Rabiscos.

2 Milagres acontecem.


Notas iniciais
Qualquer erro, evisem!

Rodrigo chegou a casa e gritou para ver se tinha alguém lá, mas ninguém respondeu. Ele morava com seus dois amigos, Fernando e Guilherme, Fernando era o mais certo dos três, ficava mais na dele e Guilherme era do mesmo estilo de Rodrigo, os três moravam na casa de Fernando, só Rodrigo que ainda não trabalhava, mas nem se importava, pois recebia dinheiro de seu pai todo mês, ele não se envergonhava de receber o dinheiro, achava que era mais do que obrigação já que seu pai nunca foi presente em sua vida.

- Já voltou?

Rodrigo ouviu uma voz familiar e virou.

- Não, não, Gui. Isso que você está vendo é um robô. – Começou a falar e se mover feito um robô.

- Hilário. – Disse Guilherme.

- Cadê o Fernando? – Disse sentando no sofá.

- Trabalhando, ele foi mais cedo hoje. – Disse Guilherme sentando ao lado de Rodrigo. – E aí, como foi lá?

- Quase o mesmo de sempre. – Disse Rodrigo. – Lembra da menina dos livros?

- Sim.

- Ela olhou para mim, por mais de dez segundos. – Disse Rodrigo sorrindo.

- Nossa! Meu Deus! Jura? – Guilherme parecia estar falando sério.

- Juro.

- Que bosta, cara. Qual é o tipo de gay que conta essas coisas?– Disse Guilherme rindo.

- Não sou gay.

- Em todos esses dezessete anos de vida, quantas meninas você já beijou? Duas?

- Quatro.

- E meninos?

- Mais de trinta, mas quero beijar mais um hoje, aceita um beijo, gato? – Disse Rodrigo indo para cima de Guilherme.

Guilherme desviou de Rodrigo e os dois riram. Rodrigo não era gay, só beijou quatro meninas porque namorou uma menina desde pequena, seu era Alana, eles terminaram no começo do ano, quando Rodrigo descobriu que a menina da igreja não era tão da igreja assim, ela sempre recusou sexo com ele, pois só iria fazer isso depois do casamento e Rodrigo a encontrou fazendo sexo com um menino que mal conhecia. Rodrigo começou a desenhar, ele desenhava muito bem, diga-se de passagem.

...

Lívia foi caminhando lentamente para a casa, mas tinha que arrumar toda aquela casa ainda. A mãe de Lívia estava de cama esses dias, então ela tinha que fazer tudo antes de ir à escola. Chegou a casa, deu um beijo em sua mãe e foi arrumar toda a bagunça que seus irmãos fizeram lá. 11h45 foi se arrumar para não chegar atrasada na escola, às 12h30 estava pronta, ela não gostava de se produzir toda para ir para um lugar onde todo mundo a odiava. Foi andando, mas não queria chegar, talvez se um caminhão a atropelasse seria melhor. Chegou naquele hospício e entrou, ficou no pátio, sentada, sozinha esperando o sinal tocar.

- Oi Lívia.

Ela olhou para o lado e não acreditou no que via, não respondeu nada.

- Só queria dizer que você comeu mais do que devia no fim de semana, está mais gorda.

- Obrigada, esse era o objetivo. Que bom que você notou! – Disse Lívia e tentou parecer convincente.

A menina saiu e Lívia riu. Essa menina era Yasmin, adorava tentar deixar Lívia para baixo, mas nunca conseguia. Abriu seu livro e ficou lá lendo.

- As vantagens de ser invisível?

Lívia não acreditou que mais alguém fosse encher o saco dela. Olhou e ficou surpresa.

- Sim. – Disse Lívia corando.

- Não fique vermelha. Eu sou Nathan. – Disse o menino esticando a mão.

Lívia já tinha o visto na escola antes, mas nunca prestou atenção, nunca prestava em ninguém.

- Eu sei, fizemos o sétimo ano juntos. Eu sou Lívia. – Apertou a mão de Nathan.

- Fizemos? Não lembro. – Nathan sorriu.

- Sim, sim. Mas então, já leu esse livro?

- Não. Só te vi aqui e decidi puxar papo.

Lívia ficou sem o que dizer.

— Você é Maria capacete ou gasolina? – Perguntou Nathan.

- O que seria isso?

- Meninas que gostam de caras com motos ou carros. – Disse Nathan.

- Não, gosto de caras com uma estante cheias de livros. – Disse Lívia.

- Ufa! Porque eu não tenho moto, muito menos carro e adoraria sair com você. – O sorriso de Nathan era o maior do mundo.

- Vamos lá, apostou com quem?

- Com o Roberto Figueiredo, mas sorri para mim porque eu quero ganhar esse dinheiro. – Disse Nathan rindo.

- Não, vocês são tão ridículos. – Disse Lívia revirando os olhos e saindo.

Nathan segurou seu braço de leve.

- Estou brincando, não conheço nenhum Roberto Figueiredo e isso não foi uma aposta.

- Aposto que é mentira. – Disse Lívia sorrindo.

Pelo pouco tempo que Lívia conheceu Nathan há tempos atrás, sabia que ele era um menino legal e naquela hora viu sinceridade nele. O sinal tocou, Lívia saiu andando sem falar mais nada para Nathan, mas ele veio correndo e parou ao lado dela.

- Aceita ou não? – Disse Nathan.

- Hoje não, Faro.

Os dois riram.

- Depois da escola me encontre no Café Khyul, é o meu lugar preferido. – Disse Nathan correndo para sua sala.

Lívia nunca achou que Nathan fosse tão divertido assim, decidiu aceitar seu convite, afinal isso era uma raridade.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.