R a - Virtual Warriors
3 Capítulo II: O teste
Notas iniciais
- A minha resposta é sim! – Finalizou o loiro de maneira confiante
Todos se assustaram ao verem um vortex em forma de espiral surgir no meio deles e aquela figura coberta por uma enorme capa, impedindo a visão de seu rosto surgiu. Aquela foice enorme e exageradamente pesada parecia apoiar o corpo daquela figura.
- Faça-o, fazendo favor! – Hiroshi pediu de maneira educada.
O loiro então fora engolido por aquele mesmo vórtex e quando pôde recordar, já estava em frente aquele templo em estilo romano.
Era uma construção suntuosa, com um jardim onde se predominava a cor azul. Todas as flores daquele lugar eram azuis. Um lindo espetáculo se fazia no ambiente saturno, onde o sol se punha preguiçosamente no oriente pintando o céu de amarelo, rosa e laranja. As pilastras faziam algumas sombras e era possível ver poucas rachaduras no local, embora fosse bem conservado.
Seu pensamento estava mais preocupado com aquela figura sombria que ia à frente de si. Estavam ainda dentro do jogo, mas ainda assim temia que aquele homem fizesse algo.
- Quem é você? – Perguntou curioso.
- Sou o Game Manage r do R.A., mas eu o conheço, Aoi. – Disse com uma voz fria e sóbria. – Daqui você seguirá sozinho.
O garoto olhou aquela enorme porta de madeira que se erguia imponente diante deles. Era a porta que o levaria ao seu desafio.
Aquele lugar fora onde surgira o clã Aoihana e onde até hoje se faziam os testes de admissão, mas não entendera bem o porquê de um GM estar fazendo aquilo, além do mais, aquela informalidade com que o tratava era anormal. Ainda tinha aquela voz...A conhecia certamente.
- Siga até o final e não olhe para trás. Completará o teste quando eu reaparecer para você. – Disse antes de desaparecer no mesmo vórtex de outrora.
O loiro agora estava sozinho e não tinha como voltar. Fechou seus olhos tentando acalmar todos os seus medos mais sombrios. Aspirou tão fundo que sentiu a confusão de odores à sua volta e isso o deu ânimo.
Empurrou a porta com toda a força que possuía e por pouco uma flecha não o acertara. Uma estátua muito parecida com o irmão estava com a próxima flecha pronta para ser lançada. Por sorte era rápido o suficiente para se aproximar e, com um movimento de mão, envolve-la com seus fios partindo-a em pedaços.
- Não podia pelo menos esperar eu tomar fôlego? – Perguntou para o nada antes que a porta atrás de si se fechasse bruscamente.
Tudo se escureceu e ele não gostava nem um pouco daquilo. Repentinamente uma tocha se acendeu ao seu lado e ele percebeu que teria de descer uma escada.
“Porque eu deveria descer mesmo?” Pensou ao pegar a tocha. Era bem óbvio que não iria sair dali vivo. Olhou ainda hesitante duas vezes conferindo o caminho que teria de seguir com a tocha antes de descer o primeiro de degrau.
Ficou aliviado quando percebeu que nenhuma armadilha fora ativada. E com isso, animou-se em pisar no próximo e vendo que não tinha armadilhas continuou.
Passou a descer as escadas mais depressa, embora ainda com a mesma cautela. Logo se via num corredor enorme que seguia até onde a escuridão não revelava seus segredos. Pensou ainda em retroceder, mas sabia que não havia como.
Se fosse um dos manipuladores de fogo, isso seria bem mais fácil. Era só tacar fogo em tudo que rapidinho tudo se esclarecia. Lembrou-se então que ainda estava com a mochila de equipamentos. Pegou dentro dela alguns bastões que ele quebrou e tacou o mais longe que pôde e qual foi a surpresa ao ver que eles foram atingido por uma miríades de flechas.
“Armadilha básica de templos antigos...” Aquilo realmente o irritou. Tinha agora que se concentrar e pensar. Velocidade era o que não lhe faltava e poderia facilmente chegar ao outro lado, mas isso com certeza lhe custaria a tocha, ou seja, teria de confiar em seus sentidos.
“Ótimo...Deveria ter prestado mais atenção às aulas do aniki” Pensou quando iniciou a investida pelo corredor. Sua velocidade nem se comparava a daquelas flechas, que mais pareciam estar em câmera lenta, enquanto o loiro passava sem dificuldade adentrando na escuridão.
Quando pôde finalmente parar de correr ficou a tatear o escuro e qual foi a surpresa ao perceber uma porta, que com muita dificuldade empurrou.
A sala que se abriu era ampla e clara. Achara que acabara o seu desafio, mas como o GM não aparecera, resolveu então aguçar todos os seus sentidos para poder perceber qualquer coisa que se movimentasse, mas nada. Estava tudo quieto.
Pôde perceber que havia algumas estátuas da guarda real chinesa. Tinha de admitir que esses caras pareciam poderosos, mas eram apenas estátuas...
- Opa... – Lembrara-se da recepção calorosa que recebera ao entrar no templo e então saltara para o lado antes que uma garra quase o dilacerasse.
Não eram mais estátuas, estavam vivos e coloridos. Aquelas garras pareciam bastante perigosas. Se bem lembrava da guarda real, eram especialistas em artes marciais, com conhecimento sobre o corpo humano, especialistas em acertar pontos vitais e assassinos rápidos.
“Que ótimo...” Pensou antes de desviar de uma agulha que quase acertara seu peito. Como a escuridão prevalecia no local sua única alternativa seria confiar em sua audição. Passou a movimentar as mãos com extrema leveza, como quem arrasta algo, mas antes que seus fios pudessem chegar perto daqueles homens eles desviaram já investindo contra o pobre corpo.
Não eram tão rápidos, mas tinha que admitir que não queria, de maneira alguma, receber um ataque deles, então movera mais um pouco as mãos e formara um escudo com seus fios. Os guardas recuaram por alguns segundos e, de longe, lançaram novamente uma investida de agulhas.
Os fios eram uma defesa falha, pois tinham vários pontos descobertos e que certamente agulhas passariam por ela, mas ainda assim, conseguira escapar de todas. Conseguira ouvir, com precisão, cada agulha que fora lançada contra ele e desviara de todas elas.
Sabia que aqueles cinco caras eram bem fortes, mas ainda tinha lá seus trunfos. Começou então a se movimentar bem rápido, e qual foi a surpresa dos guardas ao verem os fios juntos em forma de uma flecha e que vinha na direção de um deles.
Aquela flecha acertara diretamente no peito espalhando o sangue do guarda por todo o local e antes que os outros pudessem interferir, Aoi girou seu corpo levando a flecha que ao encostar nos outros os carregou como se fosse uma madeira e Aoi jogou todos contra a parede, esmagando-os. A adrenalina estava a níveis muito altos e o garoto sentou-se no chão para poder se acalmar.
Era algo frio e cheio de paralelepípedos. Ficava pensando se ainda faltava muito, mas isso nem que fizesse mil hipóteses poderia saber.
***
Os ânimos estavam exaltados e não era por conseqüência do café que fumegava na mesa daquela taverna no meio da vila élfica. O clã Aoihana estava todo ali, procurando uma solução para aquela escolha. Os burburinhos tinham se espalhado por todo o local e os pobres garçons estavam muito ocupados servindo seus pratos e suas bebidas
Aquela mulher de cabelos castanhos desfilava com seu kimono entre os do clã. Kameyo era realmente linda, mas não facilitaria para o loiro. Seu nível de periculosidade se igualava ao de muitos ali e por isso era uma mulher respeitada no clã. Seu enorme leque nas costas era sua arma favorita, embora muitas das vezes nem precisasse usá-lo.
- Irei eu, pois serei justa na minha batalha. – Disse enquanto os irmãos discordavam
Estavam naquela discussão desde o início do teste. Hiroshi insistia que Tsuki certamente não seria uma boa escolha, Daichi e Katsu muito menos. Teriam de ter alguém imparcial e ninguém melhor que Kameyo. Ela era bem conhecida por ser justa em suas batalhas e também por ser um dos mais fortes membros do clã.
- Nós somos a família dele, nós vamos! – Insistiu Katsu já com a espada desembainhada.
Hiroshi sacou suas pistolas e apontou para a cabeça dos dois. Estava já a ponto de apertar o gatilho e os irmãos já quase sentiam suas cabeças explodindo.
- Eu já disse! Vai ser Kameyo e pronto! – A voz estava irritada e autoritária.
Para Hiroshi chegar àquele ponto era porque não havia mais como reivindicar qualquer direito. Só não receberam dois tiros no crânio porque àquele vórtex apareceu.
- Já decidiram quem vai? – A figura sombria perguntou de maneira sóbria.
Os dois até se mexeram, mas as pistolas ainda estavam apontadas para suas cabeças. A mulher deu passos à frente mostrando que era ela. Um vórtex a envolveu e no minuto seguinte ela estava numa sala olhando, das sombras, o loiro sentado no chão.
- Imaginei que aqueles patetas não conseguiriam lhe matar. – Disse ela enquanto se abanava com um leque de tamanho comum.
O loiro pôs-se de guarda imediatamente esperando pelo pior, a sala se iluminou um pouco misteriosamente. Deveria ser a batalha final. Ao julgar por aquele enorme leque nas costas, a conhecia.
- Kimura Kameyo, suponho. – Disse ainda tentando se recordar da garota. – A tal da guerreira dos ventos, estou certo?
- Sim, sim...Sou eu mesma, sua oponente. – Respondeu ainda abanando-se com o leque.
O garoto fez apenas um movimento e aquele leque se partiu em pedaços e antes que ele pudesse continuar seu ataque ela saltou para trás retirando outro leque das mangas e, com um sorriso irônico no rosto, abanou levemente levantando uma rajada de vento muito forte. O loiro teve que fazer alguns movimentos e atrás de si, as paredes tiveram vários cortes.
- Você tem tantos assim? – Perguntou o loiro se recompondo.
- Alguns... – Disse sorrindo.
O loiro percebera que seus fios eram muito leves e a qualquer movimento daquele leque poderia fazê-los vir contra si. Deveria lutar de uma outra maneira. Ainda tinha sua velocidade é claro, mas talvez não fosse suficiente.
Sempre quisera possuir um elemento, mas nunca conseguira desenvolver nenhum. E agora já começava a acreditar que seus irmãos tinham razão de não deixá-lo fazer aquele teste.
- O vento é um elemento incrível não é? – Perguntou a mulher de cabelos castanhos. – É uma pena que você seja um estéril. – A mulher sorriu sabendo que era uma ferida a ser tocada.
Sim, Aoi era um estéril, um guerreiro sem elemento. Em R.A. acreditava-se que os elementos eram desenvolvidos com o tempo, mas por mais que Aoi tentasse desperta-lo nunca conseguira. Ser um estéril o dava a imagem de um iniciante, embora fosse bem forte.
Hiroshi tinha ordenado a Kameyo que usasse o teste para desenvolver o elemento de Aoi através de seu emocional. Kameyo até estranhara que essa fosse sua missão, mas Hiroshi era o tipo de líder que olhava para o futuro e era bem sábio em determinados assuntos. Havia boatos em R.A. que ele tinha algum tipo de clarividência, mas nunca foram confirmados. E se o perguntavam ele dizia que sua experiência o ensinara muito. Fazia sentido.
- Posso ser um estéril, mas ainda tenho meus truques. – Disse antes de aparecer na frente dela dando-lhe um chute que a fez voar contra a parede.
Kameyo tinha que admitir que aquele garoto tinha uma velocidade incrível. Em todas as suas batalhas só Hiroshi se equiparava a tal velocidade. E se ele era tão rápido teria de ser mais severa em sua batalha.
Aoi aproveitou que a morena havia sido jogada na parede para, com seus movimentados rápidos, usar os fios para aprisioná-la, mas qual foi a surpresa quando uma rajada de vento fez com que novamente tivesse de esquivar seus fios de sua direção enquanto era jogado violentamente contra uma parede. Mesmo sem seus fios estarem no caminho fora alvejado por inúmeros cortes em seu corpo. A poeira do local se erguera e quando finalmente se dissipara vira aquele leque de tamanho descomunal aberto.
-Apresento-lhe Ranon, meu leque favorito. Seu nome significa Vento Impetuoso! – Disse a mulher por trás daquele enorme leque.
Aoi se levantava com muita dificuldade. Seu corpo estava cheio de arranhões e cortes não muito profundos, mas que com certeza lhe causava dor. Sua expressão era um misto de fúria e confusão. Ainda não entendera o porque daqueles cortes, mas se lembrara do episódio com o irmão.
- Como ele pode cortar dessa maneira? – Perguntou com certa dificuldade.
-Bom...Eu posso alterar o formato e a concentração com que o vento se movimenta. Assim como um jato de água bem concentrado e fino pode perfurar uma pedra, de maneira semelhante eu posso fazê-lo.- Respondeu balançando o leque mais uma vez.
Aoi teve tempo o suficiente para cruzar o espaço todo e reaparecer atrás dela. Era verdade que de todos os elementos o mais difícil de defender ou esquivar era o vento, mas como o ponto de partida era ela então deveria ficar atrás dela para poder escapar, pensou.
Aproveitou que estava perto de sua oponente e deu-lhe um soco nas costelas e antes que ela pudesse se recuperar deu-lhe um chute na cabeça fazendo-a ficar desorientada, mas antes que pudesse desferir qualquer outro golpe ela virou-se com o leque fechado acertando-lhe um golpe com força considerável fazendo Aoi ir ao chão.
A garota saltou dando cambalhotas em pleno ar com o leque aberto parecendo-se com uma cerra vindo em sua direção. Antes que ela chegasse ao chão o garoto se esquivara e entre seus giros o garoto acertou-lhe um chute fazendo com que Kameyo fosse ao chão.
Aoi estava pronto para usar seus fios quando Kameyo abanou seu leque fazendo com que dessa vez o garoto acertasse o teto e logo depois caísse no chão duro e frio.
- Você não é páreo para mim. – Disse um pouco ofegante pela batalha corpo a corpo. – Eu sou a guerreira dos ventos e você é só mais um estéril inútil. – Cuspiu as palavras de maneira dura.
Aoi não sabia se a dor que sentia em seu peito era fruto de um dos vários ferimentos ou da humilhação de ser um estéril. Mesmo sua velocidade não conseguira ganhar daquela mulher que por sinal era bem forte. Treinara tanto para que quando finalmente tivesse uma chance de conseguir entrar para o clã e todo esse treinamento fora em vão, pois estava para ser derrotado. Hiroshi confiara nele e Tsuki também, mas falhara com todos. Seus irmãos estavam certos.
- Se você não fosse tão fraco poderia me derrotar, mas você nem ao menos chega perto dos meus pés, estéril. – A palavra estéril ecoava pelos cantos de seu subconsciente de maneira cruel.
Aoi se levantava com muita dificuldade e dentro de si ainda sentia-se humilhado. Tinha o talento de não desistir, mas estava sendo um custo muito alto tal talento. Imaginava que quando retirasse a interface cerebral teria de ficar um ano de cama. Para um personagem virtual a dor poderia ser suportável, mas para Aoi Hikaru era insuportável.
- Deixe de falar asneiras, eu ainda não fui desconectado. – Disse ainda esperançoso. – Eu vou vencê-la. Aqui e agora! – Disse enquanto procurava se equilibrar.
Kameyo estava pronta para dar seu último ataque, mas percebeu que o garoto disparou em sua direção e ela só ouviu sua movimentação segundos depois e então uma pressão no estômago a jogou para cima. Seu pensamento foi rápido e quando pôde se recuperar lançou uma rajada de vento para o chão o que a fez subir um pouco mais.
“Ele foi mais rápido que o som” Pensou a morena enquanto esperava ver o garoto no chão, porém, antes que a poeira se dissipasse, ela viu um clarão atravessar a sala e então tudo se escureceu.
Quando a poeira se dissipou, eram visíveis aqueles cinco raios ligando os dedos do loiro enquanto pequenas faíscas de eletricidade o rodeavam.
Um vórtex apareceu em seguida mostrando aquela figura sombria.
-Você passou no teste, Aoi. – Disse enquanto o garoto deixava seu corpo desabar no chão frio.
Quando aquele ser misterioso percebeu que o garoto havia desmaiado, resolveu levar os dois de volta ao clã. Sem fazer nenhum movimento ele distorceu toda a área, voltando até onde estava o resto do clã.
Aquela taverna nunca esteve tão caótica. Os players estavam ficando alvoroçados porque o GM estava lá e estava ficando um ambiente difícil de conversar. As pessoas gritavam e pediam-lhe inúmeras coisas e estava ficando difícil de suportar.
Antes que os integrantes do clã percebessem estavam numa campina deserta com uma confusão de árvores que só faziam barulho quando o vento farfalhava suas folhas.
-Bom...Meu trabalho terminou por aqui. – Olhou para Hiroshi. – Espero vê-lo de novo, amigo. – Disse antes de desaparecer.
Os dois irmãos estavam inquietos com a situação. Era só um jogo, sabiam, mas já ouviram falar de casos bem assustadores em que alguns jogadores tiveram mortes cerebrais e outras coisas que interferiam com o funcionamento do cérebro humano.
- Olha só o porquê nós dissemos que ele não podia fazer o teste. – Remecheu-se Katsu com uma fúria incontrolável.
— Não se preocupem, isso é só uma pequena conseqüência de seu elemento. – Disse Hiroshi com um sorriso no rosto.
Hiroshi se aproximou do garoto e apoiou sua mão sobre o peito do mesmo. Uma corrente elétrica saiu de sua mão e fez o garoto pular. O loiro abriu os olhos num susto cuspindo muito sangue.
- Aki, Kazuhiko, cuidem dele! – Disse para os garotos que estavam ali perto.
Os gêmeos loiros e de olhos lilases, aproximaram-se do garoto com suas vestes brancas e o tocaram com sua pele alva. Eram os maiores especialistas em suporte do jogo e certamente os que eram mais qualificados para cuidar do garoto.
Hiroshi se dirigiu até o corpo de cabelos castanho espalhados pela relva. Kameyo deveria ter sido acertada por um raio, pois estava completamente inconsciente. Fez a mesma coisa que fez com o loiro na morena e ela despertou.
- O que aconteceu? – Perguntou a morena acordando.
-Ele te derrotou com o elemento dele. – Disse Hiroshi com um estranho sorriso.
- Então...Missão cumprida. – Disse se levantando e se apoiando em seu leque.
Os irmãos Hikaru se entreolharam compreendendo o porquê de toda aquela insistência. O plano de Hiroshi desde o início foi despertar o elemento de Aoi.
- Vocês são patéticos! – Disse de maneira sarcástica
Hiroshi teve de correr, pois atrás de si vinham dois furiosos irmãos: Um com uma espada em chamas e que disparava miríades de bolas de fogo em sua direção e outro com flechas que quase o acertavam.
- Isso é um verdadeiro desastre. – Riu o loiro de olhos azuis depois de se recuperar.
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