Notas iniciais
Yo...
Fiquei em duvida se o nome era Rori e Menori ou Loli e Menoli, por fim, pelo que pesquisei, os dois estão certos.

Enjoy.

Inoue acordou serenamente, não se lembrava de ter dormido tão bem em sua vida inteira. Imediatamente procurou por Ulquiorra mas este não estava mais la. Lembrou-se do beijo e corou absurdamente com os dedos tocando os lábios. Sorriu quase travessamente. Não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Sentia-se muito feliz. O toque dele, seu cheiro, seu sorriso contido, suas palavras... Tudo era incrivelmente envolvente e hipnotizante. Sempre imaginou que seu primeiro beijo seria com Ichigo em uma rua movimentada em uma manha de sol. Mas não podia estar mais errada. Seus lábios foram tomados em outro mundo por um ser que não era nem humano. E Inoue não estava se importando. Cantarolando levantou-se da cama. Colocou suas vestes e sentou-se no grande sofá branco para pentear os cabelos, perdida em pensamentos e risinhos sobre Ulquiorra. Desejando que ele voltasse logo. E foi esperançosa que ouviu a porta se abrindo devagar. Olhou animada pensando ser o espada:

- Viu? Eu sabia – Disse uma voz feminina familiar vindo de fora — A princesinha agora esta sozinha

- Orihiiiime, vamooooos brincaar – Completou a outra voz.

As arrankars Rori e Menori espiavam a garota pela fresta da porta com os olhos brilhando de malicia. Inoue se levantou preparando-se para o pior. E estava certa. Enquanto Menori apenas assistia, a arrankar de cabelos negros começou a atacar sem perdão. Com fúria por ver a humana receber tantos cuidados do seu amado Aizen-sama. Mas agora Inoue não era mais a garotinha indefesa de antes. Entregara sua própria vida para proteger os amigos e treinava com Ulquiorra todos os dias ate a exaustão. Não precisava de mais ninguém para se defender.

- Santen Kesshun! – gritou decidida – Eu me recuso a perder para você! – Disse enquanto a poderosa defesa se erguia. Fazendo com que o primeiro ataque de Rori batesse sofridamente no escudo.

- Sua vaquinha, acha que esse truque é o suficiente para me deter? – Esbravejou Rori sacando sua adaga.

- Não. – respondeu Inoue. – Mas provavelmente isso vai – E levou as mãos as presilhas. Mais decidida, concentrada e confiante em sua força que nunca:

— Koten Zanshun! – Gritou, mas ao invés de tsubaki atacar. Algo incrível aconteceu. Conforme sua mão se afastava das presilhas, uma inconfundível zanpakutou surgia. Como se Inoue a retirasse de sua têmpora direta. Rori e Menori apenas observavam surpresas o que aconteciam. Até onde elas sabiam, a humana não era capaz de fazer aquilo. Primeiro o cabo foi surgindo, depois a lamina longa ate terminar em uma ponta bem afiada. Rori sentiu o poder que aquilo transmitia e usou sua Ressurréccion para tentar segurar o golpe que sabia que estava por vir. Hinagiku, Lily e o Baigon que antes formavam o escudo, fundiram-se com a “zanpaktou” de Inoue dando-lhe um brilho dourado que reluziu em seus olhos determinados. E antes que as arrankars se recuperassem do choque. Atacou. Rori também investiu e a colisão das duas gerou uma explosão enorme que destruiu o quarto.

- Rori! — Gritou Menori preocupada. Fora jogada longe. Demorou para conseguir sair de baixo dos escombros e se aproximar. E agora não conseguia distinguir nada com a poeira que levantou. Mas logo pode ver a humana com as roupas rasgadas, suja e suada segurando sua espada com selvageria. Enquanto a outra arrankar estava caída no chão desacordada. “ou morta”, pensou a Menori. A explosão chamou a atenção em Las Notches e logo Ulquiorra chegou a tempo de ver a cena. Ficou paralisado admirando Inoue. Nunca a viu daquela forma. Sentiu algo no peito que não soube explicar, mas qualquer humano entenderia por orgulho. La estava aquela garota pura como um anjo mas decidida e forte. Era incrível. E por um segundo achou ter visto asas em suas costas. Mas quando piscou já não estava mais ali. Seus cabelos alaranjados caídos sobre seus ombros. Seus olhos selvagens observavam o novo poder em suas mãos.

E admirando a mulher ouviu alguém aplaudindo. Virou em direção ao som.

- Estou impressionado – Disse Aizen com sua voz fria e tranqüila. – Em como vc evoluiu Inoue Orihime. Derrotou uma arrankar, fraca, é verdade. Mas para um humano isso é um grande feito. Acho que devo agradecer a você Ulquiorra. Com os poderes dela tão elevados assim a Hougyoku vai estar mais forte que nunca.

- Mas que bagunça vocês fizeram aqui heim? – comenta Gin aproximando-se também observando o quarto devastado.

Inoue ainda estava na mesma posição. Não escutava o que falavam, observava o que tinha na mão. Da outra vez chegou a materializá-la, mas era apenas uma luz sem uma forma totalmente distinguível. Agora ali estava ela, o punho era vermelho como as listras de tsubaki e a guarda (parte que separa o punho da lamina) era quase igual sua presilha, se não exatamente igual. Estava tão impressionada, uma mistura de sentimentos eclodiram dentro de Inoue, sempre sentira-se um peso para todos os seus amigos, mas agora ali estava, em suas mãos a prova de seu esforço. Mas antes que pudesse se orgulhar sentiu a força deixar seu corpo. Desmaiou, e antes de chegar no chão Ulquiorra a segurou em seus braços e a levantou como se não fosse nada. Aizen observou seus movimentos cuidadosamente.

- Onde vai levá-la? – perguntou interessado

- Para meus aposentos. Ate que este seja restaurado.

- Muito bem. – concluiu Aizen e virou-se de costas para deixar o lugar – Você com certeza tem sido uns dos meus melhores servos Ulquiorra.

E lá estava Inoue mais uma vez acordando depois de algum acontecimento estranho. Mas sentia-se absurdamente feliz. Revirou-se na cama confortável e sentiu que não lhe era familiar, abriu os olhos e se deparou em um quarto diferente. A cama era absurdamente grande, caberia bem umas 10 pessoas ali, e era redonda. Sentou-se e os lençóis brancos escorregaram pelo seu corpo. Deu uma rápida observada no lugar, tinha uma mesinha, duas cadeiras e uma porta entreaberta. Que a garota demorou pra focar pois sentia-se um pouco tonta. Foi ai que viu Ulquiorra. Estava sem a parte de cima da roupa e veio em sua direção. Inoue corou ate o ultimo fio de cabelo.

- Ulqui...Ulquiorra-kun, por favor coloque alguma coisa.

- Você é atrevida mulher. Esta no meus aposentos e ainda quer me dar ordens? – disse até achando um pouco de graça. Mas a garota assustou-se. Estava na cama dele, com as roupas rasgadas e ele estava semi-nu.

- O ... o ... o que fizemos? – disse com os olhos arregalados.

O espada sentou-se na cama e fitou-a profundamente.

- Nada do que eu gostaria de ter feito. – Respondeu chegando seu rosto bem perto. Inoue não podia corar mais, apenas fitou aqueles olhos verdes que pareciam devora-la. Se lembrou do beijo e de suas palavras e desviou o olhar, primeiro para o pescoço, depois para os ombros largos, os braços fortes e por fim o peito definido. Até que se deu conta do que fazia e cobriu a cabeça com o lençol. Ulquiorra sorriu discretamente.

- Inoue Hime, você faz coisas sem sentido algum.

E quando a garota tirou o tecido do rosto o espada já estava vestido como de costume. Levantou-se e percebeu o quanto estava suja.

- Preciso voltar para meu quarto, estou realmente precisando de um banho – disse levantando-se. Mas sentiu suas pernas fracas. Ia cair mas Ulquiorra a segurou contra seu peito firmemente. Ela corou muito ao perceber a proximidade de ambos.

- Seus aposentos estão destruídos. Você vai ficar aqui ate que o restaurem. Use meu banho.

- Mas e que roupas vou usar?

- Não se preocupe, os subordinados já trouxeram outras – disse Ulquiorra dando as costas. Inoue as fitou com carinho, definitivamente ele era muito gentil. Caminhou para o banheiro “eles chamam de banho hehe” e la estava a banheira cheia e quente. Extramente convidativa para alguém exausta. Seu coração deu uma batida mais forte e ela sentiu algo bom preencher seu peito. Sorriu, pensando no espada preparando seu banho, enquanto tirava suas roupas e entrava na água que estava na melhor temperatura que poderia querer.

Ouviu Ulquiorra voltar e bater na porta. Certificou-se que estava tudo submerso e escondido pela espuma e pediu que entrasse. O espada entrou com uma muda de roupas nas mãos mas parou em seguida ao vê-la.

- Tudo bem – Disse sorrindo. – Você não vai conseguir ver nada – E colocou a língua pra fora de um jeito travesso. – Pode colocar a roupa ai por favor?

O espada atendeu o pedido de Inoue e saiu. Ficou escorado na janela observando a lua brilhante perdido em pensamentos. Nunca se sentira tão bem. Sentia algo ótimo. E tudo tinha a ver com a humana. Ainda mais depois que sentiu o gosto dos seus lábios. O barulho da porta se abrindo o tirou dos seus pensamentos. Uma inoue de cabelos molhados e com uma camisola branca que marcava suas curvas saia sorridente do banheiro.

- Estou me sentindo muito melhor. Meu corpo estava exausto. – Disse enquanto passava a toalha macia pela cabeça com tanto vigor sem parar de andar que colidiu com a parede ao lado. – a...ai ai hehe – disse corada rindo bobamente trocando as pernas. Ulquiorra se pergunta se era a mesma mulher de algumas horas atrás. Se aproxima e massageia a toalha suavemente pelos seus cabelos por um tempo depois a pendura na cadeira próxima.

- O.. Obrigada Ulquiorra-Kun – disse com o sorriso cheio de carinho. Seu coração batia forte. Definitivamente era uma das pessoas mais gentis que conhecia. Fora ele que a deixara forte como estava. Foi por causa de Ulquiorra que foi possível chegar onde estava. Estava mais completa por sua causa. Não podia estar enganada quanto aos seus sentimentos. Corou bruscamente quando segurou sua mão fitando os próprios pés. Não sabia bem porque estava fazendo aquilo, apenas agia por impulso. Nunca namorara antes. Nem sabia exatamente o que eles tinham. Então envolveu o indicador e o dedo médio do espada com sua mão e ficou interessadíssima nos seus pés descalços. Esperando que algo acontecesse. O coração saindo pela boca.

- O que foi? – Perguntou Ulquiorra achando graça. – O que você quer?

- E... e..eu.. – Inoue não conseguia dizer que queria beijá-lo. Ontem tomou a iniciativa lhe dera um selinho antes de dormir. Mas ele já a tinha lhe beijado primeiro. Agora depois de tantas horas parecia tão difícil. E se ele não quisesse mais? De repente sentiu seu corpo tremer. E se ele não lhe quisesse mais?! Lembrou que antes de beijá-la ele avisou suas intenções.

- Inoue...

- E... eu.. eu que...quero... b...b...b...b...be...bei...BEIJAR.... eu quero beijar o Ulquiorra-kun!

O quarto espada observou aqueles olhos determinados, o rosto corado, alguns fios do cabelo molhado grudado em seu rosto e o os lábios vermelhos. Palavras vieram a sua mente e se manifestaram em gestos. Levou a mão livre afastando os fios teimosos e contornou delicadamente o rosto de Inoue com as costas de sua mão. A garota sentiu um arrepio correr pelo seu corpo. Ulquiorra aproximou seu corpo do dela, sentindo seu calor, sua respiração apressada, seu coração disparado e sorriu antes de beijá-la. Sentia-se estupidamente feliz.

E antes que pudesse aprofundar mais o beijo, Ulquiorra sentiu Inoue perder a força e ceder ao próprio peso. Segurou a garota com facilidade.

— Você esta bem? – Perguntou preocupado com a fraqueza dela.

— He He... estou .. só cansada – respondeu sonolenta mas sorrindo bobamente para ele.

- Utilizando toda a força do seu corpo é normal. Você conseguiu materializar seu poder em algo parecido com uma zanpaktou.

- Sim – disse e sorriu orgulhosa – Ulquiorra-kun...

- O que é mulher?

Inoue sorriu com muita gentileza e carinho.

- Obrigada.

Ulquiorra a fitou quase chocado. Como ela conseguia fazer com que se sentisse assim com apenas um sorriso? Sentia que poderia ficar a admirando para sempre.

O espada aproximou seu rosto tomado pela vontade de sentir novamente o gosto dos seus lábios. Inoue sentia a mesma coisa. Queria que ele a beijasse novamente. Toda distancia parecia enorme. E a beijou com tanto desejo, tanta vontade que ela sentiu o ar sumir rapidamente.

-Inoue Hime eu quero ser especial para você. – Disse fitando seus olhos com tanta intensidade que a garota sentiu-se perdida.– Porque você é especial para mim.

Envolvendo seu corpo firmemente, os olhos verdes brilhando de um jeito muito humano. Inoue corou. E não podia negar a felicidade que sentiu por dentro.

- Ulquiorra-kun... você... você é... você já é especial para mim.

E foi como se arrebentassem as correntes do espada. Ele penetrou a língua na boca dela com tanta vontade que Inoue chegou a gemer. O que fez o espada perder qualquer pudor, explorava sua boca avidamente alternando entre uma mordidinha e outra no seu lábio inferior. Suas mãos deslisavam pelas costas dela procurando seu calor e causando arrepios em seu corpo. Apertava suas costas com desejo. Beijou seu pescoço devassamente ate sua orelha, lambeu o lóbulo com tanta volúpia que a garota estava se perdendo entre os gemidos. Inoue envolveu os ombros fortes dele e sentiu seu corpo enfraquecer. Ulquiorra a prensou contra a parede sem interromper o beijo despudorado. Roçava seu ventre contra o dela fazendo Inoue sentir como estava seu membro. Foi quando a porta se abriu com violência e um subalterno entrou apressado, mas quando viu a cena parou assustado.

— O... que quer? – Perguntou Ulquiorra mortalmente.

— Ulquiorra-sama me esculpe mas... mas os Nakamas da mulher ... eles... chegaram ao castelo! Aizen-sama pediu que eu lhe chamasse!

O espada ouviu as palavras petrificado, virou-se para Inoue e ela estava tão chocada quanto ele. As pupilas dilatadas miravam algo que não era nada que estava naquele quarto. Sentiu tanta raiva que destroçou o arrankar que trouxer o aviso. Mas a garota prontamente o curou.

— Você não devia ter feito isso. – Disse Inoue. Sentia-se perdida. Seu mundo estava acabado. Observou o subalterno deixar o aposento e não sabia mais quem era e o que fazer. Ulquiorra fitava suas costas. Estava pronta para entregar seu corpo pra ele. Mas lá estava, a sombra de Ichigo. O que eles faziam ali? Estava tudo errado. Grossas lagrimas rolaram pelo seu rosto. Sentia-se desesperada. O espada tremia de fúria. Mas por ela iria se controlar.

— Tenho que ir. Aizen-sama esta me chamando. Fique aqui e descanse. Você esta muito fraca ainda.

Inoue não respondeu. Abraçava o próprio corpo. Ulquiorra estava deixando o quarto mas se voltou para a garota. Não sabia o que aconteceria a partir dali. Talvez nem voltasse, talvez morresse. Só tinha certeza de uma coisa.

— Eu te amo – disse simplesmente. Os olhos brilhando. Inoue encarou o espada sem saber o que dizer. Seu coração já sabia o que queria responder, mas naquele momento estava confusa. Apenas ficou olhando ele sumir porta afora. Sem saber que estava prestes a encontrar aquele para quem prometera seu primeiro beijo.

Notas finais
E lá vem o Ichigo...