Radio Rebel

2 Capítulo Dois - Blue Jeans


Notas iniciais
Oi oi gente. Voltei com mais um capítulo. Este é baseado em Blue Jeans da Lana Del Rey.

Por Perseu

Annabeth me disse que também tinha aula de Física então seguimos juntos até a sala Trinta, os alunos estavam se cumprimentando, novos alunos estavam sentados em silêncio nos cantos da sala. Annabeth adentrou a sala e sentou-se na segunda cadeira da fileira, e eu sentei logo atrás.
Nico entrou pela porta e sentou-se ao meu lado. Annabeth dizia algo sobre monumentos históricos que sonha conhecer. Eu não entendia muito que ela falava, mas assentia animado por ver um sorriso tão bonito em seus lábios.

– Hey, Percy! – Nico me cumprimentou. – Quem é a loira? – ele perguntou, Annabeth o olhou e sorrio, estendendo a mão.

– Sou Annabeth Chase! – Nico apertou a mão pequena e pálida de Annabeth e um sentimento estranho tomou meu corpo. – Você é?

– Sou Nico di Angelo. Muito prazer, loirinha! – ele disse, soltando sua mão da dela.

– O prazer é meu. – ela disse e a Sra. Stiles entrou na sala, dando inicio a mais apresentações.

Desta vez ouvi quando Annabeth se apresentava, de forma desajeitada e tímida na frente de tantas pessoas.

– Eu sou Annabeth Chase, dezessete anos, tenho o sonho de ser arquiteta e visitar os mais antigos monumentos na Grécia e em Roma. Considero-me uma pessoa responsável e decidida. – ela por fim terminou.

Quando ela sentou-se de volta em seu lugar eu a disse:

– Agora que você me conheceu... – comecei. – Não existirá mais responsabilidade em sua vida. – terminei e ela deu uma mínima risada.

– Pessoas não mudam seu jeito, Perseu! E ninguém mudará o meu. – ela disse e me olhou, indicando que a professora me chamava.

Depois de três aulas cheias de apresentações, o almoço chegou. Sentei-me na mesa dos populares, com Rachel, Jason, Calipso, Leo, Piper, Bianca e Nico. Rachel ficava roubando-me beijos e abraços a todo o instante e dizendo “Como senti sua falta!”.

Olhei por um instante para trás e vi Annabeth e mais três garotas e dois garotos em uma mesa. Ela virou-se a tempo de me encarar e dizer um pequeno “Olá”, junto a um aceno.

Rachel olhou para trás no mesmo instante em que Annabeth virava-se de volta ao centro da mesa.

– O que foi meu amor? – ela me perguntou com uma voz manhosa de criança.

Nada. Pensei que tivesse me chamado. Só isso. – menti.

– Oh, claro. – ela disse e terminou seu almoço.

Annabeth passou em nossas mesas e Rachel virou-se e pôs seu pé em frente ao de Annabeth, fazendo com que a garota se espatifasse no chão de pedras brancas.

– Por que fez isso Rachel? Ela é somente uma garota! – eu disse ajudando Annabeth a se levantar. A mesma estava com as roupas sujas de molho vermelho, por conta do macarrão.

– Oh, desculpe querida! – Rachel fingiu preocupação.

Rachel fique... – fui cortado por Annabeth que segurou meu ombro.

– Não precisa de tudo isso Perseu. Foi somente um tombo. – ela disse, tentando expressar positividade.

– Mas... – mais uma vez fui cortado.

– Somente um tombo. – ela me abraçou. – Obrigada, mesmo assim.

– Não há de que. – respondi enquanto a via se distanciar.

– Viu Percy, somente um tombo. – Rachel revirou os olhos enquanto levantava-se.

– Depois conversamos Rachel. – disse e fui atrás de Annabeth.

Não a encontrei em sequer nenhum lugar. Deveria estar com os amigos, ou procurando algo para vestir de limpo nos achados e perdidos.

Quando tocou o sinal, fui em direção a sala Vinte e Dois, História. Agora era uma de minhas aulas preferidas. O único professor que não me odeia. Quíron é um amigo de meu pai desde pequeno, ele me conheceu quando tinha somente três anos de idade, quando acabara de voltar de sua expedição para a Grécia Antiga. Logo depois desse pensamento, me veio Annabeth e seu desejo de ir ao encontro de antigos monumentos. Quíron poderia ajudá-la quanto a isso.

Entrei na sala vários alunos me olharam com caras feias. Passando por eles escutava coisas como “Por que fez isso com uma pobre garota?”, ou “Seu estúpido, ela também tem coração.”, e mais que prefiro nem mencionar. Mas não me preocupei, pois sabia que era de Rachel que estavam falando, não de Annabeth.

Sentei-me nas últimas carteiras e vi um vulto de cabeleira loira sentar-se em minha frente.

– Hey, Annie! Posso te chamar assim? – perguntei tentando fazê-la falar comigo. – Annabeth... Por favor, me desculpe. Rachel às vezes exagerar no que faz. – implorei.

– Perseu, eu disse que está tudo bem. Foi só um tombo, nada de mais! – ela virou-se para mim e seus olhos tempestuosos estavam vermelhos. Ela chorara escondida.

– Annabeth! – eu não disse mais nada, simplesmente abracei-a. Meu corpo formigava, com uma vontade de protegê-la, de fazê-la sentir-se melhor. De ver mais um de seus sorrisos.

Ela desabou em lágrimas e minha camisa azul ficou encharcada. Afaguei seus cabelos loiros macios, que cheiravam como lindos campos de morangos em meio a uma colina verde e uma floresta grande.

– Está tudo bem. Eu estou aqui! – disse sentindo seu corpo parar de tremer. – Sempre estarei aqui!

Notas finais
Espero que gostem!