Really?
12 Só
Notas iniciais
Maxi
–Maxi, meu amor? Posso entrar? -ouvi a viz da minha mãe lá da porta. -Cruzes, filho. Deixa eu abrir essa cortina, não dá para ver nada aqui! -ela abriu a cortina e eu saí de baixo dos cobertores.
–Mãe? -perguntei, ainda tentando me acostumar com a luz que entrava pela janela.
–Vamos, Maxi! Você já está há uma semana nesse quarto! Sai daqui, vou arrumar esse lugar e quero ver você de cara lavada! Vai pro banho, se arruma e vamos sair!
–Não, mãe. Deixa eu ficar aqui...
–Filho, eu sei que a Naty foi muito importante para a sua vida. E sempre será, amor, mas você tem que seguir em frente.
–Foi armação, mãe! Alguém quis nos separar e...
–Filho, a Naty quis ir embora! A Lara já disse...
–É mentira! Ela fingiu que a Naty Tava em coma e a Naty acreditou. Por isso ela foi!
–Tá, filho. Ok. Vai pro banho Porfavor?
–Ok. -Fui pro banho. Foi bom sentir a água fria batendo contra meu rosto, logo minhas lagrimas se misturaram à água. Só conseguia pensar na Naty, eu não entendo ainda o que aconteceu. E ninguém acredita em mim.
***
–Filho? Temos uma coisa séria a tratar. -meu pai dizia tentando parecer o mais calmo possível.
–Sim. -minha mãe estava nervosa.
–O que foi? -perguntei.
–Você tará que se casar. -meu pai falou. O Qué? Mas, eu amo a Naty! E eles sabem disso!
–Filho, calma. -minha mãe começou a dizer.
–Não! -levantei brusco. Estava com muita raiva, por tudo que havia acontecido e pelos meus pais quererem que eu me casase com outra.
–Filho, você conhece as tradições. -meu pai disse sério,como se reprovasse minha atitude.
–Não ligo! O certo era eu ficar com quem eu amo, e se não encontrar a pessoa, esperar! Não casar com qualquer uma só para seguir "tradições"! Eu quero ser feliz.
–Maxi, esquece a Naty. Ela foi porque quis! Você vai conhecer outra pessoa e talvez vai se apaixonar por ela, como eu e seu pai. Já escolhemos sua noiva.
–Mas... -comecei a dizer, mas foi interrompido por meu pai.
–Camila, pode entrar. -Camila, uma das empregadas da casa adentrou. No início não entendi, mas depois saquei tudo.
–Camila será sua esposa! Uma tradicional turca e dona de casa, não é da nossa classe social, mas está boa. -meu pai disse indiferente?
–E o casamento será semana que vem! Vamos fazer uma grande festa! -mamãe falou feliz. Meu pai Tava com uma expressão dura. Cai parece que não sabe onde esconder a cara. Eu estou com tanta raiva e coisa na cabeça que nem sei o que dizer ou fazer.
–Ok, então! Vamos comemorar! -falei, praticamente cuspindo as palavras com raiva. Minha mãe abaixou o rosto e papai continuou sério. Subi as escadas e peguei minhas malas. Peguei o que precisava e Joguei na mala. Ouvi passos e pensei que fosse minha mãe. Joguei a mala para dentro, mas quem entrou foi Cami.
–Maxi, saiba que nao tenho nada a ver com isso.
–Eu sei, Cami. Fica tranquila.
–Eu acho você e a Naty perfeitos um pro outro. As meninas também. Acredito em você.
–Sério? -perguntei. Ela assentiu.
–Maxi, eu nao posso me casar. Eu amo outro. O Broduey. Prometemos que nos casaríamos um pro outro e nao quero quebrar a promessa. -ela disse quase chorando.
–Não vamos nos casar. Eu vou fugir, vou atrás da Naty. Se ela não se lembrar de mim, vou reconquistá-lá.
–Isso! Eu... Eu te ajudo! Conta comigo!
–É bom saber disso! Leu vou amanha cedo, enquanto eles ainda estão dormindo.
–Ok! Qualquer coisa, to aqui!
–Ok. -Cami foi saindo com um pouco de esperança. -Cami! -chamei ela. Ela se virou. -Obrigada. -ela sorriu.
–De nada, Maxi.
Fale com o autor