O dia amanheceu com nuvens pesadas dignas de uma tremenda tempestade. Toda a escola estava animada, pois era o primeiro jogo de quadribol Sonserina contra Grifinória e, além disso, era o dia da primeira prova do torneio tribruxo. Rebecca pegou Febes que ainda dormia e a colocou no bolso interno da capa. No salão principal era uma algazarra total, os alunos muito animados, porém um em especial estava de mau humor.

Rebecca aproximou-se de Demetry determinada, pois já havia combinado tudo com Febes e as duas passaram um bom tempo planejando tudo de manhã bem cedo.

– Demetry? – chamou ela.

– O que você quer? – perguntou ele sem olha-la.

– Eu pensei sobre ontem e... eu fico no seu lugar.

Demetry levantou o rosto e fitou-a.

– O que você quer dizer com isso, garota?

– Eu achei muito injusto o que a Halena fez com você. Ela não gosta de você, por isso te pôs de guarda no dia do seu jogo. Pois bem, eu irei ficar no seu lugar enquanto você joga.

– E por que você faria isso, corinha?

– É que...O time não pode ficar sem seu melhor apanhador, e...

– E...?

Rebecca abaixou a cabeça e sussurrou alguma coisa inaudível.

– O que você disse?

Nessa hora o capitão do time da Sonserina chamou seus jogadores e todos começaram a se movimentar para o estádio.

– Vai logo, Demetry! – disse ela pegando-o pelo braço e arrastando-o para fora.

– Esta bem, eu vou... Mas me diz antes o que você tinha dito.

Rebecca estacou e corou.

– Por que quer saber?

– Estou curioso. E por que não me diria?

– É, bem...Eu disse que você ia ficar triste e eu...Ah, vai logo ou você não vai jogar! Eu também tenho que encontrar Ástimus e explicar pra ele a mudança.

– É, acho que sim. – disse Demetry com um sorrisinho. – Tudo bem então, tome cuidado e, se puder olhe para o estádio por que – Demetry pegou a mão de Rebecca e beijou – Vou dedicar essa vitória a todas os coris que existem, incluindo você. – e foi andando em direção ao capitão do time, deixando Rebecca parada sem saber se se sentia surpresa ou brava.

Rebecca o fitou por alguns momentos. Quando virou-se para ir procurar Ástimus, sentiu o braço puxado por alguem.

– Olha aqui, sua sangue ruim, fica longe do meu namorado ou você vai se arrepender. – disse Meggan Lust.

– Me solta garota! – disse Rebecca se livrando facilmente das mãos de Meggan. – Vai ver se eu estou lá lago, anda.

– Eu já avisei. – disse Meggan. – Se eu descobrir que você usou alguma poção nele, eu vou fazer você ser expulsa. E nem venha retrucar, pois não há nada de interessante em você que posso interressar um menino. – continuou Meggan. Ela franziu a testa para Rebecca e virou-se para ir ao jogo.

– Não liga não. Ela está insegura. – disse Gim que passava por trás de Rebecca.

Ela virou-se e viu o menino passando com um sorriso no rosto. Rebecca tirou sua varinha da roupa, respirou fundo e saiu a procura de Ástimus.

– Ástimus. Eu irei substituir o Demetry na guarda.– disse ela ao encontrá-lo.

– Ele irá jogar hoje não é? Eu também não gostei do que a Halena fez com ele, mas o que ela acha disso?

– Bem, ela não sabe e quando ela descobrir eu assumirei a responsabilidade.

– Esta certo, vamos minha amiga, mas me diga, você não gosta de voar em vassoura, não é? Como vai fazer isso hoje?

– Eu já pensei nisso e arranjei um jeito.

– Esta certo, então vamos. – disse ele pegando o braço de Rebecca e andando em direção ao estádio. – Vamos fazer o seguinte: iremos sobrevoar o estádio invisíveis com uma capa especial que Halena conseguiu do Ministério e me entregou ontem à noite, tome aqui a sua. Cada um ficará de um lado e depois iremos rodar em volta do estádio. Entendeu?

– Entendi.

– Beleza, eu vou pro lado leste, e você, pro oeste. Se vir alguma coisa suspeita, mande um sinal luminoso azul no ar.

– Mas os outros não irão perceber?

– Todos estarão com as varinhas iluminadas, ira passar despercebido, apesar de eu saber que você é a única com luz azul.

– Entendi, azul não é cor de nenhuma das casas no jogo.

– Então, Rebecca. Eu vou pra lá, vamos voar em sentido horário. Vou indo.

– Tchau.

Rebecca acordou Febes, que ainda dormia em seu bolso e as duas foram juntas para o lado direito do estádio.

– Já avisei o Demetry. Então, podemos?

– Podemos. Mas o que quer que eu faça?

– Quero que você vire uma pessoa e continue com suas asas. Dai você vai poder me carregar.

– Entendi. – disse Febes transformando-se em uma menina de uns doze anos, porem com dois pares de asas nas costas.

– Obrigada Febes. – agradeceu Rebecca depois que as duas já estavam no ar.

– Tudo bem. – disse Febes.

As duas olharam para o estádio. O jogo já começara. Rebecca podia distinguir os jogadores pelos seus uniformes; verde e preto para a Sonserina e vermelho e preto para Grifinória. Rebecca ouviu uma trovoada, logo começaria a chover. Rebecca olhou para a floresta proibida e segurou a varinha.

– Eles estão lá, né? – disse Febes.

– Sim – respondeu Rebecca. – Mesmo fora dela dá pra sentir o terror deles.

Uma gritaria soou de dentro do estádio e uma voz falou: dez pontos para sonserina!

Rebecca sorriu e lembrou do que Demetry havia lhe dito. Apesar de estar um pouco longe, conseguiu distinguir Demetry em meio a todos e ele lhe acenou. Isso fez Rebecca lembrar-se que deveria estar invisível, pondo imediatamente sua capa sobre si mesma e sobre Febes. Febes reclamou que a capa dificultava o vôo, mas logo se acostumou com o tecido em suas asas. Como estavam rodando o estádio, Rebecca logo estava do outro lado do mesmo e viu três alunos andando em direção á escola: Leah McKonig e seus dois comparsas. Olhou em volta e não viu nada de estranho, então pediu à Febes que entrasse no estádio e pousasse perto de seus amigos. Como pousara atrás de Katheryn, sussurrou o nome dela, dando um pequeno susto na garota que agarrou o braço de Riego.

– Rebecca...? – sussurrou Katheryn.

– Sim, sou eu.

– Rebecca? Onde? – perguntou Riego.

– Estou invisível, falem baixo. Tenho um favor a pedir a vocês.

– Fale. – sussurrou Riego.

– Leah e seus comparsas estão indo em direção ao castelo, quero que sigam eles.

– Nem precisa pedir. Vamos Katy. – sussurrou Riego, que levantou e disse. – Ai, não estou me sentindo bem. Kathy, vai comigo a enfermaria?

– Claro Riego, venha.– responder Katheryn.

– Poxa Riego, vai perder o jogo? – perguntou Juan que estava ao lado do menino.

– É, fazer o quê?

Os dois foram em direção a saída, assim como Rebecca voltou a sua guarda e Febes correu para alcançar onde deveriam estar, na parte oeste do estádio. Porém antes de chegar, debateu-se com alguma coisa e as duas soltaram um ‘ai’.

– Rebecca? – disse a voz de Ástimus.

– Ástimus? O que foi?

– Olhe ali embaixo.

Rebecca olhou em volta procurando algo anormal e viu uma menina que aparentava estar no primeiro ano indo em direção a floresta.

– Ela não sabe que é perigoso? Ela pode morrer se for lá!

– Eu sei! Mas...tem três opções: ou ela quer morrer, ou ela esta sendo controlada ou ela está junto com os dementadores. Vamos fazer o seguinte: vou segui-la e você fica aqui. Tente avisar Kamina e Demetry. Se acontecer alguma coisa comigo eu faço uma luz no ar, mas – Ástimus deu uma pausa. – se eu não conseguir dar o sinal... Eu quero que diga a Kamina...

– Não. – cortou Rebecca. – Não diga isso. Vai dar tudo certo. Agora vá, eu irei avisar os outros.

– Esta bem. Eu...Eu confio em você, Rebecca.

– Eu também Ástimus, afinal estamos todos no mesmo barco, certo? – dizendo isso Rebecca voltou-se para o estádio e procurou por Kamina. Avistou a batedora e pôs-se a voar ate ela, Febes desviando dos balaços com facilidade.

– Você voa muito bem, Febes. — disse Rebecca.

– É claro que sim. – respondeu Febes. – E aquela garota esta sendo controlada.

– Como sabe? — perguntou Rebecca.

– Há uma magia sinistra rondando ela. – respondeu Febes.

Kamina acabara de bater em um balaço quando Rebecca pronunciou seu nome.

– Rebecca? Você não deveria estar aqui! – disse batendo em outro balaço acertando um jogador da sonserina.

– Eu sei, mas é urgente!

– O que aconteceu? – perguntou Kamina desviando de um jogador da sonserina que tentava derrubá-la.

– Eu não posso explicar direito, mas Ástimus foi à floresta proibida seguir uma garota e devemos ficar alerta. Vou avisar Demetry.

– Ok! – gritou Kamina.

Rebecca desviou de um balaço e procurou Demetry. Ele estava voando em direção a alguma coisa que Rebecca não via, colado com o apanhador da Grifinória.

– É melhor eu esperar eles terminarem. – disse Rebecca e olhou em direção à floresta.

– Calma, tudo vai dar certo. – disse Febes.

– E Sonserina pega o pomo de ouro!!! Vitória da Sonserina!! – gritou o narrador.

Rebecca olhou para o lado e viu Demetry segurando o pomo e gritando, enquanto seus amigos o rodeavam. Assim que eles largaram Demetry, Rebecca voou até ele e o puxou pelo braço.

– Ei... O que?

– Demetry!

– Corinha? O que foi?

– Fique alerta, Ástimus foi ate a floresta seguir uma garota e se ele der o sinal...

– Aquele? – Demetry apontou para a floresta onde uma luz azul reluzia no céu.

– Ástimus!

Demetry voou até Kamina e apontou para a floresta. Depois disso foram ate o diretor na plataforma, depois pousaram e saíram correndo para fora do estádio. Rebecca também saiu voando e encontrou-os correndo para a floresta. Febes estava exausta e precisava descansar. Ela deixou Rebecca no chão e voltou à forma de many.

– Corinha?! – Chamou Demetry.

– Dá pra parar de me chamar assim? – disse Rebecca despindo sua capa.

– Não dá, já pegou. – respondeu ele.

– O que aconteceu? – perguntou Kamina.

Rebecca contou o que havia acontecido e os três entraram na floresta.

– Aqui está frio. – resmungou Kamina.

– São os dementadores. – respondeu Demetry. – estamos quase chegando ao local do sinal, não foi muito longe.

– Acho melhor nós invocarmos nossos patronos antes que cheguemos. – disse Kamina.

Kamina ergueu a varinha, fechou os olhos e fez aparecer seu patrono iluminando sua volta: um coelho. Demetry se concentrou e uma luz saiu da sua varinha, logo se transformando em um ser pequeno com asas.

– O seu patrono parece uma fada. – exclamou Kamina.

– Quase isso, é uma coisa bem melhor. Eu acho que é em homenagem a uma amiga minha de infância... – respondeu Demetry com um sorrisinho. Rebeca espantou-se, pois a descrição que ele deu se parecia muito com a que Febes se autodenominava.

Com a luz dos patronos, a floresta ficava um pouco iluminada, apesar do silencio devastador. Kamina ia à frente, enquanto Rebecca e Demetry iam atrás.

– Er... parabéns pela vitória. – disse Rebecca tentando arrumar assunto, em parte porque não estava gostando do silêncio e porque realmente queria parabenizá-lo.

– Eu disse que ia vencer em sua homenagem, não disse Corinha? – respondeu ele com um sorrisinho.

– Mas sua namorada não vai gostar nada disso se souber. – disse Rebecca.

– Por que diz isso?

– Ela me parou hoje no Salão Comunal para me ameaçar. – riu Rebecca. – Ela está com medo de eu dado à você alguma poção.

– Sério? Aquela garota as vezes exagera muito. Como pode pensar que uma poção iria fazer alguém gostar de você, Corinha?

– Ei!! – Rebecca parou de andar, ofendida.

– Anda, eu estou brincando. O local do sinal é logo ali na frente. – disse Demetry rindo.

Os três continuaram a avançar até que viram Ástimus caído no chão e Kamina correu até ele. Assim que ela alcançou Ástimus, um frio intenso se apossou do lugar e Rebecca começou a tremer. Lembrou-se imediatamente da sua infância, quando dois dementadores atacaram o quintal do orfanato onde ela e as crianças brincavam. Foi uma experiencia aterrorizante, mas pelo menos a ingressou no mundo da magia, quando Sr. Fidgeman apareceu e salvou a todos e acabou descobrindo que a menina podia ver os dementadores, coisa que somente bruxos podiam. Porém, dede então criou-se em Rebecca um medo de dementadores.

Rebecca estava absorta em seus pensamentos enquanto os dementadores se aproximavam deles. Kamina abracara Ástimus e mantinha seu patrono bem pertinho. Demetry agarrou o braço de Rebecca que estava paralizada e a arrastou para perto de Kamina e Ástimus. Chamou o nome de Rebecca, mas ela não respondeu. Os dementadores se arrastavam lentamente na direção deles, porém já estavam bem perto. O medo que eles passavam com seus movimentos lentos era aterrorizador, e o silencio, de matar. Demetry e Kamina agarravam suas varinhas como se dependessem delas, porém os dementadores nada faziam, apenas se aproximavam. Então um dementador se aproximou do coelho-patrono de Kamina e simplesmente passou por ele, o que o fez sumir, pois Kamina se desconcentrou com a aproximação. Demetry tentou afastá-lo da garota lançando seu patrono na direção do dementador, cujo único efeito foi faze-lo se afastar um pouco por um curto tempo. Precisava pensar numa coisa mais feliz para poder aumentar o poder de seu patrono. Mas pensar em algo feliz naquela hora era algo quase impossível. Tentou voltar no tempo com a mente e lembrou do seu jogo de quadribol, da sua vitória como apanhador em pegar o pomo. Se concentrou no sentimento que sentiu antes de falar com Rebecca e ir para aquele lugar horrível, em como estava feliz em poder jogar, em como a idéia de Rebecca era genial apesar que depois ia ter uma conseqüência terrível quando Halena descobrisse.

Pensar nessas coisas fez o patrono de Demetry brilhar mais forte e afastar por completo o dementador.

– Kamina, pense em algo feliz, vamos. Eu afastei aquele dementador, não afastei? Vamos, pense.

– Eu...Eu não consigo. – Kamina estava tremendo.

– Vamos eu sei que você consegue. Pense em...sei lá, quando você conheceu o Ástimus, na sala da diretora ou algo do tipo.

Kamina fechou seus olhos para poder se acalmar. Podia sentir Ástimus em seus braços e esforçou-se para lembrar o dia em que o conhecera. Pensou em como tinha sentido como se eles se conhecessem a tempos, em como ficaram amigos. Pensou nas tardes em que passavam juntos conversando e brincando... Pensou em como gostaria de protegê-lo.

Kamina segurou sua varinha com firmeza e clamou o feitiço do patrono, fazendo seu coelho-patrono aparecer e junto com o patrono de Demetry, espantar os dementadores.

– É isso ai garota! – disse Demetry. – Vamos sair daqui, está certo?

Demetry abaixou-se e segurou Ástimus, tentando passar seu braço por cima da cabeça. Kamina entendeu o que ele queria fazer e o ajudou do outro lado.

– Rebecca? – perguntou Kamina, lembrando-se que a menina ainda não falara nada. – Rebecca! Está me ouvindo?

Rebecca não conseguia se mexer. Seu maior medo era os dementadores, e ali tinham mais dementadores do que ela poderia contar. Podia ouvir vagamente seus amigos conversando. Tremia. Percebia que sua varinha escorregava lentamente de suas mãos. Em sua cabeça ela ouvia gritos de uma mulher e logo em seguida o choro de um homem. Queria sair dali, queria que nunca tivesse virado uma semi-auror. As vezes desejava nunca ter nascido. Desde pequena era diferente das outras crianças do orfanato e sempre achara que não pertencia ao seu mundo. Porém ela descobriu o mundo em que ela era normal, e mesmo assim não conseguia lidar com seres do mundo "normal dela". Escutou seu nome e virou a cabeça na direção em que ouvira. Viu Demetry e Kamina segurando Ástimus.

– Corinha. – disse Demetry lentamente. – Eu prometo te tirar daqui, mas preciso que corra. Você pode?

Rebecca balançou a cabeça. Não podia deixar-se abater. Segurou a varinha firme e perguntou.

– Pra onde?

– Naquela direção. Foi dali que viemos. – respondeu Demetry. – Quando eu disser prepare-se pra correr. – Demetry lançou o patrono na direção dos dementadores, fazendo eles se afastarem. – Agora!

Kamina e Demety começaram a andar o mais rapido possivel com Ástimus. Rebecca ia junto deles. Os dementadores os rodeavam, fechando a passagem. Eles se afastavam conforme o patrono de Demetry, que ia na frente se aproximava. Atras do grupo, o coelho prateado de Kamina protegia as costas deles. Eram tantos dementadores que estava dificil de ver atraves deles. Apenas uma mancha negra que ia se abrindo sem ficar menos escura. Demetry não sabia mais para onde estava indo. Continuaram seguinto em frente até que o patrono de Kamina desapareceu.

– O que foi Kamina? – perguntou Demetry desesperado. – Por que seu patrono sumiu?

Kamina nao respondeu. A menina tinha lágrimas que saiam aos montem dos olhos. Demetry levantou a varinha e ordenou que seu patrono atacasse um dementador que se aproximou, mas antes de chegar no dementador, o patrono se desfez. Demetry tentou reinvocá-lo, mas foi em vão. Os dementadores se aproximaram e Demetry sabia que terminaria ali. Ele olhou para Rebecca. A menina estava palida e a luz de seus olhos tinha ido embora. Ela olhou de volta pra ele e ele sentiu-se como nunca havia sentido antes.

– Estamos aqui por minha causa. Vamos morrer por minha causa. Se eu não tivesse trocado de lugar com a Rebecca, Ástimus nunca teria vindo aqui sozinho, eu não teria deixado. – Ele olhou Rebecca. A menina balançava a cabeça sem nada dizer. Seus olhos marejaram-se de lagrimas. Ela não concordava com o que Demetry dizia, mas nao conseguia se manifestar. O choro do homem em seus ouvidos era instenso e ela tinha dificuldade de se manter acordada e nao desmaiar. – Me desculpem por ser tão fraco. – disse Demetry apertando a varinha em sua sua mão.

Ele fechou os olhos. Esperou a morte. O frio congelava até sua alma e assim foi por um tempo. Tempo demais. Nada aconteceu. Ele abriu os olhos e viu que os dementadores ainda estavam a uma certa distância dele. Sem fazer nada. Subtamente eles começaram a girar e Demetry tomou um susto com os gritos de Rebecca. A menina parecia sentir uma dor alucinante e ele agachou-se para segurá-la. Ao olhar para o lado viu que Kamina e Ástimus nao estavam mais ao seu lado. Ele não teve tempo para surpreender-se, pois no segundo seguinte um vulto emcapuzado materializou-se em sua frente e, ao esticar a mão e tocar Demetry e Rebecca, todo o cenário mudou para a sala da enfermaria. O vulto se levantou e disse.

– Reviguratte! – apontando a varinha para Rebecca que saiu do seus estado de transe como alguem que respira apos quase se afogar.

Demetry reparou que o homem vestia uma capa comprida que cobri da cabeça aos pés. O rosto dele era encoberto pelas sombras projetadas do capus, também logo, que a capa possuia. Era possivel apenas ver o fim de seu queixo. O homem virou-se para fitar Rebecca por uns instantes, depois passando para Demetry. Ele apontou para o lado, e virando-se, Demetry viu Kamina ao lado Ástimus. Ástimus, inconciente, encontrava-se deitado na cama. O homem voltou a fitar Rebecca e saiu da enfermaria. Rebecca olhou para Demetry e abriu a boca para lhe falar, mas logo o Professor Longbotton entrou acompanhado pelo homem e encarou os furiosamente.