Radio Rebel

3 Capítulo Três - How Bad Do You Want It?


Notas iniciais
Faz tempo que não posto, não é? Desculpe gente, sei que querem me matar por isso, mas é que eu desanimei com essa fic, ai eu ficava pesando, excluo ou não? Continuo ou não? Só que ai minha amiga (Oi Ju

Por Perseu

Como a aula de História era nosso último período, perguntei a Annabeth se ela não gostaria de ver um ensaio da minha banda. Só que ela começou um interrogatório e eu consegui fazê-la sorrir por uns momentos, ai ela aceitou e eu pedi a permissão dos meninos, pois ninguém nunca havia nos assistido e tal.

– Então o famoso capitão do time de futebol do Half-Blood School tem uma banda secreta que ninguém mais sabe além de mim? – ela perguntou rindo.

– Isso mesmo, mocinha, e trate de guardar isso no fundo da sua alma. – disse fingindo estar bravo.

– Você finge muito mal, Perseu. – ela gargalhou.

– Tem como você me chamar de Percy? Por favor, Annie, eu odeio meu nome.

– Quantas pessoas já te chamaram ou ainda te chamam de Percy? – ela perguntou pegando umas coisas no seu armário.

– Todas que me conhecem, por quê? – joguei minhas coisas dentro do meu que por incrível que pareça era do lado do dela.

– Pois eu gosto de ser diferente e não quero te chamar igual aos outros, e Percy é muito chato, prefiro Perseu que é um das minhas personagens favoritas da mitologia. – ela sorriu e saiu andando.

– Entendi... – disse parado e logo depois vi que ela estava distante. – Hey Annabeth! – gritei correndo atrás dela.

– O que? – ela se virou para mim.

– Você não vai comigo? – eu perguntei coçando a nuca.

– Só deixe-me avisar meus amigos, quer vir? – ela sorriu minimamente.

– Pode ser.

Ela saiu andando e eu a segui logo atrás e paramos quando estávamos perto de três garotas, a que estava encostada no armário era baixinha e tinha cabelos negros repicados e mechas azuis e prateadas, usava roupas pretas, um forte lápis preto nos olhos azul brilhante e um sorriso maquiavélico na cara. Ao seu lado tinha uma menina mais alta de cabelos castanhos claros e olhos de mesma cor, ela parecia brava, mas abriu um sorriso quando viu Annabeth. E por último tinha uma garota bonita com a pele em tom normal os olhos meio azuis meio castanhos e cabelo negro com uma tiara por cima, usava uma blusa branca e uma saia rodada. Mas ainda tinham dois garotos, o primeiro estava ao lado da bravinha, ele tinha cara de mal, mas parecia ser muito palhaço e o outro era moreno e segurava a mão da garota bonita.

– Bom, Perseu, esses são meus amigos. Thalia – ela apontou para a garota de cabelos repicados. – Clarisse. – a brava. – Silena. – a menina bonita. – O namorado da Clarisse, Chris. – ela apontou pro garoto palhaço. – E o Beckendorf. – o garoto moreno.

– Prazer, eu sou Perseu, mas podem me chamar de Percy. – eu disse acenando com a cabeça.

– Nós sabemos disso, já que foi sua namoradinha que fez Annabeth cair hoje mais cedo. – disse a tal de Thalia já vindo pra cima de mim.

– Thalia calma, ele já se desculpou. A culpa não é dele se a namorada é... – ela não terminou, pois eu a interrompi.

– Ex-namorada.

– Mas... Ok, a culpa não é dele se a ex-namorada é uma vadia. – ela disse parecendo aliviada.

– Meu Deus do céu, a Annie disse um palavrão. Vamos agradecer de pé igreja. – disse Clarisse rindo.

– Clari, cala a sua boca. – ela bateu no ombro da amiga.

– Ta bem né. – Clarisse deu de ombros.

– Então Thals, hoje eu não posso ir jogar videogame na sua casa. O professor de história passou um trabalho no primeiro dia em dupla e eu vou ter que fazer.

– Aham, trabalho. – Thalia sorriu maliciosamente.

– Larga de ser safada porque é trabalho mesmo.

– Ok, até mais sabidinha. – Thalia disse.

– Até cara de pinheiro. Tchau gente. – Thalia lhe mandou o dedo do meio e todos deram risada. Eu acenei com a cabeça e peguei a chave do meu carro.

Eu conduzi Annabeth até o estacionamento e abri a porta para ela entrar.

– Perseu, por que tão cavalheiro? – ela riu e revirou os olhos.

– É assim que deve se tratar uma dama, sabidinha. – eu ri quando a mesma me lançou um olhar mortal. – E pra falar a verdade seus amigos são bem legais.

– Eles podem parecer despreocupados comigo ou com eles próprios, eles zoam e tudo, mas se algo acontecer nós nos defendeu com unhas e dentes.

– Isso é amizade verdadeira. – eu sorri e fechei a porta e fui entrar no lado do motorista.

– Eu sei. – ela suspirou. – E Perseu Jackson é rico, então.

– Meu pai me insiste em dar tudo, até mesmo coisas que nem sei se vou usar.

– Minha mãe nunca me deu nada, ela trabalha muito duro para pagar essa escola e nossas despesas. Da para perceber só por minhas roupas e meu celular e meu cabelo e meu rosto e tudo o que eu uso.

– Annabeth, não minta a si mesma. Você é muito bonita, ter poucas condições financeiras não faz uma pessoa mais feia e nem ser rico faz uma pessoa mais bonita.

– Isso é o seu ver, Perseu. No ver da sociedade atual, os pobres são feios e mal educados e os ricos são lindos e super generosos. Mas muitas vezes isso é ao contrário, os ricos são esnobes e acham que mandam e tudo e os pobres lutam para sobreviver e continuam felizes e caridosos.

Ok, depois dessa eu me calo. Isso é a mais pura verdade da sociedade atual. É só você ver nessa escola, ela é dividida em uma pirâmide. No topo os populares, ricos e esnobes, que mandam em tudo e todos. Logo depois vêm os jogadores de times e líderes de torcida, que seguem a sombra dos populares. Mais embaixo tem os normais, que estudam e podem ser ou não espertos, mas ninguém dos de cima faz nada contra eles. Ai vem os nerds, geralmente são julgados pela aparência e inteligência pelos de nível acima. E por últimos os pobres e excluídos, que podem ou não ter amigos, mas são sempre os que mais sofrem nas mãos dos primeiros, primeiramente por não terem condições financeiras e depois por sua aparência e personalidade.

Seguimos o caminho com um silêncio constrangedor pairando sobre nós. Estacionei na frente da casa de Nico e eu desci e abri a porta para Annabeth que sorriu fraco. Será que estava triste comigo?

Abri a porta da garagem e todos estavam lá e os instrumentos todos prontos. Pedi para Annabeth ficar a vontade enquanto eu e os meninos decidíamos o que seria hoje. Vi um vulto passando na frente da garagem, mas não liguei, devia ser o pai de Nico.

– Perseu eu deixei algo cair no carro, pode me emprestar à chave, eu já volto.

– Claro. — a entreguei a chave e ela saiu rapidamente.

Continuei conversando com os meninos e vi o vulto novamente não me importando. Annabeth voltou e segurava a chave em uma mão. Ela me entregou e ficou esperando todos estarem de acordo. Decidimos a música e começamos o ensaio.

Mas mal eu sabia que isso ia vazar na rádio, e ainda por cima de –A. Seria Annabeth ou alguém implantará uma câmera para nos gravar e mostrar a todos como éramos de verdade?

Não sei, mas eu iria descobrir quem era –A.

Notas finais
Espero que gostem. xoxo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.