suado e olhando de forma perdida pelas lembranças ruins e com o peito dolorido como se tivesse levado um soco de um lutador enraivecido por eu o ter roubado, e não duvido que tenha acontecido justamente isso levando em consideração o quanto bebi ontem.

Fiz o ritual que no exército chamamos de "O ritual da ressaca".

Olhei-me no espelho mesmo querendo fechar os olhos por causa do cansaço, o espelho refletiu a imagem de um corpo jovem com as ligeiras delineações de músculos que acabei conseguindo sem sequer notar no exército, cabelo castanho claro, e olhos castanhos que seriam melhor aproveitados sem as olheiras, pele parda, fora isso o que mais se nota é a cicatriz em meu braço esquerdo que vai do antebraço ao punho.

Costelas quebradas : 0

Ossos quebrados : 0

Hematomas : 2

Sinais de esfaqueamentos :0

Buracos de balas : 0

Analisei e dei o veredito em uma voz sonolenta que saiu rouca como um grasnar de patos.

— Talvez uma briga de pequeno porte, ou esbarrei em algo....duas vezes ? nem pensar, sem duvidas briguei com um mendigo.....de novo.

Me virei e notei um volume em minha cama que presumi ser a mulher com que passei a noite, era melhor nem olhar, geralmente acaba do mesmo jeito.

— "Cretino" — Palavra sempre seguida de um doloroso tapa e de uma desconhecida sair bufando e pisando forte do apartamento. Cara, como eu amo minha vida.

— Alex? Você ainda tá ai? — Ouço a voz do corpo que antes dormia e agora olha na minha direção, primeira impressão? Ela foi mais ou menos... Cabelo bagunçado, batom borrado, e um estranho rosto familiar.

— Eu? Sim, por que? — Disse indo para a cozinha do meu infame cubículo que o zelador ousa chamar de apartamento.

— Porque? — Ela ri como se tivesse contado uma piada. Clico em alguns botões e torço pro Sistema Operacional do apartamento não travar de novo — Porque você disse que ia sair mais cedo por meu pai estar bravo pelo "acidente" com as granadas.

— Pai? — Deixo o copo com o café frio cair enquanto noto que o rosto dela é realmente familiar porque já a conheço — MERDA!!!

É a Jane Evans , filha mais velha de um cara que também conheço e que não vai gostar nada da ideia de eu ter me atrasado por estar com a filha dele, General das Forças Armadas do Mundo Unido, Theodore Evans.

Depois de me tocar que peguei sem querer a filha do meu chefe, pego minha roupa e me visto as pressas. — Você precisa ir embora. — Falo apressado e me movendo como louco.

E o que eu já esperava acontece... ela levanta, me olha nos olhos e me dá um tapa na cara e desce as escadas batendo forte os pés.

— Uhuuuul, que imprevisível — Digo em um tom sarcástico. Pego meu casaco e saio caminhando pela porta da frente, me viro antes de sair e falo com meu H.S. (é assim que chamamos os sistemas operacionais que cuidam da casa) — Desligar e fechar, obrigado pela noite Deb. — Falo e a casa responde com todos os travamentos que um sistema operacional de quinze anos atrás responderia — DE...NAD...A...SENH...OR.

Corro agora a toda velocidade para o estacionamento coletivo, dentre todas as maquinas super potentes que ficam nesse lugar, todas com a maldita coloração branca/azul (que odeio), a minha esta mais no fundo preta e com os detalhes prateados, minha YZF-R1, achou demais? No seu tempo meu amigo esse tipo de moto era algo lindo, hoje me perguntam onde consegui essa velharia, mas posso te jurar que num tempo onde todo mundo só pensa em segurança e a velocidade foi esquecida, nesse assunto minha "querida" ganha.

— Deb ? — Instalei um visor no lugar do vidro dela para assim me conectar melhor com tudo, Deb é minha melhor companheira, um sistema operacional que criei quando criança, não é dos melhores mas serve , ela está conectada a tudo que é meu, como celulares e computadores, acho melhor porque não confio em uma Sistema Operacional que todos usam.

A moto responde após cinco segundos o que programei pra responder — Atrasado senhor ? — Sempre rio e me pergunto como eu sabia que isso aconteceria com tanta frequência — Você já sabe, o "trabalho" atrasou, preciso dos dados das avenidas em que lugar posso acelerar mais...

— Sim senhor... Feito!

— Acelero e sigo as instruções, como sabem essa foi minha linda manhã.

Após alguns minutos na moto que me levou a base do Exército Mundial, onde ficam todos os que a população chamam de "Black Dogs", geralmente não usam um nome tão chique, somos mais chamados de 'Cães do Governo', pois obedecemos sem questionar tudo que o Governo ordenar, não me admira que nos odeiem tanto.

Depois de tanto acelerar com a moto e quase esbarrar em vários carros cheguei ao edifício no caminho, Deb havia me informado que eu tinha sete chamadas perdidas do General Theodore, mesmo com a isenção governamental contra impostos até eu teria problemas se acelerasse mais, após minha chegada entrei no quartel e cumprimentar todos, entrei direto e reto à sala do General.

O lugar dava arrepios, a sala é gelada por ser no sub-solo e não haver nenhum ar-condicionado (por escolha), sempre que entrava naquela sala sentia a impressão devastadora de que um monstro iria pular em mim e me matar. Não era de se estranhar que o grande e renomado Theodore era apegado ao modo antigo de vivência sem um H.S ou qualquer tecnologia, admirador audaz dos antigos e atuais heróis de guerra, mesmo não sendo um, aquele homem me trazia repulsa e nojo, mas mesmo assim era meu superior...talvez ele tenha sido o estopim para a minha explosão de revoltas.

— PRIMEIRO TENENTE ALEXANDER DWANE HAWKINS!. — o grito furioso vinha do fundo da sala, não imagino um porque, mas aquele homem amava gritar (ainda mais comigo).

Fiz o comprimento comum no exercito, que era bater meu punho fechado ao lado direito do meu peito com força, acho que significa que temos um segundo coração ou algo assim.

— Primeiro tenente Alexander Dwane Hawkins as suas ordens senhor. — Disse num tom tão falho e desgastado que expressava exatamente o que eu sentia, tédio. — Algum problema senhor?

— Ah, eu lhe direi com prazer qual meu problema seu cão imundo. — Ele veio caminhando até mim batendo os pés no chão em fúria e salivando com várias gotas de saliva voando até meu rosto. — Meu problema é que o Galpão 33 foi explodido por algum idiota — Ele rosnou em meu rosto — Tem ideia de quem seja esse idiota Alexander ?

— Não senhor.- Disse segurando um sorriso enquanto encarava a veia saltada surgir num baque no pescoço dele.

Apontando um dedo na minha cara com a expressão mais pura de raiva que vi em anos, ele falou pausadamente como se achasse que eu era uma criança que tinha feito uma bagunça. — Você….Você vai arrumar aquela bagunça ou… você sabe.

— Afirmativo senhor. — Odiava ter que ser submisso aquele homem podre. – Dispensado senhor?

— Sim, Alexander você está dispensado. — Ele se acalmou e soltou o ar que prendia no peito e foi se sentar no fundo de sua sala na cadeira atrás da sua mesa que exibia em honra o seu titulo de general, na minha saída o ouvi falar para si mesmo o que sempre ouvia as pessoas dizerem. — …alguém tão promissor, mas tão irresponsável, se não fosse por isso…

Sai pela porta e do lado de fora respirei fundo e olhei com o mesmo desânimo o céu, mesmo o exército estava ficando entendiante, mas o que estava na minha cabeça não era o tédio, era a minha razão para ter explodido o maldito galpão 33, e a causa estava passando bem na minha frente sem expressão com sua farda mais larga do que deveria, com os cabelos cor de fogo bagunçados e lhe tampando o rosto. Jackie Callghan.

Notas finais
(ainda escrevendo)