Pareço sufocada pelas escolhas de mim

Eu queria ser todas elas,

mas as coisas não são assim.

Queria riscar nas minhas paredes internas,

todas as expectativas de um eu em tela,

Não tenho como ser tudo,

tem ser que se contradiz e não se anula,

minha equação é pleno desequilíbrio,

Me engano achando que mais uma pílula me ajuda.

A lágrima que iria cair

volta pelo corpo o seu caminho,

chorar não desidrata a ansiedade que meu corpo gera.

Quando deito, caio

em um poço de espirais pretos e brancos

o que era descanso,

se torna mais uma viagem

onde a paisagem são os pensamentos

que em lucidez resolvi descartar,

não consigo dormir,

não consigo respirar,

ansiedade e essas peças

que meu corpo insiste em me confinar,

Outro dia,

Outra pílula,

e fingir normal estar.