Rebel new generation
14 Capitulo 14
Por Eduardo
Depois do acontecido entrei em casa (Escondido, pois se meu pai me visse desse estado, vocês já sabem...) Peguei minha mochila e fui a o colégio, liguei para avisar a o meu pai no caminho e falei que estava indo a o colégio (Ainda era domingo, á noite) Quando cheguei ao colégio, fui a o banheiro do dormitório e tomei banho, e vesti a minha bermuda, saí do banheiro, sentei-me em minha cama, lá no quarto estava o Mosca pensativo, e resolvi puxar assunto.
– Cara, a Beatriz é muito louca mesmo — falei.
– Hum — disse o Mosca pensativo.
– Pior que se não fosse a adrenalina dela ter caído na água e eu ter a salvado, eu acho que pular na água teria sido maior burrada — falei.
– Humrum — disse o Mosca ainda pensativo, e eu o encarei.
– Daí os elefantes azuis dançaram mambo — falei.
– Hum... — disse o Mosca que logo me olhou com um olhar de desentendido — Oque é que foi cara? — perguntou o Mosca.
– Como assim oque é que foi? Você ouviu uma palavra do que eu falei? — perguntei.
– Não, não cara foi mal, tô cheio de coisas na cabeça — disse o Mosca.
– Quer dividir? Fala aí — falei.
– Não, para ser sincero não quero não — disse o Mosca.
– Tá certo, cada um com seus problemas — falei.
– É, e vem cá, falando em problemas... não vai dar rolo com teu pai não cara? esse negocio de você ter vindo para o colégio antes? — perguntou o Mosca.
– Bom ia dar se ele me visse naquele estado né? Bêbado e todo molhado — falei.
– E como você desenrolou? — perguntou o Mosca.
– Disse para ele que iria levar os estudos mais a sério, e por isso vim pra cá — falei.
– E ele caiu nessa ? — perguntou o Mosca.
– Disse que vai esperar minhas notas para acreditar, mas que também é o ultimo voto de confiança que ele me dá — falei.
– Jogo duro hem — disse o Mosca.
– Tá vendo? pois é — falei, e fui dormir.
Por Viviane
Assim que acordei, tomei banho, puis o uniforme do colégio, fui a cantina e comi meu café da manhã, estava andando pelo corredor e vejo a Gabriela andando sozinha a segurar vários livros (que pareciam estar muito pesados) quando chega o Mathias e pega alguns livros para ajudar-la (COMO ASSIM MATHIAS?).
– Mathias, preciso falar com você — falei.
– Bom dia Vivi — disse o Mathias e saiu dali com a Gabriela (COMO ASSIM GENTE?)
Apenas observei eles saindo quando chegam até mim a Lara, Camila e Mariana.
– Meninas — falei sorrindo.
– O que você queria com o Mathias? — perguntou a Camila.
– Ajuda com a matéria — falei.
– Só isso mesmo? Por que não parecia — disse a Lara.
– Lara sua camisa está amassada, não pode, e Mariana você esqueceu do seu arquinho, pois como vocês sabem em mim arquinhos é uma das tendencias, assim como em Paris, vamos meninas — falei e dali saímos para resolver esses pequenos problemas, e eu claro emprestei um arquinho a Mariana, e fomos a primeira aula do dia (VICENTE *-*)
Por Milena
Estávamos todos na aula do Vicente ( A Marian contou a Cristina do beijo que tive com o Mosca, MAS GENTE? EU E ELE NÃO CHEGAMOS A SE BEIJAR, ainda... MAS A CRISTINA TEM QUE ENTENDER QUE O MOSCA NÃO GOSTA DELA ) a Cristina sempre me olhava com aquele olhar de como se quisesse se jogar em mim e me matar, a ignorei e prestei atenção na aula.
– Machado de Assis foi um cara muito safado, foi ou não foi? Por quê? Porque escrevendo em primeira pessoa a gente só tem a versão do Bentinhos sobre os fatos, dentinhos para Dom Casmurro, e isso na velhice quando ele estava cheio de magoa, cheio de inseguranças, cheio de medo — disse o Professor Vicente.
– Por isso o livro é tão legal — disse o Samuel.
– Diz o puxa saco — disse a Marian.
– Tudo não passa de uma grande fantasia, e Capitu Escobar e Bentinho nunca tiveram nada, o que acham? — perguntou o professor Vicente.
– Mas tá na cara que a Capitu Escobar foi infiel, as mulheres traem, e isso é um mal habito de todas elas — disse a Cristina me olhando.
– Interessante isso, quem aqui descorda? — perguntou o professor Vicente e eu levantei a mão — Milena! — disse o professor Vicente.
– Eu não acho que se deve julgar ninguém sem provas, sem ter todos os dados, sem saber realmente o que esta acontecendo, por que as vezes você acha que esta rolando alguma coisa mas verdade é uma coisa muito diferente — falei.
– Eu acho se Capitu estivesse mesmo traindo ele nunca ia sacar nada, homem é tudo burro mesmo, não faz nada certo — disse a Beatriz que logo olhou para o Eduardo.
– A culpa foi dele que foi gostar de uma mulher dissimulada como a Capitu, impossível entender uma mulher assim — disse o Eduardo que olhou para a Beatriz, e logo olhou para o professor.
– Eu acho ela um máximo, sabe oque quer e batalha por isso — disse a Marian.
– Também me amarro numa mulher difícil — disse o Guilherme, e todos começaram a falar a o mesmo tempo menos o Mosca.
– Gente espera, um de cada vez, ô Mosca você foi o único que não falou o que você acha — disse o professor Vicente.
– Desculpa professor, não faço a menor ideia do que tá acontecendo — disse o Mosca saindo de seus pensamentos que nem um bobo.
– Parabéns — disse o professor Vicente.
– Como assim? — perguntou a Gabriela.
– Machado de Assis escreveu deixando a duvida, não existe uma resposta clara, cada um acredita no que prefere — disse o professor Vicente.
– Assim não vale né? Tem que ter uma resposta — disse o Mathias.
– E não é melhor quando as perguntas são mais importantes que as respostas? — perguntou o professor Vicente e começaram todos a falar a o mesmo tempo, depois da aula do Vicente fui falar com a Cristina que estava no corredor junto a Lara e a Mariana.
– Mas é muita cara de pau né? — perguntou a Cristina.
– Cris, você poderia pelo menos me escutar? — perguntei.
– Que bom você ter frequentado as aulas de português Mili — disse a Cristina.
– Como é que é? — perguntei.
– Você usou o tempo do verbo certinho, "Poderia", mas eu não posso, e quer saber? Eu também não quero não — disse a Cristina.
– Cris você é minha amiga, e eu não vou deixar você estragar nossa amizade por causa de um garoto — falei.
– Ah... eu? Foi você que escolheu Milena — disse a Cristina.
– É justo sobre isso que quero falar com você, aquele dia... — eu ia falando mas a Cristina me interrompe falando...
– Bla bla bla, e primeiro o Mosca não é um garoto qualquer, o Mosca é o MEU Mosca, e cansei de puxar seu saco, sua fura olho — disse a Cristina.
– Você quem sabe então Cristina — falei e sai dali.
Por Beatriz
Estava andando pelo corredor com a cara fechada obvio, pois os garotos me olhavam e isso me incomodava, quando acabo encontrando o Eduardo que ri ao me ver.
– Que bicho te mordeu? — perguntou o Eduardo.
– Você — falei.
– Eu? — perguntou o Eduardo.
– Olha só, da próxima vez que você tentar me beijar vai ficar só o corpo no chão tá? — falei.
– Beijar? Quando? Onde? — perguntou o Eduardo.
– Deixa de ser idiota, ontem na praia — falei.
– Beijo? Garota tava tentando salvar sua vida — disse o Eduardo.
– É, e com tudo que tinha direito, e nunca mais tenta isso — falei.
– Você é maluca — disse o Eduardo que logo saiu, e eu sorri, quando aparece o Mathias...
– Agora eu entendi — disse o Mathias.
– Oque? — perguntei.
– Acho que tudo, mas relaxa Bia, não vou divulgar — disse o Mathias.
– Você tá delirando — falei.
– Humrum, eu? Quem tava sorrindo feito boba era você né — disse o Mathias.
– Tava rindo do idiota — falei.
– Idiota? O Eduardo pode ser tudo menos idiota — disse o Mathias
– Hum, virou melhor amiguinho dele? — perguntei.
– Só acho que esse seu joguinho de menina má, comigo não cola não — disse o Mathias.
– Sai da minha frente — falei.
– Pera aí, não pode falar com jeito não? — perguntou o Mathias.
– Por favor — falei e revirei os olhos.
– Com jeitinho a gente sempre faz, e relaxa não vou divulgar não — disse o Mathias e eu bufei e o empurrei e ele riu, e eu sai dali.
Por Viviane
Estava descendo as escadas e acabei me encontrando com o Mathias que estava rindo sozinho (Ainda estava com raiva dele por ele NÃO ter falado comigo hoje mais cedo)
– Ih... olha o fujão — falei o encarando.
– Oi pra você também — disse o Mathias.
– Você me ignorou bastante hoje hem... e olha que eu não tô acostumada com isso não — falei.
– Claro que não, mimada — disse o Mathias.
– Medroso — falei.
– Metida – disse o Mathias.
– Idiota — falei
– Chata – disse o Mathias.
– Insuportável — falei
– Mala – disse o Mathias.
– Covarde — falei, e ele se aproximou de mim e eu o olhei assustada, quando pude perceber já estava beijando aquele tonto e lindo QUE ME IGNOROU HOJE A MANHÃ INTEIRA
– Que ceninha de quinta hem — disse a Marian com a câmera fotográfica nas mãos, nos se assustamos e se separamos — E dessa vez não vai ter jogo com a maquina por que ela não vai sair das minhas mãos — disse a Marian sorrindo.
– Vidinha triste a sua hem, tem que viver a vida dos outros para ser feliz é isso? — perguntou o Mathias
– E quem disse que ela é feliz Mathias? — perguntei.
– E eu sou e muito tá? Melhor ainda quando eu entregar essas fotos para o meu pai, ele vai adorar — disse a Marian.
– Coisa chata — falei, e sai dali bufando.
– O que você ganha com isso? — perguntou o Mathias.
– Se você não sabe ão adianta te explicar — disse a Marian.
Quando sai de lá fui correndo procurar a Milena, corri o colégio inteiro e fui a biblioteca procurar ela por lá...
– Mili? Mili? MILENA? — falei, procurando ela,e vi a Beatriz sentada lendo um livro — Ai é você... — falei.
– Tentando ler — disse a Beatriz olhando para o livro.
– Ai meu deus — falei nervosa.
– Que foi ? — perguntou a Beatriz.
– A Marian... — falei.
– O que a monstrinha aprontou dessa vez hem? — perguntou a Beatriz se levantando.
– Ela tirou uma foto minha beijando o Mathias — falei rápido.
– Beijando é? — perguntou a Beatriz e riu.
– Bia, ela vai contar para o pai dela — falei.
– Vai nada — disse a Beatriz.
– Ah... mas ela tá furiosa por causa daquela noite — falei.
– E você vai ficar esperando ela mostrar tudo pro Jonas — perguntou a Beatriz.
– E eu vou fazer o que? — perguntei.
– Pra tudo tem um jeito, é só pensar — disse a Beatriz.
– É mas tem que pensar rápido, por que uma hora dessas ela já deve estar chegando na sala do pai dela — falei.
– Ok... pensa rápido — disse a Beatriz.
Por Mathias
Depois do acontecido fui pro meu quarto pegar o livro das seguintes aulas (estava com muita raiva da Marian) entrei no quarto e bati a porta forte.
– Ei, calma o que foi cara? — perguntou-me o Eduardo.
– A Marian tirou uma foto minha e da Viviane se beijando — falei.
– Pera aí, pera aí... se beijando? — perguntou o Eduardo sorrindo.
– O que importa? Você ouviu oque eu falei? A Marian tirou uma foto do beijo — falei.
– Tá tudo bem... vamos pensar — disse o Eduardo — mas você beijou mesmo a Viviane? — perguntou o Eduardo.
– Vai me ajudar ou não vai? — perguntei.
– Vou, vou... mas ajudar no que? — perguntou o Eduardo.
– Sei lá, fazer alguma coisa — falei.
– Você não fez nada? — perguntou o Eduardo.
– Tipo oque? — perguntei.
– Tipo oque? Tipo pegar a câmera, tirar uma foto dela no banheiro e trocar uma pela outra, sei lá... Ou voltar no tempo e jogar uma casca de banana na frente dela, mas simplesmente você não fez nada — disse o Eduardo.
– Não, não fiz — falei.
– E cadê o Mathias? Oque você fez com ele? — perguntou o Eduardo.
– Qual é Duda! — falei.
– Tá, tá... vamos pensar — disse o Eduardo — você beijou mesmo a Viviane? — perguntou o Eduardo.
– Vamos mudar de assunto — falei.
– Eu tava olhando uma revista aqui, e eu tô ficando craque no violão — disse o Eduardo.
– É? — perguntei.
– É, vou tocar música clássica — disse o Eduardo.
– Bom... — falei.
– Tá vendo? Eu mudei de assunto e você continua no mesmo — disse o Eduardo.
– Mudou ? — perguntei.
– E se eu te disser que eu acho que beijei a Beatriz? — disse o Eduardo.
– Você acha? — perguntei.
– Eu achei que era respiração boca-a-boca, mas ela acha que foi beijo — disse o Eduardo.
– Eduardo quer saber? — perguntei.
– Hum? — disse o Eduardo.
– Esse papo de mulherzinha faz mal pro meu estomago — falei.
– Tava tentando te ajudar só ô maluco, quer saber então? Se vira — disse o Eduardo.
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