Reason
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Sei que estou meio sumida e que não terminei One and Only, peço minhas sinceras desculpas! Mas, estou sem inspiração gente, completamente bloqueada. Então, me veio a mente essa história, e não se preocupe pq já tenho muitos capítulos prontos e guardados. Entretanto, a postagem dependerá de vcs!
Por fim, ai vai mais uma história, espero que gostem, vejo vcs lá embaixo!
Enjoy! *-*
Ser pai não é fácil, principalmente quando se tem uma editora para dirigir. Um dia cansativo se passava e tudo o que Marcelo queria era chegar em casa, abraçar o pequeno Joaquim e beijar sua bela esposa Verônica.
_Amor? –disse a voz do outro lado da linha um pouco apressada.
_Oi querida, o que houve? –Marcelo também estava um pouco apressado pois já estava quase na hora de sair da editora.
_Passe em algum lugar e compre nosso jantar, a Lúcia não foi trabalhar hoje e eu não poderei preparar nada para nós pois tenho que terminar de analisar alguns processos. –falou a jovem advogada.
_Tudo bem, mas você precisa tomar mais cuidado Vi, tudo o que você tem feito é trabalhar, tenho sentido sua falta e creio que o Joaquim também. –disse rapidamente sabendo que suas palavras poderiam fomentar uma discussão que já havia ocorrido inúmeras vezes desde que ela voltara a trabalhar.
_Meu bem, você sabe que o escritório anda uma loucura... por favor, é só hoje. –disse manhosa fazendo de tudo para que o marido fosse compreensivo e lhe ajudasse.
_Okay amor, não se preocupe. Alguma preferência? –perguntou um pouco irritado.
_Não pode ficar a vontade meu bem. –sua voz estava mais distante com a correria para entrar no carro.
_Beijos e até mais.
Verônica desligou após dizer a mesma coisa ao seu marido, ela não entendia o motivo pelo qual ele vinha implicando tanto com seu trabalho, desde quando se casaram sempre fora assim ela sempre trabalhou demais e ele também, ambos levavam trabalho pra casa mas sempre se entendiam e eles sempre conversaram sobre uma possível gravidez deixando bem claro que ela jamais pararia de trabalhar para cuidar da criança. As vezes parecia que ele não via o quanto ela estava se esforçando para ser uma boa profissional, mãe e esposa. E isso lhe parecia tão egoísta... só ele poderia continuar trabalhando?
Rapidamente a mulher já estava a caminho do hotelzinho onde Joaquim ficava das 09:00 da manhã até as 17:00. Claro que aquela não era a melhor opção, bem que ela queria ser do tipo de mulher que simplesmente larga tudo e fica em casa apenas cuidando da criança e do marido, mas sua realidade não era essa, ela sempre quis mais, essa coisa de ficar dependendo do marido para tudo não fazia parte do seu mundo.
Catarina trazia o pequeno Joaquim nos braços, seus cabelinhos negros caiam por seus olhos as bochechas ainda estavam vermelhas de tanto brincar com as outras crianças, ele só tinha 1 ano e dois meses de fato mas parecia muito mais. Era um garoto esperto e já falava algumas palavras como “papai” ,“mamãe” e “água” por exemplo.
Assim que viu sua mãe a criança abriu os braços, Verônica lhe tomou nos seus com o maior carinho e amor que já existira. Ali estava sua vida, a razão dos seus sorrisos, o motivo pelo qual ela deixara de ser uma simples mulher para se tornar algo grandioso. Uma mãe.
Os dois estavam a caminho de casa, Joaquim brincava com seu patinho no banco de trás do carro enquanto sua mulher cantava a musiquinha do pintinho amarelinho como uma boba e boa mãe que era. Joaquim batia palminhas e canta sempre o final de cada palavra fazendo sua mãe abrir um largo sorriso.
Marcelo estava um pouco inquieto no final daquela tarde, ele não sabia ao certo qual era o motivo, mas resolveu esquecer aquele pressentimento estranho e resolveu parar num restaurante que eles gostavam para escolhe o jantar. Chegando lá olhou o cardápio e ficou em duvida entre o prato do dia que era Frango ao forno ao molho madeira e uma bela macarronada de camarões.
Como não queria errar, decidiu que iria ligar para sua mulher. Verônica atendeu no terceiro toque.
_Meu bem, temos duas opções: Frango ao forno com molho madeira e macarronada de camarões, o que acha? –perguntou sem rapidamente assim que ouviu o “Oi” de sua esposa.
_Eu não sei meu amor, o que você escolher pra mim está ótimo. Confio em você. –disse alegremente já esquecendo o pequeno desentendimento a pouco tempo atrás.
_ O que é esse barulho ai? –perguntou Marcelo estranhando.
_ O Joaquim ficou um pouco agitado, acho que o patinho dele caiu... Amor, eu... .... –a ligação ficou ruim de repente e um estrondo tomou conta de tudo. Marcelo não entendia o que estava acontecendo, mas sentiu quando seu coração deu salto e as lágrimas marejaram seus olhos, seu sangue fervia e um tremor lhe tomou todo o corpo.
_Verônica? Verônica? Amor? Responda-me! Amor? –ninguém respondia. Tudo o que ele ouvia era um chiado muito grande e então a ligação caiu por completo.
Ele não podia acreditar no que as circunstancias lhe diziam já fazia horas que ele esperava por noticias na sala de espera da UTI do hospital São Lucas. Marcelo não conseguia se acalmar. Por um milagre Joaquim sofreu apenas alguns arranhões e estava num quarto na ala infantil com sua avó paterna, mas Verônica havia sofrido um traumatismo craniano e hemorragia interna ambos numa escala gravíssima. Marcelo orava para que desse tudo certo na cirurgia que já entrara na terceira hora. Seu coração doía e tudo o que ele conseguia pensar era no sorriso de Verônica. O grande amor de sua vida.
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