Razão
14 Ciúme
Notas iniciais
Gente, desculpem a demora. Passei uma semana no hospital T.T
por isso o capitulo sera menor, novamente...
Reta final, provavelmente o proximo sera o penultimo. =*
Ou até o ultimo muhahahaha
Obrigada a todos que deixam reviews =3 Em especial para a Megume-chan, que me divertiu imensamente com seus comentarios e para a Natalip que me acompanha desde o inicio.
Enjoy o/
{Inicio POV}
Vazio. Nada em minha volta. Nada em mim. Eu deixei tudo com você, Inoue Orihime. Tranquilamente me entrego a esta escuridão, pois vivi, mesmo que no final, intensamente, maravilhosamente, com você. Obrigado. E me desculpe, por não ser forte o suficiente, para continuar ao seu lado. Maldito shinigami... Sabe que ela vai ser sua agora não sabe? Apenas... Apenas mantenha seu sorriso. O sorriso daquela bruxa. Ainda tenho esta teoria. Como pode ter chegado assim, com seus sorrisos bobos e suas cores indefinidas e ter me conquistado desta forma? Obvio que é uma bruxa. A bruxa que eu amo. A escuridão esta acabando com minha visão. Estico meu braço uma ultima vez para tentar alcança-la. Não consegue disfarçar os olhos miseravelmente tristes, apesar do sorriso nos lábios. Como é forte, esta mulher. Tentando parecer firme na minha frente. Não consigo mais falar nada, queria dizer uma ultima vez que a amo. Mas a morte já não me permite, minhas cinzas já se misturaram com o vento do Hueco Mundo. Ela tenta me alcançar também, uma vez mais... Seus dedos chegam a roçar nos meus. Mas nada. O resto de mim se perde e eu não existo mais.
Vazio. Nada em minha volta. Nada em mim. Deixo tudo com você, mulher.
...
Então isso é morrer? Uma escuridão completa e total e apenas a consciência do meu ser para que eu possa para sempre pensar nos meus pecados?
Não. É estranho. Tenho a impressão de que dormi por alguns segundos.
Agora sinto como se algo puxasse meu estomago para cima. O que esta acontecendo? Estou tomando consciência das dimensões do meu corpo, pouco a pouco. Como se um liquido quente... Não... Como se meu sangue voltasse a preencher minhas veias reconstituindo-as. Sinto meus braços e pernas. E algo em meus ouvidos, que lembra o som de bolhas. Nada faz sentido. O que esta acontecendo? O ruído das bolhas esta se tornando algo mais distinto. Parece uma voz. Uma voz familiar.
- Sa...
Ainda não consigo entender. Quero ouvir o que esta acontecendo.
- ... Achei que seria Grimmjow ou alguém assim.
Sim, agora definitivamente eu ouvi alguém. E conheço essa voz.
- Logo o vazio? Ter sentimentos pela humana? A vida ainda me ensina muitas coisas... Bom, como esta?
O que ele quer dizer? Do que ele esta falando? Porque Grimmjow? A escuridão já não parece tão escura assim. Sinto que posso mover meus dedos. E o faço.
- Aaah esta melhorando.
Falta pouco agora. Sinto uma dor latente em meus olhos. É uma sensação muito estranha, nunca senti nada parecido. Meus sentidos estão voltando. Sinto meu olfato voltar, junto com o tato, e percebo que estou em uma superfície plana.
- Ahhh... – é o que consigo dizer. Finalmente ouço minha própria voz.
- Ai esta você... Abra os olhos.
Abro os olhos com muita dificuldade, por um instante a luz me cega. Dor. Sinto dor em todos os músculos.
- Vai passar.
Repete a voz, e sei que é de Gin. E o que ele diz se confirma, lentamente sinto a dor deixar meu corpo, flexiono meus dedos, pisco algumas vezes, me acostumo com a claridade. E ele entra em meu campo de visão.
- Bom dia.
- O... o que esta acontecendo? – pergunto.
- Você esta vivo.
- Como é possível?
- É claro que é graças a humana.
{Fim POV}
Ichigo sentou-se sobre os joelhos e observou o rosto de Inoue. A garota estava deitada em um futon, em um dos aposentos da loja de Urahara. Já havia se passado dez dias, desde a batalha contra Aizen. Depois que Inoue desmaiara ao terminar de curar Gin, a trouxeram para cura-la. A capita Unohana disse que era um tipo de coma por ter esgotado toda sua reiatsu. E apesar de muitas tentativas para tirar Inoue do seu “sono”, a garota parecia não querer acordar. “Ela esta bem fisicamente. Mas esta muito abalada, vamos ter que esperar que acorde. Só isso\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\" concluiu a capita da quarta divisão. E assim Inoue permaneceu, até então.
- Porque você não quer acordar Inoue? – Sussurrou Ichigo para a garota. Mesmo duvidando que ela pudesse ouvi-lo. — Me sinto patético. – disse, e levou a mão a nuca. – Sabendo que você esta tão triste. Pelo... bem, pelo Ulquiorra.... – Fitou o rosto de Inoue com uma expressão indescritível, mas logo desviou o olhar. Admirando os próprios joelhos, apertando-os com força. Quase com raiva. Então com uma voz que Ichigo quase não reconheceu, continuou — Como isso foi acontecer Inoue?! Como vocês se envolveram? Eu não consigo entender... – Levantou-se e parecia furioso. Andou ate a janela com passos firmes, de costas para o corpo da garota. Como se ela estivesse acordada, participando da “conversa”.
– Nunca te vi tão triste. Nem... nem no dia... no dia... que Sora morreu. Você estava lá, uivando de tristeza. E eu... – Disse Ichigo, olhando para as próprias mãos – Não podia fazer nada. Apenas assistir o seu sofrimento. Com sentimentos mesquinhos de... Ciúmes... Agora então eu... Eu vou te perder Inoue. Eu devia estar te protegendo. Sempre. Porque ... porque Inoue... Eu te amo. Não sei se sempre, não sei quando... Mas ao te perder eu percebi... Percebi o quanto isso me machucava. – Confessou, virando-se para encarar a amiga. Que continuava deitada inconsciente. O sol entrava pela janela transformando o shinigami numa sombra. As cigarras do verão cantavam alto, no silencio que veio após sua declaração.
- Estou perdendo a cabeça – Sussurrou Ichigo. E com passos calmos se aproximou do futon. Novamente se ajoelhou ao lado de Inoue, e envolveu sua mão. Com a outra afastou delicadamente alguns fios de cabelo do rosto da garota. Fechou os olhos e, lentamente, aproximou seu rosto do dela. A alguns milímetros de Inoue, Ichigo abriu novamente os olhos, e a beijou. Sentiu como se uma descarga elétrica percorre-se seu corpo através do contato de seus lábios. Ficou alguns segundos sentindo o gosto agridoce dos seus lábios e o amargo do seu ato. Afastou-se de Inoue sentindo-se um lixo. Mas mentiria se dissesse que não gostou. Ichigo sorriu tristemente e se levantou, ia deixar o aposento, mas antes sussurrou:
- Inoue... Acorde logo... Ulquiorra esta vivo.
Notas finais
até a proxima pessoal
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