Notas iniciais
05h30 da manhã escrevi isso, erros de português, avisem!

Rodrigo Fontaine entrou na biblioteca e foi em direção a mesa em que estava Sandy, a bibliotecária.

– Oi Sandy! – Disse.

– Olá, Rodrigo! Hoje vai ler algo ou nem pensar? – Perguntou Sandy arrumando alguns livros em sua mesa.

– Deixa para a próxima.

– Toda vez você diz isso, menino. – Sandy riu. – Qual a graça de entrar numa biblioteca para ficar sentado olhando para o nada?

– Isso se chama pensar, mas se você quiser, eu posso ir embora e ficar sentado olhando para o nada em outro lugar. – Fez uma cara triste.

– Claro que não! Você consegue pensar fazendo as piores caretas do mundo, não posso ficar sem isso. – Disse batendo um livro fino na cabeça de Rodrigo. – A sua mesa de sempre já está organizada e aguardando seu pensador preferido. – Apontou para uma mesa que parecia estar escondida.

– Opa! – Rodrigo foi andando em direção a mesa.

Sentou em uma cadeira e ficou pensando, pensava em como o mundo era chato, em como as pessoas eram mais chatas ainda, adorava colocar defeitos na sociedade por ele ser um zero a esquerda em tudo que tentava fazer, uma vez colocou a culpa em seu cachorro por não ter passado no teste de biologia, colocava a culpa em tudo e em todos, mas nunca em quem realmente tinha culpa: ele. Saiu um pouco de seus pensamentos, avistou uma caneta no chão, pegou e ficou brincando com aquilo até retomar aos seus pensamentos de onde parou. Ele não gostava nem um pouco da sua família, só tinha alguns amigos e nem sabia se podia chamá-los assim, a única coisa que gostava realmente de fazer era ver aquela menina loira ler seus livros, não que Rodrigo estivesse apaixonado, longe disso, ele só admirava aquilo, pois achava raro uma pessoa ler tanto assim, voltou aos seus pensamentos e assassinatos de pessoas em sua cabeça, sim, ele matava quase todos em seu pensamento e das formas mais ridículas possíveis.

...

Lívia Guerin correu para a biblioteca, viu Sandy e correu mais ainda para abraçá-la, aquela biblioteca era sua segunda casa e Sandy sua segunda mãe.

– Que saudades! – Disse Lívia saindo dos braços de Sandy.

– Você veio aqui ontem. – Disse Sandy arqueando a sobrancelha.

– Eu sei, mas senti falta daqui.

– Como uma menina nesse século sente falta de uma biblioteca?

– Eu sinto, mas biblioteca é um lugar mágico. – Lívia suspirou. – E meu bebê? Já está organizado?

– Você quis dizer sua mesa, não é? E não, não tive tempo, já que você será a futura bibliotecária, aprenda como se organiza uma mesa e faça esse favor para mim.

– Será uma honra. – Disse Lívia indo para a mesa.

Lívia tirou os livros que estavam na mesa, limpou e sentou com seu livro, estava lendo “As vantagens de ser invisível”, não, aquele livro não pegava na biblioteca, a mãe dela comprou, pois disse que lembrou Lívia ao ver na livraria. Para Lívia a biblioteca era muito mais do que livros, era o silêncio, o cheiro delicioso de livros, era magia pura. Ela estava adorando aquele livro, era tão... Ela.

...

Rodrigo olhava Lívia e tinha certeza que ela estava gostando do novo livro, depois de quatro meses observando aquela garota ele já conseguia decifrar se estava se divertindo com um livro ou não. Ele sempre teve vontade de levantar e ir perguntar para aquela menina se ela tinha algum problema ou só nasceu desse jeito “raro” mesmo, mas Rodrigo achava que iria parecer rude com ela. Ele sempre falava coisas sem intenção de machucar e machucava, mas não ligava muito, afinal, a culpa não era dele, mas com Lívia ele nunca falaria, tinha medo de falar e machucar a menina, talvez fosse a única pessoa que tivesse medo de magoar, mas por que? Rodrigo não sabia e não queria saber.

...

Lívia abaixou um pouco o livro e viu aquele menino que estava na mesa ao lado olhando para ela, será que se esqueceu de arrumar o cabelo antes de sair? Não, ela se lembrava de ter penteado. Ele desviou o olhar, ela já tinha o visto antes, mas nunca prestou atenção assim, ele estava sem nenhum livro, o que uma pessoa faz na biblioteca se não vai ler, fazer trabalho ou coisas do gênero? É uma biblioteca, ele só ia para sentar e ficar? Isso deixou Lívia encabulada. Pensou em falar com ele quando terminasse mais algumas páginas. Voltou ao livro.

...

Rodrigo ficou sem graça quando Lívia olhou para ele, ela nunca tinha olhado por mais de quatro segundos, é inútil, mas ele conta essas coisas. Notou o olhar de curiosidade da menina e foi para casa.

...

Lívia leu mais umas trinta páginas, não queria terminar aquele livro nunca mais, por isso se controlou, ela nunca quer terminar de ler um livro bom, pois fica meio depressiva. Olhou para os lados e não viu o menino, então foi para sua casa.


Notas finais
OBRIGADA MAYARA! SÉRIO GENTE, LEIAM E COMENTEM, ESTOU LOUCA DE IDEIAS.