Notas iniciais
Yo..
Nem acredito que cheguei ao final...
Obrigada a toooodos que acompanharam, muito muito obrigada!
Megumi-chan, Savie, Bruninha, Natalip... beijo especial =*
Sei que viagei bastaaaante na minha fic...=P
me desculpem os erros de portugues do caminho hehehe mas de qualquer forma, espero que tenham curtido ;)
e aqui esta, o ultimo capitulo...
ENJOY o/

Inoue espalmou a mão contra a tela, pressionando tanto, que provavelmente quebraria se fosse um televisor normal. Mas não era. Os dedos trêmulos, os olhos incrédulos, atentos a imagem do outro lado. Passo a passo se aproximando, os cabelos negros rebeldes, com alguns fios teimando em lhe cair sobre o rosto. O belo rosto. A pele branca contrastando com os olhos verdes que tanto admirava. Estendeu a mão e a posicionou no mesmo local da de Inoue. Exatamente como no momento em que o vira pela ultima vez, lá estava Ulquiorra, esticando seu braço para alcançá-la.

- Ul.. Ul.. Ulqui..Ulquiorra... – conseguiu dizer em um fiapo de voz.

- Estou aqui mulher. – respondeu tranquilo. E pela primeira vez foi difícil esconder a felicidade nos seus olhos. Inoue abriu a boca como se fosse gritar, mas foi um soluço engasgado que saiu dali. Em seguida, num movimento atrapalhado, bateu a cabeça no vidro da tela gigante e caiu de lado. Todos olharam preocupados. Fora realmente esta garota que os salvara?

- Tsc... Você não tem jeito mesmo... –Disse Ulquiorra, quando a garota levantou-se. Sem interromper o “contato” com sua mão através do monitor.

- C...como? – Foi tudo o que Orihime conseguiu dizer.

- Foi graças ao seu poder – Disse Ukitake serenamente.

- Mas... eu o vi... eu o vi transformando-se em cinzas. – Respondeu Inoue com os olhos ainda carregados em lágrimas. O espada a observou apreensivo, não se importava com explicações, queria apenas envolve-la em seus braços. Sentir o cheiro de seus cabelos e secar suas lágrimas. Parecia tão frágil dali. Estava mais magra e branca do que o normal. Resultado de quase um mês que passara dormindo. E aqueles shinigamis estavam querendo ficar de conversa, em vez de cuida-la.

- Acho que podemos deixar as explicações para depois... – Disse uma voz, e apesar de ser exatamente o que Ulquiorra estava pensando, era Ichigo quem falava. O espada o fitou serio. Por um estante fugaz, um brilho diferente passou pelos olhos verdes e foi retribuído pelos olhos castanhos.

- Uma passagem será aberta. O Time Hitsugaya deve Retornar a Soul Society nesse instante. – Interrompeu o comandante Yamamoto. – Inoue Orihime, você deve vir também. Seus amigos, se quiserem, são bem vindos. Encerrar transmissão.

- Orihime... – chamou Ulquiorra, antes da tela ser tomada por chiados e se apagar novamente. A garota escorou a testa na tela fria, as lágrimas escorrendo. Não sabia bem se de alivio, ou felicidade ou do que. Um sentimento inexplicável. Só podia ser um sonho. Era difícil acreditar no que estava acontecendo. Tinha medo de se levar por esta ilusão e terminar por abrir os olhos e ver que não passava de uma mentira. Que Ulquiorra não estava apenas na Soul Society.

- Vai ficar ai, Orihime-san? – Perguntou Matsumoto, juntamente com os outros na entrada para a passagem. Inoue se virou e encarou todos e entendeu a calma que estavam mais cedo. Eles sabiam que Ulquiorra estava bem. Eles olhavam com carinho para a garota que sentiu algo quente preencher seu peito. Percebeu como tinha sorte em ter amigos como aqueles, em como era feliz. Estava estupidamente feliz. Conseguira tudo que queria. Salvara seus amigos e agora, inacreditavelmente ele estava vivo. A garota levantou-se, enxugou as lágrimas e sorriu radiante. Um sorriso como a muito tempo não dava. E todos sorriram com Inoue. E no segundo seguinte ela se pôs a correr pela passagem, como se sua vida dependesse disso. Correu com todas as suas forças. Não se importava se estava apenas de camisola com um casaco de Urahara por cima. Não se importava se estava totalmente despenteada e sem escovar os dentes. De repente a garota parou.

- Eu deveria escovar os dentes. – Falou para os demais, parando de correr repentinamente. Todos a olharam incrédulos. Rukia lhe deu um soco na cabeça.

- Esta maluca?! Quem se importa com seu mau hálito... Apenas.... Apenas vá encontra-lo!

- S...sim! – Concordou Inoue e voltou a correr. Dessa vez com todos rindo atrás dela. Menos Ichigo, que se não fosse a garota o procurar para ver se ele estava por lá ainda, nem notaria sua presença. Algo amargo desceu pela sua garganta. Viu a luz do outro lado e em um instante estava na Soul Society. A garota saiu, praticamente voando, da abertura quando o viu. Em pé ao lado da Capitã Unohana, a quem Inoue ignorou completamente. Ulquiorra estendeu a mão para ela. Novamente aquele gesto. Mas dessa vez, dessa vez ela o alcançaria.

Sentiu a ponta de seus dedos e logo os entrelaçou com tanta força que achou que os quebraria. Finalmente... Finalmente conseguiu alcança-lo. Apenas ficaram assim, os braços estendidos, dedos entrelaçados perdidos um no olhar do outro. Palavras não eram o suficiente. Ulquiorra soltou os dedos de Inoue, e com um movimento rápido, a segurou firme no pulso e a puxou para perto. Prendendo-a contra seu peito. Poderia ficar assim pra sempre. Era o que a garota pensava naquele momento. Mas a pergunta estava latejando.

- Como?! – Conseguiu dizer, levantando o rosto para fitar os olhos verdes de Ulquiorra.

- Você me trouxe de volta mulher.

- Impossível, eu não pude fazer nada. – Disse e sentiu que iria chorar novamente, apenas em lembrar do corpo do espada se desfazendo com o vento.

- Não cansa de ter tantos sentimentos? – Falou segurando o rosto dela entre suas mãos. E antes que a garota derrama-se outra lagrima ia beija-la. Não se importando de ter uma grande plateia os assistindo. “Que se danem todos.” Pensava Ulquiorra aproximando seu rosto.

- Ahh por favor, deixem isso para depois. Oooi, garota – Chamou Zaraki, que aparentemente se juntava a capita Unohana. – O velho esta esperando.

- Kenpachi-chan que feio... Você esta interrompendo o memento dos dois porque não tem namorada. – disse Yachiru, surgindo de suas costas.

- Pffff...

- Por favor Inoue-san – Chamou Unohana – O quarto esquadrão não pode faze nada quanto ao ferimento do capitão Yamamoto. Seu braço não foi recuperado.

- Ahhhh... – Disse a garota, saindo do transe de estar novamente com Ulquiorra. – Eu tinha me esquecido disso. Por favor, me leve até ele.

Era um grupo esquisito aquele, pensou Inoue enquanto caminhavam, shinigamis, humanos, um quincy e até um espada. Observou Ulquiorra que andava ao seu lado, mas então se deu conta de algo que não percebeu antes. Não tinha a mascara Hollow. E quando abriu a boca para falar sobre isso, percebeu que chegaram ao destino. A presença imponente do comandante a distraiu. Percebeu que estava sem o braço e logo se aproximou. Mas sentiu-se intimidada por tamanho poder que Yamamoto tinha.

- Capitão Yamamoto – Disse curvando-se. – Permita-me cuidar do..de..do er...

- Por favor. — Falou apenas, e parecia muito interessado em ver tão de perto os poderes de Inoue.

Todos pareciam muito apreensivos na verdade. Como se fossem mergulhar, de uma só vez, prenderam a respiração.

- Souten Kisshun – Disse Inoue. No momento que começou a usar o poder sentiu que estava diferente. A reiatsu era outra. O brilho também. Não era mais dourado, era cor de cobre. Saiu de suas presilhas com tanta força que a garota sentiu um solavanco em seu corpo, e foi tão rápido, que Ulquiorra segurou em seus ombros para que não caísse.

- Concentre-se. – Ele disse.

- Sim... Souten Kisshun... Eu rejeito – Completou. Aspirais envolveram o braço do comandante Yamamoto e logo ele estava restaurado. Flexionou os dedos por um estante, prestando bastante atenção nos movimentos.

- É realmente incrível. Um humano ter este poder. Não podemos subestimar nenhuma espécie. Novamente eu lhe agradeço, Inoue Orihime. Imagino que agora você aceite meus agradecimentos...

- Ah..bem... sobre isso – Começou sem jeito. – Como é possível, como Ulquiorra esta vivo? E Porque ele esta aqui?

- A Hougyoku é realmente misteriosa Inoue-san – Disse uma voz arrastada as suas costas. A garota se virou e deu de cara com Gin. Que como sempre sorria. – Aizen estava certo sobre muitas coisas sobre ela. Uma delas era que Urahara-san não conhecia todo seu potencial. Ela realmente escolhia seu mestre e lhe dava poder, se adequando ao que o seu “dono” mais deseja.

- Continuo sem entender, o que isso tem a ver...

- Como os jovens são apressados... – Interrompeu Ukitake – Inoue-san, quando você atacou a Hougyoku, você não a destruiu.

- Não!?!

- Não.. Ela a reconheceu como sua nova mestra. Ela se fundiu com seu poder. – Continuo Ukitake – E naquele momento, naquele instante, o que você mais queria era derrotar Aizen...

- E que Ulquiorra voltasse – completou a garota incrédula, voltando seus olhos para o espada.

- Exato. Mas veja bem, a Hougyoku não pode ressuscitar os mortos. Isso só foi possível graças ao seu poder de rejeitar os acontecimentos, que estava muito mais forte devido a fusão. E também por causa de Aizen.

- Aizen possuía um olho de Ulquiorra. – explicou Gin.- Como você deve saber, Ulquiorra usava o seu olho para mostrar a ele tudo o que tinha presenciado. Foi assim que Aizen descobriu seu poder. Quando Ulquiorra foi busca-la, ele foi ordenado a deixar um olho para que sempre observasse seus passos. Eu o trouxe comigo quando viemos para Karakura. – Disse com um sorriso ainda maior. — Achei um desperdício deixar para trás... É um olho tão bonito – Completou irônico. E aproximando-se de Inoue, falou de um modo que só a garota pudesse ouvir. – Tome como um agradecimento.

A garota o olhou seria, Gin falava como se já soubesse o que ia acontecer. Como se soubesse que ia precisar dos poderes de Inoue. Aquele homem a deixava confusa.

- Eu o entreguei, porque ele queria monitorar nossos treinamentos. – Disse Ulquiorra.

- Por isso ele sabia ... sobre n..nós? – Perguntou a garota corada.

- Isso estava meio na cara. – comentou Gin. – Mas sim, também.

- Quer dizer que Hougyoku esta em mim agora? – Disse Inoue.

- Sim. Ela se fundiu com seu poder. O que não conseguimos entender é o que aconteceu com o espada aqui... – disse Mayuri assustando a garota, pois nem vira que se juntara ao grupo. – Ele não é mais um hollow, mas também não é humano.

- Quando voltou a vida, em Karakura, ainda estava muito fraco. O trouxemos a Soul Society para cura-lo – Começou a Capitã Unohana. — E logo Mayuri-sama o estudou este tempo todo em que você ficou dormindo.

- É uma pena que vai partir Ulquiorra-san. – Disse o cientista visivelmente aborrecido – Tomo como um fracasso pessoal não ter uma resposta para a questão. Por hora, estou com todas as suas amostras. O que posso dizer é para tomar cuidado com seu “hollow interior.”

- Eu agradeço por toda ajuda que ofereceram a mim, seu antigo inimigo. Pretendo retribuir sua generosidade como combinado. – Respondeu Ulquiorra para os shinigamis.

- Combinado? Do que estão falando? – Perguntou Orihime confusa.

- Inoue Orihime, estaremos sempre vigiando você. – A voz imponente do comandante Yamamoto interrompeu a conversa. A Hougyoku ainda é objeto de nosso estudo. Mas não podemos priva-la de sua vida. Volte para o mundo dos humanos com nossa gratidão. As portas da Soul Society estarão sempre abertas para você e seus amigos.

- Eu não teria feito nada sozinha. – Começou Inoue. – Me sinto mal por tantos agradecimentos, mas sem a ajuda de todos vocês, principalmente de Ishida, Sado, Rukia, Renji e Ichigo eu não estaria aqui. Por isso eu também quero agradecer. Muito obrigada! – Disse a garota, curvou-se e ao levantar o rosto trazia um radiante sorriso. Não poderia coloca em palavras o quanto estava feliz. O quanto se sentia completa. Aquele sorriso contagiante fez com que todos sorrissem com ela. Compartilhando a paz que sentia. Mas outra pergunta surgiu em sua cabeça. E agora o que Ulquiorra faria? Iria ficar onde? Abriu a boca para perguntar mas ele mesmo a respondeu.

- Vou voltar com vocês. Ficarei com Urahara Kisuke. Ele tem um trabalho para mim.

- Que tipo de trabalho seria, Ulquiorra-san? – Perguntou Ishida.

- Ele não quis ser muito especifico. Mas parecia bem animado. – Respondeu o ex-espada, sem emoção. Uma gota de preocupação surgiu na testa de Ishida e Sado.

- Esta na hora de irmos. – Disse Ichigo, falando pela primeira vez, com visível diferença no tom de voz. Todos se despediram meio tristes, meio felizes. Felizes porque tudo tinha acabado bem e tristes pois não sabiam quando voltariam a se ver. Ante de partirem, Inoue percebeu que Rukia se demorou com Ichigo um pouco mais longe. Não pode ver seus rostos mas o amigo shinigami não pareceu muito mais contente de qualquer forma, porem Rukia sorria.

Depois de se despedirem, Inoue, Ichigo, Sado, Ishida e Ulquiorra estavam de volta a área de treinamento, a área dos fundos da loja de Urahara.

- Huhuhuhu estão de volta – Disse Urahara para anunciar a chegada.

- Vou pra casa, já chega de aventuras com shinigamis para mim por um bom tempo. – Disse Ishida ajeitando os óculos. – Cuidem-se todos vocês. Alias... Nos vemos na escola amanha.

- AMANHA?! – Gritou Inoue.

- Não mude seu tom de voz assim mulher, é irritante. – Falou Ulquiorra franzindo o semblante.

- Ah.. ah me desculpa... Mas amanha já temos que voltar a escola. Nossa! Eu nem me dei conta. Como sou distraída hehe – Disse dando um soquinho na própria cabeça.

- Eu vou com você Ishida. Inoue-san, você vai ficar bem?

- Sim sim, Sado-kun, não se preocupe. Nos vemos amanha. Até mais.

E com um aceno de mão, os dois se despediram.

Um silêncio ficou entre Inoue, ichigo e Ulquiorra, que se encararam por cima da cabeça da garota.

- Inoue eu te levo pra casa. – Disse Ichigo.

- Eu vou leva-la. – Respondeu Ulquiorra na hora.

- Você nem ao menos sabe o caminho! – retrucou o shinigami.

- Suponho que ela sabe.

- Ah! Inoue vive se perdendo! – Falou Ichigo exasperado.

- Garotos.. garotos... – Interveio Urahara, já que Inoue tentou se fazer ouvir sem sucesso. – Vão os dois então, mas ela vai pegar um resfriado se continuar de camisola.

Ichigo, Ulquiorra e a própria Inoue perceberam que a garota ainda estava de camisola e casaquinho.

- Uahhhh! É verdade... preciso me trocar. Me esperem na frente da loja que eu encontro com vocês em um minuto. – Disse e entrou correndo para se trocar.

Urahara curvou-se para Ichigo e Ulquiorra e os deixou. Em silencio, os dois seguiram para a entrada do estabelecimento, já estava anoitecendo.

- Quando vai entender a situação Kurosaki?

- Acho que é você que não entende Ulquiorra. Esta tudo errado. Inoue é uma humana. Este é o mundo dos humanos.

- E você é metade hollow e metade shinigami. – concluiu Ulquiorra. Ichigo o fitou exasperado. Não tinha mais argumentos. Desviou o olhar e sentiu-se muito infantil por estar fazendo aquela ceninha de ciúmes.

- Vocês já se beijaram antes? – Perguntou o garoto. Ulquiorra não pode nem ao menos ver seu rosto, estava tão abaixado e escondido pela penumbra do entardecer que não podia ver nada.

- Você é ingênuo. Orihime é uma mulher. Você a perdeu porque não a tratou como tal.

Ichigo apertou os punhos. Sabia o que ele queria dizer com isso. Ulquiorra cutucou exatamente na ferida. Mil coisas estavam passando na cabeça dele agora, mas não queria mais falar sobre isso. Ainda não aceitara o fato. Não precisava desistir pra sempre. Certo?

- Trate de cuidar dela ok? – Foi o que o shinigami conseguiu dizer.

- Vai desistir? – perguntou Ulquiorra serio.

Ichigo não respondeu, virou as costas e acenou quando já estava na metade da rua. Sem se virar para o ex-espada.

- Ahhh .. me... desculpem... pela.... demora – disse Inoue correndo afobada, bateu de cara nas costas de Ulquiorra. Ia cair, mas ele a segurou pelos pulsos. – Obrigada.

- Não precisava correr. Eu iria esperar você.

- Onde esta o Kurosaki-kun? – perguntou olhando para os lados.

- Já foi.

- Hmm... ok então. – Comentou a garota, por um instante séria. Mas logo sorriu para Ulquiorra. – Vamos?

Inoue o guiou pelas ruas de Karakura que estavam praticamente desertas. Era um final de tarde de domingo e todos estavam em suas casas. Ulquiorra prestava atenção em tudo e, como sempre, fazia muitas perguntas que a garota respondia com gosto. De vez em quando, Inoue observava Ulquiorra ao seu lado e corava. Mil coisas passando em sua cabeça ao mesmo tempo. “O que somos agora? Namorados? Devo apresenta-lo assim aos outros? Nós vamos viver assim mesmo?” Com uma felicidade inexplicável no peito. Perdida em pensamentos, a garota não vê um poste em sua frente e bate doloridamente no mesmo.

- Você esta bem? – Pergunta Ulquiorra. – Era tão obvio o objeto em sua frente que não me dei ao trabalho de alertá-la. Devo avisá-la de obstáculos?

- He..he he não precisa. Eu sou distraída, mas não tanto. Vou me sentir uma boba se você fica me avisando dos “obstáculos”. – disse Inoue.

- Você costuma se machucar com frequência então?

- Ah... bem... sim... – Respondeu coçando a nuca e rindo. Ulquiorra da um muxoxo com cara de “não tem jeito.” E se aproxima dela, envolvendo sua mão.

- Vamos. – Disse para a garota. – Assim acho que não tem problema.

Inoue estava corada, mas com um sorriso no rosto, enquanto andava de mãos dadas com Ulquiorra. Sentia o quanto sua mão era menor perto da dele. Sentia-se segura.

- É aqui. Aqui é minha casa Ulquiorra-kun. – Disse apontando para o conjunto de apartamentos.

- É uma bela mansão.

- He he não... Não é tudo meu. – corrigiu Inoue. E o puxou pela mão ate seu apartamento. – Apenas esta parte é minha. – E abriu a porta. Ulquiorra ia entrar quando Inoue segurou seu braço.

- Ulquiorra-kun, você deve tirar os sapatos quando for entrar na casa das pessoas.

- De todos? Que incomodo. – comentou.

- Me desculpe. – disse a garota sem jeito. Mas achando graça do comportamento do outro. Depois de deixarem os sapatos na entrada, Ulquiorra andou pelo cômodo analisando tudo. Até que se deteve na figura da própria garota que parecia muito constrangida.

- O que você tem mulher?

- Ahnn. Bem.. É a primeira vez que fico sozinha com um garoto em minha casa.

- Mesmo agora, você ainda faz coisas que me surpreendem – disse Ulquiorra se aproximando. Sorriu para Inoue que estava um pouco envergonhada, e passou a mão em seus cabelos. – Tirar os sapatos antes de entrar, não ficar sozinha em casa com um garoto, namorar... Essas coisas de humanos, eu não entendo.

- Eu ensino pra você Ulquiorra-kun! – Disse Inoue, repentinamente muito animada. – Posso te ensinar tudo! Também quero te apresentar para a Tatsuki-chan! E podemos comer Dunkin Donuts!! Todos os Dunkin Donuts do mundo! Com calda de feijão e gelatina!!! Siiim, faremos muitas novas misturas para comemorar seu aniversario. Alias, que dia é seu aniversario? Você não deve lembrar né?! Vamos inventar um dia então... hmmm... – Inoue colocou o dedo no queixo pensativa. Então mais animada ainda disse:

- Que tal 29 de outubro?! Eu gosto dessa data.. O que você acha?! Nãão acho que esse já é o dia do Ishida-kun e ia ficar difícil comprar dois presentes! Não não... Ishida-kun é outro dia, que bom nós...

- Orihime – Chamou Ulquiorra. – Eu te amo. – Disse beijando a garota e a calando. – Eu te amo. – Repetiu. Inoue sentiu sua pele arrepiar. Ulquiorra envolveu seu corpo prensando-a contra a parede, segurando seu rosto com uma das mãos, a obrigando a olhar para cima, para ele. O antebraço do ex-espada apoiado acima da cabeça da garota. – Orihime... Eu quero te possuir. – Sussurrou roucamente em seu ouvido.

Inoue corou até as orelhas, enquanto seus lábios eram tomados com desejo. A língua de Ulquiorra explorava a sua boca como se sua vida dependesse disso. A pressionando tanto que sentiu uma leve dor em seus lábios.

- Ulquiorra-kun, esta me machucando. – Foi o que conseguiu dizer, perdida em seus ombros.

- Me desculpe... Eu não consigo controlar meu corpo. Achei que tinha te perdido Orihime. Eu preciso te sentir novamente.

De novo, aquela voz rouca dizendo aquelas coisas, fazendo seu corpo responder ao seu chamado. A beijou novamente, ainda com intensidade, mas não tão forte. Suave e profundo. Levantou a blusa da garota entrando em contato com a pele das suas costas, fazendo-a se arrepiar toda. Depois desceu ate a barra de sua saia e deslizou seus dedos por ali um tempo. Inoue deixou escapar um gemido entre o beijo, enlouquecendo Ulquiorra. Que segurou firme em sua coxa e puxou sua perna, para que se encaixasse atrás de sua cintura. Inoue estava cedendo ao seu desejo quando lembrou-se que estivera dormindo por quase um mês. Afastou Ulquiorra repentinamente.

- Ahhh!!! Não! Não posso... Ulquiorra-kun!

- O que houve?! – Perguntou espantado.

- Não podemos fazer isso assim! Eu preciso... Lavar os cabelos e ... e... aahh que vergonha o que estou dizendo?!?! – dizia a garota muito envergonhada, balançando os braços. Ulquiorra sorriu vendo seu jeito estabanado, beijou sua testa e se afastou com as mãos nos bolsos, por ela esperaria sempre que precisasse.

- Tudo bem. Você tem que ir ao local chamado escola amanha não tem? Precisa descansar.

Inoue concordou com um aceno de cabeça tímido. Ainda estava escorada na parede muito corada. O ex-espada já tinha calçado os sapatos e estava pronto para sair.

- Ulquiorra-kun!! – Chamou a garota de repente. Ele fitou seus olhos cheios de ternura.

– Eu te amo! – Disse Inoue, e sorriu apaixonadamente. O sorriso que foi a razão, de um espada sem sentimentos, descobrir o que era um coração.

Fim.

Notas finais
é bem dificil escrever o final de uma fic... a pressao de estragar todo o resto que o pessoal já gostou eh muuuito grande O.O
por isso demorei bastante pra postar...
bom, eu escrevi alguns capitulos extras bobinhos, provavelmente vou posta-los em breve.
nao vai interferir na historia... ela acabou aqui.
bom, então minha primeira fic acabou, que orgulho =P
obrigada a todos
até a proxima pessoal o/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!