Rainbow War
33 Conheça Kahel
Notas iniciais
Passei um pouco de tempo para postar de novo, mas agora que tenho essa net provisória, prometo demorar bem menos tempo para postar, e vou tentar manter uma regularidade, apesar de estar tendo problemas na escola como se fosse a ultima coisa do mundo! Enjoy the cap ;)
POV Jack
Acordei no domingo com uma sensação horrível na boca do estômago. Isso não era bom! Levantei e fui direto pro banheiro, mas foi chegar lá e me ajoelhar perante o vaso que o vomito subiu pela garganta e se fez jorrar! Tive um pouco de medo de ter conseguido uma infecção com alguma coisa que tinha comido, e aí me lembrei. Sempre fico um pouco enjoado depois de comer sushi, e eu tinha comido vários ontem na casa do Levantei e fui escovar os dentes. Bela maneira de começar o dia! Depois disso, me troquei e fui até a cozinha para tomar um café da manhã ou qualquer coisa que curasse minha momentânea dor de estômago por causa dos peixes. Chegando lá, me deparei com uma cena quase nada chocante: a mesa coberta por todos os centímetros possíveis de todas as comidas possíveis e imagináveis. Domingos, domingos, inventaram-te apenas para me engordar! Bom dia, dorminhoco! Pensei que jamais fosse acordar de novo! disse papai sentando à mesa, comendo um pãozinho com manteiga. Bom dia, pai. Bom dia, mãe. Como foi enquanto eu dormia loucamente? E que horas são? Ainda é nove horas, meu amor! Pensei que você dormiria mais disse mamãe chegando com um prato limpo pra mim. Nove horas! Incrível! Hoje realmente é um dia que eu não devia sair nem da cama. Mas enfim, hora de enfrentar a vida como ela deve ser enfrentada. Terminei meu café da manhã algumas dezenas de minutos depois e me pus a trabalhar. Agora eu precisava reunir as peças do quebra cabeças pra descobrir duas ou três coisinhas que Darkshadow tinha me dito. Terminei meu chocolate alguns momentos depois e voei direto pro meu quarto. Hora de refletir sobre tudo o que fora dito ou feito. Chegando lá, peguei um caderno que usava para anotações pessoais, e comecei a escrever algumas coisas que me vinham na cabeça. Precisava de um norte pra ter uma direção pra onde deveria caminhar, e caso eu não o tivesse, talvez todas as teorias fossem em vão. Mas por mais que eu tentasse encaixar todas as peças, sempre faltava uma que arruinava todo o raciocínio. Isso é crítico! Acho que eu preciso de todos os outros aqui para ter um padrão de lógica mais forte, a ponto de se tornar indestrutível. E mesmo que exista uma falha, eu vou conseguir contorná-la. É melhor eu começar a preparar os créditos. Liguei na ordem que me veio à cabeça e mandei todos virem até minha casa, e se não soubessem, Romolo levava a galera. Claro que o bando de farofeiros veio com toda a fome do mundo para o almoço. Não que eu ligasse, mas é que geralmente o almoço de domingo é algo que fica marcado na memória da semana. Essa mais ainda, que mamãe inventou de inventar na cozinha: lasanha de carne ao molho branco, macarronada a bolonhesa, bife a parmegiana, arroz primavera, bolinho de bacalhau, feijão tropeiro, escondidinho de macaxeira, camarão ao molho de catupiry, entre outras coisas que mamãe só trazia, mas não voltavam. Depois de alguns pratos e sobremesas, todos nos direcionamos ao meu quarto para fazermos as considerações gerais. E pra isso, precisava começar com Perla pra saber desde quando ela tinha se tornado Kahel, e entre outras coisas. Quando chegamos lá, já tinha me prevenido e arrumado tudo, sendo que não tinha nada fora do lugar, a não ser o caderno que faria anotações. Tranquei a porta para não sermos interrompidos. Bem, enfim sós, né? Agora podemos começar a pensar em algo. Mas para isso, vamos precisar de alguns instantes de pensamento. Mas por que não começamos do começo? Perla, você faria a gentileza de contar para nós, como tudo isso começou? Ela se remexeu um pouco inquieta, mas não fez objeções maiores. E tomando fôlego, começou a falar sobre como tudo tinha começado. Flashback Perla On Quando ele pediu que eu contasse como tudo tinha começado, meu coração gelou. Só de lembrar o que tinha acontecido há cinco meses, minha cabeça já rodava, me fazendo necessitar de fôlego. Mas enfim, me preparei tomando fôlego o suficiente, pois a história seria longa. Eu comecei a namorar com o Hugo já faz quase um ano, e nesse meio tempo, as coisas mais loucas que aconteceram foi minha descoberta alien, e vocês, é claro. Mas assim, nos conhecemos e começamos a namorar por insistência dele, do tipo, muitas flores e chocolates, cartas românticas e presentes. De início, foi tudo maravilhoso, mas logo percebi que o irmão dele tinha certo ciúme de mim. E isso ficou bem claro quando fui jantar na casa do Hugo quando fizemos três meses. Uma hora, do nada, Rafael, que é o irmão dele, me chama pra uma conversa na sala, e eu vou só de inocente que eu sou. Quando chego lá, ele me senta à mesa e começa a me fazer todas as perguntas possíveis. Absolutamente tudo, ao ponto de eu ficar com medo dele perguntar se minha calcinha estava furada, e qual modelo que era. Eu queria muito agradar toda a família dele, e acabei respondendo todas as perguntas dele com o máximo de educação. Rafael, por que você está fazendo esse interrogatório em cima de mim? Eu não cometi nenhum crime até agora! disse eu depois de ter respondido uma pergunta particularmente indiscreta. Até agora mesmo, isso é pedofilia, garota! Será que você não se toca mesmo? Vai deixar meu irmão com complexo! falou ele, com raiva.
Bom, que pena que você pensa assim, porque eu não sinto a mínima vontade de terminar com ele, e garanto que ele não sente o mesmo! revidei eu, áspera. Depois daquela conversa, ele passou a me olhar meio estranho e eu fingia que nem ligava, mas no fundo eu tinha medo de que ele estivesse tramando alguma coisa. Tanto que um dia, durante um passeio pela Praça da Redença, eu conversei com o Hugo sobre isso. Mas não deu exatamente certo: Você tem certeza que meu irmão faria alguma coisa desse porte com você? Ele pode ser doido, mas não é tão violento assim. Eu tenho certeza que ele vai aprontar algo. Não sei o que é, mas sinto que será algo ruim pra nós. Você se preocupa demais. Aquele ali só sabe falar, bater que é bom, nem em pensamento. Eu dou só na cara dele se ele vier pra cima de ti, pode acreditar! Amor, ele não vai tentar atingir somente eu. Provavelmente vai acabar sobrando pra você também. Por favor, prometa que vai me avisar caso qualquer coisa aconteça com você, ta? Ta certo, amor. Mas agora eu preciso ir. Tem uma galerinha me chamando e você precisa ir prestar o exame de motorista. Até a vista! Boa sorte pra nós dois. Te amo, e até mais! Depois disso nos separamos, e eu fui prestar o exame de motorista pela enésima vez. Mas dessa vez eu achei que passaria. Que nada! Dirigi a cidade inteira e algumas vezes, notei um cara negro, de tranças, bem forte passando pela rua, mas não dei a devida importância. Quando cheguei à escola de volta, fiquei com a notícia que tinha errado somente algumas minúcias e que talvez desse pra que eu passasse se prestasse mais atenção da próxima vez. Saí de lá bem triste, e recebi uma ligação do Hugo, perguntando se eu tinha passado. Contei pra ele que tinha sido por muito pouco dessa vez, e que da próxima vez eu passaria com certeza, e nisso, conversamos por alguns instantes até que eu desliguei e comecei a andar pelas ruas até o ponto de ônibus. Quando cheguei lá, estava vazio, a não ser pela presença do mesmo cara que tinha visto nas ruas. Fiquei meio assustada, afinal, ele estava praticamente me seguindo! Mas eu cheguei junto e ele puxou um pouco de conversa comigo, e era o mesmo papo sobre os planetas e coisa e tal. Mas eu não acreditei de início. Mas ele continuou falando, e disse que podia sentir que eu era alguém especial e por isso ficávamos sendo atraídos um para o outro como dois imãs. E eu achando que era algum tipo de maluco estuprador. Hoje eu queria estar certa. Mas ele me convenceu fazendo as sombras o engolirem e fazendo aparecer atrás de mim. Eu fiquei completamente apavorada, mas pensei que fosse alucinação da minha cabeça. Então ele foi além: quando eu menos esperava, as sombras me envolveram e eu apareci flutuando em pleno céu com ele usando asas negras e me encarando. Nesse ponto eu tinha desistido de tudo o que eu sabia sobre sanidade e loucura. Depois de um tempo ele, me colocou no chão e esperou que meu ônibus chegasse e ficou me acalmando. Quando eu cheguei em casa, nem comi nem banhei, dormi de imediato. Quando acordei, pensei que tudo tinha sido um sonho. Quase pulei de felicidade, entre outras coisas. Fui começar meu dia, e tudo transcorreu normal até a hora que eu fui na casa do Hugo. Já ia fazer uns quatro meses de namoro, mas eu nem tinha percebido isso, só quando eu cheguei lá. Ele tinha preparado um jantar romântico pra mim com as próprias mãos, então tive que arrumar uma desculpa pra não botar nada na boca. Não tive muita opção, já que ele fez uma gororoba quase impossível de comer. Eu me surpreendo que não tivesse criado vida, mas enfim, mais ou menos na metade do jantar, ele começou a falar que tinha sonhado com uma guerra alienígena acontecendo no nosso sistema solar e que existiam sete aliens na terra sendo caçados por mais um. Fiquei gelada, porque batia exatamente com o que tinha acontecido na noite anterior. Amor, o que aconteceu com você? De repente você começou a mudar de cor, e pra verde. Bem, na verdade pra verde-claro, já que você empalideceu como cera, primeiro. Está enjoada? A comida está temperada demais? Respondi que não e que eu estava bem, que eu só tinha engasgado, mas que já tinha descido. Claro que ele era uma criança e caiu, mas não tão fácil. Quis me levar ao banheiro e eu estava decidida a não falar nada pra ele. Sabia que seria potencialmente perigoso para a imaginação dele, que estava em fase de transição. E eu estava começando a ficar tonta só de lembrar o que aconteceu na noite anterior. Depois de alguns momentos de disputa só pra ficar claro quem mandava na relação, ele me levou até o banheiro sob meus intensos protestos. Eu estava nervosa como jamais havia ficado, mas ele não se importou em receber uns tapinhas pra confirmar se eu estava bem. Enfim, depois de tudo, acabei me despedindo do pessoal e disse que ia embora. Sozinha? De jeito nenhum! Eu vou com você! disse ele. Cara, eu já tinha perdido uma briga pra ele, e agora era forçada a ser acompanhada por uma criança até a porta de casa, como se eu fosse um bebê. Eu estava bem fula! Enfim, o caminho de volta pra casa, foi tranqüilo. Hugo me dizia todas as coisas possíveis para me animar e me acalmar. Varias vezes me fazia rir com piadas sem graça, e com várias coisas malucas. Chegamos à parada e ele disse que iria me acompanhar até a porta, e só iria sossegar quando eu já estivesse no meu quarto. Quase que eu conto o que aconteceu, mas voltei atrás no ultimo momento. Sabe?Eu nunca senti o que sinto por você, por mulher nenhuma! É uma coisa totalmente nova! Eu tenho certeza de que eu te amo. Olhei pra ele. Aquele rosto tão infantil, com aquele olhar tão sincero. Eu não iria agüentar esconder aquilo dele por muito tempo. Reuni toda a minha coragem para começar e disse: Hugo, olha Aconteceu uma coisa ontem e Espera! Antes de me contar, deixa eu te dar um presente. Hoje é uma data muito especial pra nós dois e queria que fosse perfeito. Espero que eu não tenha estragado isso. Bobo. Nosso aniversário de namoro é só daqui a uma semana. Eu sei. Mas hoje é nosso aniversário de primeiro encontro! Quem é a boba agora? E ele puxou uma caixinha de presente, linda! Muito bem decorada nas cores que eu mais gosto. Quase que eu caí no choro quando percebi que ele se lembrava de todas as datas relativas a nós. Quando eu abri a caixa, percebi que tinha uma jóia linda dentro dela: um bracelete. Era prateado e tinha o desenho de uma pequena constelação com uma pedra laranja incrustada no meio. É o bracelete que uso até hoje, e que me ajuda a me transformar em Kahel.
Notas finais
E agora? O que voces estão achando dessa pequena revelação espantosa? Hora de fazer algumas perguntas e ver quem acerta a resposta, né?
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