Rebel new generation
13 Capitulo 13
Por Beatriz
Assim que desliguei o celular a bendita da Luly veio até mim (quando ela vai perceber que não quero papo?)
– Quem era? — perguntou a Luly.
– O Eduardo — falei, e guardei meu celular.
– Aquele seu amigo? — perguntou a Luly.
– Não, ele acha que é meu amigo — falei.
– Ô Beatriz, e você desligou o celular na cara do menino ? — perguntou a Luly.
– Claro, ele tava bebendo — falei.
– Ele bebe com essa idade é? — perguntou a Luly.
– Hum, Luly tá cheio de adolescentes que bebem — falei.
– Mas e o pai dele? não faz nada? — perguntou a Luly.
– E você acha que o pai dele sabe? -perguntei.
– E não desconfia? nem um pouquinho? — perguntou a Luly.
– Claro que não Luly, essa galera que bebe ou se droga escondido tem sempre um jeito de manipular os pais e todo mundo, é ridículo — falei.
– Chato isso — disse a Luly.
– Perigoso né? Pior que quando ele tá sem bebida ele é ótimo — falei sorrindo.
– E você já falou isso pra ele? — perguntou a Luly, e eu parei de sorrir.
– Claro que não, não sou baba do Eduardo — falei.
– Você é amiga dele — disse a Luly.
– Luly não quero mais falar sobre ele tá? — falei.
– Hum... ih — disse a Luly me olhando sorrindo.
– Ih , o que? — perguntei.
– Nada — disse a Luly rindo.
– Nada mesmo, e eu não sou para essas babaquices e você sabe muito bem, tá? — falei, andando.
– Pera aí, você vai onde? — perguntou a Luly.
– Vou fazer uma coisa e vou sozinha — falei.
– Pera aí? você vai a pé? — perguntou a Luly.
– Tá, me deixa lá — falei.
– Lá onde? — perguntou a Luly.
– ANDA LOGO luly — falei indo a o carro.
Por Eduardo
Qual é? Nem amigos poderei ter agora? Imagine-se com um pai controlador que faz você como um fantoche para ser igual a ele, e seguir a vida como o próprio fez, queria me sentir livre de verdade, sentir a liberdade da vida, estava prestes a me jogar daquele penhasco que ia pro mar quando escuto alguém a me chamar...
– Duda!! — disse a Beatriz.
– O que você tá fazendo aqui? — perguntei.
– Vim te impedir de fazer uma besteira — disse a Beatriz.
– Como você sabia que eu estava aqui? — perguntei.
– Você me falou, seu bêbado louco — disse a Beatriz.
– Quer pular comigo? — perguntei.
– Queria é te empurrar né? Mas não vai adiantar nada, então vamos embora — disse ela me segurando pelo braço.
– Vai embora você garota — falei, tirando a mão dela de meu braço.
– Jura? Eu venho aqui contrariando todos os meus instintos, e você acha que me mandando embora vou sair assim na boa? — perguntou a Beatriz.
– Então fica aí olhando por que eu vou pular — falei.
– Pular pra que maluco? — perguntou a Beatriz.
– Preciso sentir que eu tenho liberdade pra fazer alguma coisa — falei.
– Ô cabeça, você vai cair e virar tomate esmigalhado lá em baixo — disse a Beatriz.
– Eu nado muito bem — falei.
– Hello... você nada na água, e não nas pedras, lá em baixo tá cheio de pedras — disse a Beatriz e eu fiquei calado — Vem, vamos embora que eu odeio o sol, não combina com o meu estilo — disse a Beatriz.
– Então é com isso que você tá preocupada? Com seu estilo? — perguntei.
– Não mané, se vim até aqui é por que tô preocupada com você — disse a Beatriz.
– Não precisa, eu tô já cansado de todo mundo me dizendo o que eu devo fazer e o que não devo fazer — falei.
– Olha bem pro que você quer fazer, e me diz se isso é normal — disse a Beatriz gritando comigo, e eu olhei para o mar.
– Sai fora Beatriz, eu vou pular — falei dando um passo a frente.
– Então vai ter que me levar junto — diz a Beatriz ficando em minha frente.
– Sai da frente — falei.
– Quer pular? Quer fazer oque te ser vontade? Beleza, mas vai ter que me levar junto — disse a Beatriz.
– Porque isso? — perguntei.
– Por que amigo é assim, entra nas roubadas junto — disse a Beatriz.
– Sabe nadar? — perguntei.
– Sei de cachorrinho, mas idai? Aposto que nado melhor que você nesse estado — disse a Beatriz.
– Tô falando sério, sai da minha frente — falei a encarando.
– Eu também, se você for vai me levar junto — disse a Beatriz me encarando.
– Tá bom... vamos embora, não consigo mesmo te convencer — falei, e andei para trás.
– Não fica mal por isso, ninguém consegue... — disse a Beatriz, que logo em seguida gritou, pois escorregou da ponta do penhasco, olhei para trás e não a vi, fui para o local onde ela estava.
– BEATRIZ!! — gritei, mas não havia sinal dela no mar, então me joguei do penhasco caindo no mar, a encontrei e a puxei até a areia da praia, e me deitei a o seu lado — Sua louca... A gente podia ter morrido sabia? — perguntei e ela não me respondeu, percebi que ela estava desacordada, e me sentei a o lado dela — Bia? Não faz isso comigo, acorda Bia, acorda, pelo amor de deus, fala comigo, pelo amor de deus Beatriz — falei rápido, e fiz uma respiração boca-a-boca nela mas nada dela reagir — Acorda por favor, eu juro que não faço mais isso — falei e ela cuspiu a água do mar que ela acabou adquirindo quando caiu no mar — Graças a deus — falei.
– O que aconteceu? — perguntou a Beatriz.
– Você caiu na água — falei,e nos olhamos por alguns segundos, me aproximei dela e acabei levanto um tapa na cara. (sim um tapa :'c)
– Seu louco! — disse a Beatriz.
– Salvei a sua vida, ô maluca — falei.
– É, depois de ter quase acabado com ela, da próxima vez te deixo pular — disse a Beatriz se levantando da areia.
– Pera aí Beatriz — falei.
– E se tentar me beijar de novo eu mato você — disse a Beatriz, que logo saiu de lá.
Por Beatriz
Quando finalmente chego em casa lá estava minha mãe no sofá sentada (Olha gente que bonitinha, minha mãe lembrou que tem casa 'o' ) , e a Luly estava utilizando o notebook na sala.
– Oi filha... tava na praia até essa hora? — perguntou a Manuela (minha mãe)
– Não — falei.
– Ela foi ajudar um amigo — disse a Luly.
– Não, só fui me atirar do penhasco — falei.
– Ah, e foi legal? — perguntou a Manuela (minha mãe)
– Foi ótimo, quase morri afogada — falei.
– Ai Beatriz, eu sempre tão feliz e você sempre tão mórbida minha filha — disse a Manuela.
– Beatriz? Você enlouqueceu? — perguntou a Luly.
– Claro, eu sou a louca desvairada — falei.
– Se vai querer começar a fazer drama — ia dizendo a Manuela (minha mãe) mas eu a interrompi.
– Nem vou — falei.
– Ótimo — disse a Manuela.
– Vou voltar para o colégio -falei.
– Mas já? — perguntou a Luly.
– "Ainda" né? Nem sei o que vim fazer aqui — falei e saí dali rumo a o colégio.
Por Viviane
Estava no colégio, no dormitório, escrevendo no meu caderno, gente o dia ontem foi tão sei lá... mas tudo bem né, depois de um tempo escrevendo no meu caderno chega a Beatriz no quarto.
– Ei? — falei.
– Não enche — disse a Beatriz.
– Cadê o seu sapato? — perguntei.
– Me apaga hoje por que tô sem saco pra brigar — disse a Beatriz.
– Ah... eu também, hoje aconteceu tanta coisa — falei, e a Beatriz pegou o seu pijama do armário.
– Nem vem dividir comigo tá? Tô cheia de dividir problema — disse a Beatriz.
– Ih, brigou com alguém já? — perguntei.
– Não quero falar nada, valew! — disse a Beatriz.
– Grossa — falei.
– Não adianta, não vou brigar — disse a Beatriz.
– Só me conta o que aconteceu — falei.
– QUE SACO — gritou a Beatriz e entrou no banheiro e bateu a porta forte.
– Com mais força, por que ainda não deu pra quebrar — gritei, e me deitei na minha cama.
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