Razão
5 Doce
Notas iniciais
Um mês havia se passado. Parecia inacreditável, mas a ordem de Aizen era para que Ulquiorra a treinasse. Queria seus poderes mais desenvolvidos, mais fortes. E naquele momento, Inoue Orihime, estava muito irritada. Sob o olhar impassível do quarto espada, que não se dignava nem a tirar as mãos do bolso. Sua roupa estava rasgada e suja. Mal se mantinha em pé, estavam o dia treinando, mais uma vez, e não obtivera muito sucesso em atacá-lo. Com raiva, tirou a parte de cima da roupa arrankar, o colete que servia de casaco. A parte de cima do vestido que era um tomara que caia ficou a mostra. Agora com os braços nus sentiu um pouco o calor amenizar.
-TSUBAKI! – gritou, levando a mão as presilhas, e como se ele, a fadinha responsável por seu ataque, lesse a mente de sua mestra, a envolveu em uma circunferência luminosa, cortando seu longo vestido pela metade libertando o movimento das pernas.
– Agora sim – disse indo pra cima de Ulquiorra novamente. Agora sem metade do vestido, suas pernas e braços tinham mais liberdade. Naquele mês que passaram juntos, o espada viu dia após dia o progresso da humana. A viu chorar, frustrar se, lutar, brigar e principalmente sorrir. A determinação a fazia levantar depois de todos os seus golpes e nunca, nunca a viu sequer pensar em desistir. Mas fora a primeira vez que a viu tão determinada. Muitas vezes o próprio Ulquiorra sentia muita raiva por vê-la sussurrar o nome do shinigami. E segurava se para não descontar nela seu aborrecimento. Mas estes sentimentos duravam milésimos de segundos, pois sua imagem, seu cheiro, sua voz, tudo nela o fazia sentirem coisas que não entendia. Coisas boas. Tirava sua razão. E agora, ali, vendo seus olhos determinados, seu belo corpo mais a mostra e seus cabelos cheios de vida balançando furiosamente. Sentiu aquilo novamente, algo bom preenchendo o vazio de seu peito. Uma humana. Uma guerreira. Estava linda. Ficou aturdido e não reagiu tão bem quanto de costume. E pela primeira vez, ela o acertou. Bem de leve, é verdade, mas lá estava, bem em seu rosto, um corte profundo o suficiente para fazê-lo sangrar.
O treinamento era sempre um duelo, onde Ulquiorra pegava BEM leve com ela, claro. Aizen a queria forte, não morta. Então ela atacava e se defendia como podia. E no final, acabava sempre muito machucada e exausta. Curava-se todos os dias. Também aumentando o poder de sua regeneração.
Mas naquele dia, especialmente, Inoue estava possessa de raiva. Nunca sentira tanta raiva na vida, o inimigo a considerava tão lixo que estava treinando-a. Era um inseto pra ele e isso a deixava furiosa.
Ela estava lá, toda machucada, fitando Ulquiorra com assombro. Fitando o corte que fizera. “Deve estar orgulhosa de ter conseguido me ferir.” Pensou observando a garota. Segundos antes de lhe atacar, conseguira materializar seu ataque em algo mais concreto do que o usual. Normalmente Tsubaki aparecia, como em uma flecha de luz, e atacava. Mas o espada podia jurar que fora algo parecido com uma zanpakutou que tomou forma dessa vez. “Vou trabalhar melhor esse poder dela.” Foi o que pensou antes de seus pensamentos tomarem outro rumo.
- Souten Kisshun – disse preocupada – Eu recuso! — E novamente, como se as fadas pudessem ler seus pensamentos, e de fato provavelmente podiam, elas envolveram Ulquiorra e imediatamente curaram seu ferimento. O espada então teve suas pupilas dilatadas pela surpresa.
- O que esta fazendo?! – perguntou na hora em que a garota deitava-se na grama exausta, mal aguentando o peso nas pernas. Pois era assim que ficava todos os dias, desde que fora pra lá. Não porque era obrigada. Mas porque insistia.
- Es...estou te curando... não sabe eu pos
- Eu sei disso! Porque você me curou? Deveria se curar primeiro! Nem deveria me curar! – Estava irritado, sempre que não entendia um sentimento era assim que ficava. E esse era demais para ele entender.
Inoue usou as ultimas forças que tinha para sentar-se e fitar seus olhos incrivelmente verdes. Sorriu gentilmente e disse sem maldade:
— Porque eu gosto do Ulquiorra-kun. – E jogou-se na grama novamente.- E quando a gente gosta de alguém, cuida dela. É assim que funciona... pelo menos é assim que eu entendo. — Inoue estava exausta, tão física quando mentalmente. Mas sorria vitoriosa. Ulquiorra a observava chocado. O vestido arrancado e seccionado mostrava mais seu corpo. Suas pernas longas e bem desenhadas. Seus seios grandes e firmes subindo e descendo rapidamente com sua respiração apressada. O Pulmão procurando ar desesperadamente. Ayame e a Shun'o agora curando seu corpo.
Ulquiorra estava simplesmente paralisado. Demorou muito tempo para sair do estado de choque que estava. Uma confusão muito grande estava acontecendo dentro dele naquele momento. No inicio ficou muito irritado, confuso e perdido. Mas ao vê-la ali, recompondo sua respiração, restaurando seus machucados e sorrindo orgulhosa. Sentiu algo tão incrível, algo indescritível. Poderia beija-la naquele instante. “Beija-la?”. Sentou-se ao seu lado na grama para observar mais de perto aqueles olhos cheios de gentileza. Percebeu que ela corou levemente quando fez isso. “Sempre mudando de cor”. Admirou o modo como ela crescera. Como ficou tão forte.
No inicio ela restaurava o que ele destruía mas por fim, chegaram a conclusão de que seus poderes (cura, defesa e ataque) devem ser evoluídos juntos, do contrario não obteriam êxito.
- O que esta lhe afetando tanto hoje? – perguntou com relação as suas atitudes.
- Eu odeio me sentir inútil – disse como se cuspisse o que estava lhe fazendo mal. – e odeio... ser tão fraca. – disse virando-se a fim de ficar de costas para que o espada não visse que estava chorando. Ulquiorra tinha se tornado uma pessoa muito especial para ela. Tinha curiosidade sobre os humanos e fazia muitas perguntas engraçadas e Inoue ficava lhe contando como funcionavam as coisas. Gostava de estar perto dele. Muito. No inicio ficou apreensiva sobre esse pensamento. Mas com o tempo não pode mais negar, sabia que sentiria saudades dos tempos que estavam passando juntos.
Ulquiorra por sua vez, olhava o corpo da garota e se perguntava porque o idiota do Kurosaki Ichigo não queria tocá-la. Sentia cada dia mais raiva dele. E cada dia ficava mais confuso. Agora ela estava lá triste e não entendia porque isso o incomodava profundamente. Inoue viu uma sombra se erguer sobre ela e virou-se para olhar o que acontecia, levou um susto quando viu Ulquiorra com suas asas de morcego abertas majestosamente. O admirou em silencio, ficava estranhamente bonito daquela forma.
Sem pedir permissão achegou-se perto dela e delicadamente a tomou nos braços. Ela envolveu seu pescoço para sentir-se mais segura. Com um salto levantou vôo.
-AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH ULQUIORRA-KUN NÃO TAO RAPIDO! – gritava esperneando. Mas parou chocada, os lábios dele se contraíram num quase imperceptível mas inegável sorriso. Inoue sentiu seu rosto corar e aconchegou-se melhor nos seus braços, sentia-se totalmente segura e em paz. “Porque meu coração esta batendo tão forte?” a garota se perguntava. Mas ainda era cedo para entender.
- Feche os olhos, só abra quando eu disser. – ordenou o espada.
Sentiu que voaram um pouco e por fim ele a colocou delicadamente sobre uma superfície plana e pequena. Pediu que abrisse os olhos. Quando os abriu, levou um susto e quase caiu. Se não fosse ele a segurar por trás, envolvendo sua cintura, certamente teria caido. Então ficou em silencio. Estava na torrinha mais alta de Las Noches com uma visão fenomenal para o deserto enluarado. A lua estava enorme e brilhava misticamente tanto que fazia a areia parecer pequenos graos de diamante e o vento o transformava em ondas espumantes. Nunca vira nada igual. Ficou ali nem sabia quanto tempo, mas aquela visão linda lhe acalmou, e perdeu a noção das horas. Sentiu que Ulquiorra ainda a abraçava pela cintura.Não reclamou, estava se sentindo muito bem ali. Protegida. E sentiu que seu coração sairia pela boca quando o espada cerrou ainda mais seus braços colando mais seus corpos. “Meu coração esta batendo tão rápido que parece que vou desmaiar, deve ser a altura, sim... deve ser” Pensou ainda confusa com seus próprios sentimentos. Ulquiorra sentia o cheiro do seus cabelos, o calor de seu corpo e a razao o deixava. “Só agora. Eu vou deixar que o feitiço dela tome conta do meu corpo. Só hoje, vou fingir que não somos inimigos. Só nesse instante, vou fazer o que o feitiço dela manda, só aqui vou segurar em sua cintura como se fosse minha. Minha princesa”. E com esses pensamentos Ulquiorra se deixou levar, pelo calor, pela pele macia pelo perfume da garota. Perderam-se no tempo.
Mas sentiu a pele dela arrepiar-se. Percebeu que estava com frio.
- É melhor voltarmos.
- Ahhh. Que pena, — choramingou — Eu gostaria de ficar assim pra sempre – Disse Inoue. Seu coração já respondia para seu novo dono. Mas inocentemente não sabia. E o arrankar sentiu algo bom se mexer dentro do seu estomago. – Mas é melhor voltarmos mesmo, se não vou pegar um resfriado. – E como se já estivesse totalmente acostumada a sair voando por ai, virou-se para o espada sorrindo e envolveu seu pescoço para que ele a segurasse no vôo. Ulquiorra não se moveu, e após alguns segundos “abraçados” Inoue o encarou. Aqueles olhos esmeraldas estavam devorando-a. Corou ao ver a proximidade de seus rostos.
- Mulher... – Começou mas Inoue levou o dedo em seus lábios.
- Meu nome é Inoue Orihime – disse sorrindo. Com aquele sorriso doce que tirou o que sobrava de sua razão. Queria possuí-la ali mesmo, onde qualquer um pudesse vê-lo. Queria sentir o gosto da sua boca. Segurou a mão dela gentilmente com a sua.
- Inoue Hime. Eu quero beijá-la.
A garota levou um susto. "Ele esta louco? Nesse lugar onde qualquer um pode ver? Mas o que estou pensando? O importante não é o lugar, mas com quem!". Inoue corou e desviou o olhar.
- Eu pro...prometi. Que meu primeiro beijo seria com Kurosaki-kun.
Ulquiorra sentiu como se estivesse levando uma surra. Nenhuma fêmea lhe negara nada. Mas não se tratava de qualquer uma! Era aquela princesa que estava lhe deixando louco com seus pensamentos. Sentiu uma fúria incontrolável, queria sair agora mesmo para matar aquele shinigami! Sua reiatsu começou a se elevar e chamou a atenção de um olhar indesejado. Inoue por sua vez estava achando que tinha perdido a sanidade.
- O que faço então? – Disse entre lagrimas – Não quero quebrar minha palavra, mas acho que ele nem lembra mais da nossa promessa. E ... e eu tam...também quero... também quero beijar o Ulquiorra-kun. — Concluiu mal acreditando nas proprias palavras. Mas sabia que eram mais que verdadeiras
Aquilo bastava. Com as duas mãos segurou o rosto dela limpando as lagrimas.
- Então só por hoje, só agora... prometa ser minha – E tomou seus lábios com os seus. Ela tinha aos mãos em seu peito enquanto ele segurava seu rosto como se para impedir que ela fugisse. Mas ela não fugiu, sentiu a inexperiência dela ao tremer levemente e quase gargalhou de alegria. “alegria?” pensou o arrankar. “só hoje, que seja, só hoje então eu vou ser feliz”. E entregou-se completamente aquele beijo, aquele gosto viciante. O calor do seu corpo a inocência dos seus gestos. Era uma princesa. Que não estava pronta para receber algo mais intenso.
Mas Ulquiorra não conseguia se segurar. Queria mais. Mesmo tendo apenas começado, já não era o suficiente. Agora que se rendera aquilo que o perturbava iria ate o fim. Forçou a entrada na boca da garota com sua língua. A pequena entreabriu os lábios timidamente, surpreendendo-se com seus próprio desejo. O espada a penetrou quase despudoradamente. Então deleitou-se explorando seu gosto, quase sugando sua respiração. Inoue retribuía sem entender muito o que fazer, mas deixou-se levar pelas sensações e também provou da boca do arrancar. A força que sustentava suas pernas deixando seu corpo aos poucos. Beijavam-se com sofreguidão pelo desejo reprimido. Faltava ar, faltava forças mas eles não pararam. Ulquiorra estendeu as poderosas asas envolvendo-a e interrompendo o beijo. Sem avisar tomou os céus e a levou de volta para o quarto.
Chegando nos aposentos, ao invés de largá-la no chão, a levantou pela cintura segurando-a no ar.
- Ul..ulquiorra-kun, o que esta fazendo?- perguntou muito corada.
- Você é incrivelmente leve. – comentou quase sorrindo. O peito tomado de felicidade. Agora sabia o que era. A colocou de volta no chão delicadamente.
Queria beijá-la novamente. Não conseguia, simplesmente não conseguia larga aquela fina e delicada cintura. Com um puxão quase violento a grudou de volta no seu corpo de onde nunca deveria ter saído. Mas antes que selasse suas bocas ela colocou um dedo em seus lábios.
-Ulqui...Ulquiorra-kun porque você quer me beijar?
Os olhos esmeraldas fitaram os olhos azulados com intensidade.
- Porque eu te desejo. – concluiu.
Inoue pareceu desapontada e se afastou do arrankar.
- Preciso tomar um banho. — falou tristonha se afastando. Precisava pensar.
O espada sentou-se no enorme sofá branco perdido em pensamentos e sentimentos desconhecidos, mas que agora mais compreensiveis, os labios de Orihime haviam clareado sua mente. E quando inoue saiu do banho só com a camisola branca, pensou em atacá-la, mas se acalmou e aproximou-se. Mãos nos bolsos, olhos brilhando.
- Por que você é especial pra mim. – disse simplesmente. – Não havia nada em mim. Então você vem com esses seus sorrisos bobos e seus gostos malucos para comida e invade meu mundo vazio. E nada mais faz sentido. Eu só tinha que servir a Aizen-sama e tudo estava bem. Agora eu preciso me certificar que você esta bem. Preciso ver o seu sorriso. Preciso sentir o seu cheiro. Preciso ver suas cores. E depois de hoje, eu preciso do seu gosto. Eu ainda não consigo entender essas coisas que estão surgindo dentro de mim. Esse coração que você tanto fala. Mas posso dizer.... Posso dizer que você é especial para mim.
E antes que a garota pudesse responder qualquer coisa a beijou. Apertando sua cintura contra seu corpo, explorando sua boca, querendo mais daquele gosto, embebedando-se. Era um caminho sem volta. “Só nesse instante... só agora” Pensou o espada sabendo que estava enganado, sabia que era um sentimento imutavel.
O espada a levantou, sem interromper o beijo, foçando a garota a cruzar as pernas na cintura de Ulquiorra para nao cair. Este a carregava em direção a cama. Notando o que ele fazia, Inoue ficou assustada. A deitou na cama tão delicadamente quanto pode, não estava acostumado com isso. Só deitarasse brutalmente com outras femeas. A garota ficou deitada, com as braços sobre o peito e estremeceu com o olhar que o arrankar lhe dava. Parecia que ia devorá-la. Estava queimando de desejo.
- Inoue Hime. Eu quero te possuir.
A garota corou ate o ultimo fio de cabelo.
- Ulquiorra-kun o que você esta dizendo?
Ele subiu na cama e ficou por cima dela apoiado nos proprios braços.
- Estou dizendo que quero o seu corpo. Agora. – disse roucamente e beijou-lhe o pescoço fazendo com que um gemidinho tímido e sensual escapasse por seus lábios. O que fez o membro do espada latejar de desejo. Mas a garota o afastou novamente.
- N..não eu não estou pronta. – disse com os olhos brilhantes de quem estava prestes a chorar.
Com essa cena Ulquiorra se recompôs, ela era pura demais. Inocente demais. Não podia fazer isso com ela dessa forma. Suspirou enquanto sentava-se e se escorou na guarda da cama. “Vale a pena esse trabalho todo? Porque eu não apenas me deito com mais uma das mil que estão disponíveis para mim?” pensou irritado, por um momento seu instinto lhe cegou. Inoue sentou-se ainda corada pensando nas palavras que ele dissera "Eu sou especial para ele". O que aconteceu ali na cama estava em segundo plano. Um sorriso puro de felicidade cobriu lábios. E quando Ulquiorra a fitou, seu rosto rosado, seus olhos gentis, seu sorriso que lhe enchia de felicidade, percebeu que poderia esperar uma vida por ela.
-O que eu devo fazer? — perguntou derrotado pela mulher mais forte do mundo na opinião dele.
- E... eu não sei... e eu nunca tinha beijado antes – disse muito corada levando a mão aos lábios.
- Se você continuar tendo gestos tão bonitos eu vou te atacar – comentou Ulquiorra. Inoue cobriu ate a cabeça com o lençol.
- N..não di..diga coisas como essa... – Começou Inoue mas parou por ai pois estava ouvindo a risada do outro. Retirou o lençol lentamente. E lá estava ele, não mostrava os dentes é verdade, mas o inconfundível som de risos saia de sua boca. Ficou observando por todo o tempo. “Eu estou apaixonada pelo Ulquiorra-kun” concluiu e ficou em paz com seu coração. Levou os dedos aos cabelos do espada. Eram sedosos e rebeldes ao mesmo tempo. Passou a mão pelo sua parte hollow com curiosidade. Ele apenas a observava. Correu os dedos pelas “lagrimas eternas” no seu rosto e desceu ao buraco do peito. Olhou intrigada.
- Pode tocar se quiser – disse apenas vendo o olhar pidão dela.
- He He – mostrou a língua de um jeito sapeca e colocou o dedo próximo, contornou a borda e sentiu uma coisa estranha.
- O que você vai fazer quando o shinigami cobrar sua promessa? – disse com um olhar desafiador de repente. Inoue pareceu sair do transe que estava. Daquele momento simples e doce com aquele que deveria ser seu inimigo.
- Não vou precisa fazer nada porque ele nunca vai se lembrar. Provavelmente... para ele essa promessa nunca existiu – disse triste. Então sentiu a mão forte de Ulquiorra acariciar-lhe os cabelos. Fitou aqueles olhos tão verdes que estão pouco a pouco se enchendo de carinho por causa dela. “Estou definitivamente apaixonada” concluiu sorrindo.
– Sei que já senti isso antes. – começou, chegando perto de Ulquiorra – Mas agora estou sentindo ainda mais. Porque isso veio de você.
Timidamente, carinhosamente e ainda desajeitadamente o beijou. “Espero não estar fazendo a coisa errada” pensou antes de dormir nos braços de Ulquiorra. Estava exausta.
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