Racers of Life

25 Presentes para Sakura


Notas iniciais
Oi pessoas!! Hoje o cap é curto, mas é importante :) Dedico este cap à Mai por ter pedido os pensamentos de Sasuke em relação à Sakura!! Espero que goste, flor! Enjoy!

Sasuke está rodando em sua cadeira distraidamente, olhando para o nada. A cadeira pára de rodar e ele fita o céu e os arranha céus a sua frente.

Fechando uma mão em punho, ele descansa a cabeça sobre ela e viaja para longe de suas obrigações.

O que ele esteve a ponto de fazer no hospital? Queria apresentar Sakura como alguma coisa sua. Na hora parecia tão certo, sendo levado pela iniciativa de Shikamaru. A viu ali, quietinha, envergonhada...

Mas o que ele iria dizer?

Não eram namorados, isso nunca passou pela sua cabeça. Eles só saiam juntos e davam uns amassos... O que passou pela sua cabeça, então, quando decidiu puxá-la pela mão e apresentá-la como algo?

Não era homem de relacionamentos, gostava de curtir e ser discreto. Não estava nos seus planos que seus amigos soubessem seu envolvimento com ela, mas ele se entregou sem hesitar.

Sakura não era o tipo de garota que chamava a sua atenção. Era ingênua demais e um tanto infantil, mas ao mesmo tempo era audaciosa. Era curiosa e falava bastante, mas falava sobre coisas que lhe é interessante. Gostava de coisas que normalmente garota nenhuma gostava... E nunca tinha beijado antes.

Sasuke sorriu sem perceber balançando uma caneta, distraído, entre os dedos.

Essa era uma das coisas que o fez ficar ainda mais interessado nela. Tinha esse problema — e era consciente disso — de ser possessivo. Ser o primeiro dela, em todos os sentidos o fazia bem, fazia bem para seu ego.

Aquilo estava incomodando-o.

Primeiramente achou que sentia gratidão pela garota, afinal salvou sua mãe. Sua presença era bem vinda e ganhava toda a sua atenção do Uchiha naturalmente. Mas, agora... tinha desejo envolvido.

Diferente das outras, ela não saia de sua cabeça e, estranhamente, qualquer coisa o remetia à ela.

Gostava do cabelo diferente, do perfume, da boca, das pernas grossas, do sorriso, dos olhos, de sua risada...

Largou a caneta em seu colo e passou a mãos pelo rosto.

"O que tá acontecendo comigo?"

Era a pergunta que mais se fazia desde que suas horas passavam sem perceber, somente pensando na garota e em seu sorriso...

– Sasuke, onde está seu irmão? — Fugaku entrou na sala despertando Sasuke, que quase se entregou num pulo. Conseguiu manter a pose e retornou a caneta aos dedos, girando-a habilmente. Ele se virou lentamente dando pouca atenção para a presença do pai e vasculhando sua gaveta.

– Foi buscar a mãe no hospital — respondeu simplesmente — Algum problema?

Pelo olhar, Fugaku percebeu que a pergunta não se dirigia a algum problema na empresa, mas sim ao fato de Itachi ter feito o que fez.

Fugaku parou um instante olhando para o filho. A troca de olhares foi gélida. Sem dizer mais nada, se virou e saiu.

Sasuke soltou todo o ar de seus pulmões e o peso em sua cadeira. A visita repentina do pai o fez clarear a mente e Sakura fugiu um pouco de seus pensamentos. Com uma nova vasculhada na gaveta, achou o que queria. Seus olhos, acostumados com números e valores, passou rapidamente pelos papeis em sua mão.

A esperança se transformou em frustração. Seu pai teve o cuidado de não envolver a empresa da família nos seus negócios sórdidos. Nenhuma vírgula estava fora do lugar e isso o fez bufar desgostoso.

Teria que mexer um pouco mais na lama pra conseguir algo.



***



Manu olha para Itachi, com a mão estendida, e sente seu corpo relaxar. O constrangimento pela situação em que se encontrava era grande, mas decidida como era, não deixa transparecer — ou acha isso.

Ela respira fundo e estala os dedos das mãos sentindo-as suadas. Vê Itachi se iluminar num sorriso surpreso quando ela dá um passo para frente, em sua direção. Ele diz algo para a mulher á sua frente e Manu se arrepende do que está fazendo a cada passo dado.

– Pimen... Você. — Itachi a cumprimenta parecendo sem jeito, quando ela adentra o local e se aproxima.

Manu continua com a cara fechada e dá um mínimo sorriso para ele.

– Uchiha. — cumprimenta-o de volta satisfeita por sua voz ter saído firme.

Itachi mexe nervosamente no blazer não sabendo o que fazer.

– Er... hã... Mãe — ele se vira para a mulher à sua frente e Manu não consegue segurar o queixo. Ela olha surpresa para a mulher que lhe dá um sorriso gentil. Ainda de perto parece muito nova para ser mãe dele, apesar de estar com um aparência cansada, ainda era muito bela. — Essa é a...

Itachi morde o lábio nervoso e Manu acha até engraçadinho essa nova face dele.

– Manoela — se apresenta desfazendo a surpresa e estendendo a mão para a Mikoto. — mas pode me chamar de Manu.

Itachi solta o ar aliviado vendo o sorriso bonito da garota.

– É um imenso prazer finalmente conhecer a tão famosa Pimentinha. — Mikoto diz bem humorada deixando Itachi roxo de vergonha pela primeira vez. — Meu nome é Mikoto, Manu.

A garota deu um olhar zombeteiro para Itachi e reparou como ele estava excepcionalmente bonito àquele dia. Lembrou-se dos dilemas que sofria durante as noites. Da falta, que inevitavelmente aquele idiota a fez sentir...

– Quer tomar um café com a gente? — Itachi rapidamente se apruma arrumando o blazer novamente.

Mikoto se diverte vendo o filho tão sem jeito.

– Hã... — Manu olha ao redor e pensa em algo — na verdade só vim buscar uma cappuccino pro chefe.... sabe como é, né? — ela diz gesticulando como se fosse algo comum e ele tivesse que estar ali de qualquer maneira. — Bom... foi bom conhecer a senhora, aparece na loja... qualquer dia desses... — ela termina olhando para Itachi e dando uma piscada marota, saindo em seguida sem pegar o cappuccino.

– Ela é uma graça, querido — diz Mikot olhando para trás e vendo a garota correndo em direção a loja sendo alvejada por broncas do chefe — Não parece que ela lésbica...

Virou-se com um sorriso divertido para o filho e o viu olhando para a livraria ainda atônito.

– Eu sabia que era bonito, mas não sabia que chagava a tanto . — Itachi olhou para a mãe com um sorrisão — Orgulhe-se mãe, eu sou a cura gay!



***



Aquela segunda-feira estava sendo estranha para Sakura. Acordou sozinha antes do despertador berrar. Encontrou Sasori cantarolando alguma música romântica demais para a macheza dele, enquanto fazia o café dela sem reclamar de nada. E por último e mais estranho, recebeu uma caixa bem embrulhada e sem cartão ou qualquer sinal de quem a enviara. Escondeu de Sasori pensando ser de Sasuke e correu para o quarto.

Agora está atônita olhando o bonito colar em suas mãos. Um colar delicado de ouro com um pequeno ponto de luz. Sakura manuseava o cordão com extremo cuidado, como se ele fosse arrebentar em suas mãos.

Revira a caixa mais uma vez e não encontra nada.

– Só pode ter sido ele — pensa alto com um sorriso enorme.

Empolgada, ela gira pelo quarto guardando o presente delicado em sua gaveta de roupa íntima, sabe que ali Sasori nunca irá mexer. Vai até seu celular na mesma hora e digita o seu agradecimento.



"Obrigada pelo presente, usarei quando formos correr no sábado. Beijos, Sakura."



A resposta chegou quase instantaneamente.



"Não entendi. Que presente?"



Sakura riu e digitou novamente.



"Oras, o colar de ouro que acabei de receber... Não tinha nome, mas quem mais poderia ser? Obrigada, ele é lindo!"



Demorou um pouco para a resposta chegar e Sakura quase desistiu de esperar, mas o celular vibrou.



"Não é meu."



Sakura estranha a resposta e começa a pensar quem mais poderia estar a presenteando. Ninguém vem a sua cabeça, a não ser Sasuke. A estranheza era tanta, que nem chegou a levar em consideração a pequena tristeza que a abateu por não ter sido Sasuke.

– Sakura? — Sasori bate na porta do quarto — Não vai descer não?

– Já vou! — responde guardando o papel que embrulhava a caixinha em baixo do colchão.

O celular vibra mais uma vez e Sakura vê o nome de Sasuke no visor.



"Passo na sua casa quando eu sair."



Sakura respira fundo sorrindo. Melhor que um presente dele, é a presença dele. Achou que só se veriam no próximo sábado.

Respondendo um "ok" animadamente, ela guarda o celular e volta correndo para a oficina ajudar Sasori.

O almoço chega rápido e com ele o mais estranho dos acontecimentos aconteceu. Sasori volta mais cedo para a oficina e Sakura escuta o telefone tocando. Corre atender e escuta aquela voz.

– Sakura?

Mãe? — pergunta com a voz um pouco trêmula. Sentia tantas coisas, que não sabia o que estaria a fazendo tremer naquele momento.

– Meu anjo, estou com tanta... saudade. — A mulher soluçava e Sakura não conseguia se pronunciar. Aquilo parecia surreal demais. A figura, a pessoa mãe, não se ligava com aquela voz. Era estranho, como falar com alguém que nunca se conheceu.

– O que você quer? — Sakura perguntou sentindo um gosto ruim na boca e o estômago se retorcendo querendo devolver seu almoço.

A linha ficou silenciosa por um segundo, onde os soluços da mulher aumentaram.

Quero te ver minha filha.... quero te abraçar, te beijar... — a voz sofrida não comoveu Sakura, mas lágrimas amarguradas caíram dos olhos dela.

– O que aconteceu? Por que você foi embora? — Sakura soltou aquilo que a engasgava durante anos. O rosto inteiro se retorcia tentando segurar as lágrimas que teimavam em lavar seu rosto torrencialmente e a mão tremia como nunca – Por quê? — repetiu com a voz rouca.

Oh, minha florzinha.... — a mulher chora e os soluços de Sakura a acompanham. — Me... me encontre, por favor. Te imploro minha filha, preciso tanto conversar com você. Contar tudo o que aconteceu esses anos todos...

Sakura tira o telefone do ouvido por um minuto não aguentando aquela pressão toda. Sempre achou que um dia ela retornaria, mas nunca pensou que ela fosse causar tantas emoções e sensações nela.

– Sakura? — a voz da mulher se faz presente assim que ela retorna o telefone no ouvido.

– Estou aqui. — responde limpando a garganta.

O que me diz, meu anjo?

Sakura umedece os lábios engolindo o bile que sobe. Todo seu interior fica amargo e seu coração bate alucinado. Ela queria respostas. Ela precisava de respostas. Aprendeu a ignorar a falta que sentia da mãe, e acabou substituindo ela por Sasori. Mas...

– Tu-tudo bem. — ela responde rápido pra não se arrepender – Onde?

Um suspiro é ouvido do outro lado da linha. Sakura prende a respiração e aguarda.

– Me encontre sexta, naquele restaurante italiano no centro, não diga nada ao Sasori, ele não entederia. — a mulher diz rápido e em tom mais baixo – preciso desligar, meu amor. Mamãe te ama, obrigada.

Sem tempo de responder, o telefone fica mudo. Ela fica um tempo do mesmo jeito. Nenhum músculo reage e ela não sabe o que pensar.

Tudo iria mudar. Ela queria saber a verdade. Não queria?



Notas finais
Pimentinha quase que desce do salto hahahaha Itachi a cura gay???? Isso é uma piadinha do whats, pois a verdadeira Manu (Nihal) diz que Itachi seria o único homem que ela sairia hehehe Essa coisa de cura gay não existe, ser gay não é se doente! Foi só uma piada, se akguém se sentir ofendido, pode me chamar ;) Sasuke pensando na sakura de um jeitinho diferente hehehehe lindinho!! Uuuuuulllll!!! De quem é o presente?? quero saber oq passa pela cabecinha de vcs!!! Será que o Sasuke ficou com ciumes???? hahahaha Bom, Sakura vai se encontrar com a mãe... e aí??? Agora, hora da recomendação da Pan. Bom, eu nem sei oq dizer sobre essa fic estou impressionada até agora, e olha que é a primeira dela!! Ivana, minha amiga, você arrasou!! Gente, leiam Superius, garanto q vão amar! http://fanfiction.com.br/historia/617281/Superius/ Até mais pessoas, bjoos!